{"id":288668,"date":"2022-07-09T14:18:33","date_gmt":"2022-07-09T17:18:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=288668"},"modified":"2022-07-10T08:27:43","modified_gmt":"2022-07-10T11:27:43","slug":"industria-se-engasga-com-o-trigo-deve-crescer-apenas-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/industria-se-engasga-com-o-trigo-deve-crescer-apenas-1\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria se engasga com o trigo e deve crescer s\u00f3 1%"},"content":{"rendered":"<p>Depois de apresentar um bom crescimento em 2020, em torno de 6% no volume de vendas, o setor de biscoitos, massas e p\u00e3es e bolos industrializados preveem encerrar o ano de 2022 com uma eleva\u00e7\u00e3o menor no volume, em torno de 1%. Apesar de parecer um crescimento pequeno, esse ainda seria um bom resultado, disse Claudio Zan\u00e3o, presidente-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Biscoitos, Massas Aliment\u00edcias e P\u00e3es &amp; Bolos Industrializados (Abimapi).<\/p>\n<p>\u201cNossa expectativa \u00e9 de crescimento de volume em torno de 1% no m\u00e1ximo. Mas se estabilizar em 0% ser\u00e1 um bom resultado tamb\u00e9m\u201d, disse ele, durante o 17\u00ba Congresso Internacional das Ind\u00fastrias. \u201cA nossa categoria de produtos vem se mantendo muito bem durante a pandemia. Houve um crescimento maior em 2020, com o aux\u00edlio-emergencial. Em 2021 e 2022 houve uma queda, mas em paralelo a 2019, que era per\u00edodo pr\u00e9-pandemia. Ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 nenhum motivo para uma explos\u00e3o de consumo novamente\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Nem mesmo a proximidade da Copa do Mundo pode trazer reflexos mais positivos. \u201cInfelizmente n\u00e3o \u00e9 a Copa do Mundo, nem as elei\u00e7\u00f5es [que v\u00e3o influenciar nos n\u00fameros], mas o poder aquisitivo, que continua baixo. O aux\u00edlio-emergencial est\u00e1 menor e inconstante. Ent\u00e3o isso faz com que se tenha menos dinheiro no bolso e o resultado \u00e9 menos consumo\u201d, falou o presidente-executivo da Abimapi.<\/p>\n<p>No ano passado, esses setores juntos perderam 1,5% em volume, comparando com 2020. Por\u00e9m, na compara\u00e7\u00e3o com 2019, um ano antes da pandemia de covid-19, o resultado foi positivo: aumento de 3%. Mas o que realmente impressionou no ano passado foram as exporta\u00e7\u00f5es. \u201cBatemos recorde em 2021 com 200 mil toneladas exportadas e US$ 240 milh\u00f5es. E esperamos, nessa mesma ideia, continuar em 2022 a crescer mais 10% ou 15% tamb\u00e9m\u201d, disse Zan\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Rodadas de neg\u00f3cios<\/strong><br \/>\nCom apoio da Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (ApexBrasil), a Abimapi e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) est\u00e3o reunidas desde quinta-feira (7) em Florian\u00f3polis para o 17\u00ba Congresso Internacional das Ind\u00fastrias. Durante o evento, as duas associa\u00e7\u00f5es est\u00e3o buscando ampliar os neg\u00f3cios no mercado externo.<\/p>\n<p>Somente na quinta-feira ocorreram 80 reuni\u00f5es, informou Rodrigo Iglesias, diretor internacional da Abimapi. \u201c\u00c9 a terceira rodada de neg\u00f3cios que n\u00f3s fazemos durante o Congresso da Abimapi em parceria com a Abicab e a Apex-Brasil. Estamos realizando com foco no mercado dos Estados Unidos, Col\u00f4mbia, Ar\u00e1bia Saudita, \u00c1frica do Sul, Chile. Temos inclusive compradores que est\u00e3o participando pela primeira vez, online\u201d, disse \u00e0 reportagem da Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 na quinta-feira fizemos 80 reuni\u00f5es com 10 compradores, dois deles online. E temos uma perspectiva por volta de US$ 5 milh\u00f5es de neg\u00f3cios. Hoje [sexta-feira] devemos fechar por volta de US$ 10 milh\u00f5es, j\u00e1 que temos mais reuni\u00f5es previstas do que ontem\u201d, disse Iglesias.