{"id":270487,"date":"2021-09-25T11:55:40","date_gmt":"2021-09-25T14:55:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=270487"},"modified":"2021-09-25T11:56:15","modified_gmt":"2021-09-25T14:56:15","slug":"exposicao-de-criancas-em-redes-sociais-provoca-danos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/exposicao-de-criancas-em-redes-sociais-provoca-danos\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as em redes sociais causa danos"},"content":{"rendered":"<p>A menina Alice, de 5 anos, ama tirar fotos e v\u00eddeos. Ela tem um perfil na rede social Instagram administrado pela m\u00e3e, a empres\u00e1ria do setor de alimentos Tainara Paradelas. A m\u00e3e cuida com aten\u00e7\u00e3o do perfil, feito apenas para registrar os momentos da inf\u00e2ncia da garotinha.<\/p>\n<p>\u201cO perfil da Alice foi feito para compartilhar mem\u00f3rias e coisas engra\u00e7adas com amigos \u00edntimos e familiares\u201d, conta a m\u00e3e, que usa crit\u00e9rios de seguran\u00e7a no perfil da pequena. \u201cO perfil dela \u00e9 trancado e s\u00f3 pode segui-la quem eu aceito\u201d, detalha Tainara.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria explica que a menina n\u00e3o tem obriga\u00e7\u00e3o com o Instagram dela, \u201ce eu n\u00e3o fico fazendo conte\u00fado voltado para a rede. Eu tiro fotos e gravo v\u00eddeos de momentos descontra\u00eddos e felizes para eu ter guardado, postar \u00e9 uma consequ\u00eancia. Alice \u00e9 uma crian\u00e7a animada, ama foto e v\u00eddeos e, se algum dia, eu pedir para tirar uma foto e ela n\u00e3o quiser, eu n\u00e3o for\u00e7o. Mas nunca pedi ela para tirar uma foto ou fazer um v\u00eddeo para postar no Instagram\u201d.<\/p>\n<p>Diferentemente de Taianara, no entanto, muitos pais e m\u00e3es exp\u00f5em indevidamente informa\u00e7\u00f5es pessoais de seus filhos menores em redes sociais, o que pode coloc\u00e1-los em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Esse tipo de atitude, conhecida como sharenting &#8211; termo em ingl\u00eas que combina as palavras share (compartilhar) e parenting (paternidade) -, parte de uma tend\u00eancia crescente e que pode ter consequ\u00eancias indesejadas.<\/p>\n<p><strong>Impactos<\/strong><br \/>\nA Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta para os perigos e impactos de longo prazo desse h\u00e1bito na vida dos menores.<\/p>\n<p>&#8220;A crian\u00e7a e o adolescente n\u00e3o devem ter vida p\u00fablica nas redes sociais. N\u00e3o sabemos quem est\u00e1 do outro lado da tela. O conte\u00fado compartilhado publicamente, sem crit\u00e9rios de seguran\u00e7a e privacidade, pode ser distorcido e adulterado por predadores em crimes de viol\u00eancia e abusos nas redes internacionais de pedofilia ou pornografia, por exemplo&#8221;, explica a coordenadora do Grupo de Sa\u00fade Digital da SBP, Evelyn Eisenstein.<\/p>\n<p>O coordenador do Grupo de Trabalho de Sa\u00fade Mental da SBP, o m\u00e9dico Roberto Santoro, alerta que o sharenting traz perigos objetivos e subjetivos ao desenvolvimento da crian\u00e7a: \u201cAcho que a gente tem que partir primeiro de uma quest\u00e3o de princ\u00edpio. A vida da crian\u00e7a n\u00e3o pertence aos pais. Eles s\u00e3o promotores do desenvolvimento da crian\u00e7a e do adolescente e t\u00eam que zelar por esse desenvolvimento, para que ocorra de uma maneira coerente e equilibrada, rumo a uma idade adulta em que a pessoa consiga se realizar plenamente de acordo com os seus potenciais\u201d.