{"id":266596,"date":"2021-08-19T09:45:16","date_gmt":"2021-08-19T12:45:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=266596"},"modified":"2021-08-19T09:45:16","modified_gmt":"2021-08-19T12:45:16","slug":"ciclista-o-intrepido-que-vive-abandonado-pelo-detran","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ciclista-o-intrepido-que-vive-abandonado-pelo-detran\/","title":{"rendered":"Ciclista, o intr\u00e9pido que vive abandonado pelo Detran"},"content":{"rendered":"<p>Transformar a dor em uma a\u00e7\u00e3o positiva, ainda que em meio a processos muito dif\u00edceis, foi a experi\u00eancia vivida pelo economista Persio Davison, de 73 anos. Da tr\u00e1gica morte de seu filho, Pedro Davison, atropelado por um motorista alcoolizado na chamada faixa presidencial do Eix\u00e3o Sul, em Bras\u00edlia, ele viu surgir, em todo o pa\u00eds, um movimento de conscientiza\u00e7\u00e3o e de mudan\u00e7as de atitudes que, desde ent\u00e3o, ajudam a melhorar as estat\u00edsticas de ciclistas mortos no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>Todos os esfor\u00e7os de conscientiza\u00e7\u00e3o culminaram na cria\u00e7\u00e3o do Dia Nacional do Ciclista, em 19 de agosto.<\/p>\n<p>\u201cO Dia Nacional do Ciclista, para n\u00f3s, \u00e9 o dia da morte de nosso filho. Por outro lado, \u00e9, para a sociedade, um dia de conscientiza\u00e7\u00e3o e de busca por novos caminhos para a mobilidade. Um dia para lembrar que todos temos de ser protetores de todos, e que a realidade s\u00f3 ser\u00e1 menos tr\u00e1gica se nos respeitarmos. Um dia para lembrar que temos o mesmo direito de respeito pela escolha sobre como queremos nos locomover\u201d, disse Persio.<\/p>\n<p>Foi no dia 19 de agosto de 2006 que, ap\u00f3s participar de um churrasco em comemora\u00e7\u00e3o ao anivers\u00e1rio da filha Lulu, de 8 anos, que Pedro, aos 25 anos e com um curso de biologia rec\u00e9m-conclu\u00eddo, optou por fazer algo que estava muito acostumado: \u201cdar um pedal\u201d.<\/p>\n<p><strong>Forma de di\u00e1logo<\/strong><br \/>\nO ciclismo, para ele, era mais que um modal de transporte. Era uma forma de manifestar todo o amor que sentia pela natureza e pela vida. Prova disso foi a viagem que fez a Trancoso, na Bahia. Foram 11 dias pedalando e fazendo novas amizades.<\/p>\n<p>\u201cPedalar, para ele, era uma forma de di\u00e1logo com as popula\u00e7\u00f5es locais. Ele pernoitava em quintais e na casa das pessoas que ia conhecendo. Meu filho fazia disso um modo de vida\u201d, lembra Persio.<\/p>\n<p>Em outra viagem, acompanhado de dois colegas, passou 45 dias pedalando pelo Tocantins e, no retorno a Bras\u00edlia, margeou o Planalto Central na dire\u00e7\u00e3o do Pantanal. \u201cA voca\u00e7\u00e3o dele, como bi\u00f3logo e ambientalista, estava presente tamb\u00e9m no ciclismo\u201d, afirma Persio.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o impacto com um ve\u00edculo a mais de 110 quil\u00f4metros por hora (km\/h), o jovem Pedro foi arremessado a uma dist\u00e2ncia de 84 metros e morreu. O motorista Leonardo Luiz da Costa foi encontrado cerca de meia hora depois, tentando escapar de uma blitz no Setor de Ind\u00fastria e Abastecimento. Ele estava alcoolizado. Sua placa j\u00e1 havia sido informada por um motociclista que testemunhou o crime. A hist\u00f3ria do bi\u00f3logo \u00e9 contada em um curta-metragem chamado Lulu Vai de Bike. Entre as atividades programadas pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) Rodas da Vida para o Dia Nacional do Ciclista em Bras\u00edlia est\u00e1 a exibi\u00e7\u00e3o do curta, \u00e0s 19h, Espa\u00e7o Infinu, na 506 Sul.