{"id":282249,"date":"2022-03-15T17:39:34","date_gmt":"2022-03-15T20:39:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=282249"},"modified":"2022-03-15T21:11:17","modified_gmt":"2022-03-16T00:11:17","slug":"povo-acha-que-pandemia-de-covid-acabou-com-a-dengue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/povo-acha-que-pandemia-de-covid-acabou-com-a-dengue\/","title":{"rendered":"Povo acha que pandemia de Covid acabou com a dengue"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa divulgada nesta ter\u00e7a (15) pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e pela biofarmac\u00eautica Takeda revelou que 31% dos brasileiros acreditam que a dengue deixou de existir durante a pandemia do novo coronav\u00edrus (covid-19). Essa percep\u00e7\u00e3o, no entanto, contrasta com os dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que apontou crescimento de 43,5% no n\u00famero de casos de dengue, considerando-se as seis primeiras semanas deste ano em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>A pesquisa Dengue: o impacto da doen\u00e7a no Brasil, ouviu 2 mil brasileiros, por telefone, entre os dias 19 e 30 de outubro do ano passado e foi realizada pela Intelig\u00eancia em Pesquisa e Consultoria (Ipec).<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos 31% que acreditam que a dengue deixou de existir na pandemia, outros 22% disseram que o risco com a doen\u00e7a diminuiu. Entre as raz\u00f5es apontadas para as duas situa\u00e7\u00f5es, 28% disseram n\u00e3o ter ouvido falar mais na doen\u00e7a e 22% responderam que \u201ctoda doen\u00e7a agora \u00e9 covid-19\u201d e n\u00e3o h\u00e1 casos de dengue.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, o fato da popula\u00e7\u00e3o brasileira considerar que a doen\u00e7a deixou de existir durante a pandemia pode levar ao relaxamento das a\u00e7\u00f5es de controle e de preven\u00e7\u00e3o, aumentando o risco de se contrair a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cEssa realidade revelada pela pesquisa \u00e9 preocupante. Com a urg\u00eancia da pandemia da covid-19, muitas doen\u00e7as infecciosas, como as arboviroses (dengue), foram colocadas em segundo plano e at\u00e9 esquecidas. Precisamos retomar a discuss\u00e3o e os cuidados com a dengue\u201d, alertou Alberto Chebabo, m\u00e9dico infectologista e presidente da SBI.<\/p>\n<p>Entre os brasileiros consultados, 30% afirmaram j\u00e1 ter tido dengue e 70% disseram conhecer algu\u00e9m que j\u00e1 teve a doen\u00e7a. Entre os que j\u00e1 tiveram a doen\u00e7a, pouco mais da metade (55% do total) afirmou ter feito alguma mudan\u00e7a em sua casa para evitar a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito, tal como aumentar a limpeza do quintal, evitar deixar \u00e1gua parada em vasos de plantas e aumentar o cuidado com a \u00e1gua parada.<\/p>\n<p>Apesar de a pesquisa ter apontado que o brasileiro conhece a doen\u00e7a, ainda h\u00e1 desconhecimento sobre como ela se desenvolve e suas formas de preven\u00e7\u00e3o e de transmiss\u00e3o. A forma de cont\u00e1gio, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 totalmente conhecida pela popula\u00e7\u00e3o: 76% acertaram, dizendo que ela decorre da picada de mosquito, mas 8% disseram n\u00e3o se lembrar de como ocorre a transmiss\u00e3o e 4% mencionaram que ela ocorre de pessoa para pessoa &#8211; o que n\u00e3o acontece. Al\u00e9m disso, seis em cada dez entrevistados (59%) n\u00e3o sabiam quantas vezes uma pessoa pode contrair a doen\u00e7a. Apenas 2% reconheciam que se pode pegar dengue at\u00e9 quatro vezes, j\u00e1 que s\u00f3 existem quatro subtipos de dengue: quem j\u00e1 teve dengue causada por um tipo do v\u00edrus n\u00e3o registra um novo epis\u00f3dio da doen\u00e7a com o mesmo tipo.<\/p>\n<p><strong>A dengue<\/strong><br \/>\nA dengue \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa, transmitida pela picada da f\u00eamea do mosquito Aedes aegypti e tem quatro sorotipos diferentes. Quem pega um tipo, n\u00e3o fica imune aos demais. O per\u00edodo do ano com maior transmiss\u00e3o da doen\u00e7a ocorre nos meses mais chuvosos de cada regi\u00e3o, geralmente de novembro a maio. O ac\u00famulo de \u00e1gua parada contribui para a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito e, consequentemente, maior dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, por isso, alerta o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, \u00e9 importante evitar \u00e1gua parada porque os ovos do mosquito podem sobreviver por at\u00e9 um ano no ambiente.<\/p>\n<p>No geral, a primeira manifesta\u00e7\u00e3o da dengue \u00e9 a febre alta acima de 38\u00b0C, que dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabe\u00e7a, dores no corpo e articula\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de prostra\u00e7\u00e3o, fraqueza, dor atr\u00e1s dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Tamb\u00e9m podem acontecer erup\u00e7\u00f5es e coceira na pele. Em alguns casos, ela pode evoluir para uma forma grave.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe um tratamento espec\u00edfico para a doen\u00e7a. As medidas adotadas visam o controle dos sintomas. Pacientes com suspeita de dengue devem buscar orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica logo que surjam os primeiros sintomas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa divulgada nesta ter\u00e7a (15) pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e pela biofarmac\u00eautica Takeda revelou que 31% dos brasileiros acreditam que a dengue deixou de existir durante a pandemia do novo coronav\u00edrus (covid-19). Essa percep\u00e7\u00e3o, no entanto, contrasta com os dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que apontou crescimento de 43,5% no n\u00famero de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":282250,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[95],"class_list":["post-282249","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-capa"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/282249","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=282249"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/282249\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":282251,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/282249\/revisions\/282251"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/282250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=282249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=282249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=282249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}