{"id":284470,"date":"2022-04-26T08:19:23","date_gmt":"2022-04-26T11:19:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=284470"},"modified":"2022-04-26T08:19:23","modified_gmt":"2022-04-26T11:19:23","slug":"projeto-distribui-em-dois-anos-500-t-de-comida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/projeto-distribui-em-dois-anos-500-t-de-comida\/","title":{"rendered":"Projeto distribui em dois anos 500 t de comida"},"content":{"rendered":"<p>Nos dois anos de pandemia de covid-19, o projeto Org\u00e2nico Solid\u00e1rio &#8211; plataforma sem fins lucrativos organizada sob a forma de um fundo filantr\u00f3pico &#8211; conseguiu arrecadar mais de R$ 3,5 milh\u00f5es em doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, que resultaram na distribui\u00e7\u00e3o de mais de 75 mil cestas org\u00e2nicas para cerca de 80 comunidades em quatro estados do pa\u00eds. No total, foram mais de 500 toneladas de alimentos entregues, oriundos de uma rede composta por 100 agricultores familiares.<\/p>\n<p>O criador do projeto, Aziz Camali Constantino, disse que a ideia surgiu como resultado direto do impacto da pandemia. Ele montou um grupo de empresas e empreendedores amigos e percebeu que seria mais eficiente pensar em uma solu\u00e7\u00e3o cujo centro fosse o pr\u00f3prio impacto causado pela covid-19. \u201cA partir da\u00ed, a gente mapeou o territ\u00f3rio da fome porque muita gente, no come\u00e7o da pandemia, estava olhando para a sa\u00fade, para respiradores e outros equipamentos. E a gente viu que quando faltasse comida no prato das pessoas, qualquer tese de sa\u00fade p\u00fablica, de educa\u00e7\u00e3o, iria para o ralo\u201d.<\/p>\n<p>O foco, ent\u00e3o, foi n\u00e3o fomentar uma cesta seca, da filantropia social tradicional, que n\u00e3o tem quase nada de nutri\u00e7\u00e3o, disse Constantino. \u201cA gente percebeu que precisava falar de seguran\u00e7a alimentar, de agroecologia. Criamos uma cesta fresca, com frutas, legumes e verduras que, al\u00e9m de alimentar com algo que \u00e9 escasso nas periferias, gerasse renda para o agricultor, para o produtor org\u00e2nico\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>Rede<\/strong><br \/>\nUsando intelig\u00eancia e tecnologia, o Org\u00e2nico Solid\u00e1rio n\u00e3o opera somente em emerg\u00eancias e desastres, mas est\u00e1 atualmente em seis estados (Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Santa Catarina, Paran\u00e1, Bahia e Goi\u00e1s), atuando por meio de mais de 20 projetos em comunidades pelo Brasil. Os alimentos frescos s\u00e3o entregues de forma recorrente, dando dignidade \u00e0s pessoas e acompanhando a transforma\u00e7\u00e3o do que \u00e9 uma fam\u00edlia com acesso a esse tipo de comida saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Aziz afirmou que \u00e9 dif\u00edcil pensar em meta para 2022 em um pa\u00eds como o Brasil, onde morre mais gente de m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o do que de falta de comida, \u201cum pa\u00eds que fomenta o agroneg\u00f3cio que n\u00e3o alimenta ningu\u00e9m. A gente percebe que entregar comida \u00e9 uma premissa\u201d. Ele lembrou que, infelizmente, o Brasil produz hoje menos vegetais e verduras do que o Jap\u00e3o. Da\u00ed, o papel fundamental do projeto de fortalecer a agricultura org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Como organiza\u00e7\u00e3o social, o exerc\u00edcio do fundo hoje \u00e9 buscar novos doadores, sejam empresas apoiadoras ou pessoas, para aumentar o cintur\u00e3o de doa\u00e7\u00e3o. \u201cO grande segredo do nosso modelo \u00e9 que a gente n\u00e3o buscou s\u00f3 funda\u00e7\u00f5es, institutos e empresas privadas. A gente democratizou a linguagem da filantropia. A gente gosta de falar que a microfilantropia tamb\u00e9m \u00e9 algo que falta no Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o criador do Org\u00e2nico Solid\u00e1rio, o Brasil \u00e9 uma das principais economias do mundo, mesmo em crise. Mas, ao mesmo tempo, \u00e9 uma das na\u00e7\u00f5es mais desiguais do planeta, \u201cporque as pessoas n\u00e3o gostam de dividir\u201d. Adaptando a linguagem, percebeu-se que a cada R$ 50, uma pessoa pode ajudar uma fam\u00edlia. \u201cEu democratizo isso para qualquer fam\u00edlia pelo Brasil poder se sensibilizar\u201d. Por isso, o projeto conta hoje com grande rede de pessoas f\u00edsicas, formada por mais de 8 mil doadores individuais, que ajudam na forma\u00e7\u00e3o desse cintur\u00e3o. \u201cEntre 15% e 20% das nossas doa\u00e7\u00f5es v\u00eam de pessoas f\u00edsicas\u201d.