<\/p>\n<p>Para a Abimapi, os destaques dessas rodadas de negocia\u00e7\u00e3o t\u00eam sido principalmente as massas e o p\u00e3o de forma. \u201cO p\u00e3o de forma vem se destacando muito. Durante a pandemia, com o fechamento das padarias, o acesso ao p\u00e3o franc\u00eas ficou muito dif\u00edcil. Ent\u00e3o o p\u00e3o de forma foi uma op\u00e7\u00e3o para o consumidor. O grande momento do consumo do p\u00e3o de forma \u00e9 o caf\u00e9 da manh\u00e3. Ou era o caf\u00e9 da manh\u00e3. Hoje ele virou almo\u00e7o, jantar e virou lanche\u201d, falou Zan\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso da Abicab, as negocia\u00e7\u00f5es t\u00eam envolvido principalmente o chocolate. \u201cO chocolate vem vendendo muito para pa\u00edses \u00e1rabes. E a bala vai para os pa\u00edses da \u00c1frica\u201d, disse Ubiracy Fons\u00eaca, presidente-executivo da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o que representa os setores de chocolates, amendoins e balas n\u00e3o trabalha com previs\u00f5es futuras. Mas aposta na influ\u00eancia da Copa do Mundo para motivar a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o desses produtos.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos que esse crescimento continue acontecendo. Tudo leva a crer \u2013 e essa n\u00e3o \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o oficial da Abicab &#8211; que continuaremos com desempenho positivo\u201d, falou Ubiracy Fons\u00eaca, presidente executivo da Abicab.<\/p>\n<p>No ano passado, segundo Fons\u00eaca, o setor de chocolates foi um dos destaques, crescendo em torno de 36%. \u201cFoi um crescimento bem expressivo. Fechamos com 693 mil toneladas de produto acabado, sem contar o achocolatado. As pessoas podem dizer que cresceu 2021 contra 2020, que foi um ano de pandemia. Mas \u00e9 bom lembrar que em 2020 a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o caiu: crescemos 0,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, que foi um ano sem pandemia. E no primeiro trimestre deste ano crescemos 6%\u201d, disse Fons\u00eaca.<\/p>\n<p>O setor de amendoins tamb\u00e9m \u00e9 outro que est\u00e1 indo bem, apesar de ter enfrentado problemas com seus principais compradores externos: a Ucr\u00e2nia e a R\u00fassia, que est\u00e3o em guerra. \u201cA R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia juntas representavam mais de 50% das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil do amendoim granulado. A Abicab atuou fortemente nisso, visitando os \u00f3rg\u00e3os de governo, a ApexBrasil, etc, para que pud\u00e9ssemos encontrar caminhos. E obtivemos \u00eaxito, tivemos uma ponte positiva com a China que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o importava o produto granulado diretamente do Brasil, importava via terceiros. Estamos em fase de acertos burocr\u00e1ticos para que o Brasil passe tamb\u00e9m a exportar para a China\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>J\u00e1 o setor de balas foi o que encontrou mais dificuldades nos \u00faltimos anos. \u201cNa pandemia, por exemplo, ele foi muito mais impactado porque muitos dos setores de vendas do setor de balas [estavam fechados]. Mas ele j\u00e1 est\u00e1 se recuperando. Temos empresas com bons resultados\u201d, falou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de apresentar um bom crescimento em 2020, em torno de 6% no volume de vendas, o setor de biscoitos, massas e p\u00e3es e bolos industrializados preveem encerrar o ano de 2022 com uma eleva\u00e7\u00e3o menor no volume, em torno de 1%. 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