{"id":282312,"date":"2022-03-17T07:19:15","date_gmt":"2022-03-17T10:19:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=282312"},"modified":"2022-03-17T07:51:14","modified_gmt":"2022-03-17T10:51:14","slug":"consumo-de-acai-vira-novo-verdugo-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/consumo-de-acai-vira-novo-verdugo-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Consumo de a\u00e7a\u00ed vira novo verdugo da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>O a\u00e7a\u00ed ganhou o mundo nas \u00faltimas d\u00e9cadas. A produ\u00e7\u00e3o dessa fruta t\u00edpica da regi\u00e3o amaz\u00f4nica disparou, rendendo milh\u00f5es de d\u00f3lares para os produtores e gerando emprego e renda para muitas fam\u00edlias ribeirinhas.<\/p>\n<p>Mas toda essa demanda est\u00e1 cobrando um pre\u00e7o da Amaz\u00f4nia, segundo um novo estudo conduzido por cientistas brasileiros.<\/p>\n<p>A pesquisa apontou que o cultivo do a\u00e7a\u00ed est\u00e1 levando a uma perda significativa da biodiversidade.<\/p>\n<p>\u00c1rvores-s\u00edmbolo da Amaz\u00f4nia, como a sama\u00fama e o jatob\u00e1, est\u00e3o desaparecendo da paisagem e dando lugar a campos de monocultura da fruta.<\/p>\n<p>O processo \u00e9 t\u00e3o intenso que j\u00e1 ganhou at\u00e9 nome de cientistas da \u00e1rea: \u00e9 a &#8220;a\u00e7aiza\u00e7\u00e3o&#8221; da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>&#8220;Ao longo dos \u00faltimos 20 anos, \u00e1reas da floresta onde o a\u00e7a\u00ed era cultivado lado a lado com outras esp\u00e9cies foram totalmente tomadas pelas palmeiras da fruta&#8221;, afirma o bi\u00f3logo paraense Madson Freitas, principal autor do estudo, \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Autoridades dizem que criaram regras para proteger a biodiversidade amaz\u00f4nica, e os produtores afirmam seguir as normas e negam que causem preju\u00edzo \u00e0 floresta.<\/p>\n<p>Mas os cientistas dizem que o cultivo de a\u00e7a\u00ed est\u00e1 provocando mudan\u00e7as profundas na Amaz\u00f4nia que podem desestabilizar todo o ecossistema.<\/p>\n<p>O a\u00e7a\u00ed sempre fez parte da dieta da popula\u00e7\u00e3o no norte do pa\u00eds, onde \u00e9 consumida tradicionalmente com farinha e peixe.<\/p>\n<p>A pequena fruta escura \u00e9 rica em antioxidantes e fibras e tem alto valor energ\u00e9tico, e, hoje, pode ser encontrada em forma de polpa congelada em v\u00e1rias cidades do Brasil e tamb\u00e9m em pa\u00edses como Estados Unidos e Emirados \u00c1rabes.<\/p>\n<p>O Brasil concentra cerca de 85% da produ\u00e7\u00e3o mundial de a\u00e7a\u00ed, com uma m\u00e9dia de 1,5 milh\u00e3o de toneladas entre 2015 e 2020.<\/p>\n<p>Em 2020, a produ\u00e7\u00e3o nacional foi de 1,7 milh\u00f5es de toneladas, quase 5% a mais do que no ano anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento. Em rela\u00e7\u00e3o a 2015, o aumento foi de 38%.<\/p>\n<p>S\u00f3 o Estado do Par\u00e1 \u00e9 respons\u00e1vel por 95% desse total. S\u00e3o cerca de 212 mil hectares dedicados ao cultivo da fruta em terra firme ou \u00e1reas de v\u00e1rzea, segundo o Conab.<\/p>\n<p>De acordo com a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Par\u00e1 (Fiepa), entre 2011 e 2020, as exporta\u00e7\u00f5es de a\u00e7a\u00ed no Brasil aumentaram quase 15.000%.<\/p>\n<p>De cerca de 40 toneladas em 2011, o pa\u00eds chegou a 5.363 toneladas em 2020, um recorde.<\/p>\n<p>Ainda assim, a maior parte da fruta produzida fica no territ\u00f3rio nacional: menos de 1% do que foi colhido em 2020 foi exportado.<\/p>\n<p>O Par\u00e1 respondeu por 94% dos embarques, gerando cerca de US$ 13,2 milh\u00f5es (R$ 68,7 milh\u00f5es). Ao todo, o Estado passou de uma produ\u00e7\u00e3o de 756,4 mil toneladas em 2010 para 1,3 milh\u00e3o em 2019.