{"id":269065,"date":"2021-09-11T18:05:23","date_gmt":"2021-09-11T21:05:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=269065"},"modified":"2021-09-11T18:28:36","modified_gmt":"2021-09-11T21:28:36","slug":"infectologista-pede-calma-para-aplicacao-de-dose-extra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/infectologista-pede-calma-para-aplicacao-de-dose-extra\/","title":{"rendered":"Infectologista pede calma para aplica\u00e7\u00e3o de dose extra"},"content":{"rendered":"<p>A indica\u00e7\u00e3o de uma dose de refor\u00e7o das vacinas contra covid-19 para toda a popula\u00e7\u00e3o ainda requer mais evid\u00eancias, avaliou neste s\u00e1bado hoje (11) o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e diretor cl\u00ednico do Hospital Universit\u00e1rio Clementino Fraga Filho, Alberto Chebabo, que afirma n\u00e3o ter d\u00favidas dessa necessidade no caso dos idosos. O infectologista participou da Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es e apresentou estudos sobre o que se sabe at\u00e9 agora sobre a dura\u00e7\u00e3o da imunidade conferida pelas vacinas contra o SARS-CoV-2.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda n\u00e3o estou convencido de que uma terceira dose vai ser necess\u00e1ria para toda a popula\u00e7\u00e3o. Neste momento, n\u00e3o tenho d\u00favida de que vai ser importante para a popula\u00e7\u00e3o com mais de 60 anos e imunossuprimidos. Para os demais, precisa de evid\u00eancias, precisa de dados, para a gente poder tomar uma decis\u00e3o melhor&#8221;, disse Chebabo, que acrescentou que essa dose poderia ser estendida aos profissionais de sa\u00fade para reduzir as infec\u00e7\u00f5es hospitalares e afastamentos do trabalho.<\/p>\n<p>O infectologista explica que as vacinas usadas atualmente t\u00eam cumprido o papel de reduzir a mortalidade e as interna\u00e7\u00f5es por covid-19, mas ainda n\u00e3o conseguiram interromper a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, principalmente diante do surgimento de novas variantes.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses<br \/>\nChebabo apresentou estudos realizados no Reino Unido e em Israel que indicam que a prote\u00e7\u00e3o das vacinas contra casos leves na popula\u00e7\u00e3o em geral tende a diminuir seis meses ap\u00f3s a segunda dose, enquanto a prote\u00e7\u00e3o contra casos graves e hospitaliza\u00e7\u00f5es \u00e9 aparentemente mais duradoura.<\/p>\n<p>Diante disso, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia argumenta que h\u00e1 d\u00favidas se uma terceira dose conseguir\u00e1 produzir imunidade duradoura contra casos leves ou se a queda da prote\u00e7\u00e3o contra a covid-19 leve ir\u00e1 se repetir meses depois da aplica\u00e7\u00e3o e manter um cen\u00e1rio prop\u00edcio \u00e0 circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n<p>&#8220;Pa\u00edses importantes para a gente avaliar seriam Israel e Reino Unido, que t\u00eam estrat\u00e9gias diferentes&#8221;, apontou Chebabo, que tamb\u00e9m destacou o Chile, onde a CoronaVac foi a principal vacina utilizada.<\/p>\n<p>Israel aplicou somente a vacina da Pfizer, com um intervalo de tr\u00eas semanas entre as doses. Quando detectou uma alta nos testes positivos para covid-19, o pa\u00eds decidiu refor\u00e7ar a imuniza\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o com mais uma dose de Pfizer &#8211; seis meses ap\u00f3s a segunda dose.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Reino Unido usou Pfizer e AstraZeneca, ambas com 12 semanas de intervalo entre as doses. Especialistas investigam se a diferen\u00e7a no intervalo entre a primeira e a segunda dose pode explicar disparidades na efetividade das vacinas contra casos leves da variante Delta, j\u00e1 que um dos estudos apontou prote\u00e7\u00e3o menor entre os vacinados de Israel, em uma compara\u00e7\u00e3o que considera somente quem tomou Pfizer no Reino Unido e no Canad\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;A gente v\u00ea que, provavelmente, quando a gente estica esse intervalo de avalia\u00e7\u00e3o, com 12 semanas a gente consegue uma melhor prote\u00e7\u00e3o&#8221;, comentou o infectologista, que ponderou que o estudo analisado foi publicado em preprint e ainda precisa ser avaliado por outros cientistas.<\/p>\n<p>Imunidade de rebanho<br \/>\nO infectologista participou de uma mesa de discuss\u00e3o com o professor de infectologia da Escola Paulista de Medicina e diretor cl\u00ednico do Grupo Fleury Celso Granato, que destacou que o v\u00edrus SARS-CoV-2 exigir\u00e1 um percentual alto de popula\u00e7\u00e3o imunizada para parar de circular.<\/p>\n<p>&#8220;Estabelecer imunidade de rebanho para um v\u00edrus que sofre muta\u00e7\u00e3o em transmiss\u00e3o respirat\u00f3ria \u00e9 muito complexo&#8221;, avaliou. &#8220;Existe, para qualquer doen\u00e7a infecciosa, uma imunidade de rebanho, mas o n\u00edvel \u00e9 muito mais alto do que aquele que a gente imaginava, muito provavelmente 80%, 90%, algo muito mais pr\u00f3ximo do sarampo do que de outras doen\u00e7as menos infecciosas&#8221;.<\/p>\n<p>Para ex-coordenadora do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es, Francieli Fantinato, o trabalho de planejar a campanha de imuniza\u00e7\u00e3o contra a covid-19 deixa li\u00e7\u00f5es, como a import\u00e2ncia de um grupo assessor forte e dispon\u00edvel para discutir novas evid\u00eancias e atualiza\u00e7\u00f5es do Plano Nacional de Operacionaliza\u00e7\u00e3o de Vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid-19, que j\u00e1 est\u00e1 em sua nona vers\u00e3o devido \u00e0s constantes descobertas sobre a doen\u00e7a e as vacinas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A indica\u00e7\u00e3o de uma dose de refor\u00e7o das vacinas contra covid-19 para toda a popula\u00e7\u00e3o ainda requer mais evid\u00eancias, avaliou neste s\u00e1bado hoje (11) o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e diretor cl\u00ednico do Hospital Universit\u00e1rio Clementino Fraga Filho, Alberto Chebabo, que afirma n\u00e3o ter d\u00favidas dessa necessidade no caso dos idosos. 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