{"id":28275,"date":"2014-11-14T16:13:23","date_gmt":"2014-11-14T19:13:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=28275"},"modified":"2014-11-15T08:49:51","modified_gmt":"2014-11-15T11:49:51","slug":"empreiteiras-da-lava-jato-emitiram-notas-frias-para-petrolao-diz-moro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/empreiteiras-da-lava-jato-emitiram-notas-frias-para-petrolao-diz-moro\/","title":{"rendered":"Empreiteiras da Lava Jato deram notas frias no Petrol\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p>O juiz S\u00e9rgio Moro, da 13\u00aa Vara Federal em Curitiba, concluiu que parte das empreiteiras investigadas na s\u00e9tima fase da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato entregaram notas fiscais falsas e contratos fraudulentos para justificar os repasses \u00e0s empresas de fachada, comandadas pelo doleiro Alberto Youssef. A conclus\u00e3o consta na decis\u00e3o, assinada no dia 10 de novembro, que determinou as pris\u00f5es executadas nesta sexta 14.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s receber as informa\u00e7\u00f5es sobre os repasses \u00e0s empreiteiras e empresas subcontratadas pelo doleiro, Moro pediu que as investigadas apresentassem defesa. Segundo o juiz,\u00a0 parte das empresas omitiu os dados ou apresentou documentos falsos para justificar os servi\u00e7os, que n\u00e3o foram executados.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNo m\u00ednimo, apresentando a documenta\u00e7\u00e3o falsa em ju\u00edzo, deveriam ter esclarecido o seu car\u00e1ter fraudulento. Jamais poderiam simplesmente apresentar documentos fraudados ao Judici\u00e1rio, sem desde logo esclarecer a natureza deles. Se as empreiteiras, ainda em uma fase inicial da investiga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se sentiram constrangidas em apresentar documentos falsos ao Judici\u00e1rio, for\u00e7oso reconhecer que integridade das provas e do restante da instru\u00e7\u00e3o encontra-se em risco, sem uma contramedida\u201d, disse o juiz.<\/p><\/blockquote>\n<p>Na mesma decis\u00e3o, Moro cita que a Pol\u00edcia Federal informou que Meire Pozza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, foi coagida por um emiss\u00e1rio ligado a uma das empreiteiras investigadas. Em depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o Parlamentara Mista de Investiga\u00e7\u00e3o (CPMI) da Petrobras, Meire disse que emitia notas fiscais falsas em nome das empresas que mantinham rela\u00e7\u00f5es com Youssef.<\/p>\n<p>O juiz considerou a informa\u00e7\u00e3o bastante grave, mas disse que o fato ainda precisa ser investigado profundamente. \u201cOs di\u00e1logos foram gravados e as tentativas de coopta\u00e7\u00e3o e amea\u00e7as por um dos emiss\u00e1rios, identificado apenas como &#8216;Edson&#8217;, s\u00e3o relativamente expl\u00edcitas, inclusive com refer\u00eancia reprov\u00e1vel a familiar da testemunha. Referida pessoa afirma, na grava\u00e7\u00e3o, estar agindo a mando das empreiteiras, e estaria relacionada a advogados que teriam sido contratados pelas empreiteiras, e inclusive se deslocado para Curitiba, segundo a grava\u00e7\u00e3o, em avi\u00e3o fretado por uma das empreiteiras\u201d, relata o juiz.<\/p>\n<p>Na s\u00e9tima fase da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, deflagrada nesta manh\u00e3, a Pol\u00edcia Federal cumpriu mandados de pris\u00e3o e de busca e apreens\u00e3o em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Mais de 300 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal participaram da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<header>\n<div class=\"node-info\"><strong>Andr\u00e9 Richter, ABr<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<\/header>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O juiz S\u00e9rgio Moro, da 13\u00aa Vara Federal em Curitiba, concluiu que parte das empreiteiras investigadas na s\u00e9tima fase da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato entregaram notas fiscais falsas e contratos fraudulentos para justificar os repasses \u00e0s empresas de fachada, comandadas pelo doleiro Alberto Youssef. 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