<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o \u00e9 acidente. \u00c9 crime\u201d<\/strong><br \/>\n\u201cO Dia do Ciclista \u00e9 ato pol\u00edtico. Teve sua origem, mas n\u00e3o \u00e9 a ela que se volta e sim \u00e0 defesa do direito de o ciclista ter sua mobilidade segura e respeitada. O foco est\u00e1 na constru\u00e7\u00e3o e n\u00e3o nas trag\u00e9dias de tantas perdas. A mensagem \u00e9 de mobiliza\u00e7\u00e3o e futuro\u201d, resume o pai da v\u00edtima, ao se referir \u00e0 trag\u00e9dia que, hoje, simboliza uma quebra de paradigmas.<\/p>\n<p>O que antes era visto como \u201cacidente\u201d, desde ent\u00e3o passou a ser percebido, tanto pela sociedade quanto pela Justi\u00e7a, como \u201ccrime\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 acidentes, h\u00e1 crimes no tr\u00e2nsito. N\u00e3o s\u00e3o circunst\u00e2ncias acidentais: s\u00e3o decis\u00f5es conscientes tomadas por um adulto que decide dirigir acima da velocidade permitida, sob efeito do \u00e1lcool ou transgredindo qualquer outra norma das boas pr\u00e1ticas ao volante\u201d, argumenta a coordenadora administrativa da ONG Rodas da Paz, Joyce Ibiapina.<\/p>\n<p>Toda a mobiliza\u00e7\u00e3o decorrente desse crime praticado contra Pedro Davison favoreceu um ambiente que, dois anos depois, em 2008, resultou em uma legisla\u00e7\u00e3o que salvou muitas vidas no tr\u00e2nsito: a Lei Seca.<\/p>\n<p>Persio lembra que, com a ajuda de organiza\u00e7\u00f5es como a Rodas da Paz, um movimento tomou conta do pa\u00eds que, por meio do Congresso Nacional, criou leis visando uma \u201cmobilidade respeitosa \u00e0 vida, com um olhar para os ciclistas e pedestres\u201d. Entre as causas defendidas pelo movimento est\u00e1 \u201co dever de reconhecimento, pelas leis e pela Justi\u00e7a, da tipifica\u00e7\u00e3o de crime no tr\u00e2nsito e a condena\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o desses crimes pelo Judici\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, lembra Persio, havia o entendimento de que o tombamento impedia a constru\u00e7\u00e3o de ciclovias em Bras\u00edlia. \u201cHoje, o DF lidera a oferta de infraestrutura ciclovi\u00e1ria, e a fiscaliza\u00e7\u00e3o mais efetiva tem coibido motoristas transgressores, a dire\u00e7\u00e3o e o consumo de bebida\u201d.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 luta pelos direitos dos ciclistas \u2013 e ao fato de seu filho ter se tornado um s\u00edmbolo da causa \u2013 Persio e sua esposa, Beth Davison, tornaram-se conselheiros e, no caso dele, vice-presidente da ONG.<\/p>\n<p>\u201cBras\u00edlia tem seu simbolismo e cumpre esse papel de incentivo, motivando um movimento nacional para a transforma\u00e7\u00e3o de nossas cidades e de nossa conduta, de forma a propiciar maior respeito aos ciclistas e aos pedestres, em rela\u00e7\u00e3o a seus direitos e a uma mobilidade segura\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Economia, clima e sa\u00fade<\/strong><br \/>\nA ONG desenvolve diversas a\u00e7\u00f5es nas quais apresenta a bicicleta como o \u201cmais promissor dos ve\u00edculos\u201d para enfrentar a crise econ\u00f4mica, clim\u00e1tica e de sa\u00fade que o pa\u00eds atravessa, agravada pela pandemia.<\/p>\n<p>\u201cO transporte por bicicleta \u00e9 recomendado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) e pela ONU Habitat como alternativa ao transporte coletivo e ao transporte individual motorizado, para que as pessoas fa\u00e7am seus deslocamentos com risco reduzido de cont\u00e1gio pela covid-19 e possam praticar exerc\u00edcios f\u00edsicos regularmente, o que aumentou o n\u00famero de bicicletas no mundo todo\u201d, relata Joyce Ibiapina, do Rodas da Paz.