<\/p>\n<p>Por isso, cientistas escolheram justamente o Par\u00e1 para analisar o impacto do cultivo do a\u00e7a\u00ed sobre a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>O estudo, publicado no jornal acad\u00eamico Biological Conservation, analisou 47 \u00e1reas na regi\u00e3o da foz do rio Amazonas no Estado.<\/p>\n<p>A pesquisa come\u00e7ou em 2013 e englobou \u00e1reas mapeadas em um trecho de 376 mil km\u00b2 no leste da Amaz\u00f4nia, onde est\u00e1 o maior n\u00facleo de produ\u00e7\u00e3o e colheita de a\u00e7a\u00ed no Brasil.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u00e9 coberta por florestas de terra firme e estuarinas e manguezais ao longo das margens dos rios Par\u00e1, Guam\u00e1 e Tocantins, e \u00e1reas de v\u00e1rzea na Ilha do Maraj\u00f3, pr\u00f3xima a Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>O primeiro sinal de problema foi a aus\u00eancia notada pelos pesquisadores de esp\u00e9cies de \u00e1rvores t\u00edpicas de v\u00e1rzea em \u00e1reas onde h\u00e1 monoculturas do a\u00e7a\u00ed.<\/p>\n<p>Muitas dessas plantas fornecem sombra para outras esp\u00e9cies e servem de abrigo para a fauna local, como p\u00e1ssaros e insetos, al\u00e9m de ajudar na reciclagem de nutrientes do ecossistema amaz\u00f4nico.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo Madson Freitas, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), diz que muitas dessas esp\u00e9cies foram derrubadas por agricultores e ribeirinhos que cultivam a\u00e7a\u00ed.<\/p>\n<p>Elas s\u00e3o retiradas para abrir espa\u00e7o para o plantio dos a\u00e7aizeiros e deixar o sol incidir sobre os p\u00e9s da fruta \u2014 a sombra pode retardar seu crescimento.<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam que o aumento do manejo para atender a demanda do mercado levou a uma mudan\u00e7a significativa na floresta de v\u00e1rzea.<\/p>\n<p>O estudo aponta que, em \u00e1reas onde h\u00e1 mais de 600 touceiras (moitas) de a\u00e7a\u00ed por hectare, a riqueza funcional caiu cerca de 50%.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma medida usada no meio cient\u00edfico para calcular a quantidade de espa\u00e7o preenchido pelas esp\u00e9cies de uma comunidade.<\/p>\n<p>Ou seja: esse espa\u00e7o ocupado pelas demais esp\u00e9cies despencou pela metade desde que essa \u00e1rea passou a ser explorada para o cultivo do a\u00e7a\u00ed.<\/p>\n<p>H\u00e1 regi\u00f5es identificadas pela pesquisa onde deveria haver em tese cerca de 70 esp\u00e9cies de plantas por hectare, mas em seu lugar os cientistas encontraram praticamente uma monocultura da fruta, com at\u00e9 1 mil touceiras por hectare.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c1rvores grandes e altas como a sama\u00fama, conhecida popularmente como rainha da floresta, e outras como o jatob\u00e1 e o cedro, est\u00e3o desaparecendo dessa regi\u00e3o&#8221;, relata o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>Freitas explica que cada esp\u00e9cie tem uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na engrenagem da floresta, e a aus\u00eancia de algumas pode desestabilizar o sistema.<\/p>\n<p>&#8220;Todas as plantas s\u00e3o importantes, tanto do ponto da diversidade quanto dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos prestados por cada uma delas&#8221;, diz o cientista.<\/p>\n<p>As plantas mais altas, como a sama\u00fama, por exemplo, fornecem sombra e fazem a reciclagem de nutrientes do solo. Sem elas, o solo se torna mais \u00e1cido.<\/p>\n<p>&#8220;O a\u00e7a\u00ed tolera a acidez, mas outras plantas, n\u00e3o. Isso significa que, depois de derrubadas, essas plantas dificilmente conseguir\u00e3o crescer novamente naquele lugar&#8221;, diz o pesquisador.<\/p>\n<p>\u00c1rvores altas tamb\u00e9m s\u00e3o abrigo para as colmeias de esp\u00e9cies t\u00edpicas de abelhas. Esses insetos fazem a poliniza\u00e7\u00e3o de diversas esp\u00e9cies, inclusive do a\u00e7a\u00ed.