{"id":273550,"date":"2021-10-31T11:35:52","date_gmt":"2021-10-31T14:35:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=273550"},"modified":"2021-10-31T11:59:01","modified_gmt":"2021-10-31T14:59:01","slug":"solidez-da-urna-comprova-que-fraudes-sao-alguns-candidatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/solidez-da-urna-comprova-que-fraudes-sao-alguns-candidatos\/","title":{"rendered":"Solidez da urna comprova que fraudes s\u00e3o alguns candidatos"},"content":{"rendered":"<p>Em pa\u00edses s\u00e9rios, os homens da lei normalmente d\u00e3o o exemplo. Obviamente que isso n\u00e3o \u00e9 regra, mas \u00e9 a norma. N\u00e3o \u00e9 o caso do deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR). Delegado da Pol\u00edcia Federal, ele passou para a hist\u00f3ria da pol\u00edtica brasileira como o primeiro parlamentar a ter o mandato cassado por difundir mentiras sobre o sistema eletr\u00f4nico de vota\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito para um pa\u00eds acostumado a empurrar para baixo do tapete o lixo produzido por autoridades que se acham acima do bem do mal? Pode ser. Entretanto, \u00e9 muito pouco para mudarmos o Brasil, mas j\u00e1 suficiente para mostrar que os tempos s\u00e3o outros. O uso das redes sociais para difundir not\u00edcias falsas n\u00e3o \u00e9 novidade. Todavia, embora o fato tenha se tornado corriqueiro, a decis\u00e3o \u00e9 in\u00e9dita.<\/p>\n<p>A banalidade das mentiras veio \u00e0 tona principalmente depois da constata\u00e7\u00e3o de que o presidente da Rep\u00fablica n\u00e3o dispunha mais de votos capazes de sustent\u00e1-lo em uma brincadeira de reelei\u00e7\u00e3o. O absurdo protagonizado por Francischini n\u00e3o foi uma mentirinha engra\u00e7ada. Pelo contr\u00e1rio. Foi um atentado \u00e0 democracia, um deslize contra a robustez e inviolabilidade da urna, consequentemente contra a isen\u00e7\u00e3o e lisura da Justi\u00e7a Eleitoral brasileira. Por isso, a necessidade de se cortar o mal pela raiz. Tratando-se de um parlamentar de 428 mil votos, n\u00e3o \u00e9 uma simples transgress\u00e3o espalhar, no dia da elei\u00e7\u00e3o, que duas urnas estavam fraudadas e aparentemente n\u00e3o aceitava votos no ent\u00e3o candidato Jair Bolsonaro. &#8220;Profissional&#8221; da lei, o maldoso deputado n\u00e3o parou por a\u00ed.<\/p>\n<p>Na criminosa live, ele tamb\u00e9m afirmou que as tais urnas tinham sido apreendidas e que ele conseguira documentos comprovando a fraude. Muito mais do que uma fake news delituosa, a palha\u00e7ada golpista acabou gerando filhotes mais portentosos, entre eles uma fracassada PEC apresentada pela turma que defende com unhas e dentes o aprofundamento do buraco negro cavado pelo governo do capit\u00e3o. Para sorte do pa\u00eds e dos eleitores, pelo menos seis dos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral decidiram cassar o mandato e tornar o sujeito ineleg\u00edvel por oito anos. O ministro Carlos Horbach votou para absolver Francischini.<\/p>\n<p>L\u00facido e preocupado com a solidez do sistema, o presidente do TSE, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, definiu bem a clara inten\u00e7\u00e3o do deputado bolsonarista: &#8220;minar a credibilidade do processo eleitoral e das autoridades que o conduzem&#8221;. Vale lembrar que os boatos at\u00e9 tiveram tempo de ser reparados. N\u00e3o foram pela m\u00e1 f\u00e9. A verdade dos v\u00eddeos divulgados com supostas dificuldades para votar em Bolsonaro era bem diferente da apresentada pelo deputado. As evid\u00eancias de erro cometido pelo eleitor e a imediata interven\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Eleitoral n\u00e3o foram mostradas pelo parlamentar. Portanto, quem com ferro fere com ferro deve ser ferido. Como disse Barroso, &#8220;as palavras t\u00eam sentido e poder. As pessoas t\u00eam liberdade de express\u00e3o, mas elas precisam ter responsabilidade pelo que falam&#8221;. Fernando Francischini n\u00e3o teve.<\/p>\n<p>Desonrou quase 450 mil votos, perdeu o mandato e ter\u00e1 de reassumir as fun\u00e7\u00f5es de homem da lei (?). Simples assim. E tem de ser sempre assim. O precedente est\u00e1 aberto. Desde sua cria\u00e7\u00e3o, em 1996, a urna eletr\u00f4nica \u00e9 vista e avaliada pelo Brasil e pelo mundo como um produto inquestionavelmente seguro, isto \u00e9, fora de qualquer contexto da fraude eleitoral. A cada dois anos, milhares de milh\u00f5es de brasileiros escolhem vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidente da Rep\u00fablica com absoluta certeza de que o voto dado ser\u00e1 o voto contabilizado. Sou testemunha de que, ao longo desses 25 anos, n\u00e3o houve uma \u00fanica d\u00favida que deixou de ser checada e dissipada em segundos. Em outras palavras, ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o da maquininha jamais um candidato foi eleito de maneira fraudulenta.<\/p>\n<p>Se houve fraude (e foram muitas), a culpa \u00e9 nossa, do eleitor. Refiro-me \u00e0 fraude dos candidatos. Hoje, infelizmente, qualquer perna de pau nos representa. At\u00e9 mesmo os despreparados chegam com facilidade \u00e0s prefeituras, governos estaduais e Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. O epis\u00f3dio Fernando Francischini deve ajudar o povo a despertar dessa sonol\u00eancia eleitoral. Ainda n\u00e3o aprendemos que votar \u00e9 um ato silencioso e secreto, mas definitivo para que entendamos que, ao optar por um representante ou governante, temos de pensar nas prioridades da cidade, do estado e do pa\u00eds. Nunca somente em n\u00f3s, em nossas casas ou em nossas ruas. Ainda sobre a seguran\u00e7a da urna, nunca \u00e9 demais registrar recente auditoria da \u00e1rea t\u00e9cnica do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, cujo resultado acabou de vez com a tese da turma do cercadinho.<\/p>\n<p>Conforme os auditores do TCU, o sistema eletr\u00f4nico de vota\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e9 seguro e audit\u00e1vel. Melhor foi a constata\u00e7\u00e3o de que a ado\u00e7\u00e3o do voto impresso levaria a um processo mais oneroso, mais moroso e com maior risco de fraudes. Quanto as fake news, seus produtores e divulgadores podem ter certeza de que ser\u00e3o punidos. Falsos e bizarros profetas do mundo moderno da pol\u00edtica t\u00eam de estar atentos e preparados para a modernidade da Justi\u00e7a Eleitoral. Mesmo baseada em algumas leis anacr\u00f4nicas, a magistratura e os magistrados evolu\u00edram. Quanto a n\u00f3s, eleitores, melhor olhar para frente e eleger quem verdadeiramente consegue enxergar algum futuro no Brasil. \u00c9 dif\u00edcil, mas n\u00e3o imposs\u00edvel. Chega de saudade. A ordem deve ser o novo. Afinal, saudade \u00e9 uma palavra que s\u00f3 existe na l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em pa\u00edses s\u00e9rios, os homens da lei normalmente d\u00e3o o exemplo. Obviamente que isso n\u00e3o \u00e9 regra, mas \u00e9 a norma. N\u00e3o \u00e9 o caso do deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR). 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