{"id":279896,"date":"2022-02-07T15:28:34","date_gmt":"2022-02-07T18:28:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=279896"},"modified":"2022-02-07T15:49:42","modified_gmt":"2022-02-07T18:49:42","slug":"marcas-podem-construir-discurso-e-serem-relevantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/marcas-podem-construir-discurso-e-serem-relevantes\/","title":{"rendered":"Marcas podem construir discurso e serem relevantes"},"content":{"rendered":"<p>No s\u00e9culo 21, em plena era digital, as marcas podem confiar apenas no \u201cpre\u00e7o\u201d? Ou em an\u00fancios custosos? Vale mais a mensagem ou a a\u00e7\u00e3o? Vale a promo\u00e7\u00e3o? Vale o discurso? Vale construir comunidade de pessoas interessadas no discurso e nas atitudes pr\u00e1ticas da marca?<\/p>\n<p>Todas essas quest\u00f5es eu tratei ao longo de anos e anos atendendo pequenas, m\u00e9dias e grandes empresas nacionais e internacionais no ramo publicit\u00e1rio e de conte\u00fado.<\/p>\n<p>A resposta para as quest\u00f5es acima s\u00e3o respondidas com uma simples frase: construa o seu discurso de marca entorno da significa\u00e7\u00e3o real do seu produto ou servi\u00e7o na vida das pessoas. Nada de discursos bobinhos, fakes ou sem significa\u00e7\u00e3o com a vida real.<\/p>\n<p>Fa\u00e7a a sua marca ter significado real na vida das pessoas.<\/p>\n<p>Garanta que a sua marca entrar\u00e1 na vida das pessoas pela a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pela mensagem, apenas. Sua marca precisa gerar valor na vida do consumidor ao propor servi\u00e7os e experi\u00eancias. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito atual.<\/p>\n<p>Veja o Uber, por exemplo: por anos a marca nunca fez comercial na televis\u00e3o ou an\u00fancio impresso ou online. O marketing da marca Uber esteve em seu servi\u00e7o e na rela\u00e7\u00e3o direta com as pessoas. Ele foi significativo para os seus consumidores. E estes, hoje, s\u00e3o a pr\u00f3pria m\u00eddia do servi\u00e7o. Passa a marca para a frente, para o bem para o mal. Se o consumidor pode ser m\u00eddia, quem precisa se destacar ent\u00e3o \u00e9 o conte\u00fado.<\/p>\n<p><strong>Tchau passado<\/strong><br \/>\nNa hora de fazer sua marca firmar p\u00e9 em ambientes digitais, esque\u00e7a modelos do passado. E do passado eu digo do in\u00edcio do ano passado.<\/p>\n<p>Basicamente, antes existiam dois fatores para a mensagem da marca em sua estrat\u00e9gia: cobertura (amplitude) e frequ\u00eancia. Agora h\u00e1 um terceiro fator: engajamento. Como o consumidor reage? Como ele passa aquilo para frente? O que o seu conte\u00fado mudou na vida dele?<\/p>\n<p>Passou da mensagem para a a\u00e7\u00e3o. E esta precisa ter a alma da marca, precisa ser verdadeira. Se \u00e9 falso, percebem em pouco tempo. E quando voc\u00ea tem boa experi\u00eancia, voc\u00ea n\u00e3o esquece mais aquilo. Uma boa experi\u00eancia vai fazer a pessoa comprar depois. Gera desejo de compra e gera prefer\u00eancia de marca.<\/p>\n<p>Bons exemplos de marcas que se valeram dessa estrat\u00e9gia recentemente:<\/p>\n<p>Um deles s\u00e3o as Bike Ita\u00fa, do Ita\u00fa Unibanco. Uma empresa do setor financeiro trabalhando com mobilidade urbana e sa\u00fade. N\u00e3o foi apenas um discurso do banco sobre a import\u00e2ncia das bicicletas: foi a\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o.<\/p>\n<p>O CNA, que criou o Speaking Exchange. Fez sucesso nas redes sociais: estudantes de Ingl\u00eas no Brasil conversando com idosos nos EUA que s\u00f3 queriam uma companhia.<\/p>\n<p>O que as pessoas querem \u00e9 a\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a na vida delas. Isso \u00e9 ter relev\u00e2ncia, significado. A palavra da moda agora \u00e9 \u201cempoderamento\u201d. \u00c9 isso: empodere o consumidor. A marca precisa ajud\u00e1-lo.<\/p>\n<p>A Nike n\u00e3o pode mais falar apenas \u201cpratique exer\u00edcicos f\u00edsicos\u201d ou \u201ccorrer \u00e9 legal\u201d em um comercial. Ela precisa criar um rel\u00f3gio que acompanha a frequ\u00eancia card\u00edaca e dar para o cara, precisa criar um evento de rua onde todos os amantes de corrida v\u00e3o competir e correr.