{"id":285281,"date":"2022-05-09T20:08:14","date_gmt":"2022-05-09T23:08:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=285281"},"modified":"2022-05-09T21:42:36","modified_gmt":"2022-05-10T00:42:36","slug":"cenario-politico-muda-desde-o-lula-de-20-anos-atras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cenario-politico-muda-desde-o-lula-de-20-anos-atras\/","title":{"rendered":"Cen\u00e1rio pol\u00edtico muda desde o Lula de 20 anos atr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 20 anos, o ex-presidente Lula (PT) iniciava a sua primeira campanha pol\u00edtica capaz de lev\u00e1-lo \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Neste s\u00e1bado (7), ao lan\u00e7ar a sua pr\u00e9-candidatura, Lula come\u00e7a uma campanha que deve ser capaz de passar por novos obst\u00e1culos para ser eleito: crise institucional, um advers\u00e1rio da extrema-direita e produ\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o em escala industrial.<\/p>\n<p>Hoje, a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e9 \u201ccompletamente diferente\u201d, nas palavras de Carolina Botelho, pesquisadora do Doxa \u2013 Laborat\u00f3rio de Estudos Eleitorais, de Comunica\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica e Opini\u00e3o P\u00fablica, do Instituto de Estudos Sociais e Pol\u00edticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ).<\/p>\n<p><strong>Em dire\u00e7\u00e3o ao centro<\/strong><br \/>\nAntes de 2002, Lula perdeu a elei\u00e7\u00e3o presidencial para Fernando Collor de Mello em 1989 e para Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998. Nos tr\u00eas cen\u00e1rios eleitorais, o petista se mostrou aos brasileiros como um candidato de esquerda e cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s elites capitalistas internacionais, mas cuja imagem foi se dissipando ao longo dos anos.<\/p>\n<p>Em 2002, Lula j\u00e1 se tornou o \u201cLulinha paz e amor\u201d, um candidato mais moderado e flex\u00edvel em rela\u00e7\u00e3o ao mercado e aberto ao centro com o empres\u00e1rio Jos\u00e9 Alencar como candidato \u00e0 Vice-Presid\u00eancia.<\/p>\n<p>Hoje, oficialmente pr\u00e9-candidato \u00e0 Presid\u00eancia, o petista volta ao perfil conciliador, capaz de unir diferentes setores da sociedade, em torno de um discurso de esperan\u00e7a e uni\u00e3o, o que ficou mais evidente com a chegada de Geraldo Alckmin (PSB), antigo advers\u00e1rio pol\u00edtico de Lula, para compor a chapa deste ano.<\/p>\n<p>Botelho afirma que o movimento de 2002 em escolher Jos\u00e9 Alencar \u00e9 \u201cpraticamente o mesmo\u201d movimento de hoje pela escolha de Alckmin. \u201c\u00c9 de mostrar que ele est\u00e1 se comunicando para al\u00e9m da sua base eleitoral, de falar que est\u00e1 disposto a ir mais ao centro, devido ao momento que \u00e9 t\u00e3o disfuncional. \u00c9 um senhor aviso que ele tenta dar para a sociedade de que ele precisa do voto n\u00e3o s\u00f3 da esquerda, mas de outros grupos tamb\u00e9m democr\u00e1ticos\u201d, diz Botelho.<\/p>\n<p><strong>Embates e negocia\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nEm 2002, Lula colocou a roupa do empresariado e falou com o mercado por meio da Carta ao Povo Brasileiro, em que prometeu, caso eleito, um governo sem rupturas e de manuten\u00e7\u00e3o do trip\u00e9 macroecon\u00f4mico \u2013 c\u00e2mbio flutuante, meta de infla\u00e7\u00e3o e meta fiscal \u2013 concretizado anteriormente por FHC.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m naquele ano, Lula focou na gera\u00e7\u00e3o de empregos e no crescimento econ\u00f4mico diante de uma crise econ\u00f4mica que abalava o pa\u00eds. A promessa de hoje \u00e9 a mesma, ainda mais com Alckmin na chapa: reconstruir o pa\u00eds, gerar emprego e renda e aumentar os investimentos no pa\u00eds, sem mexer nas metas econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>O desafio parece ser assegurar a promessa de que ir\u00e1 se manter nos pilares da responsabilidade fiscal, mas concili\u00e1-los com um Estado garantidor de direitos \u2013 os quais, para a esquerda, pol\u00edticas recentes como