<\/p>\n<p><strong>Guia pr\u00e1tico<\/strong><br \/>\nPara atualizar pediatras, pais e educadores sobre a influ\u00eancia das tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TICs), redes sociais e internet nas quest\u00f5es de sa\u00fade e de comportamento das crian\u00e7as e adolescentes, a SBP publicou neste ano o Guia Pr\u00e1tico de Atualiza\u00e7\u00e3o &#8220;#SemAbusos #MaisSa\u00fade.<\/p>\n<p>O guia destaca importantes recomenda\u00e7\u00f5es aos m\u00e9dicos sobre como avaliar na hist\u00f3ria e no exame, durante a consulta, casos suspeitos de viol\u00eancia ou abusos offline ou online; al\u00e9m de orientar os pais sobre alternativas seguras, educativas e saud\u00e1veis de atividades para crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o exagerada de informa\u00e7\u00f5es sobre crian\u00e7as representa uma amea\u00e7a \u00e0 intimidade, vida privada e direito \u00e0 imagem, como disp\u00f5e o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA). Somado a isso, todo conte\u00fado publicado na internet gera dados que, no futuro, podem ser desaprovados pelos filhos, por entenderem que sua vida privada foi exposta indevidamente durante a inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A m\u00e3e da Alice afirma que n\u00e3o se preocupa com esta quest\u00e3o, pois n\u00e3o posta nada inadequado. \u201cIsso n\u00e3o me preocupa nem um pouco. N\u00e3o posto nada que venha a envergonhar minha filha no futuro\u201d, garante Tainara.<\/p>\n<p>Assim como Tainara, o publicit\u00e1rio Filipe Ferraz tamb\u00e9m \u00e9 o administrador do perfil da Mariah, tamb\u00e9m de 5 anos. \u201cA gente que gera todo conte\u00fado publicado. Evitamos deixar o celular na m\u00e3o dela e dar essa autonomia. Acho que ainda \u00e9 cedo, ela tem 5 anos de idade. O conte\u00fado \u00e9 mais viagem, brincadeiras e algumas dan\u00e7as. Nada vulgar, para preservar a integridade dela\u201d.<\/p>\n<p>O pai conta que o perfil da Mariah \u00e9 despretensioso. \u201cN\u00e3o temos uma frequ\u00eancia nem planejamento. Registramos ocasi\u00f5es fora da rotina e novidades\u201d. Al\u00e9m disso, Mariah gosta e at\u00e9 pede para fazer postagens. \u201cQuase todos os dias ela quer publicar! Ela adora dancinhas e montagens! Filtros com carinhas ent\u00e3o&#8230; ama!\u201d.<\/p>\n<p>Agora, quando a menina n\u00e3o quer fazer alguma postagem, os pais aceitam e respeitam a decis\u00e3o, conta Filipe. \u201cA gente respeita o momento dela. Nem sempre ela est\u00e1 disposta\u201d. Para ele, \u00e9 preciso ter discernimento de como a crian\u00e7a ser\u00e1 exposta. \u201cA responsabilidade \u00e9 toda dos pais\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 na opini\u00e3o do m\u00e9dico Santoro, n\u00e3o h\u00e1 como minimizar os riscos da exposi\u00e7\u00e3o exagerada de crian\u00e7as na internet. Para ele, esse p\u00fablico n\u00e3o deve ser exposto nas redes. \u201cEu sou radical em rela\u00e7\u00e3o a isso. A gente n\u00e3o tem que minimizar os riscos de exposi\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a. A gente simplesmente n\u00e3o tem que expor crian\u00e7as e adolescentes, porque eles n\u00e3o t\u00eam ainda condi\u00e7\u00f5es de determinar o que \u00e9 seguro e o que n\u00e3o \u00e9 seguro em termos dessa exposi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ele, os pais precisam zelar justamente pela privacidade dos filhos. \u201cSugiro que as imagens de crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o sejam compartilhadas livremente na internet, a n\u00e3o ser com muito cuidado para pessoas muito pr\u00f3ximas, para pessoas da fam\u00edlia. Eu n\u00e3o colocaria, por exemplo, imagens de crian\u00e7as em sites p\u00fablicos e tomaria muito cuidado com isso\u201d, aconselha Santoro.