<\/p>\n<p><strong>Todos os ambientes<\/strong><br \/>\nA boa not\u00edcia \u00e9 que construir discurso entorno de relev\u00e2ncia para o seu consumidor \u00e9 poss\u00edvel em qualquer m\u00eddia. Sem o digital, essa tend\u00eancia n\u00e3o teria dado esse salto, crescido tanto. Mas posso dar dois exemplos marketing de discurso e relev\u00e2ncia antigos, quando ainda nem existia a Internet.<\/p>\n<p>O primeiro \u00e9 o Guia Michelin, de 1900. \u00c9 uma empresa de pneu que decidiu fazer um guia de gastronomia e hot\u00e9is. Mas hoje \u00e9 o guia mais conceituado do segmento. E por que eles fizeram isso? A marca percebeu que as pessoas pouco usavam o carro. Logo, as rodas ficavam novas e n\u00e3o conseguiam vender pneu algum. O guia era um est\u00edmulo \u00e0 viagem, era para fazer as pessoas sa\u00edrem de casa, rodarem ruas e estradas.<\/p>\n<p>Outro exemplo: nos anos 1970, a Shell tinha o \u201cShell Responde\u201d, uma revista que era entregue para quem fosse abastecer no posto. A publica\u00e7\u00e3o trazia dicas, como \u201ccomo dirigir na chuva\u201d ou \u201ccomo calibrar seu pneu\u201d.<\/p>\n<p>Infelizmente as marcas brasileiras (pequenas e m\u00e9dias, em grande medida) est\u00e3o viciadas na m\u00eddia de massa, nesse modelo que s\u00f3 pensa na quantidade. O pensamento antigo \u00e9: criar uma mensagem com o m\u00e1ximo de alcance e frequ\u00eancia. Exemplo: comercial na TV para milh\u00f5es, v\u00e1rias vezes ao dia. \u00c9 somente tentar atingir muita gente. Mas com que impacto? Gerou relev\u00e2ncia, significado?<\/p>\n<p>Para mim, o consumidor, de todas as classes sociais, se comporta de uma maneira mais avan\u00e7ada. Mas as marcas est\u00e3o atr\u00e1s, fazendo coisas ultrapassadas. Talvez pelos grandes tomadores de decis\u00e3o das grandes empresas terem nascido e vivido na era anal\u00f3gica. \u00c9 preciso uma renova\u00e7\u00e3o no pensamento.<\/p>\n<p>Aqui, por exemplo, as montadoras est\u00e3o muito atr\u00e1s, ainda t\u00eam quest\u00f5es prim\u00e1rias com o consumidor. Veja o \u00f3timo case da Hyundai nos EUA, em 2008: no auge da crise econ\u00f4mica, criou um plano onde qualquer um que comprasse um carro, caso perdesse o emprego em at\u00e9 um ano, poderia devolver o ve\u00edculo sem custos. Fez muito sucesso.<\/p>\n<p><strong>Fa\u00e7a mais e fale menos<\/strong><br \/>\nO grande segredo para as marcas hoje \u00e9: fazer e n\u00e3o falar. O discurso pode ser uma casca fr\u00e1gil. Est\u00e1 na a\u00e7\u00e3o as estrat\u00e9gias que cria\u00e7\u00e3o uma rela\u00e7\u00e3o de valor e ter\u00e3o significado na vida das pessoas.<\/p>\n<p>As empresas podem come\u00e7ar com uma a\u00e7\u00e3o, um projeto. N\u00e3o precisa virar de cabe\u00e7a para baixo os neg\u00f3cios. Em um segundo momento, podem repensar a estrat\u00e9gia como um todo.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia<\/strong><br \/>\nEmpresas perdem faturamento quando n\u00e3o se adaptam. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de luxo ou da marca tentar ser legal ou boazinha. \u00c9 quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia, competitividade de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Quando ela n\u00e3o \u00e9 significativa na vida das pessoas, a marca vira um commodity. E da\u00ed a estrat\u00e9gia dela ser\u00e1 o pre\u00e7o, somente. Se meu produto n\u00e3o quer dizer nada para ningu\u00e9m, vou abaixar o pre\u00e7o, concorrer com pre\u00e7o. E s\u00f3.<\/p>\n<p>E a\u00ed, captou a mensagem? Isso \u00e9 Escala Habilidade. Esse \u00e9 um dos steps para o crescimento de marca em ambientes digitais.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-279902\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/a8a35cec-9c1f-4f09-ba77-c7bb8eac1e2e-300x76.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"76\" srcset=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/a8a35cec-9c1f-4f09-ba77-c7bb8eac1e2e-300x76.jpg 300w, https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/a8a35cec-9c1f-4f09-ba77-c7bb8eac1e2e-1024x261.jpg 1024w, https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/a8a35cec-9c1f-4f09-ba77-c7bb8eac1e2e-768x196.jpg 768w, https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/a8a35cec-9c1f-4f09-ba77-c7bb8eac1e2e.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No s\u00e9culo 21, em plena era digital, as marcas podem confiar apenas no \u201cpre\u00e7o\u201d? 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