{"id":267674,"date":"2021-08-29T17:53:10","date_gmt":"2021-08-29T20:53:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=267674"},"modified":"2021-08-29T18:25:56","modified_gmt":"2021-08-29T21:25:56","slug":"vacinados-com-coronavac-tem-74-de-chances-de-sobreviver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/vacinados-com-coronavac-tem-74-de-chances-de-sobreviver\/","title":{"rendered":"Vacinados com CoronaVac t\u00eam 74% de chances de sobreviver"},"content":{"rendered":"<p>Com dados de 60 milh\u00f5es de brasileiros vacinados entre 18 de janeiro e 30 de junho, estudo avaliou a efetividade das vacinas CoronaVac e AstraZeneca para prevenir casos graves de covid-19, hospitaliza\u00e7\u00f5es, admiss\u00e3o em UTIs e mortes. No caso da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, a CoronaVac, com o esquema vacinal completo, a pessoa imunizada tem 74% menos risco de morte. Com a AstraZeneca, o percentual \u00e9 acima de 90%<\/p>\n<p>A autoria do trabalho, publicado na plataforma medRxiv e ainda em processo de revis\u00e3o, \u00e9 de pesquisadores das universidades federais da Bahia e de Ouro Preto, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e da London School of Hygiene &amp; Tropical Medicine e da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz).<\/p>\n<p>Considerando todas as faixas et\u00e1rias dos vacinados, entre os que tomaram duas doses da CoronaVac, 54,2% apresentaram risco menor de infec\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus, 72,6% menos risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o, 74,2% menos risco de admiss\u00e3o na UTI, e 74% menos risco de morte. Para quem tomou apenas uma dose, o risco de infec\u00e7\u00e3o caiu pela metade, al\u00e9m disso, o estudo apontou 26,5% menos risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o, 28,1% menos risco de admiss\u00e3o em UTI e 29,4% menos risco de morte.<\/p>\n<p>Com a AstraZeneca, os que completaram a imuniza\u00e7\u00e3o com duas doses apresentaram 70% menos risco de infec\u00e7\u00e3o, 86,8% menos risco de interna\u00e7\u00e3o, 88,1% menos risco de admiss\u00e3o na UTI e 90,2% menos risco de morte. Entre os que tomaram uma dose, foi observado um risco 32,7% menor de infec\u00e7\u00e3o, risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o caiu pela metade, 53,6% menos risco de admiss\u00e3o em UTI e 49,3% menos risco de morte.<\/p>\n<p>Os pesquisadores destacam que o levantamento \u00e9 importante n\u00e3o apenas pelo grande n\u00famero de pessoas analisadas, mas porque se trata do primeiro levantamento nacional para verificar a efetividade vacinal. Esse dado \u00e9 diferente da efic\u00e1cia vacinal, que se d\u00e1 em um ambiente de condi\u00e7\u00f5es controladas e ideais.<\/p>\n<p>An\u00e1lise por idade<br \/>\nO estudo aponta uma efetividade semelhante para as duas vacinas em todas as faixas et\u00e1rias, com exce\u00e7\u00e3o das pessoas com 90 anos ou mais. Com a CoronaVac, para pessoas com 60 anos ou mais, a redu\u00e7\u00e3o no risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o ficou em 84,2%, admiss\u00e3o em UTI em 80,8% e 76,5% menos risco de morte por covid-19 para pessoas com esquema de vacina\u00e7\u00e3o completo. Estratificando a faixa de pessoas com 90 ou mais, a efetividade \u00e9 menor, pois a redu\u00e7\u00e3o no risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o, admiss\u00e3o em UTI e morte foi de 32,7%, 37,2% e 35,4%, respectivamente.<\/p>\n<p>No caso da AstraZeneca, com as duas doses para pessoas com 60 anos ou mais, a redu\u00e7\u00e3o no risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o chegou a 94,2%, admiss\u00e3o em UTI a 95,5% e o risco de morte por covid-19 ficou 93,3% menor. Na faixa com 90 anos ou mais, os percentuais ca\u00edram para 54,9%, 39,7% e 70,5%, respectivamente.<\/p>\n<p>Os cientistas conclu\u00edram, portanto, que pessoas com idade acima de 90 anos podem se beneficiar com uma terceira dose de refor\u00e7o, mas apontam a necessidade de comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dessa tese.<\/p>\n<p>Nesta semana, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou que iniciar\u00e1, na segunda quinzena de setembro, a aplica\u00e7\u00e3o da dose de refor\u00e7o da vacina contra a covid-19 a \u201ctodos os indiv\u00edduos imunossuprimidos ap\u00f3s 28 dias da segunda dose e para as pessoas acima de 70 anos vacinados h\u00e1 6 meses\u201d.<\/p>\n<p>Metodologia<br \/>\nForam vacinadas, entre janeiro e junho deste ano, 21,9 milh\u00f5es (36,2%) de pessoas com a CoronaVac e 38,6 milh\u00f5es (63,8%) com a AstraZeneca, totalizando 60,5 milh\u00f5es de vacinados. Cerca de 44% desse total, 26,8 milh\u00f5es de pessoas, tinham 60 anos ou mais. Nesse sentido, os principais resultados dizem respeito \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de hospitaliza\u00e7\u00f5es, admiss\u00f5es em UTI e mortes especificamente para essa faixa de idade.<\/p>\n<p>Os pesquisadores confrontaram os dados dos vacinados com dados hospitalares nacionais, obtidos no Sistema de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da Gripe (SIVEP-Gripe). De acordo com o estudo, o sistema \u00e9 utilizado como fonte para an\u00e1lises epidemiol\u00f3gicas por reunir os casos notificados de hospitaliza\u00e7\u00f5es e mortes causadas por v\u00edrus respirat\u00f3rios, como o novo coronav\u00edrus e o v\u00edrus da gripe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com dados de 60 milh\u00f5es de brasileiros vacinados entre 18 de janeiro e 30 de junho, estudo avaliou a efetividade das vacinas CoronaVac e AstraZeneca para prevenir casos graves de covid-19, hospitaliza\u00e7\u00f5es, admiss\u00e3o em UTIs e mortes. 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