{"id":278999,"date":"2022-01-27T12:19:30","date_gmt":"2022-01-27T15:19:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=278999"},"modified":"2022-01-27T15:21:42","modified_gmt":"2022-01-27T18:21:42","slug":"desmatamento-avanca-e-preocupa-ambientalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/desmatamento-avanca-e-preocupa-ambientalistas\/","title":{"rendered":"Desmatamento avan\u00e7a e preocupa ambientalistas"},"content":{"rendered":"<p>Especialistas demonstraram preocupa\u00e7\u00e3o com os n\u00fameros crescentes de desmatamento no Cerrado nos \u00faltimos anos. Tamb\u00e9m questionaram a falta de uma pol\u00edtica consistente de financiamento de pol\u00edticas de monitoramento de \u00e1reas desmatadas. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC) reuniu especialistas na \u00e1rea para discutir a quest\u00e3o em um semin\u00e1rio online. Uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es demonstradas est\u00e1 na r\u00e1pida perda de vegeta\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do Matopiba.<\/p>\n<p>Matopiba \u00e9 uma regi\u00e3o formada por \u00e1reas majoritariamente de Cerrado nos estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, al\u00e9m do Distrito Federal, para onde a agricultura se expandiu a partir da segunda metade dos anos 1980. \u201cNos \u00faltimos 11 anos, o Tocantins e Maranh\u00e3o est\u00e3o concentrando a perda de Cerrado, na regi\u00e3o do Matopiba, a regi\u00e3o mais vegetada do bioma Cerrado\u201d, explicou Ane Alencar, do projeto MapBiomas.<\/p>\n<p>\u201cA gente v\u00ea um aumento muito grande da expans\u00e3o agr\u00edcola. Essa regi\u00e3o tem 44% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa remanescente do bioma. Nos \u00faltimos 10 anos no bioma como um todo, perderam-se em torno de 6 milh\u00f5es e hectares. S\u00f3 no Matopiba foi perdida a metade disso. S\u00e3o n\u00fameros muito alarmantes\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udio Almeida, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Cerrado j\u00e1 perdeu, at\u00e9 agora, 995,4 mil quil\u00f4metros quadrados de vegeta\u00e7\u00e3o. No ano passado, esse n\u00famero passava de 1 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados, mas a nova configura\u00e7\u00e3o do bioma provocou altera\u00e7\u00f5es na \u00e1rea desmatada. Mas a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 menos grave. \u201cQuando voc\u00ea compara o remanescente de Cerrado com o remanescente de Amaz\u00f4nia, o percentual que est\u00e1 se perdendo \u00e9 maior no Cerrado\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), destacou a retomada do desmatamento em regi\u00f5es onde havia uma redu\u00e7\u00e3o do problema. \u201cTemos aumento do desmatamento em Goi\u00e1s, Mato Grosso e Minas Gerais, que s\u00e3o estados que faziam parte das fronteiras mais antigas do desmatamento. Esse dado mostra a import\u00e2ncia do monitoramento para indicar altera\u00e7\u00f5es nas din\u00e2micas de uso da terra\u201d.<\/p>\n<p><strong>Financiamento<\/strong><br \/>\nAlmeida citou que a verba para monitoramento do desmatamento s\u00f3 \u00e9 direcionada ao trabalho na Amaz\u00f4nia e, com isso, o monitoramento do Cerrado fica pendente de outros recursos. O monitoramento do Cerrado foi poss\u00edvel atrav\u00e9s do Programa de Investimento Florestal (FIP), administrado pelo Banco Mundial.<\/p>\n<p>A professora Mercedes teceu cr\u00edticas \u00e0 falta de previsibilidade or\u00e7ament\u00e1ria, a depender das prioridades definidas pelo governo de plant\u00e3o. \u201cO monitoramento deveria ser uma pol\u00edtica de Estado garantida no or\u00e7amento. S\u00e3o as pol\u00edticas de Estado or\u00e7adas aos solu\u00e7os, voc\u00ea tem um recurso, depois n\u00e3o tem. Isso gera uma instabilidade institucional muito grande\u201d.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m criticou o fato do Inpe ter que se preocupar em buscar recursos para seus projetos. Ela entende que houve uma \u201ctransfer\u00eancia de responsabilidade\u201d para o instituto. \u201cN\u00e3o cabe ao Inpe encontrar solu\u00e7\u00f5es de custear um projeto que \u00e9 da necessidade do Estado brasileiro. A discuss\u00e3o \u00e9 maior do que &#8216;de onde o dinheiro vai sair&#8217;. \u00c9 de quem \u00e9 a responsabilidade de colocar as condi\u00e7\u00f5es para que o programa continue\u201d.<\/p>\n<p><strong>Cerrado<\/strong><br \/>\nO Cerrado \u00e9 um dos biomas mais ricos e antigos do planeta, com mais de 12 mil esp\u00e9cies de plantas catalogadas e mais de 2,5 mil esp\u00e9cies de animais, entre aves, mam\u00edferos, r\u00e9pteis, anf\u00edbios e peixes. O Cerrado \u00e9 tamb\u00e9m considerado o ber\u00e7o das \u00e1guas no Brasil, abrigando as nascentes das maiores bacias hidrogr\u00e1ficas do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas demonstraram preocupa\u00e7\u00e3o com os n\u00fameros crescentes de desmatamento no Cerrado nos \u00faltimos anos. Tamb\u00e9m questionaram a falta de uma pol\u00edtica consistente de financiamento de pol\u00edticas de monitoramento de \u00e1reas desmatadas. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC) reuniu especialistas na \u00e1rea para discutir a quest\u00e3o em um semin\u00e1rio online. 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