{"id":271119,"date":"2021-10-01T10:07:10","date_gmt":"2021-10-01T13:07:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=271119"},"modified":"2021-10-01T10:07:58","modified_gmt":"2021-10-01T13:07:58","slug":"amazonia-perdeu-area-de-florestas-do-tamanho-do-chile","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/amazonia-perdeu-area-de-florestas-do-tamanho-do-chile\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia perdeu \u00e1rea de mata do tamanho do Chile"},"content":{"rendered":"<p>Entre 1985 e 2020, a Amaz\u00f4nia perdeu 74,6 milh\u00f5es de hectares de sua cobertura vegetal natural \u2013 uma \u00e1rea equivalente ao territ\u00f3rio do Chile. No mesmo per\u00edodo, houve um crescimento de 656% na minera\u00e7\u00e3o, 130% na infraestrutura urbana e 151% na agricultura e pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o algumas das principais conclus\u00f5es de um mapeamento in\u00e9dito do MapBiomas Amaz\u00f4nia. A Cole\u00e7\u00e3o 3.0 de Mapas Anuais de Cobertura e Uso do Solo da Amaz\u00f4nia incorpora todo o bioma, desde a Cordilheira do Andes, passando pela plan\u00edcie amaz\u00f4nica e alcan\u00e7ando as transi\u00e7\u00f5es com o Cerrado e o Pantanal.<\/p>\n<p>O mapeamento temporal do uso e cobertura de solo do bioma mostrou que se em 1985 apenas 6% da Amaz\u00f4nia havia sido convertidos em \u00e1reas antr\u00f3picas, como pastagens, agricultura, minera\u00e7\u00e3o ou \u00e1reas urbanas, em 2020, esse percentual quase triplicou, chegando a 15% de toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O processo varia consideravelmente entre os pa\u00edses, sendo apenas 1% para Suriname, Guiana e Guiana Francesa e, no outro extremo, 19% no Brasil. Estudos recentes sugerem que a perda de 20-25% da cobertura florestal da Amaz\u00f4nia pode significar o \u2018ponto de inflex\u00e3o\u2019 (ponto de ruptura) para os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos da Amaz\u00f4nia. Se a tend\u00eancia atual verificada pela MapBiomas continuar, essa virada poder\u00e1 ser alcan\u00e7ada ainda nesta d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Gerada por t\u00e9cnicos e especialistas de cada um dos pa\u00edses que integram a Amaz\u00f4nia a partir de imagens de sat\u00e9lite, esta terceira cole\u00e7\u00e3o de dados inclui novas classes de uso, como Minera\u00e7\u00e3o e Infraestrutura Urbana, al\u00e9m de mapas e dados sobre os vetores de press\u00e3o nas florestas e outras coberturas, como concess\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o, blocos de petr\u00f3leo, estradas e usinas hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 contribuir para o conhecimento da situa\u00e7\u00e3o atual da regi\u00e3o amaz\u00f4nica de forma integral \u2013 tanto das mudan\u00e7as no uso do solo em toda a Amaz\u00f4nia como das press\u00f5es sobre suas florestas e ecossistemas naturais.<\/p>\n<p>\u201cReconstruir a hist\u00f3ria de nossa Amaz\u00f4nia olhando as mudan\u00e7as ano a ano em suas coberturas naturais, identificando perdas de coberturas t\u00e3o importantes como geleiras e florestas em geral, nos ajuda a construir e propor estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o mais precisas\u201d, destaca Beto Ricardo, coordenador geral da RAISG.<\/p>\n<p>\u201cA Cole\u00e7\u00e3o 3.0 do MapBiomas Amaz\u00f4nia mostra uma antropiza\u00e7\u00e3o profunda e r\u00e1pida em curso na regi\u00e3o\u201d, afirma Tasso Azevedo, coordenador geral da MapBiomas. \u201cNos atuais mapeamentos do MapBiomas em toda a Am\u00e9rica do Sul este \u00e9 um padr\u00e3o marcante. Os dados s\u00e3o inestim\u00e1veis \u200b\u200bpara o entendimento da din\u00e2mica de uso dos recursos naturais da regi\u00e3o, al\u00e9m de contribuir para a modelagem clim\u00e1tica e o c\u00e1lculo das emiss\u00f5es e remo\u00e7\u00f5es de gases de efeito estufa devido \u00e0s mudan\u00e7as e uso do solo na regi\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 1985 e 2020, a Amaz\u00f4nia perdeu 74,6 milh\u00f5es de hectares de sua cobertura vegetal natural \u2013 uma \u00e1rea equivalente ao territ\u00f3rio do Chile. No mesmo per\u00edodo, houve um crescimento de 656% na minera\u00e7\u00e3o, 130% na infraestrutura urbana e 151% na agricultura e pecu\u00e1ria. 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