{"id":290439,"date":"2022-08-17T00:24:27","date_gmt":"2022-08-17T03:24:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=290439"},"modified":"2022-08-17T09:27:57","modified_gmt":"2022-08-17T12:27:57","slug":"quase-a-totalidade-das-criancas-vive-no-mundo-virtual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/quase-a-totalidade-das-criancas-vive-no-mundo-virtual\/","title":{"rendered":"Quase a totalidade das crian\u00e7as vive no mundo virtual"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes do pa\u00eds com acesso \u00e0 internet cresceu em 2021, apontou a pesquisa TIC Kids Online Brasil, do Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que foi divulgada em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O estudo, conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic.br) do N\u00facleo de Informa\u00e7\u00e3o e Coordena\u00e7\u00e3o do Ponto BR (NIC.br), apontou que 93% das crian\u00e7as e adolescentes do pa\u00eds entre 9 e 17 anos s\u00e3o usu\u00e1rias de internet, o que corresponde a cerca de 22,3 milh\u00f5es de pessoas conectadas nessa faixa et\u00e1ria. No entanto, esse acesso ainda revela desigualdades.<\/p>\n<p>Em 2019, antes da pandemia de covid-19, 89% dessas crian\u00e7as e adolescentes tinham acesso \u00e0 internet. Dois anos depois, houve avan\u00e7os, que foram principalmente percebidos entre as crian\u00e7as e adolescentes da Regi\u00e3o Nordeste: em 2019, 79% delas tinham acesso \u00e0 internet e esse n\u00famero passou para 92% no ano passado. Tamb\u00e9m houve avan\u00e7o nas \u00e1reas rurais, cujo acesso \u00e0 internet passou de 75% para 90% nessa mesma compara\u00e7\u00e3o, e entre crian\u00e7as de 9 a 10 anos, que saiu de 79% para 92%.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um dado [93%] que a gente tem que comemorar, \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o inserida em um ambiente, mas n\u00e3o podemos desconsiderar os 7% que n\u00e3o foram inseridos, o que representa quase 2 milh\u00f5es de pessoas nessa faixa et\u00e1ria que n\u00e3o utilizam a internet. Os que n\u00e3o utilizam a internet sofrem muito a consequ\u00eancia desse avan\u00e7o porque ficam ainda mais \u00e0 margem. Al\u00e9m disso, temos que pensar que, entre os que s\u00e3o usu\u00e1rios, esse uso n\u00e3o \u00e9 igual\u201d, disse a coordenadora do estudo, Lu\u00edsa Adib, durante a apresenta\u00e7\u00e3o dos dados.<\/p>\n<p>O celular \u00e9 o dispositivo predominante entre as crian\u00e7as e adolescentes para acesso \u00e0 internet (93%), mas o estudo de 2021 tamb\u00e9m mostrou um crescimento significativo da televis\u00e3o para essa utilidade (58%). Apesar disso, o uso de dispositivos como televis\u00e3o, computador (44%) e videogame (19%) para acesso \u00e0 internet ainda \u00e9 pequeno e demonstra a desigualdade entre as classes sociais.<\/p>\n<p>\u201cEsse crescimento [na televis\u00e3o como dispositivo para acessar a internet] foi maior entre as classes D e E mas, ainda assim, a diferen\u00e7a que a gente observa tanto para a televis\u00e3o quanto para os demais dispositivos &#8211; com exce\u00e7\u00e3o do celular que \u00e9 mais equilibrado \u2013 \u00e9 que as classes A e B acessam a internet de uma variedade maior de dispositivos\u201d, destacou Luisa.<\/p>\n<p>\u201cMais de 50% dessa popula\u00e7\u00e3o [crian\u00e7as e adolescentes] acessa a internet exclusivamente pelo telefone celular. E, nesse caso, a diferen\u00e7a de classes \u00e9 bastante marcada. As classes D e E acessam exclusivamente pelo celular em propor\u00e7\u00f5es que s\u00e3o maiores do que as classes A e B, que tamb\u00e9m acessam pelos computadores\u201d, disse Lu\u00edsa.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, os celulares s\u00e3o a \u00fanica ferramenta de conex\u00e3o para 78% de crian\u00e7as e adolescentes das classes D e E. Nas classes A e B, apenas 18% desse p\u00fablico faz uso exclusivo do celular para uso da internet.<\/p>\n<p><strong>Apoio emocional<\/strong><br \/>\nO TIC Kids Online Brasil realizado no ano passado revelou ainda que um ter\u00e7o dos adolescentes entre 11 e 17 anos (cerca de 32% do total deles) j\u00e1 usou a internet para buscar apoio emocional. Esse h\u00e1bito foi maior entre as meninas: 36% delas afirmam j\u00e1 ter recorrido a esse tipo de apoio online. No caso dos meninos, isso correspondeu a 29%.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante destacar que a busca emocional nesse caso est\u00e1 associada tanto a um canal de ajuda como a busca por um amigo ou um adulto, para dividir ou falar sobre alguma situa\u00e7\u00e3o triste\u201d, explicou Lu\u00edsa.<\/p>\n<p>O uso da rede para a procura de apoio emocional foi reportado por 46% dos que tinham entre 15 e 17 anos, 28% entre os com 13 e 14 anos e 15% por aqueles com idades de 11 a 12 anos.<\/p>\n<p><strong>Redes sociais<\/strong><br \/>\nEntre crian\u00e7as e adolescentes no pa\u00eds, o uso de redes sociais \u00e9 uma das atividades online que mais cresceram. Em 2021, 78% dos usu\u00e1rios de internet com idades de 9 a 17 anos acessaram alguma rede social, um aumento de 10 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2019 (68%).<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios de internet de 9 a 17 anos que t\u00eam perfil no Instagram avan\u00e7ou de 45% em 2018 para 62% em 2021. E, pela primeira vez, o perfil no Tik Tok apareceu na pesquisa: 58% do p\u00fablico pesquisado declarou ter um perfil nessa rede compartilhamento de v\u00eddeos curt\u00edssimos, ficando \u00e0 frente do Facebook, com 51%<\/p>\n<p>Para a pesquisa, foram ouvidas 2.651 crian\u00e7as e adolescentes de todo o pa\u00eds, com idades entre 9 e 17 anos. O estudo foi realizado entre outubro do ano passado e mar\u00e7o deste ano. O TIC Kids Online Brasil \u00e9 uma pesquisa feita anualmente desde 2012 e s\u00f3 n\u00e3o foi realizada em 2020 por causa da pandemia de covid-19.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes do pa\u00eds com acesso \u00e0 internet cresceu em 2021, apontou a pesquisa TIC Kids Online Brasil, do Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que foi divulgada em S\u00e3o Paulo. 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