{"id":287377,"date":"2022-06-14T05:47:53","date_gmt":"2022-06-14T08:47:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=287377"},"modified":"2022-06-14T10:57:47","modified_gmt":"2022-06-14T13:57:47","slug":"cresce-o-pessimismo-sobre-encontrar-bruno-e-dom-vivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cresce-o-pessimismo-sobre-encontrar-bruno-e-dom-vivos\/","title":{"rendered":"Cresce o pessimismo sobre achar Bruno e Dom vivos"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o confirmada divulgada na segunda-feira, 13, sobre a localiza\u00e7\u00e3o dos corpos de Dom Phillips e Bruno Pereira, as buscas foram retomadas por ind\u00edgenas, bombeiros e militares no mesmo ponto do rio Itu\u00ed em que foram encontrados, neste final de semana pertences do jornalista e sertanista supostos alvos de bandidos que atuam na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Os ind\u00edgenas empenhados nas buscas no leito do rio Itu\u00ed, a cerca de 40 km, ou uma hora e meia de barco do porto de Atalaia, pertencem a Univaja (Uni\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Vale do Javari) \u2013 que acionou os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelas buscas \u2013 e lan\u00e7ou uma pesada sombra de pessimismo sobre as chances de localizar vivos Pereira e Phillips.<\/p>\n<p><strong>Buscas no leito do rio Itu\u00ed<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de uma mochila, um notebook e uma lona azul que, segundo os ind\u00edgenas, \u00e9 semelhante \u00e0 utilizada por integrantes da Univaja, os ind\u00edgenas tamb\u00e9m disseram ter encontrado um documento de um plano de sa\u00fade, utilizado por servidores p\u00fablicos da Uni\u00e3o, em nome de Bruno Pereira.<\/p>\n<p>Em nota, a Pol\u00edcia Federal confirmou as informa\u00e7\u00f5es e disse que encontrou um par de chinelos, um par de botas e um cart\u00e3o do plano de sa\u00fade do indigenista, al\u00e9m de um par de botas e uma mochila do jornalista brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>Na tarde do domingo (12), a <em>Ag\u00eancia P\u00fablica<\/em> acompanhou parte das buscas realizadas pelos ind\u00edgenas da Univaja a cerca de metade do percurso que deveria ter sido cumprido por Pereira e Phillips na manh\u00e3 de domingo (6). O ponto no rio informado pelos ind\u00edgenas fica abaixo das comunidades de S\u00e3o Rafael, na qual testemunhas j\u00e1 disseram \u00e0 pol\u00edcia que o barco da dupla passou pouco antes de desaparecer.<\/p>\n<p>Os ind\u00edgenas informaram sobre a localiza\u00e7\u00e3o dos poss\u00edveis pertences ainda no s\u00e1bado (11) e o local foi isolado pela Pol\u00edcia Federal e por militares. O Corpo de Bombeiros utilizou mergulhadores para recuperar os itens, que foram trazidos ao porto de Atalaia pela Pol\u00edcia Federal no in\u00edcio da noite do domingo.<\/p>\n<p>Em entrevista concedida na margem do rio Itu\u00ed junto ao local das buscas, o integrante da Univaja e indigenista Orlando Possuelo, filho do sertanista Sydney Possuelo, considerado um dos principais defensores dos povos ind\u00edgenas no pa\u00eds, respondeu que n\u00e3o tem mais esperan\u00e7as de encontrar Bruno Pereira com vida.<\/p>\n<p>Perguntado sobre a possibilidade de achar a dupla de desaparecidos com vida, Possuelo demonstrou pessimismo. \u201cN\u00e3o, n\u00e3o acredito nessa possibilidade. Os ind\u00edgenas j\u00e1 falam, a gente j\u00e1 fala isso desde o domingo, a gente j\u00e1 n\u00e3o imaginava\u2026 Um cara experiente, acostumado a andar aqui, \u00e9 um cara que era corajoso tamb\u00e9m por executar esse tipo de trabalho. A gente imaginava que se o pessoal o abordasse de alguma forma, ele ia tentar reagir de alguma forma\u201d, disse Orlando.