{"id":274500,"date":"2021-11-15T03:54:27","date_gmt":"2021-11-15T06:54:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=274500"},"modified":"2021-11-15T03:55:26","modified_gmt":"2021-11-15T06:55:26","slug":"portugal-vira-o-novo-destino-de-brasileiro-que-teme-bala-perdida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/portugal-vira-o-novo-destino-de-brasileiro-que-teme-bala-perdida\/","title":{"rendered":"Portugal vira o novo destino de brasileiro que teme bala perdida"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 meados de 2015, nunca havia passado pela cabe\u00e7a de Patr\u00edcia Martins deixar o Brasil. Divorciada e com dois filhos adolescentes, ela levava uma vida est\u00e1vel em S\u00e3o Paulo, onde trabalhava em uma das maiores empresas de tecnologia do pa\u00eds. At\u00e9 que veio a grave crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica que culminaria, naquele momento, no impeachment da ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>&#8220;Percebi que estava tudo indo ladeira abaixo. Foi quando comecei a me interessar pela possibilidade de migrar para o exterior depois que me aposentasse&#8221;, conta.<br \/>\nAssim que o desejo se tornou um plano concreto, Portugal tamb\u00e9m se transformou em uma alternativa coerente: cabia na sua renda, n\u00e3o exigia o dom\u00ednio de outro idioma e, principalmente, era conhecido por ser um lugar seguro.<\/p>\n<p>Um ano depois, j\u00e1 aposentada, ela estava dentro do avi\u00e3o com passagem s\u00f3 de ida para Lisboa. &#8220;Quem me viu em S\u00e3o Paulo, andando de carro de luxo, n\u00e3o me reconhece quando chega aqui. \u00c9 uma vida muito mais digna&#8221;, explica. &#8220;Eu n\u00e3o volto mais para o Brasil.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 um ponto de partida semelhante ao da carioca Telma Facina, de 71 anos. Aposentada da antiga Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro (Cerj) desde o fim dos anos 1990, ela n\u00e3o pensava em morar fora do Brasil at\u00e9 2016, quando precisou mudar \u00e0s pressas para a Europa por um caso de doen\u00e7a na fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Como Portugal era o \u00fanico que oferecia um visto especial para aposentados, o pa\u00eds era, \u00e0 \u00e9poca, mais uma solu\u00e7\u00e3o do que um projeto \u2014 rela\u00e7\u00e3o que foi se transformando com o passar dos anos.<\/p>\n<p>&#8220;Eu tinha ido a uma reuni\u00e3o com o c\u00f4nsul portugu\u00eas no Rio de Janeiro e ele tinha feito uma propaganda maravilhosa sobre viver a aposentadoria aqui&#8221;, conta ela de sua casa, em Almada, do outro lado do Rio Tejo, cart\u00e3o-postal de Lisboa.<\/p>\n<p>&#8220;Quando eu precisei, vi que era, de fato, o visto mais f\u00e1cil&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Passado o momento familiar dif\u00edcil, ela encontrou uma maneira de reunir a fam\u00edlia novamente: levou a filha e o neto para morarem com ela em solo lusitano. Prestes a receber a cidadania do pa\u00eds, ela n\u00e3o quer voltar.<\/p>\n<p>Facina e Martins expressam um fen\u00f4meno migrat\u00f3rio recente em Portugal. Outrora destino de estudantes e de jovens profissionais brasileiros atra\u00eddos por uma experi\u00eancia europeia e melhor qualidade de vida, o pa\u00eds agora convive com uma onda de pessoas que deixam definitivamente o Brasil para gozar seus anos de aposentadoria em territ\u00f3rio portugu\u00eas \u2014 ou que chegam ali faltando poucos anos para se aposentar.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um fen\u00f4meno de perfil diferente: s\u00e3o pessoas mais velhas, geralmente com bons rendimentos, e que nem sempre t\u00eam planos de regressar&#8221;, explica a pesquisadora Nilcelene Biasutti, que acabou de defender uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado sobre o tema na Universidade de Lisboa.