{"id":268434,"date":"2021-09-05T00:08:36","date_gmt":"2021-09-05T03:08:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=268434"},"modified":"2021-09-05T06:11:02","modified_gmt":"2021-09-05T09:11:02","slug":"entretenimento-esportivo-nao-sao-meros-numeros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/entretenimento-esportivo-nao-sao-meros-numeros\/","title":{"rendered":"Entretenimento esportivo n\u00e3o s\u00e3o meros n\u00fameros"},"content":{"rendered":"<p>Cobertura esportiva e n\u00fameros caminham juntos h\u00e1 muito tempo. Faz parte do fasc\u00ednio por grandes hist\u00f3rias a capacidade de enquadr\u00e1-las em determinado recorte num\u00e9rico e quantificar o peso de uma conquista. \u00c0s vezes \u00e9 at\u00e9 mais simples que isso. Olimp\u00edadas e Paralimp\u00edadas nos oferecem a chance de nos entretermos com o acompanhamento di\u00e1rio do quadro de medalhas, um fen\u00f4meno curioso, j\u00e1 que ao mesmo tempo essa contagem n\u00e3o conta para nada, mas conta muito tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe pr\u00eamio para o pa\u00eds &#8220;vencedor&#8221; dos Jogos &#8211; muitas vezes o crit\u00e9rio para decidir esse t\u00edtulo fict\u00edcio inclusive varia. Mas amamos ver aqueles n\u00fameros mudando, compar\u00e1-los com o de outros ciclos ou outros pa\u00edses. Quando os Jogos Paral\u00edmpicos de T\u00f3quio se encerrarem neste domingo (5), o desempenho do Brasil vai ser contado por alguns destes n\u00fameros.<\/p>\n<p>Primeiro, chegamos a 100 medalhas de ouro na hist\u00f3ria quando Yeltsin Jacques venceu os 1500 m classe T11 (para atletas cegos), no dia 31 de agosto.<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera do encerramento, duas novas marcas foram adicionadas quase simultaneamente. Primeiro, as meninas do v\u00f4lei sentado conquistaram o bronze diante do Canad\u00e1 e confirmaram a 14\u00aa modalidade diferente a subir no p\u00f3dio pelo Brasil em T\u00f3quio. O recorde anterior era de 13, no Rio de Janeiro, em 2016.<\/p>\n<p>Logo depois, com a vit\u00f3ria da sele\u00e7\u00e3o de futebol de cinco na final contra a Argentina, alcan\u00e7amos o 22\u00ba ouro em T\u00f3quio, superando a maior soma at\u00e9 ent\u00e3o, que tinha sido registrada nos Jogos de Londres, em 2012.<\/p>\n<p>Ainda tentamos bater uma marca, mas com apenas mais um dia de competi\u00e7\u00f5es, o panorama n\u00e3o \u00e9 o mais otimista. Terminamos o s\u00e1bado (4) com 71 p\u00f3dios e nosso recorde \u00e9 de 72, tamb\u00e9m na Rio 2016. No domingo (5), Vitor Tavares tentar\u00e1 o bronze no badminton, esporte estreante em Paralimp\u00edadas. Ele parece ser o mais pr\u00f3ximo da medalha, embora tenhamos Yeltsin Jacques &#8211; ele de novo &#8211; e Edneusa de Jesus na disputa de duas das cinco maratonas paral\u00edmpicas.<\/p>\n<p>Uma marca, por\u00e9m, n\u00e3o ser\u00e1 alcan\u00e7ada. N\u00e3o h\u00e1 mais provas o suficiente para passar a Ucr\u00e2nia e alcan\u00e7ar o sexto lugar, que seria a melhor coloca\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria do pa\u00eds. A atual s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o iguala Londres novamente, mas h\u00e1 de se ficar atento \u00e0 Austr\u00e1lia, dois ouros atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Todos esses n\u00fameros arredondam as narrativas e aumentam a autoestima dos atletas brasileiros, seja individualmente ou como delega\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, uma outra quantia ter\u00e1 impacto mais imediato na vida deles. Os medalhistas em modalidades individuais ganhar\u00e3o R$ 160 mil, R$ 64 mil ou R$ 32 mil por cada ouro, prata e bronze, respectivamente.<\/p>\n<p>J\u00e1 os que fazem parte de equipes ganhar\u00e3o, cada um, R$ 80 mil (ouro), R$32 mil (prata) ou R$ 16 mil (bronze). A\u00ed mora o real valor dos n\u00fameros que tanto gostamos de acompanhar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cobertura esportiva e n\u00fameros caminham juntos h\u00e1 muito tempo. Faz parte do fasc\u00ednio por grandes hist\u00f3rias a capacidade de enquadr\u00e1-las em determinado recorte num\u00e9rico e quantificar o peso de uma conquista. \u00c0s vezes \u00e9 at\u00e9 mais simples que isso. 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