{"id":282894,"date":"2022-03-27T14:06:04","date_gmt":"2022-03-27T17:06:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=282894"},"modified":"2022-03-27T18:09:49","modified_gmt":"2022-03-27T21:09:49","slug":"exposicao-reune-obras-de-artistas-chineses-e-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/exposicao-reune-obras-de-artistas-chineses-e-brasileiros\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane obras de artistas chineses e brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>Obras que traduzem esteticamente a pandemia da covid-19, as desigualdades da globaliza\u00e7\u00e3o, a fragilidade da mat\u00e9ria, problemas ambientais, a hipocrisia humana e o territ\u00f3rio estreito e desolador do preconceito est\u00e3o reunidas na exposi\u00e7\u00e3o Atr\u00e1s da Grande Muralha \u2013 Nova Arte Chinesa e Brasileira. A mostra, que re\u00fane trabalhos de artistas chineses e brasileiros, est\u00e1 aberta ao p\u00fablico at\u00e9 o dia 22 de maio no Museu de Arte de Bras\u00edlia (MAB).<\/p>\n<p>\u201cOs artistas chineses primam por criar obras cheias de frescor, com reflex\u00f5es sobre o mundo em que vivemos, mas, ao mesmo tempo, valorizam t\u00e9cnicas e temas locais e tradicionais. A partir de um mergulho na pr\u00f3pria cultura, produzem obras inovadoras. \u00c9 isso que faz dessa produ\u00e7\u00e3o algo \u00fanico e vibrante na arena internacional da arte\u201d, disse o curador mineiro e radicado em Bras\u00edlia, Clay D\u00b4Paula.<\/p>\n<p>Para reunir as obras expostas no Brasil, ele fez v\u00e1rias viagens \u00e0 China e algumas obras foram criadas especialmente para a exposi\u00e7\u00e3o. \u201cO p\u00fablico brasiliense ter\u00e1 a oportunidade de conhecer em primeira m\u00e3o o projeto antes de sua itier\u00e2ncia pelo pa\u00eds e internacionalmente\u201d, disse o curador.<\/p>\n<p>O gestor do Museu de Arte de Bras\u00edlia, Marcelo Jorge, acredita que, em um momento de confronto entre Ocidente e Oriente, a cultura pode criar uma ponte de entendimento entre os dois lados. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ocasi\u00e3o privilegiada para conhecermos melhor a China e vice-versa. Al\u00e9m disso, \u00e9 a primeira vez, na hist\u00f3ria do MAB, em que a institui\u00e7\u00e3o recebe obras de artistas desse pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p><strong>Converg\u00eancia cultural<\/strong><br \/>\nPara o curador da exposi\u00e7\u00e3o, um ponto alto da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o que alguns artistas brasileiros estabelecem com a cultura chinesa. \u201c\u00c9 t\u00e3o forte, que quando o visitante chegar \u00e0s salas da exposi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 praticamente imposs\u00edvel para ele determinar se a obra foi criada por um artista chin\u00eas ou brasileiro. H\u00e1 uma converg\u00eancia est\u00e9tica imensa entre os dois grupos. \u00c9 justamente essa conflu\u00eancia cultural que me estimulou a produzir a exposi\u00e7\u00e3o, que levou quatro anos para ser organizada\u201d, disse D\u00b4Paula.<\/p>\n<p>Ainda segundo o curador, j\u00e1 foram realizadas no Brasil algumas exposi\u00e7\u00f5es de artistas chineses, mas n\u00e3o de forma t\u00e3o imbricada com a cultura brasileira e vice-versa. \u201cNeste projeto, n\u00e3o existe separa\u00e7\u00e3o entre os dois grupos de artistas. As obras relacionam-se, comunicam-se, fluem juntas, como \u00e1guas de um mesmo rio. E, ao mesmo tempo, ao criarem novas conex\u00f5es, suscitam reflex\u00f5es sobre a sociedade global em que vivemos. \u00c9 uma arte do aqui e agora\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Nos trabalhos os artistas utilizam elementos tradicionais da pr\u00f3pria cultura, como a caligrafia, a tinta chinesa e os vest\u00edgios da pintura realista socialista, para criar obras criativas e impactantes, voltadas para quest\u00f5es atuais e globais. O p\u00fablico encontrar\u00e1 obras em suportes e linguagens variados, como pintura (a tinta acr\u00edlica, a \u00f3leo e com tinta chinesa); escultura; fotografia; azulejaria; arte in situ; anima\u00e7\u00e3o; e recorte em papel (\u00edcone da tradi\u00e7\u00e3o chinesa).<\/p>\n<p><strong>Dulce Schunck<\/strong><br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o acolhe obras inovadoras e provocativas de outros artistas de Bras\u00edlia, como a artista ga\u00facha radicada em Bras\u00edlia, Dulce Schunck. \u201c[As obras] se conectam com narrativas chinesas, mas t\u00eam uma vis\u00e3o global, nada provinciana. Com isso, oferecem novas perspectivas e leituras estimulantes para o observador\u201d, diz D\u00b4Paula.<\/p>\n<p>Para celebrar a sua jornada, Dulce ganhar\u00e1 uma se\u00e7\u00e3o exclusiva na exposi\u00e7\u00e3o para expor a sua s\u00e9rie mais celebrada e din\u00e2mica, Flora do Cerrado (2012-2021), totalmente impregnada pelo vocabul\u00e1rio chin\u00eas. \u201cMinhas obras estabelecem conex\u00f5es com a cosmovis\u00e3o milenar chinesa: uma percep\u00e7\u00e3o org\u00e2nica da natureza, baseada na consci\u00eancia da unidade e na intera\u00e7\u00e3o de seus fen\u00f4menos\u201d, descreve a artista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obras que traduzem esteticamente a pandemia da covid-19, as desigualdades da globaliza\u00e7\u00e3o, a fragilidade da mat\u00e9ria, problemas ambientais, a hipocrisia humana e o territ\u00f3rio estreito e desolador do preconceito est\u00e3o reunidas na exposi\u00e7\u00e3o Atr\u00e1s da Grande Muralha \u2013 Nova Arte Chinesa e Brasileira. 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