{"id":292066,"date":"2022-09-22T00:00:21","date_gmt":"2022-09-22T03:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=292066"},"modified":"2022-09-22T07:02:49","modified_gmt":"2022-09-22T10:02:49","slug":"jardim-botanico-cria-trilha-das-arvores-gigantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/jardim-botanico-cria-trilha-das-arvores-gigantes\/","title":{"rendered":"Jardim Bot\u00e2nico cria trilha das \u00c1rvores Gigantes"},"content":{"rendered":"<p>A Trilha das \u00c1rvores Gigantes, que re\u00fane as 11 maiores \u00e1rvores da cole\u00e7\u00e3o viva do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro (JBRJ), foi lan\u00e7ada nesta quarta-feira (21), Dia da \u00c1rvore. A maior dessas \u00e1rvores \u00e9 um exemplar de mogno africano (Khaya senegalensis), com 49,1 metros de altura, o equivalente a um pr\u00e9dio de 16 andares.<\/p>\n<p>Na sexta-feira (23) e no s\u00e1bado (24), haver\u00e1 visitas gratuitas guiadas \u00e0 trilha, \u00e0s 10h e \u00e0s 14h. Ap\u00f3s esses dias, o ingresso para a trilha custar\u00e1 R$ 22, fora o valor do ingresso no arboreto.<\/p>\n<p>Para participar, \u00e9 preciso fazer inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via pelos telefones (21) 3874-1808 e (21) 3874-1214 ou pelo e-mail cvis@jbrj.gov.br. Os ingressos para o Jardim podem ser comprados na bilheteria ou pelo site do Jardim Bot\u00e2nico. O guia levar\u00e1 os visitantes a cada uma das 11 \u00e1rvores gigantes e dar\u00e1 explica\u00e7\u00f5es sobre nome, proced\u00eancia, uso de cada exemplar delas (marcenaria, ornamenta\u00e7\u00e3o ou alimenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 limite de idade para as visitas.<\/p>\n<p>A trilha apresenta os maiores vegetais do Jardim Bot\u00e2nico do Rio, com altura superior a 25 metros. A jornalista Camila Oliveira, condutora do Centro de Visitantes, que ser\u00e1 uma das guias na trilha, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que um estudo feito pelo JBRJ, com uso de um drone, verificou o volume de carbono que as \u00e1rvores do local s\u00e3o capazes de armazenar.<\/p>\n<p>\u201cO drone tem um sensor de luz. A luz bate no ch\u00e3o e volta para ele. Com isso, conseguiu-se ver a altura das \u00e1rvores. Quanto mais clara era a luz, mais alta era a \u00e1rvore. Assim, eles conseguiram descobrir as 11 maiores \u00e1rvores do Jardim\u201d, explicou. O estudo mapeou os 52 hectares do Jardim Bot\u00e2nico.<\/p>\n<p><strong>Emiss\u00f5es<\/strong><br \/>\nDados preliminares do estudo mostram que a maior suma\u00fama do JBRJ, com 40,01 metros de altura, acumula 12 toneladas de carbono. Isso significa que a \u00e1rvore, sozinha, evita a emiss\u00e3o na atmosfera de 12 toneladas de carbono. \u201cEra a \u00e1rvore favorita do [maestro e compositor] Tom Jobim\u201d, destacou Camila. A suma\u00fama \u00e9 uma planta tropical da ordem Malvales e da fam\u00edlia Malvaceae, nativa do M\u00e9xico, da Am\u00e9rica Central, das Cara\u00edbas, do norte da Am\u00e9rica do Sul e da \u00c1frica Ocidental. \u00c9 a \u00e1rvore oficial de Porto Rico.<\/p>\n<p>As \u00e1rvores gigantes desempenham papel ecol\u00f3gico importante nas florestas. Sobre seus imensos galhos, v\u00e1rias esp\u00e9cies de plantas e animais sobrevivem, em consequ\u00eancia do microclima espec\u00edfico que envolve umidade e luminosidade. Servem tamb\u00e9m como abrigos e suporte para ninhos.<\/p>\n<p>Depois do mogno africano, a segunda \u00e1rvore mais alta \u00e9 uma das famosas palmeiras-imperiais (Roystonea oleracea), nativas do Caribe, com 48,1 metros.<\/p>\n<p>As demais \u00e1rvores gigantes do arboreto s\u00e3o a faveira-branca (Parkia multijuga Benth), com 36,9 m, nativa da Am\u00e9rica do Sul; a alfarrobeira-africana (Parkia biglandulosa Wight &amp; Arn), com 37 m, nativa de Bangladesh e Myanmar; o jequitib\u00e1-rosa (Cariniana legalis (Mart.) Kuntze), que alcan\u00e7a no arboreto 31 m e \u00e9 end\u00eamica do Brasil; a fava-de-bolota (Parkia pendula (Willd.) Benth. ex Walp), com 34,5 m, nativa da Am\u00e9rica Latina; o eucalipto-da-tasm\u00e2nia (Eucalyptus globulus Labill), com 39,5m, que pode alcan\u00e7ar at\u00e9 70m na natureza, nativa da Austr\u00e1lia e Tasm\u00e2nia; o duri\u00e3o (Durio zibethinus L.), esp\u00e9cime com 33,03 m, com distribui\u00e7\u00e3o no Sudeste da \u00c1sia; o pau-mulato (Calycophyllum spruceanum (Benth.) K. Schum.), com 29,62 m, nativa da Am\u00e9rica do Sul; o Okoume (Aucoumea klaineana Pierre), com 36,35 m, nativa da Africa Tropical Central.<\/p>\n<p><strong>Descobertas<\/strong><br \/>\nAs \u00e1rvores gigantes mais conhecidas no mundo s\u00e3o as sequoias, que crescem no oeste dos Estados Unidos. Podem alcan\u00e7ar mais de 100 metros de altura.<\/p>\n<p>No Brasil, foram descobertos recentemente na Amaz\u00f4nia, entre os estados do Amap\u00e1 e Par\u00e1, esp\u00e9cimes de angelim-vermelho (Dinizia excelsa), com 88 metros de altura e 9 metros de di\u00e2metro, com estimativa de mais de 400 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Trilha das \u00c1rvores Gigantes, que re\u00fane as 11 maiores \u00e1rvores da cole\u00e7\u00e3o viva do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro (JBRJ), foi lan\u00e7ada nesta quarta-feira (21), Dia da \u00c1rvore. A maior dessas \u00e1rvores \u00e9 um exemplar de mogno africano (Khaya senegalensis), com 49,1 metros de altura, o equivalente a um pr\u00e9dio de 16 andares. 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