<\/p>\n<p>Dados do Servi\u00e7o de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), do governo portugu\u00eas, ilustram bem esse panorama: at\u00e9 2014, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que desembarcavam em Portugal solicitando o visto D7 \u2014 destinado principalmente aos aposentados \u2014 era de cerca de 2% entre todas as chegadas de brasileiros. Quatro anos depois, essa taxa j\u00e1 era de 10,9%.<\/p>\n<p>A pandemia de covid-19, que fez com que os voos entre os continentes fossem restringidos por meses, derrubou essa demanda at\u00e9 o come\u00e7o de 2021, quando voltou com for\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje, o perfil majorit\u00e1rio dos nossos clientes \u00e9 novamente de quem quer passar a aposentadoria aqui&#8221;, conta o advogado Andr\u00e9 Pacheco, que despacha de uma das filiais portuguesas do escrit\u00f3rio Hofstaetter Tramujas e Castelo Branco, especialista em processos migrat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Ele conta que h\u00e1 ainda casos de brasileiros que, na contram\u00e3o, do perfil comum, precisam complementar a renda para ter a resid\u00eancia aceita.<\/p>\n<p>Pelas regras locais, quem pede o visto D7 deve movimentar cerca de R$ 52 mil \u2014 o equivalente a um ano do sal\u00e1rio m\u00ednimo de Portugal (665 euros) \u2014 em alguma conta banc\u00e1ria no pa\u00eds, valor que sobe para R$ 78 mil caso a mudan\u00e7a seja feita com um c\u00f4njuge. Se os filhos tamb\u00e9m estiverem no requerimento, cada um deles representa um acr\u00e9scimo de 30% na exig\u00eancia.<\/p>\n<p>Durante sua pesquisa, Biasutti tamb\u00e9m se deparou com outras situa\u00e7\u00f5es, como a de pessoas indocumentadas que voltaram ao Brasil para se aposentarem e, ent\u00e3o, pediram o visto portugu\u00eas; ou de quem perdeu renda e precisou voltar \u00e0 ativa j\u00e1 em Portugal para complement\u00e1-la.<\/p>\n<p>&#8220;Isso aconteceu com muita gente que alugou um im\u00f3vel e migrou. Quando o real desvalorizou, eles tiveram que trabalhar de novo, porque os custos de vida ficaram muito maiores.&#8221;<\/p>\n<p>Tanto Telma Facina como Patr\u00edcia Martins t\u00eam sentido os efeitos do c\u00e2mbio. No caso da primeira, principalmente, por contar apenas com a renda da aposentadoria.<\/p>\n<p>&#8220;Eu tive que parar totalmente com as viagens que fazia pela Europa&#8221;, conta Facina.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso tamb\u00e9m que, de acordo com Pacheco, apesar da procura, mesmo pessoas de maior poder aquisitivo t\u00eam desistido do projeto de se aposentar em Portugal neste ano.<\/p>\n<p>De janeiro de 2020 para c\u00e1, o euro teve uma escalada de 44%. Em meados de novembro, a moeda era cotada a R$ 6,51. &#8220;Isso fez com que essa possibilidade ficasse mais restrita a quem j\u00e1 tem uma renda elevada no Brasil e quer deixar o pa\u00eds mesmo assim&#8221;, observa o especialista em processos migrat\u00f3rios.<\/p>\n<p>O carioca Claudney Neves, de 49 anos, \u00e9 um deles. Reformado do Ex\u00e9rcito h\u00e1 um m\u00eas, ele tem tudo pronto para se mudar para Portugal com a mulher desde 2017, quando a sua aposentadoria estava perto de se concretizar.<\/p>\n<p>&#8220;Naquela \u00e9poca, nossas contas mostravam que minha renda nos permitiria viver confortavelmente l\u00e1&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Animado, o casal viajou para o pa\u00eds europeu h\u00e1 dois anos para dar entrada nos documentos e abrir uma conta banc\u00e1ria \u2014 para depositar o valor necess\u00e1rio para o visto D7.<\/p>\n<p>Eles chegaram a decidir at\u00e9 onde viveriam: Espinho, uma cidadezinha de 31 mil habitantes perto de Porto.<\/p>\n<p>Vieram, ent\u00e3o, a pandemia e, em seguida, a escalada da moeda europeia, que adiaram os planos de forma indefinida.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje, fazendo a mesma conta, n\u00e3o d\u00e1 para viver como a gente queria. N\u00f3s ter\u00edamos que complementar a renda chegando l\u00e1.