{"id":266317,"date":"2021-08-16T07:44:10","date_gmt":"2021-08-16T10:44:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=266317"},"modified":"2021-08-16T11:57:53","modified_gmt":"2021-08-16T14:57:53","slug":"estou-desempregado-e-com-fome-faz-um-pix-ai-por-favor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/estou-desempregado-e-com-fome-faz-um-pix-ai-por-favor\/","title":{"rendered":"&#8216;Estou desempregado e com fome; faz um Pix a\u00ed, faz&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Tenho 35 anos, sou casada e tenho dois filhos. Estou desempregada, meu marido tamb\u00e9m est\u00e1, e n\u00f3s pagamos aluguel. A empresa em que ele estava trabalhando mandou ele embora, mas vai acertar com ele s\u00f3 dia 26 [de agosto], ele trabalhava de servente de pedreiro. Estamos com as contas atrasadas, e est\u00e3o faltando coisas para comer em casa.&#8221;<\/p>\n<p>O relato \u00e9 de Fabiana Santos Theodoro, moradora de Blumenau, em Santa Catarina. No in\u00edcio de agosto, ela recorreu ao Facebook para pedir ajuda, ap\u00f3s seu marido perder o trabalho na constru\u00e7\u00e3o civil, tornando-se mais um entre os 14,8 milh\u00f5es de desempregados do pa\u00eds, n\u00famero recorde registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) desde 2012.<\/p>\n<p>Assim como Fabiana, muitos outros brasileiros t\u00eam usado as redes sociais em busca de doa\u00e7\u00f5es ou ajuda financeira. O fen\u00f4meno se tornou ainda mais evidente ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do Pix, sistema de pagamento instant\u00e2neo lan\u00e7ado pelo Banco Central em novembro de 2020.<\/p>\n<p>Desemprego elevado, queda da renda, redu\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial e a menor circula\u00e7\u00e3o nas cidades com a pandemia est\u00e3o entre os fatores que est\u00e3o levando as pessoas a implorarem por ajuda nas redes, avalia Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinan\u00e7as e Inclus\u00e3o Financeira da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV).<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do Pix tamb\u00e9m contribui para a pr\u00e1tica, j\u00e1 que o meio de pagamentos sem custo para os usu\u00e1rios facilitou a transfer\u00eancia de pequenos valores, antes inviabilizada pelo alto custo de meios de transfer\u00eancia como TED e DOC.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o aux\u00edlio emergencial levou a um avan\u00e7o da bancariza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de renda mais baixa, que agora pode se valer de transfer\u00eancias banc\u00e1rias para receber doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em meio ao desespero das pessoas que de fato est\u00e3o precisando de ajuda, no entanto, h\u00e1 tamb\u00e9m golpistas e rob\u00f4s que tentam se aproveitar da boa vontade dos doadores, segundo um estudo in\u00e9dito do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), feito a pedido da BBC News Brasil.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de mais de 1,5 mil tu\u00edtes de 181 usu\u00e1rios que pediram doa\u00e7\u00f5es via Pix num per\u00edodo de 15 dias em julho deste ano revelou que ao menos 4% dos perfis e 10% das postagens tinham &#8220;alta probabilidade de comportamento automatizado&#8221;. Ou seja, muito provavelmente, s\u00e3o rob\u00f4s programados para pedir doa\u00e7\u00f5es nas redes.<\/p>\n<p>Twitter e Facebook \u2014 que controla a rede social de mesmo nome e tamb\u00e9m o Instagram \u2014 reconhecem o problema e estimulam os usu\u00e1rios a denunciarem perfis suspeitos.<\/p>\n<p><strong>Um reflexo da anormalidade da economia<\/strong><br \/>\nPara Lauro Gonzalez, da FGV, a multiplica\u00e7\u00e3o dos pedidos de ajuda e doa\u00e7\u00f5es virtuais \u00e9 um reflexo da crise gerada pela pandemia e do momento de instabilidade econ\u00f4mica em que vivemos. &#8220;Apesar da recupera\u00e7\u00e3o da atividade e relativa reabertura, estamos longe ainda da normalidade&#8221;, observa.