{"id":278585,"date":"2022-01-20T00:00:00","date_gmt":"2022-01-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=278585"},"modified":"2022-01-20T07:06:31","modified_gmt":"2022-01-20T10:06:31","slug":"indice-de-casos-e-seis-vezes-maior-que-em-dezembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/indice-de-casos-e-seis-vezes-maior-que-em-dezembro\/","title":{"rendered":"\u00cdndice de casos \u00e9 seis vezes maior que em dezembro"},"content":{"rendered":"<p>Boletim do Observat\u00f3rio Covid-19 Fiocruz divulgado nesta quarta (19) pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz revela aumento significativo do n\u00famero de casos da doen\u00e7a no Brasil, com m\u00e9dia de 49 mil registros por dia, seis vezes mais do que o observado no in\u00edcio de dezembro de 2021. O documento destaca, por\u00e9m, que, gra\u00e7as \u00e0 efic\u00e1cia da vacina\u00e7\u00e3o, que completou um ano, o n\u00famero de mortes n\u00e3o acompanhou o aumento do n\u00famero de casos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Referente \u00e0s semanas epidemiol\u00f3gicas 1 e 2 de 2022, compreendendo o per\u00edodo de 2 a 15 de janeiro, o boletim revela que piorou a situa\u00e7\u00e3o dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) destinados a pacientes com covid-19, em compara\u00e7\u00e3o aos dados das duas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p>Cinco estados que estavam fora da zona de alerta ingressaram na zona de alerta intermedi\u00e1rio, com taxas iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%, somando-se a seis unidades da federa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 estavam nesta zona na semana anterior.<\/p>\n<p>Destacam-se entre as capitais que tiveram taxas divulgadas Cuiab\u00e1 (100%), Rio de Janeiro (95%), Belo Horizonte (88%), Fortaleza (85%) e Recife (80%), que est\u00e3o na zona de alerta cr\u00edtico; e Vit\u00f3ria (78%), Manaus (77%), Campo Grande (77%), Goi\u00e2nia (77%), Bras\u00edlia (74%), Palmas (69%), S\u00e3o Lu\u00eds (68%), Teresina (66%), Porto Velho (66%), Salvador (65%), Curitiba (61%) e Boa Vista (60%), na zona de alerta intermedi\u00e1rio.<\/p>\n<p>O boletim chama a aten\u00e7\u00e3o que, no caso da cidade do Rio de Janeiro, a taxa apresentada n\u00e3o inclui leitos impedidos\/bloqueados, o que eleva o seu valor.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o de dados relativos a 17 de janeiro com os de 10 de janeiro mostra aumento do total de leitos em 12 estados e no Distrito Federal. Os destaques s\u00e3o aumentos superiores a 50 leitos registrados em Pernambuco (105) e Cear\u00e1 (5). Cinco estados tiveram redu\u00e7\u00e3o do total de leitos: Roraima, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia m\u00f3vel de sete dias, divulgada pela Fiocruz, \u00e9 calculada somando-se os registros do dia com os dos seis dias anteriores e dividindo o resultado da soma por sete. O n\u00famero \u00e9 diferente daquele divulgado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que mostra apenas as ocorr\u00eancias de um dia espec\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>Grupos et\u00e1rios<\/strong><br \/>\nA distribui\u00e7\u00e3o dos casos de interna\u00e7\u00e3o e morte nos grupos et\u00e1rios chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, que perceberam mudan\u00e7a no perfil das interna\u00e7\u00f5es desde dezembro: tanto para interna\u00e7\u00f5es quanto para \u00f3bitos, destaca-se maior presen\u00e7a de pessoas mais jovens. &#8220;Em especial para interna\u00e7\u00f5es, \u00e9 not\u00e1vel a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as com at\u00e9 2 anos\u201d. Isso indica que tal grupo passou a ocupar lugar de destaque na pandemia no fim de 2021 e in\u00edcio de 2022. \u201cOs grupos extremos de idade passam a ser destaque da distribui\u00e7\u00e3o et\u00e1ria das interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos\u201d, diz o boletim.<\/p>\n<p>Entre os idosos, cresce a presen\u00e7a de grupos com 80 anos e mais, e diminui a de grupos de 60 a 69 anos e de 70 a 79 anos. Entre os adultos, aumentam os casos nos grupos de 20 a 29 anos e de 30 a 39 anos e diminui a contribui\u00e7\u00e3o dos grupos de 50 a 59 anos e de 40 a 49 anos.