{"id":281869,"date":"2022-03-10T05:56:58","date_gmt":"2022-03-10T08:56:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=281869"},"modified":"2022-03-09T22:54:45","modified_gmt":"2022-03-10T01:54:45","slug":"supremo-confirma-que-ficha-suja-continua-fora-do-jogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/supremo-confirma-que-ficha-suja-continua-fora-do-jogo\/","title":{"rendered":"Supremo confirma que ficha suja continua fora do jogo"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a aplica\u00e7\u00e3o do prazo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa, norma que entrou em vigor em 2010 para barrar a candidatura de condenados pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da norma, pol\u00edticos condenados por decis\u00e3o transitada em julgado ou proferida por \u00f3rg\u00e3o judicial ficaram impedidos de concorrer \u00e0s elei\u00e7\u00f5es por 8 anos, contados ap\u00f3s o cumprimento da pena.<\/p>\n<p>A lei foi declarada constitucional pelo Supremo em 2012, mas a aplica\u00e7\u00e3o do trecho que definiu o prazo de inelegibilidade foi questionada recentemente por meio de uma a\u00e7\u00e3o do PDT.<\/p>\n<p>O julgamento foi motivado por uma decis\u00e3o proferida em dezembro de 2020 pelo ministro Nunes Marques, relator do caso. O ministro atendeu ao pedido do partido e restringiu a aplica\u00e7\u00e3o da contagem do prazo.<\/p>\n<p>Para o ministro, a norma deveria ter previsto uma forma de detra\u00e7\u00e3o da pena, porque o per\u00edodo de inelegibilidade n\u00e3o pode passar de 8 anos. Antes da decis\u00e3o, o tempo de cumprimento da medida ficava indefinido, dependendo do fim do processo, podendo passar de 10 anos ou mais.<\/p>\n<p><strong>Julgamento<\/strong><br \/>\nO caso voltou a ser analisado pelo STF nesta quarta-feira (9). Nunes Marques refirmou seu posicionamento, mas, por 6 votos a 4, a Corte decidiu rejeitar a a\u00e7\u00e3o do partido. Com a decis\u00e3o, a aplica\u00e7\u00e3o integral da lei volta a valer.<\/p>\n<p>Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes votou pela rejei\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o do partido, por entender que a quest\u00e3o foi avaliada em 2012, sendo incab\u00edvel voltar a julg\u00e1-la. Para o ministro, a lei procurou afastar da pol\u00edtica criminosos condenados por crimes graves.<\/p>\n<p>&#8220;A ideia da Lei da Ficha Limpa foi expurgar da pol\u00edtica, por mais tempo que for poss\u00edvel, criminosos graves. A lei veio, por iniciativa popular, ampliar o afastamento de criminosos graves, seja contra a vida, seja contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O entendimento foi acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, C\u00e1rmen L\u00facia e Rosa Weber.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Roberto Barroso divergiu e entendeu que o per\u00edodo de inelegibilidade deve ser fragmentado. Barroso argumentou que um pol\u00edtico condenado a um ano de pris\u00e3o, por exemplo, pode ficar ineleg\u00edvel por 15 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Se algu\u00e9m for condenado a uma pena de um ano e o processo levar seis anos de tramita\u00e7\u00e3o, como, infelizmente acontece, se n\u00f3s n\u00e3o fizermos a conta como eu estou propondo, essa pessoa ficaria ineleg\u00edvel os seis anos entre a condena\u00e7\u00e3o por \u00f3rg\u00e3o colegiado e o in\u00edcio de cumprimento da pena, por mais um ano durante o cumprimento da pena, e, depois, mais oito anos&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Os ministros Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Gilmar Mendes tamb\u00e9m ficaram vencidos na quest\u00e3o da rejei\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a aplica\u00e7\u00e3o do prazo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa, norma que entrou em vigor em 2010 para barrar a candidatura de condenados pela Justi\u00e7a. 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