{"id":279601,"date":"2022-02-04T07:05:32","date_gmt":"2022-02-04T10:05:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=279601"},"modified":"2022-02-04T07:26:30","modified_gmt":"2022-02-04T10:26:30","slug":"desigualdade-no-trabalho-mascara-problema-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/desigualdade-no-trabalho-mascara-problema-no-brasil\/","title":{"rendered":"Desigualdade no trabalho mascara problema no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Ocimar dos Santos Mattos Junior come\u00e7ou a trabalhar no ano passado como operador de servi\u00e7os gerais, fazendo limpeza em uma empresa. Morador do munic\u00edpio de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o rapaz de 20 anos \u00e9 parte do contingente de quase 6 milh\u00f5es de pessoas pretas ou pardas que conseguiram uma ocupa\u00e7\u00e3o desde o segundo trimestre de 2020, quando a pandemia chegou com for\u00e7a ao pa\u00eds, interrompendo parte da atividade econ\u00f4mica e levando o desemprego a n\u00edvel recorde.<\/p>\n<p>Mas, para Ocimar, isso n\u00e3o \u00e9 motivo de comemora\u00e7\u00e3o, e sim uma consequ\u00eancia da crise. Com a pandemia, seu pai perdeu o emprego de pintor automotivo. Diante disso e dos problemas de sa\u00fade da m\u00e3e, ele se viu for\u00e7ado a abandonar o cursinho que fazia, sonhando em cursar Nutri\u00e7\u00e3o ou Fisioterapia.<\/p>\n<p>&#8220;Tive que assumir o papel de homem da casa e correr atr\u00e1s para ajudar. Isso acabou atrapalhando meus estudos&#8221;, conta o jovem, que agora ajuda a sustentar a fam\u00edlia, enquanto o pai faz bicos pintando carros quando aparece servi\u00e7o.<\/p>\n<p>O caso da fam\u00edlia de Ocimar, que antes da pandemia tinha uma pessoa ocupada (o pai) e agora passou a ter duas (o filho e o pai, agora trabalhando informalmente), ajuda a explicar uma estat\u00edstica inusitada.<\/p>\n<p>No terceiro trimestre de 2021, a diferen\u00e7a no n\u00edvel de emprego entre brancos e negros no Brasil atingiu o menor patamar desde o terceiro trimestre de 2015.<\/p>\n<p>O dado surpreende porque, h\u00e1 menos de dois anos, em consequ\u00eancia da din\u00e2mica desigual do desemprego na pandemia, essa diferen\u00e7a tinha atingido n\u00edvel recorde.<\/p>\n<p>No segundo trimestre de 2020, momento mais forte de paralisa\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, o percentual de pessoas brancas ocupadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o branca total em idade de trabalhar era de 52,8%.<\/p>\n<p>Entre os negros (soma de pretos e pardos), essa taxa chegou ent\u00e3o a 46,9%.<\/p>\n<p>Com o forte impacto da pandemia sobre o emprego informal e a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, a diferen\u00e7a no n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o entre brancos e negros chegou naquele momento a 5,9 pontos percentuais, maior n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que teve in\u00edcio em 2012.<\/p>\n<p>No terceiro trimestre de 2021, pouco mais de um ano depois, o n\u00edvel de emprego dos brancos subiu para 55,8% e o dos negros, para 52,7%.<\/p>\n<p>O dado do terceiro trimestre \u00e9 o mais recente dispon\u00edvel da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Trimestral do IBGE, que traz estat\u00edsticas de emprego em mais detalhes do que o levantamento mensal, com dados por idade, g\u00eanero, ra\u00e7a e cor.<\/p>\n<p>Assim, a diferen\u00e7a entre as taxas caiu a 3,1 pontos percentuais no terceiro trimestre de 2021, menor patamar desde os 2,9 pontos registrados em meados de 2015, quando o mercado de trabalho vinha de um dos momentos mais aquecidos de sua hist\u00f3ria, mas j\u00e1 come\u00e7ava a sentir os efeitos da recess\u00e3o de 2015-2016.<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a chegou a 2,4 pontos no terceiro trimestre de 2014, logo antes de a taxa de desemprego atingir o patamar historicamente baixo de 6,6% ao fim daquele ano.<\/p>\n<p>L\u00e1 em 2014, a redu\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a no n\u00edvel de emprego entre brancos e negros tinha uma explica\u00e7\u00e3o clara: com o mercado de trabalho superaquecido, era f\u00e1cil tanto para brancos, como para negros \u2014 que tradicionalmente t\u00eam mais dificuldade para se empregar \u2014, conseguir trabalho.<\/p>\n<p>Mas e em 2021? O que explica a queda da diferen\u00e7a no n\u00edvel de emprego entre brancos e negros, em um momento em que a taxa de desemprego estava em 12,6%, vindo de um recorde de 14,9% em 2020?<\/p>\n<p><strong>Aumento da informalidade<\/strong><br \/>\n&#8220;Tamb\u00e9m foi uma surpresa para mim&#8221;, diz Daniel Duque, pesquisador do mercado de trabalho no Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre-FGV).<\/p>\n<p>Para ele, a explica\u00e7\u00e3o mais plaus\u00edvel \u00e9 o aumento da informalidade na reabertura da economia, ap\u00f3s a fase mais dura de distanciamento social.