<\/p>\n<p>O indigenista disse acreditar na hip\u00f3tese de que Bruno tenha sido alvejado pelas costas, sem chance de defesa. \u201cEu acredito que foi uma covardia, por tr\u00e1s, acho que ele nem viu.\u00a0 Na minha cabe\u00e7a, foi dessa forma que aconteceu.\u201d<\/p>\n<p>Beto Marubo, uma das principais lideran\u00e7as ind\u00edgenas do Vale do Javari e tamb\u00e9m integrante da Univaja, disse, numa fala emocionada a diversos ind\u00edgenas reunidos na sede da entidade em Atalaia na noite de s\u00e1bado, que \u201co Bruno era um de n\u00f3s\u201d. \u201cEle e o Dom, que era outro amigo nosso. N\u00f3s chamamos o Dom para mostrar isso que voc\u00eas est\u00e3o mostrando [den\u00fancias de invas\u00f5es dentro da Terra Ind\u00edgena Vale do Javari].\u201d<\/p>\n<p>Nas buscas ao longo do rio Itu\u00ed, que come\u00e7aram ainda na manh\u00e3 do domingo, os ind\u00edgenas organizados pela Univaja tamb\u00e9m apontaram aos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelas buscas uma \u00e1rea de mato \u00e0 beira do rio Itu\u00ed que teria sido amassada pela passagem de um barco nas mesmas dimens\u00f5es da embarca\u00e7\u00e3o desaparecida. O Ex\u00e9rcito isolou esse primeiro local e a Pol\u00edcia Federal realizou uma per\u00edcia.<\/p>\n<p>Cerca de 20 ind\u00edgenas participavam das buscas neste domingo. \u201cO que estamos fazendo \u00e9 vendo se tem alguma marca. Eles tinham encontrado lona, vestimentas. A gente acredita que vai encontrar, estamos em busca da embarca\u00e7\u00e3o, est\u00e1 nessa \u00e1rea, a gente est\u00e1 h\u00e1 v\u00e1rios dias aqui\u201d, disse Orlando Possuelo.<\/p>\n<p>O ind\u00edgena Arlindo Kanamari estava na tarde deste domingo coordenando uma equipe de seis ind\u00edgenas. Ele disse que seria necess\u00e1rio que o governo federal ampliasse as equipes de busca para ajudar o trabalho dos ind\u00edgenas. Ao longo do rio Itu\u00ed, conforme a Ag\u00eancia P\u00fablica verificou neste domingo, barcos do governo, como da Marinha e do Ex\u00e9rcito, sobem e descem o leito do rio, mas n\u00e3o existe um trabalho coordenado de buscas do tipo pente-fino nas margens do rio.<\/p>\n<p>\u201cEra bom [mais gente do governo nas buscas]. A gente tem que ver se algum vest\u00edgio dele, ou da baleeira [um tipo de barco], que est\u00e1 perdida. Era bom, para ter mais apoio, fazer a busca a mais para a gente ter mais gente trabalhando.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o indigenista Orlando Possuelo, os desaparecimentos de Pereira e Dom t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com a pesca predat\u00f3ria na regi\u00e3o. Muitos pescadores invadem os limites da Terra Ind\u00edgena Vale do Javari para capturar e revender carne do peixe pirarucu, por exemplo.<\/p>\n<p>\u201cAs amea\u00e7as incomodam a gente, mas a gente sabe que, trabalhando nessas \u00e1reas que envolvem algum tipo de il\u00edcito, pesca ilegal, sempre esse pessoal fica incomodado quando voc\u00ea tenta organizar alguma coisa para inibir esse tipo de atividade e no caso do monitoramento feito pelos ind\u00edgenas, a vigil\u00e2ncia feita por eles dentro da terra deles. Isso acaba expondo a gente de alguma forma, apesar do trabalho ser executado pelos ind\u00edgenas. Como a gente d\u00e1 apoio, a gente vai sendo alvo. Na maioria das boas causas, a gente sempre acaba se expondo a algum risco. Eu tenho esperan\u00e7a com o que a gente j\u00e1 encontrou e que a gente espera que a gente encontre. E que os envolvidos sejam\u2026 paguem pelo que fizeram, que sejam condenados.