{"id":275970,"date":"2021-12-08T08:37:31","date_gmt":"2021-12-08T11:37:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=275970"},"modified":"2021-12-08T08:37:36","modified_gmt":"2021-12-08T11:37:36","slug":"bolsonaro-na-contramao-do-mundo-e-o-unico-que-nao-erra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/bolsonaro-na-contramao-do-mundo-e-o-unico-que-nao-erra\/","title":{"rendered":"Bolsonaro, na contram\u00e3o do mundo, \u00e9 o \u00fanico que n\u00e3o erra"},"content":{"rendered":"<p>Muito mais do que hist\u00f3rica, a imperfei\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica brasileira \u00e9 end\u00eamica. E isso ocorre desde os tempos do Imp\u00e9rio. A diferen\u00e7a \u00e9 que hoje estamos cada vez mais pr\u00f3ximos de um agressivo carcinoma. Do mesmo modo que nasce com o surgimento de cada novo presidente, a esperan\u00e7a morre antes que o eleito consiga dobrar a primeira esquina do mandato. Isso quando n\u00e3o s\u00e3o jubilados antes de completar metade do curso. O modus operandis virou uma desoladora rotina, uma repetitiva assimetria. Dif\u00edcil at\u00e9 dizer que um \u00e9 pior do que o outro porque, desde a campanha, \u00e9 f\u00e1cil descobrir a paridade de linhagem ou de conduta entre o outro e o um. Como j\u00e1 disse neste mesmo espa\u00e7o, s\u00e3o farinha do mesmo saco, gr\u00e3o do mesmo sabugo. Se \u00e9 que existe alguma analogia ou parec\u00eancia, o eleitor finge n\u00e3o perceber. Tanto que, independentemente do que l\u00ea, ouve ou v\u00ea, os elege reiteradas vezes.<\/p>\n<p>Os feitos e os discursos mais ou menos encorpados \u00e9 que fazem volume e, em alguns casos, ajudam a fazer a cabe\u00e7a dos indiferentes, dos desavisados, sobretudo dos fanatizados. A\u00ed surgem os salvadores da p\u00e1tria, doutrinadores, ilusionistas, gurus, encantadores de serpentes, patriotas, anjos e mitos. Nenhum deles jamais se apresentou como vil\u00e3o. S\u00e3o todos acima de qualquer suspeita, potencialmente honestos, \u00edntegros, s\u00edmbolos do que h\u00e1 de melhor na vida p\u00fablica. Bastam alguns meses para que o pov\u00e3o encontre as explica\u00e7\u00f5es escondidas ao longo da enganosa cruzada eleitoral e rapidamente consiga deslindar o que representou seu voto. Comprou gato por lebre. O le\u00e3o da Metro era mais uma das lendas urbanas, dessas que n\u00e3o dever\u00edamos acreditar enquanto vida tiv\u00e9ssemos.<\/p>\n<p>Embora todos saibam que a hist\u00f3ria brasileira normalmente vira poesia e se transforma de acordo com a imagina\u00e7\u00e3o popular, os lend\u00e1rios corretos, bons e honestos pol\u00edticos s\u00e3o fict\u00edcios, mas continuam entre n\u00f3s. Mesmo que nada fa\u00e7am que nos d\u00ea alegria ou prazer de votar, d\u00e3o as cartas e nos cobram fidelidade partid\u00e1ria sem pudor algum. E com doses ainda menores de pudor, rompem raivosamente ao primeiro sinal de dissid\u00eancia do grupo que imagina sob seu eterno comando. Os resultados pol\u00edticos dos \u00faltimos inquilinos do Pal\u00e1cio do Planalto s\u00e3o a prova de que vimos malhando em ferro frio. As cores e ideologias partid\u00e1rias foram diversificadas. E o que mudou de fato? O que est\u00e1 consolidado?<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que tivemos quatro ou cinco anos de relativa bonan\u00e7a financeira e cerca de tr\u00eas d\u00e9cadas de uma assustadoramente tranquila democracia. Nada perenizado. Ap\u00f3s um ca\u00e7ador de maraj\u00e1s, um plano econ\u00f4mico de sucesso, alguns avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, respeito internacional, inc\u00f4modas marolinhas, mensal\u00f5es, petrol\u00f5es e dois impeachments, voltamos \u00e0s origens. Novamente somos conhecidos como Rep\u00fablica de Bananas, idolatrada por meia d\u00fazia porque \u00e9 assim que enganam incautos, dizimam ind\u00edgenas, desmatam florestas, torturam negros e pobres e rotulam, prendem e matam quem reza por cartilhas diferentes. Para uns e para outros, 2022 ser\u00e1 um ano de muitos desafios.<\/p>\n<p>O principal deles certamente ser\u00e1 eleger um presidente que devolva a auto estima de quem quer tir\u00e1-la do ralo e, principalmente, que recoloque a economia nos eixos. A tarefa \u00e9 das mais complicadas, talvez ingl\u00f3ria. A quadra vivida mostra que n\u00e3o ser\u00e1 um mito qualquer que nos devolver\u00e1 a paz, a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o, muito menos o orgulho de ser brasileiro e a rever\u00eancia e a cortesia que perdemos do restante mundo. Resumindo toda essa ladainha, esses \u00faltimos dois anos e 11 meses demonstraram de forma cristalina que o Brasil n\u00e3o \u00e9 para amadores ou aventureiros, tampouco para aqueles que insistem em virar as costas para o mundo. Governa na contram\u00e3o do planeta, como se somente ele estivesse certo. No entanto, os fatos, sobretudo as mortes decorrentes da pandemia, mostram que ele \u00e9 o \u00fanico errado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito mais do que hist\u00f3rica, a imperfei\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica brasileira \u00e9 end\u00eamica. E isso ocorre desde os tempos do Imp\u00e9rio. A diferen\u00e7a \u00e9 que hoje estamos cada vez mais pr\u00f3ximos de um agressivo carcinoma. 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