<\/p>\n<p><strong>Consequ\u00eancias<\/strong><br \/>\nOs dados digitais das crian\u00e7as podem ser utilizados para diferentes finalidades, desde o roubo de identidade, cyberbullying, uso indevido de imagens e v\u00eddeos por ped\u00f3filos, at\u00e9 outras amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A coordenadora do Grupo de Sa\u00fade Digital da SBP, a m\u00e9dica Evelyn Eisenstein, destaca que a privacidade online \u00e9 uma garantia para que as futuras gera\u00e7\u00f5es possam entrar em sua maturidade livres para construir por elas mesmas suas identidades digitais.<\/p>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 mandat\u00f3rio. A SBP sempre procura destacar a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o parental em acessos a conte\u00fados nas redes sociais para tentar reduzir problemas relacionados \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 sa\u00fade das crian\u00e7as e adolescentes&#8221;, disse Evelyn.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Thais Ventura Corr\u00eaa Dominguez refor\u00e7a que os pais s\u00e3o os principais respons\u00e1veis pela exposi\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as na internet. \u201c\u00c9 importante que eles estejam atentos a resguardar a individualidade e privacidade da crian\u00e7a, considerando-a como um ser de direitos, que devem ser preservados\u201d.<\/p>\n<p>O cuidado com a disponibiliza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es pessoais deve sempre ser considerado, completa Tha\u00eds. \u201cAs crian\u00e7as n\u00e3o possuem habilidade cognitiva para tal discernimento. O estar on-line hoje se torna quase uma obriga\u00e7\u00e3o, o que muitas vezes leva a comportamentos reativos e impulsivos de compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es. Por isso, o cuidado com as a\u00e7\u00f5es nas redes deve ser redobrado\u201d.<\/p>\n<p><strong>Precau\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nNo Brasil ainda n\u00e3o existem medidas legislativas que regulem a privacidade das crian\u00e7as pelos provedores de internet. Logo, a publica\u00e7\u00e3o de uma foto aparentemente simples pode ter diversas interpreta\u00e7\u00f5es e preju\u00edzos, mesmo anos ap\u00f3s a postagem.<\/p>\n<p>&#8220;Temos v\u00e1rios projetos de lei barrados por ind\u00fastrias de entretenimento, m\u00eddias e provedores que lucram em demasia com esse tipo de compartilhamento&#8221;, comentou a m\u00e9dica Evelyn Eisenstein. Segundo ela, n\u00e3o h\u00e1 na legisla\u00e7\u00e3o brasileira uma lei como a Children&#8217;s Online Privacy Protection Act (Coppa &#8211; Lei de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 privacidade online de crian\u00e7as, em tradu\u00e7\u00e3o livre), institu\u00edda nos Estados Unidos, em 1998, para a prote\u00e7\u00e3o de dados e regula\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as menores de 13 anos na internet.<\/p>\n<p>Em agosto deste ano, o Google anunciou o lan\u00e7amento de um servi\u00e7o que permite remo\u00e7\u00e3o de imagens pessoais de adolescentes menores de 18 anos em seus resultados de pesquisa. Um formul\u00e1rio para fazer o pedido de remo\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel na p\u00e1gina de suporte da empresa. O Google informa, no entanto, que essa remo\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa que a foto ser\u00e1 retirada da internet, mas que deixar\u00e1 de ser mostrava nos resultados de busca do Google Imagens.<\/p>\n<p>O compartilhamento de imagens e v\u00eddeos \u00e9 um h\u00e1bito relativamente novo, por isso as repercuss\u00f5es na vida futura das crian\u00e7as ainda n\u00e3o s\u00e3o totalmente conhecidas, esta \u00e9 a parte mais preocupante da exposi\u00e7\u00e3o excessiva.