{"id":285492,"date":"2022-05-13T00:23:02","date_gmt":"2022-05-13T03:23:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=285492"},"modified":"2022-05-13T07:25:06","modified_gmt":"2022-05-13T10:25:06","slug":"modelo-de-alcoolicas-anonimas-comeca-a-fazer-sucesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/modelo-de-alcoolicas-anonimas-comeca-a-fazer-sucesso\/","title":{"rendered":"Modelo de Alco\u00f3licas An\u00f4nimas come\u00e7a a fazer sucesso"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa sobre o alcoolismo feminino nos grupos de Alco\u00f3licos An\u00f4nimos (AA) mostra que o tratamento das mulheres pode ser mais eficiente quando os encontros dos participantes s\u00e3o realizados apenas com pessoas do sexo feminino. O estudo, conduzido por pesquisadores da Escola de Artes, Ci\u00eancias e Humanidades da Universidade de S\u00e3o Paulo (EACH-USP), foi publicado na revista Drug and Alcohol Review .<\/p>\n<p>Segundo o autor da pesquisa, o professor Edemilson de Campos, as mulheres relataram sentirem-se menos acolhidas e mais expostas nos grupos mistos. O programa terap\u00eautico do AA se baseia no compartilhamento de experi\u00eancias e de viv\u00eancias.<\/p>\n<p>\u201cNas reuni\u00f5es onde elas participam com os homens, muitas vezes elas t\u00eam dificuldade para expor quest\u00f5es \u00edntimas, quest\u00f5es mais pessoais, que envolve, por exemplo, a quest\u00e3o da sexualidade ou quest\u00f5es afetivas. Elas se sentem intimidadas pelos homens e tamb\u00e9m, em alguns casos, se referem a ass\u00e9dio, a brincadeiras sexistas, que os homens fazem\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPelo que eu constatei, em entrevistas e tamb\u00e9m na observa\u00e7\u00e3o dessas reuni\u00f5es, algumas mulheres conseguem participar de reuni\u00f5es mistas, mas a maioria ou a maior parte n\u00e3o consegue, elas acabam muitas vezes abandonando o tratamento por conta disso\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O pesquisador ressalta que o alcoolismo feminino enfrenta preconceito maior na sociedade do que o masculino. Segundo ele, a mulher alco\u00f3latra \u00e9 muito mais estigmatizada, ou seja, mesmo que sofra da mesma doen\u00e7a, ser dependente de \u00e1lcool para a mulher \u00e9 mais \u201cdesonroso\u201d do que para o homem.<\/p>\n<p>\u201cO uso de bebidas alco\u00f3licas por homens e mulheres a sociedade v\u00ea de forma diferenciada. Para a sociedade, a mulher assumir que ela tem o alcoolismo \u00e9 uma quest\u00e3o dif\u00edcil, existe um preconceito muito forte da mulher alcoolista, e da mulher que bebe tamb\u00e9m. Isso dificulta para que ela assuma que est\u00e1 realmente dependente do \u00e1lcool. \u00c9 um problema da sociedade como um todo, que reflete no pr\u00f3prio AA\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o \u00faltimo invent\u00e1rio feito pelo AA, em 2018, cerca de 13% dos participantes eram mulheres. Na capital paulista, de acordo com o pesquisador, dos 120 grupos existentes na cidade, apenas dois realizam reuni\u00f5es exclusivamente femininas.<\/p>\n<p>\u201cE \u00e9 nesse espa\u00e7o feminino, da reuni\u00e3o feminina, que as mulheres se sentem mais acolhidas. Entre pares, entre iguais, enfim, do ponto de vista de g\u00eanero, a\u00ed elas conseguem compartilhar melhor as suas experi\u00eancias. Esse espa\u00e7o de g\u00eanero \u00e9 muito importante para a recupera\u00e7\u00e3o das mulheres\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa sobre o alcoolismo feminino nos grupos de Alco\u00f3licos An\u00f4nimos (AA) mostra que o tratamento das mulheres pode ser mais eficiente quando os encontros dos participantes s\u00e3o realizados apenas com pessoas do sexo feminino. 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