a Reforma Trabalhista e o Teto de Gastos foram medidas que pioraram as condi\u00e7\u00f5es dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Entretanto, \u201cdo ponto de vista comparativo de 2002, havia um temor muito grande de que a agenda de Fernando Henrique Cardoso e seus ministros fosse colocada de lado, e que viesse uma agenda completamente oposta \u00e0quele tipo de orienta\u00e7\u00e3o macroecon\u00f4mica em especial, mas n\u00e3o foi isso que aconteceu\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente for rememorar o governo Lula, teve tamb\u00e9m sinaliza\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 sociais, mas respondeu aos anseios dos grupos mais liberais. A Reforma da Previd\u00eancia dele [aprovada no final de 2003] n\u00e3o foi uma reforma bobinha, foi uma reforma muito importante, mexeu com toda a estrutura do servi\u00e7o p\u00fablico, fora outras quest\u00f5es tamb\u00e9m\u201d, afirma Botelho.<\/p>\n<p>Nesse ponto, a pesquisadora n\u00e3o v\u00ea grandes diferen\u00e7as entre as agendas econ\u00f4micas do Partido dos Trabalhadores (PT) e de um Alckmin que at\u00e9 pouco tempo pertencia ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mesmo partido do qual FHC fez parte.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o vejo um radicalismo da parte do Lula e nem vejo que essas bandeiras, que s\u00e3o mais tradicionais do partido, sejam muito opostas ao que o Alckmin pensa exatamente da economia. Tamb\u00e9m n\u00e3o vejo coisas contradit\u00f3rias. Acho que d\u00e1 pra compor uma agenda de responsabilidade fiscal, que \u00e9 o que os dois concordam, mas com a ideia de inserir outros grupos no ambiente\u201d, avalia Botelho.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, Lula est\u00e1 dizendo h\u00e1 anos que \u00e9 necess\u00e1rio ter responsabilidade fiscal como uma medida, mas tamb\u00e9m inserir uma parcela grande popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 completamente desprovida de servi\u00e7os do Estado.<\/p>\n<p>Recentemente, o ex-presidente afirmou que \u201c\u00e9 preciso incluir o pobre no or\u00e7amento da Uni\u00e3o e o rico no imposto de renda. Na hora que fizermos isso, vamos come\u00e7ar a fazer uma distribui\u00e7\u00e3o de riqueza nesse pa\u00eds para transform\u00e1-lo em um Estado de bem-estar social\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que o petista faz esse tipo de sinaliza\u00e7\u00e3o. Ainda em 2013, ele j\u00e1 havia dito que \u201ca fome n\u00e3o ser\u00e1 erradicada se os pobres n\u00e3o forem inclu\u00eddos no or\u00e7amento do governo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Congresso e nos estados<\/strong><br \/>\nOs embates e as negocia\u00e7\u00f5es ocorrer\u00e3o no Congresso Nacional e com os governadores. Por isso, um dos desafios da campanha \u00e9 trazer para o centro dos palanques candidaturas de governadores, senadores e deputados alinhados ao programa econ\u00f4mico da chapa Lula-Alckmin.<\/p>\n<p>Durante o evento em que o Solidariedade oficializou apoio \u00e0 chapa, o ex-presidente afirmou que n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil concretizar as reformas. Para tornar as coisas mais f\u00e1ceis num poss\u00edvel governo, Lula pediu a uni\u00e3o de for\u00e7as para \u201celeger uma maioria de deputados que est\u00e3o comprometidos com os discursos\u201d da alian\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cSe eu chegar em qualquer lugar, tem que ter uma lista de deputados e senadores nossos. \u00c9 desse jeito que a gente tem que lutar se quiser mudar esse pa\u00eds. Voc\u00eas sabem que o jogo \u00e9 pesado\u201d, disse o ex-presidente.<\/p>\n<p>Segundo Mayra Goulart, professora de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais (PPGCS) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), um governo Lula dever\u00e1 ser capaz de recuperar \u201cum padr\u00e3o est\u00e1vel de coaliz\u00e3o\u201d com os partidos, e isso dever\u00e1 ficar evidente durante a campanha.