<\/p>\n<p>Constantino lembrou ainda que as pessoas f\u00edsicas podem contribuir fazendo campanhas, como trocando presentes de anivers\u00e1rio por doa\u00e7\u00f5es para o projeto. Segundo ele, \u00e9 preciso pensar que, \u201cse est\u00e1 ruim para mim, est\u00e1 pior para outras pessoas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Fomento e renda<\/strong><br \/>\nAo mesmo tempo em que se preocupa em alimentar bem fam\u00edlias carentes, o Org\u00e2nico Solid\u00e1rio procura fomentar e fortalecer o agricultor org\u00e2nico. \u201cHoje, s\u00e3o mais de 100 produtores na nossa rede. A gente gera renda para eles\u201d. Na cesta fornecida pelo projeto, o dinheiro n\u00e3o vai para a ind\u00fastria, como ocorre no modelo da cesta b\u00e1sica tradicional. A doa\u00e7\u00e3o na cesta fresca do Org\u00e2nico Solid\u00e1rio vai diretamente para o agricultor familiar, o produtor org\u00e2nico, garantindo safra para eles.<\/p>\n<p>Quem quiser ser doador pode entrar no site do projeto. A plataforma permite doar por pix, boleto, cart\u00e3o, parcelado, doa\u00e7\u00e3o recorrente. \u201cHoje n\u00e3o tem motivo para n\u00e3o doar\u201d, garantiu Aziz Constantino. Os recursos alimentam as doa\u00e7\u00f5es recorrentes de cestas frescas que ocorrem toda semana. \u201cS\u00e3o dois anos, em que falo com muito orgulho e &#8216;rala\u00e7\u00e3o&#8217;, de entregas toda semana. A gente n\u00e3o parou de entregar uma semana sequer pelo Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Ele destacou que o projeto surgiu sem investimento ou planejamento, com tempo parcial, porque todos os envolvidos s\u00e3o empreendedores, que t\u00eam de pensar em suas empresas e fam\u00edlias. Mas priorizou a espontaneidade. \u201cSe cada um fizer um pouquinho, \u00e9 poss\u00edvel a gente se mobilizar em grupos para gerar impactos significativos\u201d.<\/p>\n<p>Acrescentou que o projeto \u00e9 extremamente profissionalizado. As doa\u00e7\u00f5es caem em um fundo filantr\u00f3pico gerido pela Sitawi Finan\u00e7as do Bem, que audita os recursos. Entre as marcas parceiras, est\u00e3o a PagSeguro, que oferece taxas reduzidas para o pagamento das doa\u00e7\u00f5es pelo site, e a Klabin, que doa caixas em que os alimentos s\u00e3o distribu\u00eddos. Existe monitoramento para saber se as doa\u00e7\u00f5es das cestas est\u00e3o chegando aos locais certos. \u201cA gente conseguiu mostrar que \u00e9 poss\u00edvel olhar para o impacto, para a filantropia, sem pensar nos modelos sofisticados, como criar uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG)\u201d, disse Aziz Constantino.<\/p>\n<p>As cestas t\u00eam o valor de R$ 50 cada e incluem itens variados. S\u00e3o mais de 6 quilos de frutas, legumes e verduras. Agricultores org\u00e2nicos, em parceria com operadores locais em cada regi\u00e3o atendida, fazem a colheita, sele\u00e7\u00e3o dos produtos, montagem e entrega das cestas.<\/p>\n<p>De acordo com o criador do Org\u00e2nico Solid\u00e1rio, utilizar alimentos org\u00e2nicos garante ter \u00e0 mesa produtos sem agrot\u00f3xicos, com maior valor nutricional, o que torna a comida mais saborosa e ajuda no aumento de anticorpos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dois anos de pandemia de covid-19, o projeto Org\u00e2nico Solid\u00e1rio &#8211; plataforma sem fins lucrativos organizada sob a forma de um fundo filantr\u00f3pico &#8211; conseguiu arrecadar mais de R$ 3,5 milh\u00f5es em doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, que resultaram na distribui\u00e7\u00e3o de mais de 75 mil cestas org\u00e2nicas para cerca de 80 comunidades [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":284471,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-284470","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/284470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=284470"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/284470\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":284472,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/284470\/revisions\/284472"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/284471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=284470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=284470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=284470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}