{"id":288917,"date":"2022-07-13T10:49:44","date_gmt":"2022-07-13T13:49:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=288917"},"modified":"2022-07-13T10:49:44","modified_gmt":"2022-07-13T13:49:44","slug":"violencia-sexual-atinge-1-em-cada-7-meninas-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/violencia-sexual-atinge-1-em-cada-7-meninas-brasileiras\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia sexual atinge 1 em cada 7 meninas brasileiras"},"content":{"rendered":"<p>No Brasil, 14,6% dos adolescentes, ou seja, um a cada sete, sofreram algum tipo de viol\u00eancia sexual, o que inclui desde ass\u00e9dio a estupro. Desses, 5,6% tiveram rela\u00e7\u00e3o sexual for\u00e7ada. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) 2009\/2019, divulgados nesta quarta (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o analisa os dados da s\u00e9rie hist\u00f3rica de dez anos da PeNSE, considerando as pesquisas divulgadas em 2009, 2012, 2015 e 2019. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o referentes aos estudantes do 9\u00ba ano do ensino fundamental, grupo que inclui adolescentes de 13 a 15 anos, das capitais brasileiras.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia sexual vem sendo captada na PeNSE desde 2015. Segundo o IBGE, nessa edi\u00e7\u00e3o, a pergunta buscava mensurar o percentual de estudantes que alguma vez na vida foram obrigados a terem rela\u00e7\u00f5es sexuais. Nesse ano, o resultado da pesquisa mostrou que 3,7% dos alunos do 9\u00ba ano das capitais brasileiras tinham passado por essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O IBGE identificou que, muitas vezes, o adolescente, seja pela falta de maturidade ou pelo contexto em que \u00e9 socializado, n\u00e3o tem clareza sobre o que \u00e9 ou n\u00e3o considerado viol\u00eancia sexual, por isso, em 2019, a pesquisa mudou e passou a trazer exemplos desse tipo de viol\u00eancia, como ser tocado, manipulado, beijado ou ter passado por situa\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o de partes do corpo. O percentual, ent\u00e3o, aumentou para cerca de 15%, sendo que quase 6% tiveram rela\u00e7\u00e3o sexual for\u00e7ada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do aumento dos registros de viol\u00eancia sexual, o estudo mostra ainda o aumento da viol\u00eancia f\u00edsica sofrida pelos adolescentes. O percentual de estudantes que sofreram agress\u00e3o f\u00edsica por um adulto da fam\u00edlia teve aumento progressivo em dez anos, passando de 9,4%, em 2009, para 11,6% em 2012 e 16% em 2015. Em 2019, 27,5% dos escolares sofreram alguma agress\u00e3o f\u00edsica cujo agressor foi o pai, m\u00e3e ou respons\u00e1vel e 16,3% dos escolares sofreram agress\u00e3o por outras pessoas. Segundo o IBGE, em 2019, foram feitas mudan\u00e7as tamb\u00e9m nesta quest\u00e3o, o que pode ter impactado os resultados.<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou ainda aumento na falta de seguran\u00e7a no trajeto para a escola. Em dez anos, dobrou o percentual de estudantes do 9\u00ba ano das capitais que faltaram ao menos um dia \u00e0 escola porque n\u00e3o se sentiram seguros no trajeto ou na escola, passando de 8,6% em 2009 para 17,3% em 2019.<\/p>\n<p>De acordo com a publica\u00e7\u00e3o, a falta de seguran\u00e7a e as v\u00e1rias viol\u00eancias sofridas pelos estudantes podem resultar n\u00e3o somente em agravos \u00e0 sa\u00fade dos adolescentes, como podem ter repercuss\u00f5es sobre a vida escolar, resultando em falta \u00e0s aulas e abandono escolar.