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 em ato nesta segunda-feira (13), ind\u00edgenas do Vale do Javari exigiram seguran\u00e7a e o fim das invas\u00f5es predat\u00f3rias a seus territ\u00f3rios; as falas tamb\u00e9m registraram solidariedade \u00e0s fam\u00edlias de Dom Philips e Bruno Pereira.<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o que homenageou os dois teve um forte tom pol\u00edtico e cobrou seguran\u00e7a no territ\u00f3rio do Vale do Javari. Lideran\u00e7as de todo o Vale criticaram o abandono da pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o ao territ\u00f3rio, o que os deixa \u00e0 merc\u00ea dos invasores interessados nos recursos naturais e os exp\u00f5e a situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cBruno foi um grande guerreiro, foi um homem que bateu no peito e falou: \u201ceu vou defender voc\u00eas, eu vou permanecer\u201d. Foi realmente o que aconteceu, ele lutou por n\u00f3s. Nosso protesto \u00e9 pra mostrar que n\u00f3s n\u00e3o somos minoria e que n\u00f3s vamos continuar essa luta protegendo o nosso territ\u00f3rio\u201d, afirmou a lideran\u00e7a Kok\u00e1 Matis, chefe da Aldeia Para\u00edso, segundo a tradu\u00e7\u00e3o feita da fala dela no idioma dos Matis por outra lideran\u00e7a em um palco no centro de Atalaia. Foi l\u00e1 que a manifesta\u00e7\u00e3o estacionou depois de sair da sede da Univaja (Uni\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Vale do Javari) nas primeiras horas da manh\u00e3.<\/p>\n<p>As cr\u00edticas ao governo Bolsonaro e ao abandono da pol\u00edtica indigenista foi frequente na fala das lideran\u00e7as que discursaram ap\u00f3s a manifesta\u00e7\u00e3o estacionar. \u201cAqui est\u00e1 o verdadeiro dono do Brasil, n\u00e3o as pessoas que invadiram as nossas terras pra depois nos violentar. N\u00f3s queremos \u00e9 paz, n\u00e3o queremos viol\u00eancia. Chega de viol\u00eancia. Esse governo Bolsonaro \u00e9 covarde. S\u00e3o pessoas que mandam matar. N\u00f3s n\u00e3o andamos invadindo a terra de ningu\u00e9m. Chega de invadir a nossa terra! Chega de invadir a nossa terra! Isso \u00e9 garantido na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O Bruno se foi pela omiss\u00e3o do governo federal de n\u00e3o garantir a prote\u00e7\u00e3o e a fiscaliza\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas. Esse \u00e9 o governo homicida que mata todo dia brasileiro, \u00edndio, preto. Esse \u00e9 o governo\u201d, afirmou Dyanei da Aldeia Massap\u00ea, tamb\u00e9m segundo a tradu\u00e7\u00e3o feita por outra lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>As not\u00edcias j\u00e1 desmentidas sobre a localiza\u00e7\u00e3o dos corpos de Dom Philips e Bruno Pereira eram refletidas no tom pessimista de algumas falas. Depois de se solidarizar com as fam\u00edlias de Philips e Pereira, o cacique Am\u00e9rico Marubo falou na hip\u00f3tese de que ambos tenham sido assassinados. \u201cEram pessoas que n\u00e3o vinham aqui pra fazer maldade com ningu\u00e9m, mas infelizmente talvez algu\u00e9m tenha assassinado essas pessoas\u201d, disse. \u201cN\u00f3s n\u00e3o estamos aqui para gerar conflitos. O Deus do povo Marubo n\u00e3o fez essa terra pra estar brigando, comercializando. Ele t\u00e1 pedindo a paz para que a sociedade ind\u00edgena que mora no territ\u00f3rio e dos que est\u00e3o aqui, que n\u00e3o gerem conflito em fun\u00e7\u00e3o dessas circunst\u00e2ncias, desse problema da invas\u00e3o. Ele n\u00e3o gosta do governo porque \u00e9 um governo que n\u00e3o pensa e n\u00e3o tem a m\u00ednima solidariedade com ningu\u00e9m\u201d, disse, tamb\u00e9m segundo a tradu\u00e7\u00e3o realizada.