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 interessante essa preocupa\u00e7\u00e3o com a governabilidade, com o padr\u00e3o de coaliz\u00e3o. E isso \u00e9 importante para campanha tamb\u00e9m, para mostrar aos atores pol\u00edticos que n\u00e3o se est\u00e1 vislumbrando nenhum tipo de guinada radical, mas sim um governo dentro dos marcos da democracia constitucional que inclua diferentes for\u00e7as pol\u00edticas com suas respectivas ideologias\u201d, afirma Goulart. \u201cIsso \u00e9 um governo de coaliz\u00e3o: atrair para dentro do governo partidos e atores de diferentes ideologias, com diferentes entendimentos da pol\u00edtica, aumentando a pluralidade do governo.\u201d<\/p>\n<p>Hoje, o Partido Liberal (PL), que abriga o presidente Jair Bolsonaro desde novembro passado, se consagrou como o maior partido da C\u00e2mara dos Deputados, com 73 assentos, depois de encerrada a janela partid\u00e1ria.<\/p>\n<p>Na segunda posi\u00e7\u00e3o est\u00e1 o Partido Progressista (PP), que gira em torno da rede de apoio a Bolsonaro, com 59 parlamentares. O PT aparece em terceira posi\u00e7\u00e3o, com 56, mas j\u00e1 seguido por outra sigla da base do atual presidente, o Republicanos, com 46 deputados.<\/p>\n<p><strong>Extrema-direita<\/strong><br \/>\nEmbora tenha voltado ao perfil conciliador, o Lula de terno de 2002 n\u00e3o \u00e9 o mesmo com gravata verde e amarela que est\u00e1 na capa da \u00faltima publica\u00e7\u00e3o da revista estadunidense \u201cTime\u201d. Hoje o pr\u00e9-candidato precisa lidar ainda com a crise institucional gerada, em partes, pelo atual governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro (PL), o que ir\u00e1 impactar em um Lulinha menos paz e amor, com posi\u00e7\u00f5es mais firmes e acirradas. Isso tamb\u00e9m \u00e9 novidade.<\/p>\n<p>Segundo Mayra Goulart, o falecido En\u00e9as Carneiro, do Partido de Reedifica\u00e7\u00e3o da Ordem Nacional (PRONA), que se candidatou tr\u00eas vezes \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (1989, 1994 e 1998), era um representante da extrema-direita ou direita nacionalista expressivo, mas que nunca teve popularidade suficiente para ser um forte candidato. \u201cCom a morte dele, fica um certo vazio no legislativo para essa representa\u00e7\u00e3o\u201d, e depois Bolsonaro se tornou uma novidade pela for\u00e7a eleitoral que conseguiu angariar.<\/p>\n<p>Soma-se a isso o \u201cprocesso de esgar\u00e7amento da democracia liberal e das institui\u00e7\u00f5es, que vem desde 2014\u201d, com alguns marcos como a contesta\u00e7\u00e3o do resultado eleitoral de 2014, por A\u00e9cio Neves do PSDB, e a Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato.<\/p>\n<p>Durante o governo Bolsonaro, esse \u201cprocesso de esgar\u00e7amento e esvaziamento das institui\u00e7\u00f5es da democracia liberal \u00e9 acelerado\u201d, afirma Goulart.<\/p>\n<p>A leitura \u00e9 a mesma da cientista pol\u00edtica Carolina Botelho. \u201cA gente tem uma grave crise institucional, com problemas s\u00e9rios na rela\u00e7\u00e3o entre as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.\u201d Nesse sentido, a professora acredita que a campanha de Lula deve ser orientada para atender a essas quest\u00f5es. \u201c\u00c9 at\u00edpico. De forma in\u00e9dita, ele tem um desafio de tentar reunir as institui\u00e7\u00f5es para criar ambiente de mais paz entre elas\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nUma das ferramentas utilizadas durante a campanha pela extrema-direita em todo o mundo \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de not\u00edcias falsas em escala industrial. Nesse aspecto, \u201cBolsonaro \u00e9 um especialista em externalizar fake news. Ele se especializou nisso, e em 2018 se beneficiou muito dessa ferramenta\u201d, pontua Botelho.