<\/p>\n<p>&#8220;Chega a ser contradit\u00f3rio, porque, com as colmeias, o pr\u00f3prio a\u00e7a\u00ed se torna mais produtivo&#8221;, afirma Freitas.<\/p>\n<p>&#8220;Em \u00e1reas onde h\u00e1 monocultivo de a\u00e7a\u00ed e quase nenhuma outra esp\u00e9cie, os cachos produzem 30% menos frutos do que em \u00e1reas onde h\u00e1 mais diversidade.&#8221;<\/p>\n<p>Os cientistas afirmam que a perda de diversidade e dos benef\u00edcios que isso gera torna todo o sistema socioecol\u00f3gico mais vulner\u00e1vel, &#8220;como com qualquer economia local sustentada por uma monocultura de uma commodity internacional.&#8221;<\/p>\n<p>O aumento do cultivo do a\u00e7a\u00ed, especialmente no Par\u00e1, para dar conta do aumento da demanda nas \u00faltimas d\u00e9cadas foi tamanho que os pesquisadores e bi\u00f3logos j\u00e1 apelidaram o fen\u00f4meno de &#8220;a\u00e7aiza\u00e7\u00e3o&#8221; da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>A maior parte da produ\u00e7\u00e3o, especialmente nas regi\u00f5es de v\u00e1rzea, se encontra nas m\u00e3os de ribeirinhos e fam\u00edlias de agricultores.<\/p>\n<p>O fruto \u00e9 vendido localmente e enviado para o resto do Brasil e o exterior na forma de polpa, a partir da qual s\u00e3o feitos v\u00e1rios produtos.<\/p>\n<p>Atualmente, existem 118 ind\u00fastrias no Par\u00e1 dedicadas ao processamento do a\u00e7a\u00ed. Algumas t\u00eam cultivo pr\u00f3prio, mas todas ainda dependem da produ\u00e7\u00e3o dos ribeirinhos para manter o abastecimento.<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias de Frutas e Derivados do Estado do Par\u00e1 (Sindfrutas), Reinaldo Mesquita, diz que o a\u00e7a\u00ed mudou a vida de muitos paraenses.<\/p>\n<p>Cada empresa gera emprego direta ou indiretamente para cerca de 5 mil fam\u00edlias, segundo seus c\u00e1lculos.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m dos funcion\u00e1rios e dos agricultores, h\u00e1 caminhoneiros, barqueiros e carregadores que se beneficiam da parceria.&#8221;<\/p>\n<p>Inicialmente, a explora\u00e7\u00e3o do a\u00e7a\u00ed era exclusivamente extrativa. Mas, desde a d\u00e9cada de 1990, foram implementados manejos de a\u00e7aizais nativos e de cultivos em v\u00e1rzea e terra firme.<\/p>\n<p>Segundo Freitas, essa mudan\u00e7a na forma de cultura mudou o ecossistema local.<\/p>\n<p>Ele diz que, mesmo que haja programas de incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do a\u00e7a\u00ed, as regras nem sempre s\u00e3o respeitadas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Em algumas ilhas, n\u00e3o conseguimos ver nenhuma outra planta al\u00e9m dos a\u00e7aizeiros&#8221;, diz o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 em ilhas onde h\u00e1 maior fiscaliza\u00e7\u00e3o, como a ilha do Comb\u00fa, caracterizada como \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental, h\u00e1 maior diversidade de esp\u00e9cies.&#8221;<\/p>\n<p>A principal norma em vigor, institu\u00edda em 2013 pelo governo do Par\u00e1, regula a produ\u00e7\u00e3o de palmito e a\u00e7a\u00ed por ribeirinhos, propriedades rurais familiares e produtores comunit\u00e1rios.<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o determina que os produtores devem adotar &#8220;t\u00e9cnicas de condu\u00e7\u00e3o e de manejo adequadas \u00e0 sustentabilidade da esp\u00e9cie&#8221; e estabelece a extra\u00e7\u00e3o de no m\u00e1ximo 200 estipes (como s\u00e3o chamados os caules do a\u00e7a\u00ed) e o manejo de at\u00e9 400 touceiras por hectare.<\/p>\n<p>Os produtores dizem que todas as regras s\u00e3o respeitadas e negam qualquer mudan\u00e7a no ecossistema local ou a derrubada de esp\u00e9cies para o cultivo do a\u00e7a\u00ed.<\/p>\n<p>&#8220;No passado, as plantas nativas da regi\u00e3o eram derrubadas para o plantio de palmito, mas, desde que o produto principal se tornou o a\u00e7a\u00ed, isso n\u00e3o acontece mais&#8221;, diz Reinaldo Mesquita, do Sindifrutas.