{"id":284635,"date":"2022-04-28T00:01:25","date_gmt":"2022-04-28T03:01:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=284635"},"modified":"2022-04-28T07:06:03","modified_gmt":"2022-04-28T10:06:03","slug":"diagnostico-de-depressao-cresce-40-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/diagnostico-de-depressao-cresce-40-na-pandemia\/","title":{"rendered":"Diagn\u00f3stico de depress\u00e3o cresce 40% na pandemia"},"content":{"rendered":"<p>O percentual de pessoas diagnosticadas com depress\u00e3o no Brasil aumentou mais de 40% durante a pandemia de covid-19, passando de 9,6% no per\u00edodo anterior \u00e0 crise sanit\u00e1ria, para 13,5% no primeiro trimestre deste ano.<\/p>\n<p>Os dados divulgados nsta quarta (27) s\u00e3o do Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico de Fatores de Risco para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas n\u00e3o Transmiss\u00edveis em Tempos de Pandemia (Covitel), trabalho desenvolvido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Vital Strategies.<\/p>\n<p>Para o estudo, foram feitas 9 mil entrevistas por telefone, sendo metade por aparelho fixo e metade por celular, no per\u00edodo de janeiro a mar\u00e7o. A amostra abrange as cinco regi\u00f5es do pa\u00eds, incluindo popula\u00e7\u00e3o das capitais e do interior.<\/p>\n<p>A preval\u00eancia da depress\u00e3o \u00e9 maior em mulheres, sendo 18,8% neste ano e 13,5% antes da pandemia. Entre as pessoas brancas, 16,5% foram diagnosticadas com o transtorno, n\u00famero que era de 11% antes da crise sanit\u00e1ria. Entre a popula\u00e7\u00e3o negra, o percentual de pessoas diagnosticadas com depress\u00e3o passou de 8,8% para 11,8%.<\/p>\n<p>A assessora t\u00e9cnica da Vital Strategies, Luciana Sardinha, afirmou, no entanto, que os dados tratam apenas de pessoas que conseguiram um diagn\u00f3stico para o problema, n\u00e3o necessariamente todas atingidas pela depress\u00e3o. \u201cS\u00e3o aqueles que tiveram condi\u00e7\u00e3o de ter acesso a um m\u00e9dico\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>\u201cPor mais que a gente tenha uma estrat\u00e9gia de sa\u00fade da fam\u00edlia, de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, consolidada no pa\u00eds, grupos mais vulner\u00e1veis ou menos escolarizados ainda t\u00eam algumas barreiras, isso reflete nos dados\u201d, acrescentou o professor da Faculdade de Medicina da UFPel Fernando Wehrmeister.<\/p>\n<p>Segundo o professor, as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis enfrentam dificuldades para acessar os sistemas de sa\u00fade, que v\u00e3o desde problemas de deslocamento at\u00e9 quest\u00f5es como a discrimina\u00e7\u00e3o. Estes grupos tamb\u00e9m costumam ter, de acordo com o pesquisador, \u201cpiores indicadores em sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>O professor da escola de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica da UFPel, Pedro Hallal, destacou que a falta de atividade f\u00edsica e a alimenta\u00e7\u00e3o pobre nutrientes s\u00e3o fatores de risco para doen\u00e7as cr\u00f4nicas e que afetam mais, segundo os dados, as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis. Por isso, ele defende que as pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o tenham aten\u00e7\u00e3o especial a esses grupos. \u201cN\u00f3s precisamos focar em quem mais precisa\u201d, destacou.<\/p>\n<p><strong>Atividade f\u00edsica<\/strong><br \/>\nHouve um aumento de 40% no percentual de pessoas que n\u00e3o fazem atividades f\u00edsicas e caiu em 21,4% no percentual de ativos. Antes da pandemia, 38,6% das pessoas praticavam atividades f\u00edsicas regularmente, n\u00famero que ficou em 30,3% neste ano. O percentual dos que eram inativos passou de 13,1%, no per\u00edodo pr\u00e9-crise sanit\u00e1ria, para 18,4% atualmente.<\/p>\n<p>Entre a popula\u00e7\u00e3o com at\u00e9 8 anos de estudo, o percentual de fisicamente ativos caiu de 31,8% para 22,3%. Para as pessoas com 12 ou mais anos de educa\u00e7\u00e3o formal, 51% eram ativos antes da pandemia, percentual que ficou em 43,6% ap\u00f3s a crise.<\/p>\n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO consumo regular de verduras e legumes teve queda de 12,5% entre o total da popula\u00e7\u00e3o durante a pandemia. Antes da crise sanit\u00e1ria, os vegetais faziam parte das refei\u00e7\u00f5es de 45,1% da popula\u00e7\u00e3o, percentual que ficou em 39,5% neste ano. O n\u00famero n\u00e3o variou, entretanto, entre as pessoas com 12 ou mais anos de estudo, ficando em pouco mais de 53% nos dois cen\u00e1rios.<\/p>\n<p>Na popula\u00e7\u00e3o com at\u00e9 8 anos de escolaridade houve uma queda de 43,9% para 34,9%. Entre as pessoas brancas, o percentual saiu de 49,6%, antes da pandemia, para 46,2% no primeiro trimestre desse ano. Para as pessoas negras, o \u00edndice de pessoas que consomem legumes regularmente passou de 42,5% para 35,6%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O percentual de pessoas diagnosticadas com depress\u00e3o no Brasil aumentou mais de 40% durante a pandemia de covid-19, passando de 9,6% no per\u00edodo anterior \u00e0 crise sanit\u00e1ria, para 13,5% no primeiro trimestre deste ano. 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