<\/p>\n<p>&#8220;Analisando os dados por setores da economia, idade, g\u00eanero, nada disso explica a redu\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a. O que explica de fato \u00e9 que o emprego informal se recuperou muito mais r\u00e1pido do que o formal&#8221;, observa o economista.<\/p>\n<p>Entre o terceiro trimestre de 2020 e igual per\u00edodo de 2021, foram criados 9,5 milh\u00f5es de empregos no Brasil, segundo o IBGE. Mas, desse total de pessoas ocupadas a mais, 7 milh\u00f5es estavam na informalidade.<\/p>\n<p>&#8220;Como a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o branca geralmente acessa mais os empregos informais, isso acabou reduzindo a diferen\u00e7a no n\u00edvel de emprego com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o branca, que em geral tem mais empregos formais, que n\u00e3o se recuperaram t\u00e3o rapidamente.&#8221;<\/p>\n<p>Ou seja: a redu\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a racial \u00e9 resultado de uma piora na qualidade do emprego, com aumento da informalidade e queda da renda.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o deve ser transit\u00f3ria, explica Duque, e deve ser revertida quando o emprego formal se recuperar.<\/p>\n<p>&#8220;A situa\u00e7\u00e3o que estamos vendo agora n\u00e3o \u00e9 estrutural, \u00e9 uma circunst\u00e2ncia devido ao momento da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do mercado de trabalho na pandemia&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a no n\u00edvel de emprego entre brancos e negros \u00e9 um indicador bastante acompanhado nos Estados Unidos, onde o debate sobre igualdade racial no mercado de trabalho \u00e9 mais avan\u00e7ado do que no Brasil.<\/p>\n<p>Por l\u00e1, o Federal Reserve Bank of St. Louis \u2014 um dos 12 bancos regionais que comp\u00f5em o sistema do Banco Central americano \u2014 mant\u00e9m s\u00e9ries hist\u00f3ricas do n\u00edvel de emprego de brancos e pretos.<\/p>\n<p>O dado observado \u00e9 o chamado &#8220;Employment-Population Ratio&#8221;, que \u00e9 a propor\u00e7\u00e3o de pessoas ocupadas dentre o total de pessoas em idade de trabalhar para cada grupo racial.<\/p>\n<p>Olhando para esse indicador, a diferen\u00e7a no n\u00edvel de emprego entre brancos e negros nos Estados Unidos chegou logo antes da pandemia ao menor n\u00edvel da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Com 60,9% de brancos ocupados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o branca total em idade de trabalhar e 59% de pretos ocupados na mesma m\u00e9trica, a diferen\u00e7a caiu a apenas 1,9 ponto percentual em dezembro de 2019.<\/p>\n<p>Diferen\u00e7a no n\u00edvel de emprego entre brancos e pretos nos EUA chegou ao menor n\u00edvel da hist\u00f3ria antes da pandemia<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, marcada por sucessivas recess\u00f5es nos Estados Unidos, essa diferen\u00e7a atingiu quase 10 pontos.<\/p>\n<p>Com a pandemia, a desigualdade entre brancos e negros voltou a crescer, e a diferen\u00e7a racial do mercado de trabalho americano bateu em quase 5 pontos em meados de 2020.<\/p>\n<p>Mas, ap\u00f3s a retomada das atividades, o indicador caiu novamente, o que os analistas creditam ao bom momento do mercado de trabalho, com forte cria\u00e7\u00e3o de vagas e virtual pleno emprego, o que favorece a ocupa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o branca.<\/p>\n<p>&#8220;Se muita gente est\u00e1 conseguindo emprego, n\u00e3o h\u00e1 uma diferen\u00e7a grande entre grupos. Quando h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o em que falta m\u00e3o de obra, fica mais dif\u00edcil para os empregadores discriminar&#8221;, observa Duque.<\/p>\n<p><strong>Desigualdade racial no mercado de trabalho<\/strong><br \/>\nEmbora tanto no Brasil como nos Estados Unidos a diferen\u00e7a no n\u00edvel de emprego entre brancos e negros esteja em patamares historicamente baixos, os motivos para isso s\u00e3o bastante diferentes.<\/p>\n<p>Primeiro, \u00e9 preciso entender por que os negros historicamente t\u00eam mais dificuldade para encontrar trabalho do que os brancos. Isso tem origem na escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A popula\u00e7\u00e3o branca teve acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o muito mais do que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o branca, desde h\u00e1 s\u00e9culos. Isso s\u00f3 come\u00e7ou a se equalizar h\u00e1 poucas d\u00e9cadas e, at\u00e9 hoje, a desigualdade na educa\u00e7\u00e3o entre jovens brancos e n\u00e3o brancos persiste, porque h\u00e1 uma transmiss\u00e3o geracional da educa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Duque.<\/p>\n<p>Filhos de pais com ensino superior t\u00eam, por exemplo, mais chance de concluir uma faculdade. E at\u00e9 a expans\u00e3o do ensino superior e da implementa\u00e7\u00e3o da lei de cotas a desigualdade racial no acesso ao ensino universit\u00e1rio no Brasil era enorme.