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o s\u00e3o apenas os pais que devem ser mais cuidadosos, mas tamb\u00e9m familiares e cuidadores. Eles precisam estar cientes das poss\u00edveis consequ\u00eancias indesejadas para a sa\u00fade das crian\u00e7as. N\u00e3o \u00e9 inofensivo compartilhar conte\u00fado online&#8221;, disse Evelyn.<\/p>\n<p>Para a psic\u00f3loga Tha\u00eds Ventura, \u00e9 importante a reflex\u00e3o dos pais quanto aos seus interesses pessoais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de seus filhos a essas tecnologias, \u201cbuscando sempre refletir quais as necessidades e consequ\u00eancias de suas atitudes referentes ao uso dessas tecnologias na influ\u00eancia da sa\u00fade da crian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Os pais que desejam compartilhar fotos e v\u00eddeos de seus filhos podem tomar medidas protetivas para garantir que o conte\u00fado n\u00e3o seja usado para fins maliciosos. Por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel limitar o p\u00fablico de postagens para que apenas aqueles em quem voc\u00ea confia que possam ver o conte\u00fado.<\/p>\n<p>Com status de celebridade, muitas crian\u00e7as se tornaram influenciadores digitais. Elas come\u00e7aram com o incentivo dos familiares e muitos t\u00eam at\u00e9 patrocinadores. &#8220;Essas crian\u00e7as constroem uma vida falsa, de imagens e n\u00e3o uma vida de experi\u00eancias reais. E os pais est\u00e3o colaborando para a constru\u00e7\u00e3o de uma personalidade moldada para agradar a imagem que fazem da pessoa, ou seja, de um falso self. A crian\u00e7a come\u00e7a a passar por essa situa\u00e7\u00e3o desde pequena. Muitas vezes, por tr\u00e1s desse perfil falso pode existir um grande vazio. A explora\u00e7\u00e3o dessas crian\u00e7as por parte dos pais \u00e9 uma forma de abuso infantil&#8221;, apontou o coordenador do Grupo de Trabalho de Sa\u00fade Mental da SBP, Roberto Santoro.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do m\u00e9dico, essa conduta pode interferir no desenvolvimento da crian\u00e7a e englobar m\u00faltiplos aspectos como o interesse econ\u00f4mico e o narcisismo patol\u00f3gico dos pais.<\/p>\n<p>\u201cPorque em vez da crian\u00e7a seguir sua via natural de desenvolvimento, os pais podem estar usando a crian\u00e7a para exibir a outras pessoas com com fins de lucro financeiros e, \u00e0s vezes, por puro narcisismo, ou seja: pais frustrados que n\u00e3o conseguiram realizar suas necessidades de se destacar, ent\u00e3o usam os filhos para atender essas necessidades. Isso \u00e9 sempre absolutamente inadequado\u201d.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o \u00e9 compartilhada pela psic\u00f3loga Tha\u00eds Ventura: \u201cDeve-se estar atento ao natural conflito e interesses familiares, pois a falta de entendimento e a administra\u00e7\u00e3o equivocada desse cen\u00e1rio podem resultar em explora\u00e7\u00e3o e afetar a sa\u00fade e o bem estar da crian\u00e7a. \u00c9 importante que os pais busquem conhecimento e informa\u00e7\u00e3o quanto a fun\u00e7\u00e3o e a exposi\u00e7\u00e3o que seu filho est\u00e1 exercendo, agindo em prol de garantir o cuidado e a sa\u00fade da crian\u00e7a\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A menina Alice, de 5 anos, ama tirar fotos e v\u00eddeos. Ela tem um perfil na rede social Instagram administrado pela m\u00e3e, a empres\u00e1ria do setor de alimentos Tainara Paradelas. 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