{"id":272794,"date":"2021-10-21T07:57:20","date_gmt":"2021-10-21T10:57:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=272794"},"modified":"2021-10-21T08:03:50","modified_gmt":"2021-10-21T11:03:50","slug":"criancas-viram-cobaias-para-agrotoxico-que-reduz-q-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/criancas-viram-cobaias-para-agrotoxico-que-reduz-q-i\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as viram cobaias para agrot\u00f3xico que reduz Q.I."},"content":{"rendered":"<p>Em agosto deste ano, os Estados Unidos baniram o uso do inseticida clorpirif\u00f3s depois que estudos apontaram problemas causados por este agrot\u00f3xico \u00e0 sa\u00fade humana, entre eles a queda do QI de crian\u00e7as. Em menos de um ano, o mesmo produto j\u00e1 havia sido banido pela Uni\u00e3o Europeia e Argentina.<\/p>\n<p>No Brasil, contudo, o produto segue entre os cinco mais utilizados, com mais de 10 mil toneladas vendidas em 2019, segundo dados do Ibama. O clorpirif\u00f3s \u00e9 um dos campe\u00f5es, ainda, na detec\u00e7\u00e3o de quantidades irregulares nos testes feitos em supermercados e na \u00e1gua que abastece centenas de munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Apesar das evid\u00eancias internacionais, o brasileiro deve seguir consumindo esse inseticida por muitos anos. At\u00e9 o momento, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) n\u00e3o iniciou os estudos de reavalia\u00e7\u00e3o do registro do Clorpirif\u00f3s. Esse \u00e9 o principal mecanismo que pode banir um agrot\u00f3xico no pa\u00eds. Ap\u00f3s iniciado, o processo pode perdurar por mais de uma d\u00e9cada. A reavalia\u00e7\u00e3o do Glifosato, por exemplo, come\u00e7ou em 2008 e s\u00f3 foi conclu\u00edda em 2020.<\/p>\n<p><strong>Perigo para fetos<\/strong><br \/>\nPoucos brasileiros j\u00e1 devem ter ouvido falar do inseticida clorpirif\u00f3s, mas \u00e9 bem poss\u00edvel que uma grande parcela da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 tenha consumido algum alimento que contenha este agrot\u00f3xico. O produto \u00e9 usado em diversas planta\u00e7\u00f5es, como algod\u00e3o, batata, caf\u00e9, cevada, citros, feij\u00e3o, ma\u00e7\u00e3, milho, pastagens, soja, sorgo e trigo. Faz parte da classe dos organofosforados, um grupo qu\u00edmico que causa envenenamento por colapso do sistema nervoso dos insetos.<\/p>\n<p>Os pontos principais para a proibi\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos foram estudos que identificaram que o clorpirif\u00f3s est\u00e1 associado a potenciais efeitos neurol\u00f3gicos em crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Um estudo de 2012 da Universidade de Columbia, analisou um grupo de 40 crian\u00e7as de at\u00e9 11 anos que foram expostas ao clorpirif\u00f3s durante a gravidez. Quanto maior foi o n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o, menor era o tamanho do c\u00f3rtex cerebral delas. O estudo identificou que quando essas crian\u00e7as chegaram aos tr\u00eas anos de idade, elas passaram a apresentar uma s\u00e9rie de defici\u00eancias motoras e cognitivas, sendo a mais comum o transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade (TDAH). Ao chegarem aos sete anos, constatou-se a redu\u00e7\u00e3o do QI.<\/p>\n<p>A toxicologista e pesquisadora da Fiocruz Karen Friedrich explica que os efeitos t\u00f3xicos do clorpirif\u00f3s v\u00eam sendo estudados h\u00e1 d\u00e9cadas, e os alertas sobre os riscos n\u00e3o s\u00e3o mais uma novidade. \u201cOs organofosforados t\u00eam um efeito bastante conhecido sobre o sistema nervoso, levando tanto a efeitos agudos, sentindo logo ap\u00f3s a utiliza\u00e7\u00e3o e que causam consequ\u00eancias aos trabalhadores rurais, quanto consequ\u00eancias que aparecem a longo prazo\u201d, diz. \u201cTamb\u00e9m j\u00e1 temos estudos sobre os danos do clorpirif\u00f3s sobre o sistema hormonal, e de problemas no desenvolvimento de crian\u00e7as que s\u00e3o expostas a essa subst\u00e2ncia quando ainda est\u00e3o no \u00fatero ou no come\u00e7o da vida\u201d, completa.