{"id":285964,"date":"2022-05-20T03:01:01","date_gmt":"2022-05-20T06:01:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=285964"},"modified":"2022-05-20T02:59:10","modified_gmt":"2022-05-20T05:59:10","slug":"voto-definira-se-brasil-ganha-alforria-ou-vai-para-a-masmorra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/voto-definira-se-brasil-ganha-alforria-ou-vai-para-a-masmorra\/","title":{"rendered":"Voto definir\u00e1 se Brasil ganha alforria ou vai para a masmorra"},"content":{"rendered":"<p>Diferente de tudo que j\u00e1 vimos no Brasil desde o Imp\u00e9rio, as elei\u00e7\u00f5es de 2022 vem sendo encarada como algo muito al\u00e9m do partidarismo, muito acima das discuss\u00f5es sobre ideias ou propostas. Longe de estar definida, a disputa presidencial envolvendo dois extremos est\u00e1 bem pr\u00f3xima do lit\u00edgio pol\u00edtico-religioso, do confronto entre os bons contra os maus. N\u00e3o sei bem onde querem chegar com essa boa nova, mas ela est\u00e1 posta. E a a partir dela tudo pode acontecer. Seja qual for o resultado, est\u00e1 claro que o Brasil n\u00e3o ser\u00e1 mais o mesmo ap\u00f3s o resultado do pleito de outubro.<\/p>\n<p>Depois de alguns contratempos extempor\u00e2neos em anos que devem ser esquecidos, 2022 passar\u00e1 para a hist\u00f3ria do Brasil como o per\u00edodo das nuances ou trag\u00e9dias anunciadas. Associada ao descaso do governo, a Covid 19 matou quase 670 mil compatriotas, mas, sabe-se l\u00e1 porque, n\u00e3o assusta mais nem os idosos. Al\u00e9m disso, o presidente da Rep\u00fablica de Bananas cruzou oceanos apenas para, veladamente, manifestar apoio \u00e0 mortandade de milhares de ucranianos. Parece que vivemos um ano de amarras soltas. At\u00e9 os portugueses, que n\u00e3o nos querem por l\u00e1, reassumiram o Brasil e tomaram conta dos principais clubes de futebol.<\/p>\n<p>Divindades do nosso imagin\u00e1rio e acostumadas a terreiros espec\u00edficos, Exu e Pomba Gira foram presen\u00e7as marcantes no carnaval fora de \u00e9poca da Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed. Falando em futebol, ap\u00f3s t\u00edtulos regionais nacionais e continentais em profus\u00e3o, Flamengo, Palmeiras e Atl\u00e9tico Mineiro ainda n\u00e3o conseguiram recuperar o futebol esquecido em 2019, 2020 e 2021. No pior dos cen\u00e1rios, propriet\u00e1rios de ve\u00edculos automotores se viram obrigados a vender seus carros para comprar meia d\u00fazia de litros de gasolina. Como o presidente foge de suas responsabilidades, desemprego e fome viraram desafios para super-her\u00f3is e estudiosos da resili\u00eancia de um povo desesperan\u00e7oso.<\/p>\n<p>Os tempos realmente s\u00e3o outros. Aparentemente, at\u00e9 quem nos explorava nos abandonou. Tido e havido como nosso comandante em chefe, o mandat\u00e1rio dos Estados Unidos quer dist\u00e2ncia do colega brasileiro. E o que dizer de amizades longas rompidas por causa de pol\u00edticos ou da pol\u00edtica? O Brasil est\u00e1 de ponta cabe\u00e7a? Parece que sim. Nada est\u00e1 no lugar. A come\u00e7ar pelo l\u00edder que deveria governar, nada mais tem clareza. Esse est\u00e1gio de absoluta in\u00e9rcia indica que, em 2022, tudo pode acontecer, inclusive ficar o dito pelo n\u00e3o dito. Esse talvez fosse o melhor caminho. Voltar\u00edamos \u00e0 fase em que t\u00ednhamos certeza de que o Brasil era nosso. Era um tempo em que, apesar de nada ser daquele presidente, pelo menos o cercadinho era de todos.<\/p>\n<p>E o que nos restou? De concreto, apenas a (in) certeza de que estamos bem pr\u00f3ximos da alforria ou da masmorra definitiva. O fato \u00e9 que, a menos de cinco meses das elei\u00e7\u00f5es gerais, a varia\u00e7\u00e3o do card\u00e1pio presidencial est\u00e1 limitada a dois pratos feitos: lula com chuchu e jil\u00f3 avinagrado com pimenta malagueta. Se tudo der errado, talvez sirvam um caldo verde requentado. A sobremesa \u00e9 que depender\u00e1 do resultado. Pode ser que tenhamos um sururu nordestino \u00e0 paulista ou, quem sabe, picadinho de fil\u00e9 mignon com leite condensado. \u00c9 bom termos cuidado, pois, de acordo com a escolha, ainda teremos de lustrar pr\u00f3teses penianas para a lux\u00faria p\u00f3s-piquenique.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que voltaremos \u00e0quele long\u00ednquo passado? Tomara que n\u00e3o. Era um per\u00edodo em que n\u00e3o t\u00ednhamos vez e nem voz. No m\u00e1ximo, resmung\u00e1vamos silenciosamente contra quem, acintosa e descaradamente, nos vilipendiava. Ap\u00f3s o dom\u00ednio sobre nossas ideias, cara feia e gritos incomodam, mas n\u00e3o assusta mais. Hoje, estamos convictos de que na bunda n\u00e3o vai dinha. O ultrapassado roteiro do fanatismo da direita objetiva amenizar o medo que o script da esquerda vem despertando. Tentam construir vers\u00f5es fantasiosas, inventar factoides e gerar medos para desviar focos. N\u00e3o adianta. Afinal, quem nasceu pardal jamais crescer\u00e1 carcar\u00e1. E vamos que vamos.<\/p>\n<p><strong>*Mathuzal\u00e9m J\u00fanior \u00e9 jornalista profissional desde 1978<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferente de tudo que j\u00e1 vimos no Brasil desde o Imp\u00e9rio, as elei\u00e7\u00f5es de 2022 vem sendo encarada como algo muito al\u00e9m do partidarismo, muito acima das discuss\u00f5es sobre ideias ou propostas. 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