<\/p>\n<p>Na mesma linha, Mayra Goulart afirma que o \u201cbolsonarismo trabalha com fake news, a partir da estrat\u00e9gia de identificar nichos de eleitores e produzir conte\u00fado espec\u00edfico para tais nichos, refor\u00e7ando a identidade desses grupos. [O bolsonarismo] n\u00e3o apresenta informa\u00e7\u00f5es e dados gerais da sociedade, faz o que a gente chama de \u2018target\u2019\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOutra estrat\u00e9gia de campanha do bolsonarismo \u00e9 a ideia de que o eleitor deixa de ser um mero receptor da campanha, mas passa a ser tamb\u00e9m um replicador, quando via WhatsApp replica essas ideias\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Goulart tamb\u00e9m cita a estrat\u00e9gia de criar um medo da setores da esquerda no poder. Isso porque o \u201cconceito de esquerda \u00e9 um conceito que flutua de acordo com o grupo social. A esquerda pode significar \u00eanfase nas liberdades sexuais para um determinado grupo, mas tamb\u00e9m intervencionismo econ\u00f4mico para outro. E a\u00ed esse medo de uma ideia de esquerda faz com que diferentes grupos, com diferentes interesses e identidades acabem se aglutinando no que a gente est\u00e1 chamando de espectro bolsonarista\u201d.<\/p>\n<p>A partir disso, uma estrat\u00e9gia \u201cinteressante\u201d para se contrapor a esse modelo \u00e9 n\u00e3o se apresentar diretamente como esquerda, mas como uma \u201cfrente ampla, em defesa da democracia, porque assim o Lula desmonta um pouco dessa armadilha\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 o que pr\u00e9-candidato tem feito. No lan\u00e7amento da pr\u00e9-candidatura, o petista afirmou que o evento n\u00e3o se tratou de um \u201cato pol\u00edtico\u201d, mas de uma \u201cconclama\u00e7\u00e3o aos homens e mulheres de todas as gera\u00e7\u00f5es, todas as classes, religi\u00f5es, ra\u00e7as e regi\u00f5es do pa\u00eds, para reconquistar a democracia e recuperar a soberania\u201d.<\/p>\n<p><strong>O que dizem aliados<\/strong><br \/>\nA deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) acredita que a constru\u00e7\u00e3o de uma comunica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica \u00e9 um dos principais desafios para ampliar o eleitorado. \u201cQuando eu falo em amplia\u00e7\u00e3o, estou falando de for\u00e7as pol\u00edticas e de comit\u00eas populares, porque a forma de a gente enfrentar essa forma de comunica\u00e7\u00e3o massiva de fake news \u00e9 o comit\u00ea popular, entrar nos territ\u00f3rios. Mas a amplia\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, n\u00e3o deixar que o isolamento seja nosso, mas do advers\u00e1rio, \u00e9 decisivo.\u201d<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s precisamos ter uma estrat\u00e9gia acertada de comunica\u00e7\u00e3o e bloquear a ilegalidade ao mesmo tempo. N\u00f3s temos que ter o discurso certo e a estrat\u00e9gia certa para conseguir comunicar com o povo\u201d, afirmou a deputada ao Brasil de Fato.<\/p>\n<p>O tamb\u00e9m deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) afirmou que a \u201celei\u00e7\u00e3o de 2022 \u00e9 completamente diferente de todas as outras e muito diferente de 2002\u201d. E um dos fatores que marca a diferen\u00e7a \u00e9 como s\u00e3o feitas as disputas de redes e de narrativas.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente fala de fake news, n\u00e3o s\u00e3o mentiras. Fake news \u00e9 a disputa da verdade. \u00c9 mais sofisticada, e a gente precisa se preparar para isso. N\u00e3o adianta a gente achar que falando a verdade a gente vai disputar a realidade. A gente precisa entender os mecanismos das ferramentas, chamar uma juventude e se preparar para uma guerra. N\u00e3o ser\u00e1 uma elei\u00e7\u00e3o de disputa de programas, mas de disputa de narrativas\u201d, afirma Freixo.<\/p>\n<p>Para o senador Jean Paul Prates (PT-RN) tal disputa tamb\u00e9m \u00e9 um dos grandes desafios dessa campanha. \u201cEm geral quem tem sucesso nas redes sociais no mundo todo infelizmente \u00e9 quem \u00e9 pol\u00eamico, traz teses sem sustenta\u00e7\u00e3o, porque para ser pol\u00eamico e r\u00e1pido n\u00e3o se pode sustentar em grandes teses. Como a gente combate isso sendo s\u00e9rio?\u201d, questiona.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 20 anos, o ex-presidente Lula (PT) iniciava a sua primeira campanha pol\u00edtica capaz de lev\u00e1-lo \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. 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