{"id":281275,"date":"2022-03-02T09:24:01","date_gmt":"2022-03-02T12:24:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=281275"},"modified":"2022-03-02T09:24:33","modified_gmt":"2022-03-02T12:24:33","slug":"mercado-esta-muito-bom-para-peixe-no-distrito-federal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mercado-esta-muito-bom-para-peixe-no-distrito-federal\/","title":{"rendered":"Mercado est\u00e1 muito bom para peixe em Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>O Distrito Federal \u00e9, atualmente, um dos maiores consumidores de pescado do pa\u00eds, com cerca de 45 mil toneladas ingeridas por ano pelos brasilienses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Todavia, nossa produ\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 muito aqu\u00e9m. Apenas 15% desse total \u2013 ou pouco mais de 6 mil toneladas \u2013 t\u00eam origem na capital e no Entorno, calcula a Emater-DF. Mais de 80% do que \u00e9 comercializado aqui v\u00eam de fora.<\/p>\n<p>A piscicultura, no entanto, \u00e9 uma atividade que tem campo para crescer no DF e se tornar uma boa op\u00e7\u00e3o ao pequeno e m\u00e9dio produtor. A cria\u00e7\u00e3o de peixes, como til\u00e1pia e tambaqui \u2013 desde a aquisi\u00e7\u00e3o dos alevinos \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o para se tornar um criador e \u00e0 assist\u00eancia t\u00e9cnica \u2013 \u00e9 oferecida pelo governo. Ademais, essa estrutura est\u00e1 sendo aumentada agora por meio do projeto Alevinar, da Secretaria de Agricultura (Seagri).<\/p>\n<p>Segundo o coordenador do programa de aquicultura da Emater, Adalmyr Borges, com um investimento de cerca de R$ 20 mil \u00e9 poss\u00edvel come\u00e7ar a produzir peixes. E a op\u00e7\u00e3o por esta atividade foi o que despertou o produtor rural Ademir Gomes, 55 anos. Insatisfeito com o plantio e a comercializa\u00e7\u00e3o da mandioca, ele partiu para a piscicultura h\u00e1 seis anos. Produz hoje uma m\u00e9dia de 10 toneladas de til\u00e1pia por ano em oito tanques constru\u00eddos em sua ch\u00e1cara, na \u00e1rea rural de Ceil\u00e2ndia.<\/p>\n<p>\u201cFiz v\u00e1rios cursos e, hoje, tudo que preciso o governo me d\u00e1 o suporte aqui. Outro dia, tive um problema com a mortalidade dos peixes e um t\u00e9cnico esteve aqui para me orientar\u201d &#8211; Ademir Gomes, 55 anos, produtor rural<br \/>\n\u201cComercializo para pequenos mercados, a\u00e7ougues e outras propriedades aqui de Ceil\u00e2ndia. Gra\u00e7as a Deus, o neg\u00f3cio vai bem\u201d, explica Ademir. H\u00e1 alguns anos, ele procurou a secretaria e a Emater para investir na nova empreitada. \u201cFiz v\u00e1rios cursos e, hoje, tudo que preciso o governo me d\u00e1 o suporte aqui. Outro dia, tive um problema com a mortalidade dos peixes e um t\u00e9cnico esteve aqui para me orientar\u201d, revela.<\/p>\n<p><strong>Incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA Granja Modelo Ip\u00eas, criada pela Seagri e localizada no Park Way, produz alevinos (peixe rec\u00e9m-sa\u00eddo do ovo) e distribui a criadores cadastrados. S\u00e3o em m\u00e9dia 500 mil alevinos por ano, e a pr\u00f3xima produ\u00e7\u00e3o ser\u00e1 no fim de 2022. J\u00e1 os escrit\u00f3rios da Emater visitam a propriedade dos interessados e oferecem cursos de 40 horas para profissionaliza\u00e7\u00e3o do produtor.<\/p>\n<p>\u201cHoje estamos investindo num ciclo completo. Capacitar os interessados, fornecer assist\u00eancia especializada, orienta\u00e7\u00f5es sobre como comercializar a produ\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m de como \u00e9 feito acesso ao cr\u00e9dito rural\u201d, explica o gerente de Tecnologia Agropecu\u00e1ria da secretaria, \u00c2ngelo Costa. \u201cJ\u00e1 treinamos muitos criadores, demos assist\u00eancia, mas faltava acompanhar mais de perto a produ\u00e7\u00e3o. Notamos que muitos n\u00e3o queriam sair da informalidade\u201d, acrescenta Adalmyr Borges.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico da Seagri tamb\u00e9m explica que o GDF projeta chamamentos p\u00fablicos para que os piscicultores possam ter acesso a insumos e a tecnologias para auxiliar a produ\u00e7\u00e3o. A compra de ra\u00e7\u00e3o em larga escala e equipamentos para melhorar a qualidade da \u00e1gua s\u00e3o alguns exemplos.<\/p>\n<p>\u201cMas, antes, os produtores precisam se organizar em cooperativas ou associa\u00e7\u00f5es para participar. Est\u00e1 faltando o setor se estruturar melhor e vamos incentiv\u00e1-los a isso\u201d, garante \u00c2ngelo. S\u00e3o cerca de 580 piscicultores em atua\u00e7\u00e3o no DF.<\/p>\n<p><strong>Como se capacitar e investir<\/strong><br \/>\nEntre as linhas de financiamento rural dispon\u00edveis na capital e que tamb\u00e9m atendem a quem quer criar o pescado, est\u00e1 o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), que oferece empr\u00e9stimos at\u00e9 R$ 200 mil. E tamb\u00e9m o Prospera, oferecido pela Secretaria de Trabalho (Setrab). Aos produtores, \u00e9 poss\u00edvel procurar a Seagri pelo email getec@seagri.df.gov.br ou pelo telefone 3380.3112. Ou se cadastrar junto a um dos 14 escrit\u00f3rios da Emater espalhados pelo DF.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Distrito Federal \u00e9, atualmente, um dos maiores consumidores de pescado do pa\u00eds, com cerca de 45 mil toneladas ingeridas por ano pelos brasilienses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Todavia, nossa produ\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 muito aqu\u00e9m. 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