<\/p>\n<p>Exemplo disso \u00e9 o fato de que, apesar de os economistas projetarem atualmente um crescimento de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021 \u2014 bem acima dos 3% estimados em meados de abril \u2014 a taxa de desemprego do pa\u00eds estava em 14,6% em maio, de acordo com o dado mais recente dispon\u00edvel, com cerca de 3,2 milh\u00f5es de desempregados a mais do que em dezembro de 2019, antes da chegada da pandemia ao Brasil.<\/p>\n<p><strong>N\u00famero de desempregados<\/strong><br \/>\n&#8220;As redes sociais acabam constituindo um ve\u00edculo prop\u00edcio para as pessoas conseguirem dar escala a coisas que antes era muito dif\u00edcil escalar. Atrav\u00e9s das redes sociais, esses pedidos de ajuda financeira ou doa\u00e7\u00f5es podem atingir milhares de pessoas potencialmente, a um custo bastante reduzido&#8221;, acrescenta o economista.<\/p>\n<p>Segundo ele, a perda de renda e a redu\u00e7\u00e3o da mobilidade nas cidades brasileiras durante a pandemia s\u00e3o fatores correlacionados.<\/p>\n<p>&#8220;A perda de renda decorre em parte da pr\u00f3pria falta de mobilidade porque, na medida em que as pessoas circulam menos, parcela do seu consumo \u00e9 deslocado para o ambiente virtual, mas outra parcela n\u00e3o, ent\u00e3o a roda da economia gira mais devagar com a falta de circula\u00e7\u00e3o e o pr\u00f3prio receio das pessoas&#8221;, afirma o professor da FGV.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio de perda de renda e restri\u00e7\u00e3o de mobilidade, com deslocamento de parte da vida para o ambiente virtual, uma inova\u00e7\u00e3o do mercado financeiro \u2014 o Pix \u2014 teve um efeito inesperado sobre a vida das pessoas mais pobres.<\/p>\n<p>&#8220;O Pix facilita as transa\u00e7\u00f5es e a transfer\u00eancia de recursos a custo muito baixo \u2014 no limite, at\u00e9 a um custo zero&#8221;, diz o especialistas em inclus\u00e3o financeira. &#8220;Ele se disseminou rapidamente, sendo adotado com sucesso talvez mais rapidamente at\u00e9 do que o Banco Central esperava.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo a Febraban (Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos), at\u00e9 maio deste ano, o sistema contava com 93,6 milh\u00f5es de usu\u00e1rios cadastrados e a taxa m\u00e9dia de crescimento mensal do n\u00famero de usu\u00e1rios era de 18%. A parcela do Pix no total das transa\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias passou de 7% em novembro de 2020, para 30% em mar\u00e7o deste ano, enquanto os pagamentos via maquininha de cart\u00e3o (68% para 51%) e via TED e DOC (25% para 19%) perderam espa\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>N\u00famero de usu\u00e1rios do Pix<\/strong><br \/>\n&#8220;Para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, o custo de transa\u00e7\u00e3o dos antigos meios de pagamento eram exorbitantes&#8221;, observa Gonzalez. Segundo o Banco Central, o custo m\u00e9dio de uma transfer\u00eancia via TED ou DOC \u00e9 de R$ 11,89, um valor alt\u00edssimo considerando que a renda m\u00e9dia dos 10% mais pobres do pa\u00eds era de R$ 109 em 2019.<\/p>\n<p>&#8220;Os recursos em esp\u00e9cie [dinheiro de papel] eram muito utilizados por conta do elevado custo de transa\u00e7\u00e3o [das transfer\u00eancias banc\u00e1rias]: os pagamentos eram caros e faziam diferen\u00e7a no bolso da popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. O Pix vem e melhora essa equa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o economista.<\/p>\n<p>O professor da FGV destaca ainda outra mudan\u00e7a recente na vida financeira dos mais pobres: o aumento da bancariza\u00e7\u00e3o dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o, resultado do pagamento do aux\u00edlio emergencial durante a pandemia atrav\u00e9s de contas digitais da Caixa Econ\u00f4mica Federal.