{"id":286607,"date":"2022-05-30T04:24:01","date_gmt":"2022-05-30T07:24:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=286607"},"modified":"2022-05-30T05:27:39","modified_gmt":"2022-05-30T08:27:39","slug":"criancas-brasileiras-vao-mostrar-nosso-cinema-em-paris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/criancas-brasileiras-vao-mostrar-nosso-cinema-em-paris\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as brasileiras v\u00e3o mostrar nosso cinema em Paris"},"content":{"rendered":"<p>Fundadora da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) Raiar, a professora e diretora do Programa Imagens em Movimento (PIM), Ana Dillon, embarcou para a Fran\u00e7a, acompanhada por seis estudantes dos n\u00edveis m\u00e9dio e fundamental da rede p\u00fablica de ensino. O grupo participar\u00e1 do encontro internacional \u00c0 nous le cinema! Une experience internationale de cin\u00e9ma \u00e0 l&#8217;\u00e9cole em Pantin, na periferia de Paris.<\/p>\n<p>O evento acontece de 1\u00ba a 3 de junho, pela primeira vez presencialmente desde o in\u00edcio da pandemia de covid-19, e permitir\u00e1 aos estudantes brasileiros apresentarem os filmes realizados em suas escolas. Os seis alunos s\u00e3o moradores do Rio de Janeiro, de Cama\u00e7ari (BA) e V\u00e1rzea Paulista (SP). O retorno ao Brasil est\u00e1 previsto para 5 de junho.<\/p>\n<p>O Programa Imagens em Movimento (PIM) foi criado h\u00e1 12 anos por Ana Dillon, com o objetivo de oferecer oficinas de cria\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o art\u00edstica em escolas p\u00fablicas. \u201cA gente trabalha com cinema, m\u00fasica, express\u00e3o corporal\u201d, disse Ana \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. As oficinas ocorrem em hor\u00e1rios fora das aulas normais, de modo a promover ocupa\u00e7\u00e3o integral no hor\u00e1rio escolar. \u201cSe os alunos estudam pela manh\u00e3, eles participam \u00e0 tarde; se eles s\u00e3o da tarde, as oficinas acontecem de manh\u00e3. \u00c9 uma forma de fazer com que o hor\u00e1rio deles na escola seja mais extenso\u201d.<\/p>\n<p><strong>Rede<\/strong><br \/>\nO PIM \u00e9 uma parceria pioneira na Am\u00e9rica Latina, com uma rede mundial de 16 organiza\u00e7\u00f5es dedicadas ao ensino de cinema e audiovisual em escolas, chamada Cinema, 100 anos de juventude. A rede conta com a orienta\u00e7\u00e3o geral do cineasta e professor Alain Bergala, considerado refer\u00eancia mundial no campo da pedagogia do cinema. Ele defende o ensino do cinema para crian\u00e7as e adolescentes na escola.<\/p>\n<p>Bergala foi orientador de mestrado de Ana Dillon na Fran\u00e7a e j\u00e1 estudava, \u00e0 \u00e9poca, como a educa\u00e7\u00e3o ganha com o ensino do cinema nas escolas, como a educa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica pode contribuir para uma educa\u00e7\u00e3o inovadora, que seja diferente dos moldes tradicionais e, ao mesmo tempo, como o cinema pode se alimentar de novos olhares, \u201cdesses olhares frescos e jovens, que s\u00e3o os de crian\u00e7as e adolescentes\u201d, destacou a cineasta.<\/p>\n<p>A ideia, afirmou Ana, \u00e9 juntar professores, cineastas e estudantes para olhar para o cinema e, juntos, discutir e debater o que \u00e9 fazer cinema, partindo da ideia de que n\u00e3o h\u00e1 forma certa ou errada. \u201cO que interessa \u00e9 que a gente aprenda junto, que a gente troque olhares, ideias, percep\u00e7\u00f5es. O trabalho parte muito dessa premissa\u201d.