{"id":273737,"date":"2021-11-03T09:32:46","date_gmt":"2021-11-03T12:32:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=273737"},"modified":"2021-11-03T10:03:40","modified_gmt":"2021-11-03T13:03:40","slug":"experiencia-muda-comunicacao-entre-homem-e-cao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/experiencia-muda-comunicacao-entre-homem-e-cao\/","title":{"rendered":"Experi\u00eancia muda comunica\u00e7\u00e3o entre homem e c\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>m estudo conduzido na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) mostrou que diferentes experi\u00eancias de vida podem alterar a maneira como os animais direcionam o olhar e se comunicam com os humanos para conseguir objetos inalcan\u00e7\u00e1veis. Ao comparar 60 cachorros de ra\u00e7as e idades variadas, a pesquisa concluiu que 95,7% daqueles que viviam dentro de casa usaram altern\u00e2ncia de olhar pelo menos uma vez, enquanto os c\u00e3es que vivem fora de casa se comunicaram com menor intensidade (80%).<\/p>\n<p>J\u00e1 cachorros de abrigo, que t\u00eam pouco contato com humanos, interagiram ainda menos, sendo 58,8%.<\/p>\n<p>Publicado na revista Behavioural Processes e apoiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), o estudo analisou a a\u00e7\u00e3o de olhar para o objeto ou alimento desejado, olhar para o tutor e voltar a olhar para o objeto, como forma de demonstrar o que queria, um tipo de comunica\u00e7\u00e3o muto comum entre o animal e o ser humano. Este \u00e9 o primeiro experimento que avalia a diferen\u00e7a entre c\u00e3es que convivem diariamente com humanos dentro de casa e animais que habitam apenas as \u00e1reas externas das resid\u00eancias e t\u00eam intera\u00e7\u00e3o menos intensa com os tutores.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s que temos nossos pets observamos muito e, para n\u00f3s, parece uma coisa muito \u00f3bvia que eles se comuniquem conosco pelo olhar, que eles entendam. Mas, do ponto de vista cient\u00edfico, \u00e9 uma coisa muito complexa, uma esp\u00e9cie entender os sinais comunicativos da outra, conseguir produzir sinais espec\u00edficos para se comunicar conosco. Os c\u00e3es s\u00e3o muito diferentes da maioria das outras esp\u00e9cies, mesmo as domesticadas. Eles s\u00e3o diferentes de gatos, ovelhas, porcos&#8221;, disse Juliana Wallner Werneck Mendes, que realizou o experimento no Laborat\u00f3rio do C\u00e3o do Departamento de Psicologia da USP durante seu mestrado.<\/p>\n<p>Juliana comparou c\u00e3es de estima\u00e7\u00e3o que vivem dentro de casa com aqueles que ficam em quintais e garagens, tendo menos contato com os tutores, e c\u00e3es de uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) de resgate de c\u00e3es. &#8220;A conclus\u00e3o foi os que vivem dentro de casa e t\u00eam est\u00edmulo constante com seus humanos, aprenderam que a troca de olhares \u00e9 uma forma eficiente para conseguir o que querem. Os c\u00e3es de quintal t\u00eam a mesma capacidade, mas n\u00e3o praticam como os outros.&#8221;<\/p>\n<p>Os c\u00e3es de abrigo t\u00eam a mesma capacidade, mas t\u00eam menos oportunidade de exercitar isso porque convivem com as pessoas s\u00f3 nos momentos de alimenta\u00e7\u00e3o e limpeza. &#8220;Eles usam menos, o que \u00e9 interessante do ponto de vista cient\u00edfico, pois, segundo alguns autores, por causa da domestica\u00e7\u00e3o, os c\u00e3es se comunicam automaticamente, e n\u00f3s vemos que h\u00e1 o efeito do aprendizado. Isso mostra que as v\u00e1rias experi\u00eancias de uma vida inteira v\u00e3o resultar em comportamentos diferentes.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com Juliana, a facilidade aumenta para os c\u00e3es treinados em agility &#8211; esporte com obst\u00e1culos que fortalece os la\u00e7os afetivos entre os animais e os donos. Al\u00e9m disso, m\u00e9todos de treinamento positivos e n\u00e3o punitivos exercem mais est\u00edmulo para uma comunica\u00e7\u00e3o mais eficiente com seus tutores. &#8220;A quest\u00e3o toda \u00e9 a falta de est\u00edmulo, que faz com que eles usem menos esse comportamento, n\u00e3o porque n\u00e3o podem, mas porque n\u00e3o t\u00eam exercitado isso ao longo da vida. Mesmo assim, \u00e9 interessante que os c\u00e3es com menor est\u00edmulo mostrem que podem fazer. Com um pouco de exposi\u00e7\u00e3o, eles aprendem bem r\u00e1pido.&#8221;<\/p>\n<p>Juliana destacou que est\u00e1 havendo mudan\u00e7a na forma como os humanos interagem e treinam seus c\u00e3es para pensar em bem-estar, o que \u00e9 essencial. \u201cTemos que reconhecer tamb\u00e9m que eles t\u00eam suas diferen\u00e7as e que o bem-estar de um \u00e9 diferente do de outro. Podemos usar isso para uma intera\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, mais paciente, levando em conta a necessidade do c\u00e3o, e n\u00e3o s\u00f3 do humano&#8221;, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>m estudo conduzido na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) mostrou que diferentes experi\u00eancias de vida podem alterar a maneira como os animais direcionam o olhar e se comunicam com os humanos para conseguir objetos inalcan\u00e7\u00e1veis. 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