<\/p>\n<p>As ind\u00fastrias, que compram o a\u00e7a\u00ed dos ribeirinhos e revendem fora do Estado, tamb\u00e9m garantem que o cultivo \u00e9 feito de acordo com as normas.<\/p>\n<p>Muitas afirmam estimular o uso de t\u00e9cnicas de baixo impacto, para conciliar o extrativismo sustent\u00e1vel e a manuten\u00e7\u00e3o da renda familiar das comunidades.<\/p>\n<p>A Sambazon, empresa respons\u00e1vel por 50% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, afirmou \u00e0 BBC News Brasil que trabalha para garantir que todo o a\u00e7a\u00ed utilizado pela marca &#8220;seja colhido de forma totalmente selvagem&#8221; e &#8220;usando t\u00e9cnicas de baixo impacto, como colheita manual e sem insumos&#8221;.<\/p>\n<p>A companhia disse ainda que nenhuma parte do a\u00e7a\u00ed comercializado por ela \u00e9 cultivado em planta\u00e7\u00f5es ou em formato de monocultivo, mas sim colhido em florestas manejadas tradicionalmente no Par\u00e1 e no Amap\u00e1, e que todos os trabalhadores envolvidos recebem treinamento para manter &#8220;um com\u00e9rcio justo e pr\u00e1ticas org\u00e2nicas&#8221;.<\/p>\n<p>Outras grandes marcas que vendem a\u00e7a\u00ed no Brasil e exterior, como Frooty e Oakberry, n\u00e3o responderam os contatos feitos pela reportagem.<\/p>\n<p>Os cientistas que analisaram o impacto ambiental do cultivo da fruta reconhecem sua import\u00e2ncia para a manuten\u00e7\u00e3o da renda dos ribeirinhos, assim como para a cultura local.<\/p>\n<p>Mas eles defendem que as atuais normas sejam revistas, de forma a reduzir ainda mais a extra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima permitida. Segundo o artigo, a atual normativa &#8220;n\u00e3o \u00e9 suficiente para garantir a persist\u00eancia da flora estuarina diversa, localmente ou ao n\u00edvel de paisagem&#8221;.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ainda pedem que se desenvolva um programa de recupera\u00e7\u00e3o florestal com o replantio das esp\u00e9cies nativas, para preservar inclusive o pr\u00f3prio cultivo do a\u00e7a\u00ed.<\/p>\n<p>&#8220;Essa cultura \u00fanica faz parte do legado amaz\u00f4nico e merece ser preservada, servindo como exemplo de uso sustent\u00e1vel da floresta tropical&#8221;, dizem os autores.<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia brasileira \u00e9 de responsabilidade compartilhada entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e os demais entes da federa\u00e7\u00e3o: Estados, munic\u00edpios e Distrito Federal. \u00c0 reportagem, por\u00e9m, o Ibama afirmou que, no caso da cultura de a\u00e7a\u00ed, a fiscaliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 inteiramente nas m\u00e3os do governo do Estado. A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Par\u00e1 (Semas), por sua vez, afirmou que &#8220;est\u00e1 ciente das dificuldades e desafios das formas de produ\u00e7\u00e3o no Par\u00e1, que decorre de diversos fatores, dentre eles, a precariedade t\u00e9cnica e tecnol\u00f3gica das cadeias produtivas, por exemplo, que pode impactar diretamente no potencial da biodiversidade&#8221;.Em nota, a Semas disse tamb\u00e9m que coordena projetos estrat\u00e9gicos, como o Plano Estadual Amaz\u00f4nia Agora, cuja miss\u00e3o \u00e9 reflorestar 5,5 milh\u00f5es de hectares at\u00e9 o ano de 2030. &#8220;A Semas informa tamb\u00e9m que apoia o Plano Estrat\u00e9gico para o Desenvolvimento das Cadeias Produtivas Priorit\u00e1rias do estado, entre os quais est\u00e3o o a\u00e7a\u00ed, que tem como objetivo estruturar e diversificar as cadeias as principais cadeias produtivas paraenses&#8221;, afirma ainda o comunicado enviado \u00e0 reportagem pela Secretaria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O a\u00e7a\u00ed ganhou o mundo nas \u00faltimas d\u00e9cadas. 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