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Trabalhar para se aposentar<\/strong><br \/>\nSe muitos brasileiros chegam j\u00e1 aposentados, h\u00e1 outro contingente que desembarca em territ\u00f3rio lusitano justamente com o plano de se aposentar por l\u00e1.<\/p>\n<p>Para isso, eles se amparam em um acordo previdenci\u00e1rio assinado entre Brasil e Portugal em 1995 que, entre outras coisas, permite que o tempo de trabalho tanto l\u00e1 quanto c\u00e1 seja contabilizado de forma conjunta na hora de se aposentar.<\/p>\n<p>Pelas regras, o candidato precisa ter contribu\u00eddo por, no m\u00ednimo, 15 anos da sua vida ativa. Nesse caso, ele receber\u00e1 o valor proporcional a esse per\u00edodo pago pelo governo portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Eduardo Afonso, professor da Faculdade de Economia e Administra\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (FEA-USP), observa, por\u00e9m, que o tempo de contribui\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, n\u00e3o deve balizar a decis\u00e3o de se aposentar em Portugal.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso se atentar \u00e0s regras do sistema previdenci\u00e1rio deles, que s\u00e3o diferentes das nossas. \u00c9 o caso da idade para se aposentar e do per\u00edodo contributivo, por exemplo.&#8221;<\/p>\n<p>Pela lei portuguesa, uma pessoa deve ter, no m\u00ednimo, 66 anos e 6 meses para ter direito \u00e0 aposentadoria. No Brasil, h\u00e1 v\u00e1rias regras, embora a base mais comum seja de 62 anos para os homens e 57 para as mulheres.<\/p>\n<p>Segundo a advogada Miranda Ferreira, que tamb\u00e9m ajuda migrantes que buscam se estabelecer em Portugal, as diferen\u00e7as na lei s\u00e3o geralmente favor\u00e1veis \u00e0 previd\u00eancia brasileira, que paga valores melhores e tem um sistema mais flex\u00edvel.<\/p>\n<p>Pelo acordo bilateral, quando chega a hora de se aposentar, a regra que vale \u00e9 a do pa\u00eds em que a pessoa est\u00e1. Ou seja: um brasileiro que completou os requisitos de contribui\u00e7\u00e3o por l\u00e1 tamb\u00e9m \u00e9 aposentado dentro do sistema previdenci\u00e1rio portugu\u00eas \u2014 recebendo, inclusive, na moeda local e tendo os mesmos direitos de um cidad\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Afonso alerta ainda para a impossibilidade de se aposentar apenas pelo tempo de contribui\u00e7\u00e3o, como era poss\u00edvel no Brasil at\u00e9 a mais recente reforma previdenci\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em 2019, uma mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o (Emenda Constitucional 103\/2019) definiu que a aposentadoria brasileira tamb\u00e9m depende do per\u00edodo contributivo e de um requisito de idade m\u00ednima \u2014 assim como em Portugal.<\/p>\n<p>&#8220;O ponto fundamental \u00e9 que h\u00e1 o direito. Ele \u00e9 reconhecido para a pessoa que migrou. Os detalhes dele, por\u00e9m, dependem muito de cada acordo previdenci\u00e1rio&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 como se aposentar em solo portugu\u00eas apenas pelo crit\u00e9rio da idade \u2014 isto \u00e9, sem o tempo de contribui\u00e7\u00e3o m\u00ednimo de 15 anos. Esta \u00e9, ali\u00e1s, a modalidade com mais beneficiados no sistema do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Chamada l\u00e1 de pens\u00e3o social de velhice, ela exige que a pessoa possua resid\u00eancia reconhecida no pa\u00eds e tenha pelo menos 66 anos e 6 meses. O piso do benef\u00edcio \u00e9 de 275 euros (cerca de R$ 1.780).<\/p>\n<p><strong>Por que se aposentar em Portugal?<\/strong><br \/>\nQuando come\u00e7ou a pesquisar o fen\u00f4meno de aposentados em Portugal, Nilcelene Biasutti percebeu que, na imprensa portuguesa, a quest\u00e3o era sempre tratada sob a \u00f3tica da inseguran\u00e7a p\u00fablica no Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Tinha esse estere\u00f3tipo de que as pessoas n\u00e3o podiam usar suas joias no Rio de Janeiro e, por isso, mudavam.