{"id":276585,"date":"2021-12-20T07:15:55","date_gmt":"2021-12-20T10:15:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=276585"},"modified":"2021-12-20T07:26:23","modified_gmt":"2021-12-20T10:26:23","slug":"eleitor-fica-de-olho-nos-olhares-de-bolsonaro-e-lula-para-moro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/eleitor-fica-de-olho-nos-olhares-de-bolsonaro-e-lula-para-moro\/","title":{"rendered":"Eleitor fica de olho nos olhares de Bolsonaro e Lula para Moro"},"content":{"rendered":"<p>Vestibulando dos cursinhos do sub\u00farbio do Rio de Janeiro, diplomado pela faculdade da vida, concursado dos corredores do Congresso Nacional, p\u00f3s-graduado do Pal\u00e1cio do Planalto e doutorando dos gabinetes e plen\u00e1rios do STF, TSE e STJ, percebo que ainda sou ne\u00f3fito quando o assunto \u00e9 a pol\u00edtica nacional. Descubro que n\u00e3o passo de aprendiz de feiticeiro pronto para ser jogado no caldeir\u00e3o de maldades dos pol\u00edticos profissionais. Nesses \u00faltimos dias tenho me surpreendido com algumas manchetes plantadas por assessores de candidatos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica ou pelos pr\u00f3prios protagonistas. Uma delas revela que o Planalto v\u00ea o ex-juiz S\u00e9rgio Moro sem base pol\u00edtica para amea\u00e7ar Jair Bolsonaro em 2022. Outra afirma que o partido (Podemos) que abriga o tamb\u00e9m ex-ministro da Justi\u00e7a \u00e9 a novidade mais velha das elei\u00e7\u00f5es do ano que vem.<\/p>\n<p>Podem estar corretas, mas qualquer resposta definitiva somente daqui a exatos dez meses, quando todos esses nomes espalhados pelo balc\u00e3o eleitoral ser\u00e3o postos \u00e0 mesa de mais de 150 milh\u00f5es de eleitores. Por enquanto, o quadro \u00e9 de polariza\u00e7\u00e3o entre o capit\u00e3o sem farda e o torneiro sem torno, com cen\u00e1rio amplamente favor\u00e1vel ao soldado mais famoso da esquerda nacional. Com base nas respostas \u00e0s consultas sobre inten\u00e7\u00e3o de votos, para boa parte dos institutos a elei\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 definida. No entanto, a velha m\u00e1xima de que cabe\u00e7a de magistrado, bunda de nen\u00e9m e voto na urna eletr\u00f4nica s\u00e3o inc\u00f3gnitas seculares t\u00eam obrigado Bolsonaro e Luiz In\u00e1cio a canja de galinha e escalda-p\u00e9s quase di\u00e1rios. Afinal, cautela \u00e9 a palavra de ordem nesse momento de eloquente beliger\u00e2ncia entre os dois antag\u00f4nicos grupos pol\u00edticos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na verdade, direita e esquerda ainda n\u00e3o perceberam que h\u00e1 vida \u2013 e muito mais edificante \u2013 fora dessas correntes dominadoras, brigonas, personalistas e abusivamente centralizadoras. N\u00e3o sei ainda se Moro, Ciro Gomes (PDT) ou Rodrigo Pacheco (PSD) \u2013 os demais n\u00e3o t\u00eam peso &#8211; ser\u00e3o diferentes do que j\u00e1 vimos at\u00e9 agora. O que tenho certeza \u00e9 que um dia o ca\u00e7ador Collor de Mello, o intelectual Fernando Henrique, o salvador Lula da Silva, o poste Dilma Rousseff e o mito Jair Bolsonaro foram apostas pol\u00edticas e novidades eleitorais. Se deram certo ou errado, cabe a n\u00f3s avali\u00e1-los individualmente. Cada um a seu modo, todos acharam \u2013 e acham &#8211; que acertaram mais do que erraram. Tenho minhas d\u00favidas, mas n\u00e3o penso polemizar com as escolhas alheias. O que sei \u00e9 que nada sei, mas a cada elei\u00e7\u00e3o tenho mais certeza de que mudan\u00e7as na forma de escolher s\u00e3o imperiosas.