<\/p>\n<p>Segundo o Banco Central, o n\u00famero de brasileiros com conta em institui\u00e7\u00e3o financeira ou que consumiam algum produto financeiro (investimentos, por exemplo) chegou a 181,7 milh\u00f5es em julho deste ano, comparado a 165,6 milh\u00f5es em fevereiro de 2020, o que significa que 16,1 milh\u00f5es de pessoas passaram a usar servi\u00e7os financeiros desde o in\u00edcio da pandemia.<\/p>\n<p><strong>N\u00fameros de CPFs ativos<\/strong><br \/>\nSe por um lado o aux\u00edlio estimulou a bancariza\u00e7\u00e3o, por outro, sua redu\u00e7\u00e3o este ano \u2014 tanto em termos de valor, como de n\u00famero de benefici\u00e1rios \u2014 empurrou muitos brasileiros para uma situa\u00e7\u00e3o de precariedade, tendo de recorrer a doa\u00e7\u00f5es para sobreviver.<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu com o trabalhador da constru\u00e7\u00e3o civil desempregado Ubirajara Ribeiro, de 44 anos e morador de Itaquaquecetuba, no interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&#8220;Vivo com minha mulher e os dois filhos dela. Nosso Bolsa Fam\u00edlia foi bloqueado e cortaram meu aux\u00edlio, estou sem comida, sem g\u00e1s. Vou fazer o que? Fui pedir ajuda&#8221;, diz Ribeiro, que recorreu ao Facebook para pedir doa\u00e7\u00f5es de alimentos ou ajuda para comprar um botij\u00e3o de g\u00e1s<\/p>\n<p>Ele conta, por\u00e9m, ter sofrido muitas humilha\u00e7\u00f5es e cr\u00edticas de outros usu\u00e1rios da rede social.<\/p>\n<p>&#8220;Eu pedi ajuda e me xingaram, chamaram de marmanjo velho, ningu\u00e9m ajuda n\u00e3o. Quando ajuda, primeiro humilha, depois ajuda&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p><strong>Golpistas e rob\u00f4s<\/strong><br \/>\nEm meio \u00e0s pessoas que pedem ajuda por de fato estarem passando dificuldades, existem perfis que se passam por necessitados para conseguir dinheiro \u00e0s custas da boa-f\u00e9 dos doadores.<\/p>\n<p>Alguns desses perfis usam fotos de terceiros na tentativa de comover os potenciais contribuintes, como imagens de crian\u00e7as pobres e de geladeiras vazias que n\u00e3o pertencem ao pedinte.<\/p>\n<p>No Facebook, h\u00e1 relatos de pessoas que dizem ter doado e sido imediatamente bloqueadas pelo pedinte, ou constataram que o perfil havia sido deletado logo ap\u00f3s a doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Twitter, pedidos de doa\u00e7\u00e3o ileg\u00edtimos s\u00e3o feitos em alguns casos por perfis automatizados, conforme revelou o estudo feito pelo ITS a pedido da BBC News Brasil, utilizando a ferramenta Pegabot, lan\u00e7ada pelo instituto em 2018.<\/p>\n<p>Segundo Maria Luiza Mondelli, cientista de dados do ITS e autora do estudo, esses perfis t\u00eam algumas caracter\u00edsticas em comum: muitos foram criados recentemente; publicam muito num curto espa\u00e7o de tempo; repetem o mesmo conte\u00fado em diversas postagens; usam em seus tu\u00edtes hashtags que est\u00e3o sendo muito compartilhadas naquele momento; e publicam em resposta a perfis verificados de amplo alcance, como o do youtuber Felipe Neto, da ex-BBB Juliette, do clube de futebol Flamengo, do presidente Jair Bolsonaro e de ve\u00edculos de imprensa.<\/p>\n<p>Mondelli explica a estrat\u00e9gia dos rob\u00f4s de comentar tu\u00edtes de famosos ou com grande n\u00famero de intera\u00e7\u00f5es. &#8220;\u00c9 uma quest\u00e3o de alcance. Quando voc\u00ea comenta ou compartilha um tu\u00edte de uma conta verificada ou com grande n\u00famero de seguidores, voc\u00ea consegue uma visualiza\u00e7\u00e3o maior do seu pr\u00f3prio tu\u00edte, alcan\u00e7ando mais pessoas&#8221;, afirma a cientista de dados.