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, a popula\u00e7\u00e3o branca tem mais conex\u00f5es, tem mais acesso a recursos parentais e a toda uma s\u00e9rie de benef\u00edcios que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o branca n\u00e3o tem&#8221;, acrescenta o economista.<\/p>\n<p>Os jovens brancos t\u00eam ainda desde cedo acesso a cursos extraescolares, como ingl\u00eas e inform\u00e1tica, e a recursos culturais, como idas ao cinema, compra de livros e interc\u00e2mbios no exterior, por exemplo.<\/p>\n<p>&#8220;Adicionalmente a tudo isso, existe a discrimina\u00e7\u00e3o racial, que \u00e9 bem documentada tanto no Brasil, quanto fora, e exerce uma influ\u00eancia muito forte na probabilidade de contrata\u00e7\u00e3o entre brancos e n\u00e3o brancos no pa\u00eds e no mundo&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Michael Fran\u00e7a, coordenador do N\u00facleo de Estudos Raciais do Insper, destaca que h\u00e1 tamb\u00e9m no Brasil um componente regional na desigualdade de acesso ao mercado de trabalho entre brancos e negros.<\/p>\n<p>&#8220;A composi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o branca e negra \u00e9 diferente no territ\u00f3rio brasileiro&#8221;, observa.<\/p>\n<p>&#8220;Os negros est\u00e3o mais presentes nos Estados do Norte e Nordeste, enquanto o Sudeste tem o mercado de trabalho mais desenvolvido e aquecido. S\u00f3 isso j\u00e1 gera disparidades raciais no mercado de trabalho, simplesmente pelo contexto regional.&#8221;<\/p>\n<p>Para Duque, diminuir a desigualdade racial no mercado de trabalho de forma permanente exige reduzir a disparidade educacional entre bancos e negros, j\u00e1 que a forma\u00e7\u00e3o influencia a capacidade de conseguir emprego.<\/p>\n<p>&#8220;Adicionalmente, \u00e9 preciso uma mudan\u00e7a cultural, de reduzir a discrimina\u00e7\u00e3o na contrata\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m \u00e9 bastante relevante&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Fran\u00e7a avalia que s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas de redu\u00e7\u00e3o da desigualdade mais amplas.<\/p>\n<p>&#8220;Fa\u00e7o parte do grupo que acredita que \u00e9 preciso investir pesadamente em educa\u00e7\u00e3o, porque nossa educa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito ruim, com discrep\u00e2ncias importantes entre ensino p\u00fablico e privado e, mesmo no sistema p\u00fablico, entre escolas centrais e as mais perif\u00e9ricas. Mas \u00e9 ut\u00f3pico acreditar que investir s\u00f3 na educa\u00e7\u00e3o vai resolver tudo&#8221;, considera.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa em todos os campos da sociedade. Na pol\u00edtica, no mercado de trabalho, na educa\u00e7\u00e3o. Sem isso, o processo de inclus\u00e3o ser\u00e1 muito lento. Temos que botar cotas em tudo&#8221;, defende.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, discute-se a import\u00e2ncia do mandato de pleno emprego do Banco Central americano, o Fed, para a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade racial no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Esse mandato estabelece que \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o da autoridade monet\u00e1ria perseguir &#8220;o m\u00e1ximo n\u00edvel de emprego ou menor n\u00edvel de desemprego que a economia pode sustentar mantendo uma taxa de infla\u00e7\u00e3o est\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>No Brasil, a lei que garantiu a autonomia do Banco Central, sancionada em fevereiro de 2021, estabeleceu o fomento do pleno emprego como um segundo objetivo da autoridade monet\u00e1ria, para al\u00e9m do combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Muitos economistas avaliam, por\u00e9m, que isso tem sido ignorado e que o Banco Central continua atuando como se o controle da infla\u00e7\u00e3o fosse seu \u00fanico objetivo.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o tem ganhado espa\u00e7o nos \u00faltimos meses, em meio ao ciclo de alta de juros, que alguns analistas avaliam que, se mal calibrado, pode levar o Brasil \u00e0 recess\u00e3o e ao aumento do desemprego em 2022.<\/p>\n<p>&#8220;Agora que estamos com infla\u00e7\u00e3o alta, isso acaba sendo visto ainda como prioridade para o Banco Central, mas, sem d\u00favida, olhar para o emprego e para o combate ao desemprego atrav\u00e9s de ferramentas macroecon\u00f4micas seria bastante relevante para reduzir o hiato racial de empregos e sal\u00e1rios no Brasil&#8221;, conclui Duque.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ocimar dos Santos Mattos Junior come\u00e7ou a trabalhar no ano passado como operador de servi\u00e7os gerais, fazendo limpeza em uma empresa. 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