&#8221; Assim que foi a campo, por\u00e9m, descobriu motiva\u00e7\u00f5es diferentes.<\/p>\n<p>De fato, h\u00e1 anos que a presen\u00e7a brasileira atrai a aten\u00e7\u00e3o dos portugueses. N\u00e3o \u00e9 para menos: no \u00faltimo relat\u00f3rio do SEF, de 2020, por exemplo, o Brasil domina praticamente todas as estat\u00edsticas \u2014 representa a maior comunidade do exterior em solo portugu\u00eas (184 mil pessoas), a que mais recebeu cidadanias (20,8 mil) e, na contram\u00e3o, a que mais registrou expuls\u00f5es ao longo do ano (160).<\/p>\n<p>Pelos dados, 28% da popula\u00e7\u00e3o estrangeira em Portugal hoje \u00e9 oriunda do Brasil.<\/p>\n<p>Segundo Biasutti, boa parte dos casos diz respeito a fam\u00edlias separadas que decidem voltar a viver pr\u00f3ximas, como o caso de Telma Facina.<\/p>\n<p>S\u00e3o filhos que estudam ou trabalham na Europa e atraem seus pais j\u00e1 aposentados para o continente, por exemplo. Como n\u00e3o falam outro idioma, decidem se fincar em territ\u00f3rio portugu\u00eas.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio do SEF de 2020, 47% dos brasileiros que chegaram se enquadram nessa categoria \u2014 chamada de reagrupamento familiar.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda muita gente para quem o pa\u00eds lusitano n\u00e3o era a primeira op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ouvi muitos brasileiros que queriam se aposentar e ir para Miami, nos EUA, ou ent\u00e3o para o Canad\u00e1. Por\u00e9m, como a renda que esses pa\u00edses exigem \u00e9 mais alta, Portugal era para onde dava para ir&#8221;, revela.<\/p>\n<p>J\u00e1 o advogado Andr\u00e9 Pacheco aponta que, mesmo com os benef\u00edcios fiscais \u2014 alguns tipos de vistos oferecem isen\u00e7\u00e3o de tributos \u2014 e com a lei da igualdade entre os cidad\u00e3os, o fator seguran\u00e7a pesa muito na decis\u00e3o de migrar.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o pessoas que querem envelhecer em um lugar menos perigoso do que as cidades brasileiras. Portugal \u00e9, de fato, um pa\u00eds muito seguro&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Foi o que pesou na decis\u00e3o de Claudney Neves, antes mesmo de sua aposentadoria.<\/p>\n<p>&#8220;O Rio de Janeiro \u00e9 uma guerra. Eu j\u00e1 fui assaltado, meus amigos j\u00e1 foram, j\u00e1 morreu gente na rua de casa. N\u00e3o d\u00e1 mais&#8221;, desabafa.<\/p>\n<p>Enquanto o c\u00e2mbio n\u00e3o alivia, ele permanece em compasso de espera, fazendo planos para sua velhice em Portugal.<\/p>\n<p>&#8220;De repente, a gente tenta de novo em 2022&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 meados de 2015, nunca havia passado pela cabe\u00e7a de Patr\u00edcia Martins deixar o Brasil. Divorciada e com dois filhos adolescentes, ela levava uma vida est\u00e1vel em S\u00e3o Paulo, onde trabalhava em uma das maiores empresas de tecnologia do pa\u00eds. At\u00e9 que veio a grave crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica que culminaria, naquele momento, no impeachment [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":274501,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[95],"class_list":["post-274500","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-capa"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=274500"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":274503,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274500\/revisions\/274503"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/274501"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=274500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=274500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=274500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}