<\/p>\n<p>&#8220;A automatiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de conseguir distribuir mais tu\u00edtes num tempo menor, com isso esse perfis buscam ter um alcance maior e, consequentemente, obter um maior n\u00famero de doa\u00e7\u00f5es&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>&#8220;Parte desses perfis podem sim agir de m\u00e1-f\u00e9, por isso a verifica\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante&#8221;, alerta a pesquisadora. Segundo ela, al\u00e9m de estar atento \u00e0s caracter\u00edsticas mais comuns dos perfis automatizados, os usu\u00e1rios do Twitter tamb\u00e9m podem usar o Pegabot quando estiverem em d\u00favida, pois a ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel para o p\u00fablico em geral no endere\u00e7o https:\/\/pegabot.com.br\/.<\/p>\n<p>A BBC News Brasil procurou o Facebook e o Twitter para saber se as empresas percebem um crescimento dos pedidos de doa\u00e7\u00e3o; se conseguem avaliar se tratam-se em sua maioria de pessoas reais ou rob\u00f4s; qual a pol\u00edtica das plataformas em rela\u00e7\u00e3o a esse tipo de postagem; e se h\u00e1 alguma a\u00e7\u00e3o quando se constata que um perfil \u00e9 automatizado ou est\u00e1 agindo de m\u00e1-f\u00e9.<\/p>\n<p>Ambas as empresas declinaram ao pedido de entrevista e optaram por responder por e-mail. O Facebook, dono da rede social de mesmo nome e do Instagram, respondeu o seguinte:<\/p>\n<p>&#8220;Diariamente, vemos as pessoas usando o Facebook para encontrar e oferecer ajuda em suas comunidades. Pensando nisso, lan\u00e7amos recursos como a Central &#8216;Ajuda da Comunidade&#8217; ou a ferramenta &#8216;Doa\u00e7\u00f5es de Sangue'&#8221;, afirma a empresa.<\/p>\n<p>&#8220;Vale ressaltar que n\u00e3o \u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o das regras do Facebook pedir ajuda a amigos e familiares por meio do pr\u00f3prio feed, grupos ou p\u00e1ginas. Entretanto, se passar por outra pessoa ou criar uma conta falsa \u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o dessas regras. Usamos intelig\u00eancia artificial para encontrar e remover esse tipo de atividade, mas tamb\u00e9m incentivamos que as pessoas denunciem pelo pr\u00f3prio aplicativo os casos suspeitos.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 o Twitter exigiu ter acesso \u00e0 rela\u00e7\u00e3o completa de tu\u00edtes e perfis analisados pelo ITS a pedido da BBC News Brasil e encaminhou ent\u00e3o o seguinte posicionamento:<\/p>\n<p>&#8220;O Twitter analisou as contas enviadas pela reportagem e as suspendeu por encontrar viola\u00e7\u00f5es \u00e0s suas regras \u2014 que incluem, por exemplo, a pol\u00edtica contra spam e manipula\u00e7\u00e3o da plataforma e a pol\u00edtica contra fraudes financeiras.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Vale lembrar que contas suspeitas de estarem em viola\u00e7\u00e3o de nossas regras podem ser denunciadas por qualquer pessoa \u2014 o Twitter usa aprendizado de m\u00e1quina para detectar proativamente esse tipo de atua\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m conta com a den\u00fancia das pessoas na plataforma para avaliar os perfis e tomar as medidas cab\u00edveis.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Tenho 35 anos, sou casada e tenho dois filhos. Estou desempregada, meu marido tamb\u00e9m est\u00e1, e n\u00f3s pagamos aluguel. A empresa em que ele estava trabalhando mandou ele embora, mas vai acertar com ele s\u00f3 dia 26 [de agosto], ele trabalhava de servente de pedreiro. Estamos com as contas atrasadas, e est\u00e3o faltando coisas para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":266318,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-266317","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=266317"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266317\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":266355,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266317\/revisions\/266355"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/266318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=266317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=266317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=266317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}