<\/p>\n<p><strong>Uni\u00e3o dos Ciclistas do Brasil<\/strong><br \/>\nOutra entidade que atua na defesa dos direitos dos ciclistas \u00e9 a Uni\u00e3o de Ciclistas do Brasil (UCB), que tem Felipe Alves como um de seus diretores. A entidade tamb\u00e9m aproveita a data de hoje para chamar a aten\u00e7\u00e3o ao \u201cpermanente descaso com ciclistas no tr\u00e2nsito\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDescaso por parte de motoristas, motociclistas e, principalmente, do Poder P\u00fablico, tanto federal quanto estaduais ou municipais, que pouco se esfor\u00e7am para tornar o tr\u00e2nsito mais seguro no Brasil, seja n\u00e3o atendendo \u00e0s necessidades dos usu\u00e1rios mais vulner\u00e1veis (como pedestres e ciclistas), seja afrouxando as leis de tr\u00e2nsito e as puni\u00e7\u00f5es previstas para condutores que n\u00e3o cumprem a lei\u201d, declarou.<\/p>\n<p><strong>Empregos<\/strong><br \/>\nAs duas entidades destacam que os benef\u00edcios do ciclismo v\u00e3o al\u00e9m da sa\u00fade, favorecendo tamb\u00e9m a economia, inclusive por meio da gera\u00e7\u00e3o de empregos.<\/p>\n<p>Citando estudo divulgado este ano pela Alian\u00e7a Bike \u2013 que tem por base dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2020 e 2021 \u2013 Ibiapina, do Rodas da Paz, diz que, \u201cmesmo com pouco ou nenhum incentivo, o setor de bicicletas \u00e9 resiliente e pode ser importante vetor para a recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira em momentos de crise e fora deles\u201d.<\/p>\n<p>Considerando empregos com carteira assinada em dois setores da economia da bicicleta no Brasil (o industrial e o varejista), o estudo mostra um impacto inicial negativo da pandemia no setor, especialmente em abril de 2020. \u201cPor\u00e9m, foi verificada uma r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o nos meses a partir de maio de 2020, e o balan\u00e7o do setor foi positivo tanto ao longo do ano de 2020 quanto nos dois primeiros meses de 2021\u201d.<\/p>\n<p><strong>Pandemia<\/strong><br \/>\nA chegada da pandemia favoreceu e ampliou o uso desse modal, o que pode ser percebido pelo aumento de venda de bicicletas, pe\u00e7as, acess\u00f3rios e servi\u00e7os como mec\u00e2nica, o que tamb\u00e9m \u00e9 mostrado por outro estudo da Alian\u00e7a Bike \u2013 este citado pelo diretor da UCB.<\/p>\n<p>Os motivos do maior uso da bicicleta como meio de transporte t\u00eam tanto fatores econ\u00f4micos, por ser mais barato, como sanit\u00e1rios, j\u00e1 que \u00e9 muito mais seguro que transporte p\u00fablico ou por aplicativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transmiss\u00e3o do novo coronav\u00edrus, afirma.<\/p>\n<p>Ele cita tamb\u00e9m fatores esportivos, de sa\u00fade e de lazer, j\u00e1 que a atividade \u00e9 recomendada mesmo com as restri\u00e7\u00f5es e recomenda\u00e7\u00f5es durante a pandemia, por ser realizada em espa\u00e7o aberto e com distanciamento das pessoas.<\/p>\n<p><strong>Aumento de sinistros<\/strong><br \/>\nO crescimento do uso da bicicleta trouxe outro tipo de aumento \u2013 o n\u00famero de sinistros graves, informa a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina do Tr\u00e1fego (Abramet).<\/p>\n<p>De acordo com a institui\u00e7\u00e3o, houve um \u201caumento relevante de 30%\u201d no registro de sinistros que exigiram atendimento m\u00e9dico a ciclistas traumatizados nos primeiros cinco meses de 2021.<\/p>\n<p>\u201cOs dados demonstram a import\u00e2ncia de termos aten\u00e7\u00e3o e iniciativas focadas nesse p\u00fablico. O uso da bicicleta cresceu no Brasil e exige uma abordagem de preven\u00e7\u00e3o ao sinistro\u201d, diz o presidente da Abramet, Antonio Meira J\u00fanior.<\/p>\n<p>Segundo a associa\u00e7\u00e3o, em janeiro de 2019 foram registrados 1,1 mil sinistros graves com ciclistas, n\u00famero que subiu para 1.451 em janeiro de 2021, \u201co mais alto n\u00edvel no per\u00edodo estudado\u201d.