{"id":269850,"date":"2021-09-19T12:34:33","date_gmt":"2021-09-19T15:34:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=269850"},"modified":"2021-09-19T15:56:38","modified_gmt":"2021-09-19T18:56:38","slug":"vulcao-explode-nas-canarias-tsunami-por-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/vulcao-explode-nas-canarias-tsunami-por-aqui\/","title":{"rendered":"Vulc\u00e3o explode nas Can\u00e1rias&#8230; tsunami por aqui?!!"},"content":{"rendered":"<p>N\u00f3s, brasileiros, aprendemos que fen\u00f4menos naturais como terremotos e vulc\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o motivo de preocupa\u00e7\u00e3o. Mas esta semana trouxe uma not\u00edcia diferente. A atividade de um vulc\u00e3o pr\u00f3ximo \u00e0 \u00c1frica teria capacidade de provocar efeitos na costa brasileira. O vulc\u00e3o Cumbre Vieja, em La Palma &#8211; ilha que comp\u00f5e o conjunto das Ilhas Can\u00e1rias espanholas &#8211; t\u00eam o potencial de provocar um tsunami na costa brasileira.<\/p>\n<p>O vulc\u00e3o tem aumentado sua atividade s\u00edsmica nos \u00faltimos dias, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o de especialistas. Segundo informou a empresa MetSul Meteorologia, o Plano Especial de Prote\u00e7\u00e3o Civil e Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s Emerg\u00eancias de Risco Vulc\u00e2nico das Ilhas Can\u00e1rias (Pevolca) elevou o n\u00edvel de alerta de verde para amarelo.<\/p>\n<p>Essa altera\u00e7\u00e3o para o segundo dos quatro n\u00edveis existentes implica em uma a\u00e7\u00e3o preventiva diante do que \u00e9 classificado como risco moderado de atividade vulc\u00e2nica. Nesse caso, a popula\u00e7\u00e3o local deve ficar em alerta para uma nova mudan\u00e7a na situa\u00e7\u00e3o. As Ilhas Can\u00e1rias ficam localizadas a noroeste da \u00c1frica, pr\u00f3ximas \u00e0 costa do Marrocos e do Saara Ocidental.<\/p>\n<p><strong>Chances remotas<\/strong><br \/>\nPara as atividades vulc\u00e2nicas do Cumbre Vieja causarem impacto na costa brasileira seria necess\u00e1rio um grande colapso do vulc\u00e3o. Se isso ocorresse, atingiria toda a costa brasileira, de norte a sul, bem como de outros pa\u00edses banhados pelo Oceano Atl\u00e2ntico. Essa possibilidade, no entanto, \u00e9 considerada remota por especialistas.<\/p>\n<p>Um estudo do pesquisador norte-americano George Pararas-Carayannis, presidente da Tsunami Society International, afirmou que esse tipo de colapso \u00e9 \u201cextremamente raro e nunca ocorreu na hist\u00f3ria registrada\u201d. Al\u00e9m disso, ele afirmou que estudos recentes prevendo a gera\u00e7\u00e3o de tsunamis a partir da erup\u00e7\u00e3o do Cumbre Vieja foram baseados em suposi\u00e7\u00f5es incorretas.<\/p>\n<p>Pararas-Carayannis acrescentou em seu estudo que uma \u201caten\u00e7\u00e3o e publicidade inapropriadas da m\u00eddia a tais resultados probabil\u00edsticos t\u00eam criado uma ansiedade desnecess\u00e1ria de que megatsunamis poderiam ser iminentes e devastar popula\u00e7\u00f5es costeiras em localidades distantes da origem \u2013 nos oceanos Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o ge\u00f3logo Mauro Gustavo Reese Filho, da Universidade Federal do Paran\u00e1, afirma em estudo que, ainda que as chances sejam remotas, a popula\u00e7\u00e3o costeira do Brasil deveria ser conscientizada. \u201cEstudos mais recentes dizem que as chances de ocorr\u00eancia s\u00e3o remotas e long\u00ednquas, no entanto, o estabelecimento de sistemas de alarme que possibilitam a evacua\u00e7\u00e3o de \u00e1reas \u00e9 justific\u00e1vel quando se trata de vidas humanas\u201d, afirmou Reese em seu trabalho, tamb\u00e9m citado pela Metsul Meteorologia.<\/p>\n<p>O pesquisador brasileiro apontou a falta de cuidados preventivos na costa brasileira. Ele parte do princ\u00edpio de que uma mera possibilidade de desastre j\u00e1 indica a necessidade de a\u00e7\u00f5es preliminares. \u201cA possibilidade de ocorr\u00eancia deste evento por si s\u00f3 deveria ser raz\u00e3o para a preven\u00e7\u00e3o de todos os tipos de danos na costa brasileira, por\u00e9m at\u00e9 o momento nada foi feito. A falta de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal causadora deste problema, pois inclusive no meio geol\u00f3gico muitas pessoas n\u00e3o sabem sobre tal fato\u201d.<\/p>\n<p><strong>Vulc\u00f5es<\/strong><br \/>\nUm vulc\u00e3o \u00e9 uma estrutura geol\u00f3gica, em terra firme ou em alto-mar. Eles se formam a partir do choque de duas placas tect\u00f4nicas, massas rochosas r\u00edgidas que formam a crosta terrestre e que deslizam sobre o manto &#8211; material subjacente de consist\u00eancia pl\u00e1stica. Quando essas placas se chocam, uma mergulha sobre a outra, elas se fundem parcialmente e as rochas esquentam a mais de 1000 graus Celsius. H\u00e1 o aumento de press\u00e3o e a crosta terrestre derretida sobe \u00e0 superf\u00edcie, formando vulc\u00f5es e ilhas.<\/p>\n<p>Os vulc\u00f5es t\u00edpicos t\u00eam formato c\u00f4nico e montanhoso, mas de propor\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis. Essa estrutura c\u00f4nica, como uma chamin\u00e9, comunica uma c\u00e2mara subterr\u00e2nea profunda com a superf\u00edcie. Nessa c\u00e2mara fica armazenado o magma, uma massa de rocha fundida de alta temperatura, constitu\u00edda em grande parte de silicatos (tipos de minerais), misturados com vapor de \u00e1gua e g\u00e1s.<\/p>\n<p>A erup\u00e7\u00e3o come\u00e7a com uma instabilidade no solo, acompanhada por tremores de terra. Formam-se fendas na regi\u00e3o inst\u00e1vel e consequente sa\u00edda explosiva de gases, eje\u00e7\u00e3o de \u00e1gua subterr\u00e2nea e terra. A seguir, verifica-se a abertura e limpeza da chamin\u00e9 e a expuls\u00e3o de cinzas, blocos e bombas vulc\u00e2nicas. Finalmente ocorre o derramamento de lava, que nada mais \u00e9 do que o magma expelido \u00e0 superf\u00edcie e ainda em estado l\u00edquido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s, brasileiros, aprendemos que fen\u00f4menos naturais como terremotos e vulc\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o motivo de preocupa\u00e7\u00e3o. Mas esta semana trouxe uma not\u00edcia diferente. A atividade de um vulc\u00e3o pr\u00f3ximo \u00e0 \u00c1frica teria capacidade de provocar efeitos na costa brasileira. 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