<\/p>\n<p>De acordo com pesquisadores da Fiocruz, o cen\u00e1rio \u00e9 de incerteza no m\u00e9dio prazo. \u201cPara as interna\u00e7\u00f5es em UTI parece haver uma nova forma de distribui\u00e7\u00e3o, em que adultos mais jovens e idosos menos longevos passam a compartilhar o perfil que mais requer cuidados intensivos. As pr\u00f3ximas semanas poder\u00e3o alterar a din\u00e2mica das interna\u00e7\u00f5es por covid-19 no pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<p><strong>Expans\u00e3o<\/strong><br \/>\nEmbora parte dos casos se refira a registros que ficaram retidos nos sistemas (e-SUS-Notifica e Sivep-Gripe), h\u00e1 predom\u00ednio da variante \u00d4micron, o que evidencia tend\u00eancia de aumento da transmiss\u00e3o da doen\u00e7a, j\u00e1 observada na Europa e mais recentemente na Am\u00e9rica do Sul, principalmente na Argentina e no Uruguai.<\/p>\n<p>Nas duas primeiras semanas epidemiol\u00f3gicas de 2022, a m\u00e9dia ficou em 130 \u00f3bitos di\u00e1rios, revelando pequeno aumento na compara\u00e7\u00e3o com o in\u00edcio de dezembro de 2021. Segundo os cientistas, a redu\u00e7\u00e3o da gravidade dos casos de covid-19 deve-se \u00e0 alta cobertura da vacina\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada por esses pa\u00edses, incluindo o Brasil.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses com baixa cobertura vacinal, como alguns da Europa Oriental e do Oriente M\u00e9dio, a letalidade permanece alta. Para os pesquisadores, isso deixa claro que \u201ca variante \u00d4micron pode, em contextos de baixa cobertura vacinal, causar aumento de quadros cl\u00ednicos graves e levar \u00e0 morte grande parte dos infectados\u201d.<\/p>\n<p><strong>S\u00edndrome respirat\u00f3ria<\/strong><br \/>\nLevantamento do InfoGripe indicou, nas \u00faltimas semanas, tend\u00eancia de aumento significativo da incid\u00eancia de s\u00edndromes respirat\u00f3rias agudas graves (SRAG) em todos os estados. As exce\u00e7\u00f5es foram Roraima e Rio de Janeiro, onde h\u00e1 estabilidade.<\/p>\n<p>Com estimativas superiores a um caso por 100 mil habitantes, as taxas de SRAG s\u00e3o consideradas altas em todos os demais estados. Em S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, por exemplo, as taxas est\u00e3o pr\u00f3ximas de 10 casos por 100 mil habitantes (9,6 e 8,8 casos por 100 mil habitantes, respectivamente).<\/p>\n<p>Conforme o boletim, o quadro de SRAG no Brasil, analisado com dados at\u00e9 a primeira Semana Epidemiol\u00f3gica de 2022, preocupa, j\u00e1 que o total observado atingiu 13 mil casos no per\u00edodo compreendido pelas duas \u00faltimas semanas de 2021 e a primeira de 2022. \u201cOs casos de SRAG envolvem hospitaliza\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos por v\u00edrus respirat\u00f3rios, e esse crescimento significativo ocorre em meio \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o da variante \u00d4micron no pa\u00eds, assim como \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de v\u00edrus da influenza em v\u00e1rios estados\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p><strong>Vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nOs pesquisadores destacam a import\u00e2ncia da campanha de vacina\u00e7\u00e3o, que \u201calcan\u00e7ou resultados positivos e demonstrou a efetividade dos imunizantes, sobretudo para reduzir hospitaliza\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos\u201d. Eles ressaltam, entretanto, que, ap\u00f3s um ano de vacina\u00e7\u00e3o, os desafios ainda permanecem.<\/p>\n<p>Entre os desafios, destaca-se a necessidade de avan\u00e7ar com a cobertura vacinal em popula\u00e7\u00f5es com menor acesso aos imunizantes ou grupos com resist\u00eancia \u00e0s vacinas; de aumentar a cobertura de vacina\u00e7\u00e3o infantil iniciada recentemente e de prover doses de refor\u00e7o para prote\u00e7\u00e3o mais efetiva, inclusive contra novas variantes do coronav\u00edrus, como a \u00d4micron.<\/p>\n<p>Outro desafio \u00e9 diminuir a heterogeneidade entre estados e munic\u00edpios na cobertura vacinal. Os cientistas lembram ainda a import\u00e2ncia da autossufici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de vacinas, que permitir\u00e1 maior autonomia na oferta de doses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boletim do Observat\u00f3rio Covid-19 Fiocruz divulgado nesta quarta (19) pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz revela aumento significativo do n\u00famero de casos da doen\u00e7a no Brasil, com m\u00e9dia de 49 mil registros por dia, seis vezes mais do que o observado no in\u00edcio de dezembro de 2021. 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