<\/p>\n<p>O evento marca o encontro anual da rede Cinema, 100 anos de juventude, criada em 1995. Cada um dos 16 pa\u00edses participantes vai exibir dois filmes. O Brasil ser\u00e1 representado por um curta-metragem do Rio de Janeiro e outro de Cama\u00e7ari (BA). Al\u00e9m dos dois estudantes que representar\u00e3o suas escolas no evento com os filmes produzidos, mais quatro alunos de escolas p\u00fablicas v\u00e3o participar dos debates, embora n\u00e3o tenham seus filmes projetados.<\/p>\n<p>O resultado, segundo Ana Dillon, \u00e9 bastante positivo. \u201cSurge uma troca de experi\u00eancias. S\u00e3o pa\u00edses de contextos sociais e culturais muito diversos\u201d. Entre os participantes est\u00e3o Jap\u00e3o, Finl\u00e2ndia, Uruguai, M\u00e9xico, It\u00e1lia, Inglaterra, Esc\u00f3cia e Brasil. As trocas abrangem n\u00e3o s\u00f3 a esfera cinematogr\u00e1fica, mas tamb\u00e9m de vida, porque os filmes s\u00e3o todos inspirados nas viv\u00eancias dos estudantes. Nas pel\u00edculas, eles falam de suas vidas, dos lugares onde moram, das quest\u00f5es que est\u00e3o na ordem do dia para cada um. \u201cOs debates tratam tanto da constru\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, quanto das hist\u00f3rias contadas, das inspira\u00e7\u00f5es que mobilizaram a rede\u201d.<\/p>\n<p>Cada organiza\u00e7\u00e3o que participa da rede encontra recursos para financiar as oficinas e viagens por conta pr\u00f3pria. No caso da Raiar, que participa da rede desde 2011, a ONG tem com patroc\u00ednios culturais de empresas pelas leis federal e municipal de Incentivo \u00e0 Cultura.<\/p>\n<p><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nAna Dillon informou que ao longo desses 12 anos do programa, foram exibidos no encontro internacional 18 filmes produzidos por alunos de escolas p\u00fablicas brasileiras. Em 2020 e 2021, em raz\u00e3o da pandemia de covid-19, o evento ocorreu de forma virtual, impedindo os filmes de serem exibidos presencialmente.<\/p>\n<p>J\u00e1 participaram do Programa Imagens em Movimento cerca de 1.400 alunos e 100 educadores de todo o pa\u00eds, com a produ\u00e7\u00e3o de mais de 160 filmes nas oficinas. Este ano, os eixos tem\u00e1ticos do PIM est\u00e3o voltados para as quest\u00f5es da identidade, do territ\u00f3rio, da cultura afro-brasileira e da diversidade de g\u00eaneros. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cintegrar os estudantes brasileiros neste contexto de vanguarda mundial em condi\u00e7\u00e3o de igualdade, contribuindo para a travessia de alguns abismos sociais que, tradicionalmente, isolam os estudantes da rede p\u00fablica&#8221;, disse Ana Dillon. Os curtas-metragens produzidos pelos alunos s\u00e3o enviados tamb\u00e9m para festivais nacionais e internacionais estudantis.<\/p>\n<p>No final do ano, s\u00e3o feitas mostras abertas e gratuitas no \u00e2mbito do programa. S\u00e3o exibidos na ocasi\u00e3o filmes de parceiros estrangeiros tamb\u00e9m. \u201cIsso deve acontecer em dezembro, em salas de cinema, em eventos abertos ao p\u00fablico e gratuitos, no Rio de Janeiro\u201d. Ser\u00e3o feitas ainda vers\u00f5es menores em outras cidades, como Vit\u00f3ria, V\u00e1rzea Paulista, Cama\u00e7ari e Maca\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundadora da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) Raiar, a professora e diretora do Programa Imagens em Movimento (PIM), Ana Dillon, embarcou para a Fran\u00e7a, acompanhada por seis estudantes dos n\u00edveis m\u00e9dio e fundamental da rede p\u00fablica de ensino. O grupo participar\u00e1 do encontro internacional \u00c0 nous le cinema! 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