<\/p>\n<p>Ataques ao governo Bolsonaro, \u00e0 Funai e seu presidente somaram-se a tamb\u00e9m a cr\u00edticas aos governos locais pela falta de oportunidades de emprego \u00e0 popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o ind\u00edgena local e pela falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e projetos voltados \u00e0 pesca sustent\u00e1vel pelos ribeirinhos da regi\u00e3o do Vale. Uma das hip\u00f3teses com que as autoridades trabalham \u00e9 que o desaparecimento de Philips e Pereira esteja relacionado \u00e0 pesca e ca\u00e7a ilegal na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das falas mais duras foi feita pela lideran\u00e7a Silvana Marubo, l\u00edder das mulheres artes\u00e3s do povo Marubo, feita durante a coletiva de imprensa realizada na sede da Univaja. \u201cN\u00f3s queremos falar \u00e0s fam\u00edlias do Bruno e do Dom que n\u00f3s estamos sentindo a dor que eles est\u00e3o sentindo. O Bruno foi nosso filho, foi nosso irm\u00e3o. Eu sei o quanto elas est\u00e3o sofrendo, o quanto est\u00e3o desesperadas querendo not\u00edcia. N\u00e3o foi uma, nem duas, nem tr\u00eas. Foi v\u00e1rias vezes que o Bruno recebeu amea\u00e7as, recebeu cartas com amea\u00e7as. N\u00f3s tivemos reuni\u00f5es aqui nessa casa, chamamos o Minist\u00e9rio P\u00fablico e ningu\u00e9m fez nada! Nada!\u201d, disse Silvana. \u201cAgora o pr\u00f3prio presidente da Funai quer tirar o deles da reta dizendo que a CR [Coordena\u00e7\u00e3o Regional] do Vale do Javari est\u00e1 sendo protegida. N\u00e3o est\u00e1 sendo protegida. A CR do Vale do Javari n\u00e3o \u00e9 protegida pela Funai! \u00c9 uma grande mentira! Eles nunca nem vieram aqui e n\u00e3o sabem o que os funcion\u00e1rios da Funai passam. Eles n\u00e3o tem armas, n\u00e3o tem como proteger quem t\u00e1 l\u00e1 dentro. Quem deveria proteger era a Pol\u00edcia Federal, e ningu\u00e9m fez nada! Hoje a m\u00e3e deles est\u00e1 chorando\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cEsse governo desde que entrou falou que n\u00e3o ia dar nem um cent\u00edmetro de terra aos povos ind\u00edgenas. Ele n\u00e3o foi um mentiroso. Ele falou a verdade. Ele \u00e9 um covarde. Ele sabe que o \u00edndio depende da terra e hoje ele quer junto com um bando de fazendeiros, agroneg\u00f3cio, invadir terras e entrar onde tem a terra. N\u00f3s estamos aqui junto com nossos homens, no Brasil todo tem mulheres andando lado a lado com os homens. Enquanto v\u00e3o matar um, vai nascer porque n\u00f3s vamos dar fruto! Somos mulheres que geramos frutos. V\u00e3o querer matar e n\u00f3s vamos estar parindo. Bolsonaro n\u00f3s estamos lado a lado dos nossos parentes! Eu quero dizer pra mulher do Bruno e do Dom: n\u00f3s estamos aqui, mulher, com voc\u00eas. N\u00f3s estamos chorando com voc\u00eas!\u201d, concluiu Silvana Marubo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o confirmada divulgada na segunda-feira, 13, sobre a localiza\u00e7\u00e3o dos corpos de Dom Phillips e Bruno Pereira, as buscas foram retomadas por ind\u00edgenas, bombeiros e militares no mesmo ponto do rio Itu\u00ed em que foram encontrados, neste final de semana pertences do jornalista e sertanista supostos alvos de bandidos que atuam na Amaz\u00f4nia. 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