{"id":287771,"date":"2022-06-20T10:13:03","date_gmt":"2022-06-20T13:13:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=287771"},"modified":"2022-06-20T19:33:45","modified_gmt":"2022-06-20T22:33:45","slug":"empresas-que-contratam-lgbt-tem-mais-sucesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/empresas-que-contratam-lgbt-tem-mais-sucesso\/","title":{"rendered":"Empresas que contratam LGBT+ t\u00eam mais sucesso"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa realizada em 2019 pela empresa de consultoria de engajamento Santo Caos, com representantes de recursos humanos de 14 estados brasileiros, revelou que 33% das institui\u00e7\u00f5es t\u00eam restri\u00e7\u00f5es para contratar pessoas LGBTQIAP+. No ano anterior, a empresa de consultoria norte-americana McKinsey realizou um levantamento sobre a performance financeira de mais de mil empresas, e constatou que as que apostavam em diversidade de g\u00eanero tinham um lucro 15% superior \u00e0s demais.<\/p>\n<p>Para Leonardo Drummond, diretor da Diversifica, professor e pesquisador sobre Diversidade Sexual e de G\u00eanero, os ganhos da inclus\u00e3o de g\u00eanero nas empresas v\u00e3o al\u00e9m da receita. &#8220;A empresa que diante de uma pessoa plenamente capacitada, deixa vieses inconscientes atuarem e acabam deixando de contratar pessoas por conta da identidade de g\u00eanero ou orienta\u00e7\u00e3o afetivo-sexual, perde muito. Organiza\u00e7\u00f5es que se preocupam em ter uma equipe diversa s\u00e3o mais bem-sucedidas porque contam com diferentes pontos de vista na tomada de decis\u00f5es, ampliam o leque de talentos, ret\u00e9m mais as pessoas e promovem mais colabora\u00e7\u00e3o e engajamento&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Um levantamento feito pelo LinkedIn revelou que 35% das pessoas LGBTQIAP+ j\u00e1 sofreram discrimina\u00e7\u00e3o por parte de colegas de trabalho, por meio de piadas e coment\u00e1rios preconceituosos. Diante desse dado, Leonardo sugere que as empresas n\u00e3o deixem o dia 28 de junho passar sem nenhuma a\u00e7\u00e3o e invistam em oportunidades para trabalhar o tema, atrav\u00e9s de uma palestra ou de uma roda de conversa, por exemplo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-287772 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/batch-5-LGBT-vertical-1-169x300.jpg\" alt=\"\" width=\"488\" height=\"866\" srcset=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/batch-5-LGBT-vertical-1-169x300.jpg 169w, https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/batch-5-LGBT-vertical-1-768x1365.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 488px) 100vw, 488px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Essas a\u00e7\u00f5es de sensibiliza\u00e7\u00e3o e letramento s\u00e3o o in\u00edcio de um trabalho que deve ser maior, que deve ser feito o ano todo. A gente precisa criar ambientes nas organiza\u00e7\u00f5es para que todas as pessoas se sintam seguras e integradas. Precisamos mostrar que quem n\u00e3o \u00e9 parte da comunidade LGBTQIAP+ pode atuar como pessoas aliadas, o que tamb\u00e9m \u00e9 muito importante. Promover iniciativas neste m\u00eas ajuda a evitar que o ambiente de trabalho se torne um lugar de opress\u00e3o e preconceito. Parece simples, mas isso ajuda a mudar a cultura organizacional&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A equidade nas organiza\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, vai al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es pontuais ou da contrata\u00e7\u00e3o de um ou outro funcion\u00e1rio LGBTQIAP+, por exemplo. O diretor da Diversifica, acredita que a promo\u00e7\u00e3o da igualdade come\u00e7a no processo seletivo. &#8220;Por isso \u00e9 t\u00e3o significativo quando algumas empresas abrem vagas espec\u00edficas para grupos minorizados. As pessoas trans ou travestis, por exemplo, costumam ter um hist\u00f3rico de sair de casa mais cedo, devido \u00e0 n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias. Assim, muitas oportunidades lhe s\u00e3o tiradas. Provavelmente, o curr\u00edculo dessa pessoa estar\u00e1 em defasagem quando comparado com o de um homem branco, h\u00e9tero e cisg\u00eanero. Ent\u00e3o, \u00e9 importante implementar processos seletivos que n\u00e3o sejam t\u00e3o focados no curr\u00edculo, pois essas pessoas s\u00e3o muito competentes e h\u00e1 maneiras de se dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s suas potencialidades nos processos&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>Uma pesquisa realizada pela de consultoria de gest\u00e3o Accenture revelou em 2020 que apenas 31% dos colaboradores LGBTQIAP+ falam abertamente de sua orienta\u00e7\u00e3o afetivo-sexual ou identidade de g\u00eanero no ambiente de trabalho. &#8220;Esses colaboradores e colaboradoras acabam n\u00e3o falando sobre suas vidas pessoais no trabalho para n\u00e3o sofrerem preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o. Omitir a vida pessoal dessa forma inibe v\u00ednculos, conex\u00f5es e n\u00e3o gera proximidade com as equipes e pertencimento com o ambiente de trabalho&#8221;, considera Leonardo.<\/p>\n<p>Levantar a bandeira LGBTQIAP+ nas organiza\u00e7\u00f5es envolve n\u00e3o s\u00f3 a contrata\u00e7\u00e3o, mas a reten\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento das pessoas dentro da empresa. &#8220;N\u00e3o basta assinar a carteira de trabalho, \u00e9 preciso acolher de verdade as pessoas. \u00c9 necess\u00e1rio criar oportunidades de forma\u00e7\u00e3o, possibilitar que elas cres\u00e7am e atinjam cargos de lideran\u00e7a, pois a comunidade LGBTQIAP+ precisa ter representatividade em todos os n\u00edveis hier\u00e1rquicos, n\u00e3o apenas nos cargos de base&#8221;, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa realizada em 2019 pela empresa de consultoria de engajamento Santo Caos, com representantes de recursos humanos de 14 estados brasileiros, revelou que 33% das institui\u00e7\u00f5es t\u00eam restri\u00e7\u00f5es para contratar pessoas LGBTQIAP+. 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