<\/p>\n<p>No Brasil, existem pelo menos 26 marcas comerciais de agrot\u00f3xicos formulados a partir do Clorpirif\u00f3s. De acordo com a plataforma Agrofit, do Minist\u00e9rio da Agricultura, empresas como a Ouro Fino, FMC, Tradecorp, Nortox, Rainbow, Adama, Dow Agrosciences e Albaugh t\u00eam registros para vender o produto no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo o administrador da ag\u00eancia ambiental americana (Envirnmental Protection Agency), Michael Regan,\u00a0 a decis\u00e3o de banir o clorpirif\u00f3s segue a ci\u00eancia e \u201ccolocar\u00e1 a sa\u00fade e a seguran\u00e7a em primeiro lugar\u201d. \u201cHoje a EPA est\u00e1 dando um passo atrasado para proteger a sa\u00fade p\u00fablica. Acabar com o uso de clorpirif\u00f3s nos alimentos ajudar\u00e1 a garantir que as crian\u00e7as, os trabalhadores agr\u00edcolas e todas as pessoas fiquem protegidos das consequ\u00eancias potencialmente perigosas deste pesticida\u201d, afirmou em um comunicado \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>A primeira empresa a registrar o Clorpirif\u00f3s foi a Dow Chemical Company em 1965. Ap\u00f3s uma s\u00e9rie de fus\u00f5es, a Dow chama-se hoje Corteva Agriscience. Em fevereiro de 2020, a empresa decidiu que retiraria inseticidas formulados \u00e0 base de Clorpirif\u00f3s do mercado estadunidense, alegando baixa comercializa\u00e7\u00e3o das marcas. Mesmo assim, a companhia defendeu a seguran\u00e7a do produto. \u201cEmbora a Corteva Agriscience n\u00e3o produza mais o clorpirif\u00f3s, a empresa defende a seguran\u00e7a do produto e seu valor para os produtores\u201d, disse em nota \u00e0 Ag\u00eancia P\u00fablica e Rep\u00f3rter Brasil.<\/p>\n<p>Sobre a proibi\u00e7\u00e3o definida pela ag\u00eancia ambiental, a empresa diz que a a\u00e7\u00e3o remove uma ferramenta importante para os agricultores. \u201cEnquanto a Corteva continua a revisar o pedido, entendemos que a justificativa usada pela Ag\u00eancia \u00e9 inconsistente com o banco de dados completo e robusto de mais de 4 mil estudos e relat\u00f3rios que examinaram o produto em termos de sa\u00fade, seguran\u00e7a e meio ambiente\u201d, pontuou em nota. A Corteva tamb\u00e9m afirmou que n\u00e3o vende mais produtos \u00e0 base de clorpirif\u00f3s no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Anvisa n\u00e3o vai priorizar reavalia\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nEm nota, a Anvisa respondeu que as proibi\u00e7\u00f5es em outros pa\u00edses s\u00e3o crit\u00e9rios considerados na constru\u00e7\u00e3o da lista de prioridades para a reavalia\u00e7\u00e3o no Brasil. Mas que, \u201catualmente, com as evid\u00eancias t\u00e9cnicas dispon\u00edveis n\u00e3o se faz pertinente uma nova prioriza\u00e7\u00e3o\u201d do clorpirif\u00f3s na lista de reavalia\u00e7\u00e3o. A ag\u00eancia afirma tamb\u00e9m que a reavalia\u00e7\u00e3o do produto, que ocupa a quarta posi\u00e7\u00e3o na lista de prioridades, j\u00e1 est\u00e1 sendo iniciada, de forma que o clorpirif\u00f3s deve ser submetido em breve ao processo. Mas n\u00e3o h\u00e1 data prevista.<\/p>\n<p>O pesquisador da Fiocruz e da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco), Luiz Cl\u00e1udio Meirelles, que foi gerente-geral da Anvisa, conta que quando trabalhou na ag\u00eancia, em 2008, alguns organofosforados foram reavaliados. \u201cO grupo dos organofosforados, em geral, apresentam alta toxicidade. S\u00e3o bastante neurot\u00f3xicos, al\u00e9m de terem efeitos cr\u00f4nicos a longo prazo, por isso, durante a primeira d\u00e9cada dos anos 2000, se discutiu bastante o banimento dessas subst\u00e2ncias\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ele recorda que, h\u00e1 vinte anos, o clorpirif\u00f3s j\u00e1 estava na fila para ser reavaliado, pois naquela \u00e9poca j\u00e1 se tinha evid\u00eancias semelhantes \u00e0s que embasaram as decis\u00f5es norte-americanas de hoje. \u201cA ag\u00eancia reguladora dos Estados Unidos come\u00e7ou a questionar o clorpirif\u00f3s em 2006, em uma decis\u00e3o que se arrastou at\u00e9 algumas semanas atr\u00e1s\u201d, completa Luiz Cl\u00e1udio.