<\/p>\n<p>Os dados avaliados pela associa\u00e7\u00e3o mostram a evolu\u00e7\u00e3o dos sinistros graves com ciclistas em todo o Brasil. \u201cChama a aten\u00e7\u00e3o a escalada no registro no estado de Goi\u00e1s: em 2021, houve um aumento de 240% em rela\u00e7\u00e3o a 2020, com 406 casos a mais\u201d, diz o levantamento.<\/p>\n<p>Em Rond\u00f4nia, a incid\u00eancia de sinistros graves aumentou 113%, e em Sergipe, 100%.<\/p>\n<p>A Abramet avaliou tamb\u00e9m o perfil dos ciclistas envolvidos em sinistros graves. Cerca de 80% eram homens e a faixa et\u00e1ria predominante \u00e9 de 20 a 59 anos (60% dos casos).<\/p>\n<p>\u201cA superioridade num\u00e9rica dos acidentes envolvendo pedestres e motociclistas fez com que os ciclistas fossem negligenciados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o. Percorrem ruas e estradas, partilhando espa\u00e7o com ve\u00edculos pesados. Muitas vezes, sequer sendo percebidos. Comparada a algu\u00e9m que se desloca em um autom\u00f3vel, uma pessoa que circula em uma bicicleta tem probabilidade de \u00f3bito oito vezes maior\u201d, explica Flavio Adura, diretor cient\u00edfico da Abramet.<\/p>\n<p><strong>Limites de velocidade<\/strong><br \/>\nA Rodas da Paz tem algumas dicas de seguran\u00e7a que, se seguidas, podem ajudar a tornar a mobilidade do modal ciclovi\u00e1rio mais segura, de forma a reverter os n\u00fameros inflacionados pela pandemia e promover uma conviv\u00eancia mais harm\u00f4nica nas ruas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cSem baixar a velocidade das vias, \u00e9 imposs\u00edvel conter a epidemia das mortes no tr\u00e2nsito. Para que seja poss\u00edvel a conviv\u00eancia pac\u00edfica e humanizada no tr\u00e2nsito, \u00e9 necess\u00e1rio a responsabilidade dos condutores de ve\u00edculos maiores, para que protejam os menores, e a readequa\u00e7\u00e3o dos limites de velocidade\u201d, afirma Joyce Ibiapina, ao defender investimentos em fiscaliza\u00e7\u00e3o e medidas tecnol\u00f3gicas e de engenharia.<\/p>\n<p>Citando o manual Gest\u00e3o da Velocidade, elaborado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), ela diz que as chances de sobreviv\u00eancia em um atropelamento \u201cdiminuem exponencialmente\u201d quando a velocidade de impacto do ve\u00edculo \u00e9 maior.<\/p>\n<p>Se a velocidade de impacto do ve\u00edculo sobre o pedestre for de 32 km\/h, as chances de sobreviv\u00eancia s\u00e3o de 95%. Se a velocidade for 48 km\/h, a probabilidade cai para 55%. A partir de 64 km\/h, a probabilidade de sobreviver \u00e9 reduzida a 15%.<\/p>\n<p>\u201cCiclistas devem trafegar ao lado direito da via, ocupando um ter\u00e7o da faixa e sempre no sentido de circula\u00e7\u00e3o regulamentado no local. Para evitar sinistros de tr\u00e2nsito como atropelamentos, os motoristas devem dirigir respeitando o limite de velocidade m\u00e1xima regulamentada e reduzir a velocidade ao ultrapassar ciclistas, guardando dist\u00e2ncia lateral de 1,5 metro\u201d, diz a coordenadora da ONG.<\/p>\n<p>Felipe Alves, da UCB, sugere, al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o da velocidade em per\u00edmetros urbanos, maior prote\u00e7\u00e3o e melhor infraestrutura para ciclistas e pedestres, bem como \u201cinvestimentos permanentes\u201d em educa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e2nsito. \u201cE, claro, mais rigor nas puni\u00e7\u00f5es aos infratores\u201d, complementa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transformar a dor em uma a\u00e7\u00e3o positiva, ainda que em meio a processos muito dif\u00edceis, foi a experi\u00eancia vivida pelo economista Persio Davison, de 73 anos. 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