{"id":276736,"date":"2021-12-22T00:08:20","date_gmt":"2021-12-22T03:08:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=276736"},"modified":"2021-12-22T07:41:45","modified_gmt":"2021-12-22T10:41:45","slug":"fiocruz-cobra-vacinacao-em-massa-de-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/fiocruz-cobra-vacinacao-em-massa-de-criancas\/","title":{"rendered":"Fiocruz cobra vacina\u00e7\u00e3o em massa de crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>A vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e de pessoas que vivem em locais remotos \u00e9 estrat\u00e9gia importante para aumentar a imuniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o contra a covid-19, de acordo com estudo divulgado hoje (21) pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pesquisa foi submetida \u00e0 Revista Brasileira de Epidemiologia e est\u00e1 dispon\u00edvel na internet.<\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o, atualmente, cerca de 85% dos brasileiros podem se vacinar, se consideradas todas as pessoas acima de 11 anos. No entanto, os pesquisadores observaram que, desde setembro, o ritmo de vacina\u00e7\u00e3o da primeira dose no Brasil vem desacelerando. Nos dois meses seguintes ao dia 9 de outubro esse ritmo caiu ainda mais, chegando perto do zero, cerca de 0,08% por dia.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, isso poderia sugerir que a vacina\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 pr\u00f3xima do seu limite, com 74,95% da popula\u00e7\u00e3o imunizada com a primeira dose.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, o estudo aponta como uma das formas de superar essa curva de estagna\u00e7\u00e3o ampliar as faixas et\u00e1rias eleg\u00edveis \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, com a imuniza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, e criar novas estrat\u00e9gias para aumentar a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose em pessoas que vivem em locais remotos.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, a estagna\u00e7\u00e3o tem maior rela\u00e7\u00e3o com dificuldade de acesso do que com recusa em receber a vacina.<\/p>\n<p>Na \u00faltima quinta-feira (16), a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) aprovou o uso da vacina produzida pelo cons\u00f3rcio Pfizer-BioNTech, a Comirnaty, em crian\u00e7as com idade de 5 a 11 anos.<\/p>\n<p>Na sexta-feira (17) o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para o governo federal se manifestar sobre atualiza\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es com a inclus\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as de 5 a 11 anos contra a Covid-19. Ontem (20), o prazo foi ampliado at\u00e9 5 de janeiro.<\/p>\n<p>No \u00faltimo final de semana, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou que ir\u00e1 decidir sobre a vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19 para crian\u00e7as de 5 a 11 anos no dia 5 de janeiro. Antes disso, ser\u00e1 realizada uma audi\u00eancia p\u00fablica para discutir o assunto.<\/p>\n<p>Apesar da autoriza\u00e7\u00e3o da Anvisa para uso do imunizante Pfizer em crian\u00e7as, ainda n\u00e3o h\u00e1 expectativa para o in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o desse p\u00fablico no pa\u00eds. Se o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade incluir as crian\u00e7as no Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es em 2022, quem vai fornecer as doses espec\u00edficas para esse grupo, de acordo com a pasta, ser\u00e1 a farmac\u00eautica Pfizer.<\/p>\n<p><strong>Cobertura desigual<\/strong><br \/>\nA an\u00e1lise da Fiocruz teve como base a cobertura vacinal por unidade da Federa\u00e7\u00e3o e teve como per\u00edodo de refer\u00eancia a Semana Epidemiol\u00f3gica 47, correspondente \u00e0 \u00faltima semana de novembro.<\/p>\n<p>O estudo mostra que h\u00e1 uma grande desigualdade nacional, com Norte e Nordeste apresentando as piores coberturas, tanto de primeira quanto de segunda doses, o que deixa claro que os valores nacionais s\u00e3o inflacionados pelos n\u00fameros estatisticamente superiores dos estados do Centro-Sul. S\u00e3o Paulo e Amap\u00e1 t\u00eam, respectivamente a maior e a menor cobertura vacinal no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Um dos fatores para a menor cobertura vacinal pode ser o fato de a popula\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Norte ser mais jovem. Al\u00e9m disso, de acordo com os pesquisadores, quest\u00f5es relacionadas \u00e0 log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o podem influenciar nos dados utilizados na an\u00e1lise.<\/p>\n<p>O estudo ressalta que a estrat\u00e9gia de vacina\u00e7\u00e3o como medida de mitiga\u00e7\u00e3o da pandemia tem sido uma medida efetiva, no Brasil e no mundo. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o infantil, a pesquisa diz que h\u00e1 imunizantes com comprovada efic\u00e1cia para este grupo et\u00e1rio e estudos de seguran\u00e7a indicam que \u00e9 poss\u00edvel sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Posicionamentos<\/strong><br \/>\nEm nota, as sociedades brasileiras de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm), Pediatria (SBP) e Infectologia (SBI) posicionaram-se favor\u00e1veis \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as &#8220;por entenderem que os benef\u00edcios da vacina\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as de 5 a 11 anos com a vacina Comirnaty (Pfizer), no contexto atual da pandemia, superam os eventuais riscos associados \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<p>As entidades argumentam que, de acordo com os dados oficiais fornecidos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em seus Boletins Epidemiol\u00f3gicos publicados, a carga da doen\u00e7a na popula\u00e7\u00e3o brasileira de crian\u00e7as \u00e9 relevante, incluindo at\u00e9 o momento milhares de hospitaliza\u00e7\u00f5es e centenas de mortes pela covid-19 no grupo et\u00e1rio em quest\u00e3o, al\u00e9m de outras consequ\u00eancias da infec\u00e7\u00e3o em crian\u00e7as, como a covid-19 longa e a s\u00edndrome inflamat\u00f3ria multissist\u00eamica pedi\u00e1trica (SIM-P), todas elas de potencial gravidade neste grupo et\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Temos hoje mais de 5 milh\u00f5es de doses aplicadas desta vacina em crian\u00e7as de 5-11 anos nos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) e em outros pa\u00edses, com dados de farmacovigil\u00e2ncia n\u00e3o revelando eventos adversos de preocupa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmam na nota. As entidades defendem ainda que a aplica\u00e7\u00e3o seja monitorada pela fabricante para acompanhar eventuais efeitos adversos e que sejam feitos estudos para comprovar a efic\u00e1cia da imuniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em nota, a Academia Nacional de Medicina, a Academia Brasileira de Ci\u00eancias, e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia manifestam a necessidade que se comece &#8220;imediatamente a vacina\u00e7\u00e3o, contra a covid-19, das crian\u00e7as brasileiras, a fim de proteg\u00ea-las e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Continua indispens\u00e1vel completar a vacina\u00e7\u00e3o de adultos e iniciar rapidamente a imuniza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes&#8221;, afirmam as entidades, que acrescentam: &#8220;N\u00e3o apenas a Anvisa, que merece o mais alto respeito, mas o FDA [Ag\u00eancia de Alimentos e Medicamentos] e o CDC [Centros de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as] nos Estados Unidos e ag\u00eancias semelhantes na Europa aprovaram e estimulam a vacina\u00e7\u00e3o como imprescind\u00edvel para o controle da doen\u00e7a, evitando sofrimento e mortes nessa faixa et\u00e1ria t\u00e3o importante&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e de pessoas que vivem em locais remotos \u00e9 estrat\u00e9gia importante para aumentar a imuniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o contra a covid-19, de acordo com estudo divulgado hoje (21) pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz). 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