<\/p>\n<p>Os agrot\u00f3xicos organofosforados s\u00e3o muito utilizados no Brasil e no mundo, e por isso recebem apoio da ind\u00fastria para mant\u00ea-los no mercado. \u201cA ideia \u00e9 que o Brasil fosse mais \u00e1gil nas reavalia\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 um debate bastante dif\u00edcil com o setor regulado. Na \u00e9poca do metamidof\u00f3s enfrentamos bastante press\u00e3o, foi um banimento muito discutido, com recomenda\u00e7\u00f5es das empresas para que o produto fosse mantido no mercado, algo semelhante ao que ocorreu recentemente com o paraquate. O metamidof\u00f3s foi banido em 2011, e a partir da\u00ed aumentou o uso do clorpirif\u00f3s, que foi usado para substitui-lo\u201d, conta Luiz.<\/p>\n<p>Sobre a demora no processo de reavalia\u00e7\u00e3o, Luiz Cl\u00e1udio opina que o Brasil poderia adotar proibi\u00e7\u00f5es de ag\u00eancias reguladoras parceiras. No come\u00e7o de 2020, o Minist\u00e9rio da Agricultura tentou uma medida que percorria a l\u00f3gica inversa: publicou uma portaria que autorizava a aprova\u00e7\u00e3o t\u00e1cita de agrot\u00f3xicos \u2014 quando um produto n\u00e3o fosse aprovado em at\u00e9 60 dias, ele receberia a libera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica caso j\u00e1 fosse liberado por reconhecidas ag\u00eancias reguladoras internacionais. A portaria foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>\u201cEles apoiam a ideia para libera\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o aprovam para banimentos, pois sabem que grande parte dos agrot\u00f3xicos mais vendidos no Brasil j\u00e1 s\u00e3o proibidos internacionalmente. E a sa\u00fade do povo do brasileiro n\u00e3o \u00e9 superior a do europeu ou do norte-americano, ao contr\u00e1rio, nosso pa\u00eds vive uma vulnerabilidade social muito maior que esses pa\u00edses\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Grande persist\u00eancia no meio ambiente\u00a0<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de causar problemas de sa\u00fade, o clorpirif\u00f3s \u00e9 uma subst\u00e2ncia que demora d\u00e9cadas para ser degradada no meio ambiente. Por isso, o produto foi adicionado \u00e0 lista da Rede de A\u00e7\u00e3o contra Agrot\u00f3xicos (PAN, na sigla em ingl\u00eas) com a classifica\u00e7\u00e3o de Altamente Perigoso (highly hazardous pesticides, na sigla em ingl\u00eas, conhecidos como HHPs).<\/p>\n<p>Exames laboratoriais feitos pelo Governo Federal comprovaram a persist\u00eancia da subst\u00e2ncia. O clorpirif\u00f3s foi um dos destaques negativos da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Programa de An\u00e1lise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos em Alimentos (Para) feito pela Anvisa. A ag\u00eancia fez an\u00e1lises laboratoriais em 4.616 amostras de 14 alimentos de origem vegetal vendidos em supermercados e feiras do Brasil.<\/p>\n<p>Embora o clorpirif\u00f3s tenha sido o 13\u00ba agrot\u00f3xico mais identificado como um todo, ele foi o segundo que mais apareceu em situa\u00e7\u00e3o irregular. A Anvisa identificou res\u00edduos do produto em 198 amostras de alimentos para os quais seu uso nunca foi autorizado. Entre eles, o inseticida apareceu em goiabas, laranjas, piment\u00f5es, tomates e outros.