<\/p>\n<p>Lindinho, escolado, popular, militante e mito s\u00e3o adjetivos que n\u00e3o colam mais por absoluta falta de assertiva de seus &#8220;propriet\u00e1rios&#8221;. A continuidade improdutiva tem feito mal para quem n\u00e3o concorda com a mesmice. Sendo assim, acredito que o novo deve fazer bem, principalmente se ele n\u00e3o teve oportunidade de mostrar alguma capacidade macro entre o per\u00edodo que deixou o que fazia para tentar fazer o que n\u00e3o queriam. Com alguma raz\u00e3o, nos acostumamos a acusar o povo de n\u00e3o saber votar. Esse n\u00e3o \u00e9 o problema. A verdade \u00e9 que sempre nos deixamos enganar por discursos mirabolantes, figurativos, despombalizados e desonestos. Nos \u00faltimos pleitos, trocamos deliberadamente propostas, ideias e objetivos por conchavos e ideologias. A capacidade e a inten\u00e7\u00e3o gerencial deixaram de ser importantes.<\/p>\n<p>A pouco menos de um ano da elei\u00e7\u00e3o em que mostraremos ao mundo (ou n\u00e3o) o Brasil da uni\u00e3o, da paz e das liberdades individuais, talvez seja esse o momento da virada de mesa. N\u00e3o interessa que volte Luiz In\u00e1cio, que permane\u00e7a Bolsonaro, que ressurjam Dilma ou Collor, que ressuscite Temer ou que renas\u00e7am esperan\u00e7as com Moro, Ciro, Pacheco, D\u00f3ria, Mandetta ou Simone Tebet. Fundamental \u00e9 que nos valorizemos como cidad\u00e3os e como eleitores. Antes de apertar qualquer bot\u00e3o da urna eletr\u00f4nica, reencarnemos Nelson Rodrigues e, pelo menos uma vez, sejamos o m\u00e1ximo de n\u00f3s mesmos. N\u00e3o esque\u00e7amos jamais que coragem n\u00e3o \u00e9 aus\u00eancia de medo. Temos de ir al\u00e9m, pensarmos adiante e, quem sabe, refletir, por exemplo, que os pol\u00edticos que brigam em defesa de Lula ou de Bolsonaro s\u00e3o os mesmos que lutaram exaustivamente para garantir a vergonhosa e contradit\u00f3ria PEC dos Precat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Ou seja, quando o interesse \u00e9 deles a ideologia que se exploda. Antes da aprova\u00e7\u00e3o e promulga\u00e7\u00e3o da emenda que abriu espa\u00e7o para o presidente da Rep\u00fablica ampliar o Aux\u00edlio Brasil, todos lembram que um acord\u00e3o permitiu que a maioria dos deputados assinasse um cheque em branco de R$ 90 bilh\u00f5es para garantir uma sobrevida ao governo do mandat\u00e1rio que adora ser chamado de mito. N\u00e3o fosse a pronta a\u00e7\u00e3o da ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, a barganha teria sido perfeita. Em troca, os parlamentares favor\u00e1veis \u00e0 emenda receberiam um polpudo din din extra em forma de emendas e o governo garantiria recursos para viabilizar o eleitoreiro Aux\u00edlio Brasil. Infelizmente, o Supremo roeu a corda, liberou o or\u00e7amento e decidiu pelo anonimato dos autores das tais emendas de relator. Em outras palavras, ficou o dito pelo n\u00e3o dito.<\/p>\n<p>E n\u00f3s? Mais uma vez quem tem direito a receber d\u00edvidas da Uni\u00e3o reconhecidas pela Justi\u00e7a e com tr\u00e2nsito em julgado (sem a possibilidade de recursos) ficar\u00e1 sem receber os precat\u00f3rios. \u00c9 a formaliza\u00e7\u00e3o do calote a uma conquista legal do trabalhador. Dif\u00edcil esse pa\u00eds com leis de oportunidade e com um Congresso parcimonioso com os p\u00e9ssimos devedores. Em quem acreditar? Por enquanto, em ningu\u00e9m. Portanto, j\u00e1 passou da hora de invertermos a ordem. N\u00e3o somos capachos de deputados, senadores, governadores ou presidentes da Rep\u00fablica. Como eleitores capazes de mudar o status quo da na\u00e7\u00e3o, temos de ser respeitados. Para isso, precisamos mostrar for\u00e7a e coragem. Um futuro melhor s\u00f3 depende de n\u00f3s. Lembremos que nosso voto \u00e9 a nossa arma.<\/p>\n<p><strong>*Mathuzal\u00e9m J\u00fanior \u00e9 jornalista profissional desde 1978<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vestibulando dos cursinhos do sub\u00farbio do Rio de Janeiro, diplomado pela faculdade da vida, concursado dos corredores do Congresso Nacional, p\u00f3s-graduado do Pal\u00e1cio do Planalto e doutorando dos gabinetes e plen\u00e1rios do STF, TSE e STJ, percebo que ainda sou ne\u00f3fito quando o assunto \u00e9 a pol\u00edtica nacional. 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