{"id":268915,"date":"2021-09-10T10:25:40","date_gmt":"2021-09-10T13:25:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=268915"},"modified":"2021-09-10T11:28:06","modified_gmt":"2021-09-10T14:28:06","slug":"bullying-virtual-atinge-mais-de-10-dos-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/bullying-virtual-atinge-mais-de-10-dos-adolescentes\/","title":{"rendered":"Bullying virtual atinge mais de 10% dos adolescentes"},"content":{"rendered":"<p>-Aproximadamente um em cada dez adolescentes (13,2%) j\u00e1 se sentiu amea\u00e7ado, ofendido e humilhado em redes sociais ou aplicativos. Consideradas apenas as meninas, esse percentual \u00e9 ainda maior, 16,2%. Entre os meninos \u00e9 10,2%. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) 2019, divulgada nesta sexta (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Ao todo, foram entrevistados quase 188 mil estudantes, com idade entre 13 e 17 anos, em 4.361 escolas de 1.288 munic\u00edpios de todo o pa\u00eds. O grupo representa 11,8 milh\u00f5es de estudantes brasileiros. A coleta dos dados foi feita antes da pandemia, entre abril e setembro de 2019. A partir de 2020, com a suspens\u00e3o das aulas presenciais, o uso das redes sociais, at\u00e9 mesmo como ferramenta de estudos, foi intensificado.<\/p>\n<p>As agress\u00f5es existem tamb\u00e9m fora da internet, nas escolas, onde 23% dos estudantes afirmaram ter sido v\u00edtimas de bullying, ou seja, sentiram-se humilhados por provoca\u00e7\u00f5es feitas por colegas nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa. Quando perguntados sobre o motivo de sofrerem bullying, os tr\u00eas maiores percentuais foram para apar\u00eancia do corpo (16,5%), apar\u00eancia do rosto (11,6%) e cor ou ra\u00e7a (4,6%).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade mental dos estudantes, metade (50,6%) disse se sentir muito preocupado com as coisas comuns do dia a dia. Um em cada cinco estudantes (21,4%) afirmou que a vida n\u00e3o valia a pena ser vivida. Entre as meninas, esse percentual \u00e9 29,6% e, entre os meninos, 13%.<\/p>\n<p>Os resultados mostram ainda insatisfa\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio corpo. Menos da metade (49,8%) achava o corpo normal, 28,9% se achavam magros ou muito magros e 20,6%, gordos ou muito gordos.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancias<\/strong><br \/>\nEm 2019, de acordo com a PeNSE, cerca 14,6% dos adolescentes, alguma vez na vida e contra a sua vontade, foram tocados, manipulados, beijados ou passaram por situa\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o de partes do corpo. No caso das meninas, o percentual (20,1%) \u00e9 mais que o dobro do observado entre os meninos (9%). Al\u00e9m disso, 6,3% dos estudantes informaram que foram obrigados a manter rela\u00e7\u00e3o sexual contra a vontade alguma vez na vida, sendo 3,6% dos meninos e 8,8% das meninas.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra tamb\u00e9m que quase um em cada dez adolescentes (10,6%) envolveu-se em lutas f\u00edsicas e 2,9%, em briga com arma de fogo. Dentro de casa, tamb\u00e9m h\u00e1 relatos de viol\u00eancia &#8211; 21% afirmaram ter sido agredidos pelo pai, m\u00e3e ou respons\u00e1vel alguma vez nos 12 meses anteriores ao estudo.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio pode, de acordo com a PeNSE, ter se intensificado na pandemia. \u201cA pandemia trouxe grandes dificuldades para os adolescentes do mundo todo. A falta de acesso \u00e0 escola, al\u00e9m da significativa perda de aprendizagem, pode significar tamb\u00e9m a perda de prote\u00e7\u00e3o contra perigos como viol\u00eancia dom\u00e9stica e abuso infantil ou at\u00e9 a perda da \u00fanica refei\u00e7\u00e3o balanceada que tinham. Tornou-se mais dif\u00edcil para os adolescentes manter pr\u00e1ticas de exerc\u00edcios, intensificando os quadros de des\u00e2nimo, tristeza, ansiedade e aus\u00eancia de amigos\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p><strong>Infraestrutura<\/strong><br \/>\nA PeNSE traz tamb\u00e9m dados sobre a infraestrutura dispon\u00edvel para os estudantes, tanto nas escolas quanto em casa. Os resultados mostram que menos da metade (49,7%) dos alunos das escolas p\u00fablicas tem computador em casa, enquanto entre os alunos das escolas privadas esse percentual \u00e9 de 89,6%. Quase a totalidade (95,7%) dos alunos de escolas privadas tem aparelhos celulares. Entre os alunos de escolas p\u00fablicas, esse percentual \u00e9 82,2%. Entre os estudantes de escolas particulares, 98,6% t\u00eam internet em casa. Entre os alunos de escolas p\u00fablicas, 84,9%.<\/p>\n<p>A PeNSE mostra ainda que 61,5% dos estudantes de 13 a 17 anos estudam em escolas com pia ou lavat\u00f3rio em condi\u00e7\u00f5es de uso e que oferecem sab\u00e3o para lavagem das m\u00e3os. Nas escolas privadas esse percentual chega a 97,5% e, nas p\u00fablicas, a 55,4%.<\/p>\n<p>A pesquisa ressalta que a lavagem das m\u00e3os \u00e9 reconhecida como importante medida de sa\u00fade p\u00fablica, por sua efic\u00e1cia em reduzir a incid\u00eancia de doen\u00e7as infectocontagiosas. Nas escolas, a import\u00e2ncia da disponibiliza\u00e7\u00e3o da estrutura necess\u00e1ria \u00e0 lavagem \u00e9 dupla: por ser um ambiente de aprendizagem de h\u00e1bitos saud\u00e1veis e pela pr\u00f3pria preven\u00e7\u00e3o de transmiss\u00e3o de doen\u00e7as entre os alunos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>-Aproximadamente um em cada dez adolescentes (13,2%) j\u00e1 se sentiu amea\u00e7ado, ofendido e humilhado em redes sociais ou aplicativos. Consideradas apenas as meninas, esse percentual \u00e9 ainda maior, 16,2%. Entre os meninos \u00e9 10,2%. 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