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio pr\u00e9-pandemia<\/strong><br \/>\nOs dados referem-se aos dez anos que antecedem o in\u00edcio da pandemia de covid-19, iniciada em 2020. \u201cTemos a convic\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o se trata da realidade atual, mas se trata de um arcabou\u00e7o de an\u00e1lise que permite verificar como estava a tend\u00eancia de determinados fatores que, afetados pela pandemia, podem ter resultado em situa\u00e7\u00f5es mais graves, que merecem uma interven\u00e7\u00e3o mais clara e, com isso, subs\u00eddios para um conhecimento melhor de como agir nesse momento\u201d, diz o gerente da pesquisa, Marco Antonio Ratzsch de Andreazzi.<\/p>\n<p>O estudo mostra que a propor\u00e7\u00e3o de estudantes do 9\u00ba ano do ensino fundamental de escolas p\u00fablicas que tinham internet onde residiam passou de 43,9% em 2009 para 91,6% em 2019. Considerados todos os estudantes, essa propor\u00e7\u00e3o chegou a 93,6% em 2019, um aumento de 76,8% desde 2009.<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 internet e a dispositivos eletr\u00f4nicos impactou, sobretudo na pandemia, o acesso \u00e0s aulas, uma vez que as escolas tiveram que fechar as portas para impedir a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n<p>Outro quesito para o qual a pandemia chamou a aten\u00e7\u00e3o foi \u00e0 lavagem de m\u00e3os. O estudo mostra que, enquanto 98,2% dos adolescentes da rede privada tinham pia em condi\u00e7\u00f5es de uso e com sab\u00e3o em suas escolas em 2019, somente 63,7% dos adolescentes das escolas p\u00fablicas contavam com isso.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade mental, em 2019, 59,5% das meninas apontaram mal estar frequente por terem muita preocupa\u00e7\u00e3o; 58,8%, por irrita\u00e7\u00e3o e nervosismo; e 33,7% sentiam que a vida n\u00e3o valia a pena. Entre os meninos, esses percentuais eram respectivamente 42%, 28,5% e 14,1%.<\/p>\n<p>Em dez anos, aumentou o n\u00famero de estudantes insatisfeitos com o pr\u00f3prio corpo: o percentual dos que reclamavam de serem gordos e muitos gordos passou de 17,5% em 2009 para 23,2% em 2019. J\u00e1 entre os que se consideravam magros ou muito magros, a taxa era de 21,9% e chegou a 28,6%.<\/p>\n<p><strong>Sobre a pesquisa<\/strong><br \/>\nA PeNSE, feita por amostragem, \u00e9 realizada em parceria com o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com o objetivo de coletar informa\u00e7\u00f5es para dimensionar os fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade dos adolescentes. S\u00e3o pesquisados diversos aspectos referentes \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e emocional, como seguran\u00e7a em casa e na escola, acesso \u00e0 internet, uso de preservativos, rela\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio corpo e com a alimenta\u00e7\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p>Na publica\u00e7\u00e3o divulgada hoje, o IBGE tra\u00e7a as tend\u00eancias apontadas pelos dados coletados nas \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es da pesquisa. Como a metodologia mudou ao longo dos anos, para que possam ser comparados, os pesquisadores buscaram uniformizar as bases considerando neste estudo os estudantes do 9\u00ba ano &#8211; amostra menor que a da PeNSE, que considera atualmente os jovens de 13 a 17 anos &#8211; e apenas as capitais brasileiras.<\/p>\n<p>O estudo foi divulgado como estat\u00edstica experimental pois, de acordo com o IBGE, aplica novos m\u00e9todos n\u00e3o utilizados, que ainda est\u00e3o em fase de teste e sob avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, 14,6% dos adolescentes, ou seja, um a cada sete, sofreram algum tipo de viol\u00eancia sexual, o que inclui desde ass\u00e9dio a estupro. Desses, 5,6% tiveram rela\u00e7\u00e3o sexual for\u00e7ada. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) 2009\/2019, divulgados nesta quarta (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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