{"id":287237,"date":"2022-06-10T00:15:48","date_gmt":"2022-06-10T03:15:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=287237"},"modified":"2022-06-10T10:11:06","modified_gmt":"2022-06-10T13:11:06","slug":"variola-do-macaco-demora-mas-enfim-chega-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/variola-do-macaco-demora-mas-enfim-chega-ao-brasil\/","title":{"rendered":"Var\u00edola do Macaco demora mas enfim chega ao Brasil"},"content":{"rendered":"<p>As secretarias Estadual e Municipal da Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo confirmaram nesta quinta (9) o primeiro caso de var\u00edola dos macacos (Monkeypox) no Brasil.<\/p>\n<p>O caso se refere a um homem de 41 anos, residente na cidade de S\u00e3o Paulo, com hist\u00f3rico de viagem para Portugal e Espanha. Ele est\u00e1 internado no Instituto de Infectologia Em\u00edlio Ribas, na capital paulista, desde a \u00faltima segunda-feira (6) e se encontra em bom estado cl\u00ednico. As secretarias informam que todos os contatos desse paciente tamb\u00e9m est\u00e3o sendo monitorados.<\/p>\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o do caso s\u00f3 ocorreu na tarde de hoje, ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz.<\/p>\n<p>As secretarias investigam e monitoram ainda o caso de uma mulher de 26 anos que tamb\u00e9m vive na cidade de S\u00e3o Paulo. A paciente est\u00e1 internada em um hospital p\u00fablico da cidade \u00e9 mantida em isolamento e seu quadro de sa\u00fade \u00e9 est\u00e1vel. Esse caso foi notificado no dia 4 de junho.<\/p>\n<p>Ontem (8), o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou que estava monitorando oito casos suspeitos de var\u00edola dos macacos no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Sobre a doen\u00e7a<\/strong><br \/>\nA var\u00edola dos macacos \u00e9 uma doen\u00e7a causada por v\u00edrus e transmitida pelo contato pr\u00f3ximo\/\u00edntimo com uma pessoa infectada e com les\u00f5es de pele. Segundo a Secretaria Estadual de Sa\u00fade, este contato pode se dar por meio de um abra\u00e7o, beijo, massagens, rela\u00e7\u00f5es sexuais ou secre\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias. A transmiss\u00e3o tamb\u00e9m ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superf\u00edcies que foram utilizadas pelo doente.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 tratamento espec\u00edfico, mas, de forma geral, os quadros cl\u00ednicos s\u00e3o leves e requerem cuidado e observa\u00e7\u00e3o das les\u00f5es. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV\/AIDS, leucemia, linfoma, met\u00e1stase, transplantados, pessoas com doen\u00e7as autoimunes, gestantes, lactantes e crian\u00e7as com menos de 8 anos de idade.<\/p>\n<p>\u201cO Monkeypox causa uma doen\u00e7a mais branda que a var\u00edola (Smallpox), mas em alguns pacientes de risco, como imunossuprimidos e crian\u00e7as, ela pode se desenvolver de forma mais grave\u201d, afirma a diretora do Laborat\u00f3rio de Virologia do Instituto Butantan, Viviane Botosso, em comunicado no site do instituto.<\/p>\n<p>De acordo com a secretaria, os primeiros sintomas associados \u00e0 doen\u00e7a s\u00e3o febre, dor de cabe\u00e7a, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansa\u00e7o. De 1 a 3 dias ap\u00f3s o in\u00edcio desses sintomas, as pessoas desenvolvem les\u00f5es de pele que podem estar localizadas em m\u00e3os, boca, p\u00e9s, peito, rosto e ou regi\u00f5es genitais.<\/p>\n<p>O Instituto Butantan informou que essas les\u00f5es na pele evoluem em cinco est\u00e1gios: m\u00e1cula, p\u00e1pulas, ves\u00edculas, p\u00fastulas e finalmente crostas, est\u00e1gio final, quando as feridas caem. A transmiss\u00e3o do v\u00edrus ocorre, principalmente, quando h\u00e1 contato com essas les\u00f5es.<\/p>\n<p>Para prevenir a doen\u00e7a, a secretaria destaca que \u00e9 importante evitar contato pr\u00f3ximo ou \u00edntimo com a pessoa doente at\u00e9 que todas as feridas tenham cicatrizado; evitar o contato com quaisquer materiais que tenham sido utilizados pela pessoa doente; e higienizar as m\u00e3os, lavando-as frequentemente com \u00e1gua e sab\u00e3o ou \u00e1lcool gel.<\/p>\n<p><strong>Vacina<\/strong><br \/>\nA vacina aplicada contra a var\u00edola humana (smallpox) mantinha alguma prote\u00e7\u00e3o contra a var\u00edola dos macacos (monkeypox). Mas, segundo o Instituto Butantan, esse imunizante deixou de ser aplicado h\u00e1 muito tempo, j\u00e1 que a var\u00edola humana foi erradicada no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980. Com isso, pessoas com idade inferior a 40 anos nunca foram imunizadas no Brasil.<\/p>\n<p>O Butantan informa que, atualmente, h\u00e1 uma vacina contra a var\u00edola humana, indicada tamb\u00e9m contra a var\u00edola dos macacos, produzida pela farmac\u00eautica dinamarquesa Bav\u00e1ria Northean. No entanto, essa vacina n\u00e3o \u00e9 produzida em larga escala, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 um n\u00famero de doses suficiente para distribui\u00e7\u00e3o em escala mundial.<\/p>\n<p>Minist\u00e9rio da sa\u00fade<br \/>\nO Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgou uma nota no final da tarde de hoje confirmando a detec\u00e7\u00e3o do primeiro caso da var\u00edola do macaco no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo a nota, a pasta, por meio da Sala de Situa\u00e7\u00e3o e do Centro de Informa\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas em Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade (CIEVS) Nacional, segue em articula\u00e7\u00e3o direta com o estado de S\u00e3o Paulo e com a capital paulista para monitoramento do caso e o rastreamento dos contatos. &#8220;Todas as medidas de conten\u00e7\u00e3o e controle foram adotadas desde a interna\u00e7\u00e3o do paciente&#8221;, disse o minist\u00e9rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As secretarias Estadual e Municipal da Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo confirmaram nesta quinta (9) o primeiro caso de var\u00edola dos macacos (Monkeypox) no Brasil. 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