<\/p>\n<p>A pesquisadora da Fiocruz, Karen Friedrich explica que uma das principais explica\u00e7\u00f5es para isso \u00e9 a quest\u00e3o econ\u00f4mica. \u201cO clorpirif\u00f3s \u00e9 uma mol\u00e9cula mais antiga, que j\u00e1 perdeu a patente e \u00e9 mais barata. Geralmente esses produtos acabam sendo utilizados em culturas que n\u00e3o s\u00e3o autorizadas por quest\u00f5es econ\u00f4micas. Isso demanda uma estrutura de estado mais fortalecida e que possa fiscalizar e dar orienta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas do uso de forma geral\u201d, diz.<\/p>\n<p>A Anvisa informou \u00e0 reportagem que a partir do resultado das an\u00e1lises do clorpirif\u00f3s na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do programa que testa os alimentos, a ag\u00eancia realizou a avalia\u00e7\u00e3o do risco diet\u00e9tico nos alimentos infectados e n\u00e3o observou risco cr\u00f4nico ou agudo para a sa\u00fade dos consumidores. \u201cTodavia, ressalta-se que a partir dos resultados da pr\u00f3xima reavalia\u00e7\u00e3o toxicol\u00f3gica, o cen\u00e1rio atual do ingrediente em tela poder\u00e1 ser alterado\u201d, disse em nota.<\/p>\n<p>Texto cria possibilidade que subst\u00e2ncias que causem c\u00e2ncer sejam aprovadas e prev\u00ea \u201ctramita\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria\u201d para aprova\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 apenas em alimentos que o clorpirif\u00f3s foi detectado, ele apareceu tamb\u00e9m no mapa da \u00e1gua. Trata-se de uma investiga\u00e7\u00e3o conjunta da Rep\u00f3rter Brasil, Ag\u00eancia P\u00fablica e da organiza\u00e7\u00e3o su\u00ed\u00e7a Public Eye que obteve dados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Vigil\u00e2ncia da Qualidade da \u00c1gua para Consumo Humano (Sisagua) do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e descobriu uma mistura de diferentes agrot\u00f3xicos na \u00e1gua que abastece um em cada quatro cidades do Brasil entre 2014 e 2017.<\/p>\n<p>O clorpirif\u00f3s foi identificado em 91% das amostras analisadas \u2014 24.904 detec\u00e7\u00f5es de 27.493 testes feitos em todo o pa\u00eds. Trata-se do oitavo agrot\u00f3xico mais identificado na \u00e1gua que abastece os munic\u00edpios brasileiros.<\/p>\n<p>Karen da Fiocruz teme que as proibi\u00e7\u00f5es no exterior fa\u00e7am o Brasil aumentar ainda mais o uso do clorpirif\u00f3s, como acontece com diversas outras subst\u00e2ncias que s\u00e3o banidas na Europa, e acabam sendo descarregadas no Brasil por multinacionais. Al\u00e9m disso, assim como ocorreu com o Paraquate, os agricultores podem criar estoques do produto para continuar usando ap\u00f3s a proibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisadora critica tamb\u00e9m a falta de transpar\u00eancia e dados mais espec\u00edficos sobre a comercializa\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos como o clorpirif\u00f3s no Brasil, trabalho que atualmente \u00e9 realizado pelo Ibama. \u201cSeria importante termos dados de comercializa\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos por munic\u00edpio e por cultura. Com isso, o Minist\u00e9rio P\u00fablico poderia fazer a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia dessas formula\u00e7\u00f5es. A comunidade cient\u00edfica poderia realizar pesquisas independentes para identificar, por exemplo, a quantidade do uso de um agrot\u00f3xico como o clorpirif\u00f3s\u00a0 em uma regi\u00e3o que apresenta um alto n\u00famero de casos de doen\u00e7as que a literatura cient\u00edfica j\u00e1 relacionou com essa subst\u00e2ncia\u201d, explica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em agosto deste ano, os Estados Unidos baniram o uso do inseticida clorpirif\u00f3s depois que estudos apontaram problemas causados por este agrot\u00f3xico \u00e0 sa\u00fade humana, entre eles a queda do QI de crian\u00e7as. Em menos de um ano, o mesmo produto j\u00e1 havia sido banido pela Uni\u00e3o Europeia e Argentina. 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