{"id":293312,"date":"2022-10-18T18:07:25","date_gmt":"2022-10-18T21:07:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=293312"},"modified":"2022-10-18T18:08:54","modified_gmt":"2022-10-18T21:08:54","slug":"queda-na-producao-deixa-as-frutas-e-verduras-mais-caras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/queda-na-producao-deixa-as-frutas-e-verduras-mais-caras\/","title":{"rendered":"Queda na produ\u00e7\u00e3o deixa as frutas e verduras mais caras"},"content":{"rendered":"<p>A menor oferta de hortifrutis nos principais mercados atacadistas no pa\u00eds influenciou a alta de pre\u00e7os de importantes produtos em setembro. Entre as hortali\u00e7as, o destaque \u00e9 para a batata, que teve aumento de 18,49% em setembro, comparado com agosto. No caso das frutas, a banana teve alta de 15,08% entre agosto e setembro deste ano.<\/p>\n<p>Outros aumentos foram observados na cenoura, cebola, laranja, ma\u00e7\u00e3 e mam\u00e3o, comercializados em 13 centrais de abastecimento (Ceasas) do pa\u00eds. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do 10\u00ba Boletim do Programa Brasileiro de Moderniza\u00e7\u00e3o do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado hoje (18), em Bras\u00edlia, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).<\/p>\n<p>Segundo o \u00f3rg\u00e3o, os pre\u00e7os da batata vinham em queda desde maio deste ano, pois os mercados estavam abastecidos com a safra de inverno. A nova alta \u00e9 atribu\u00edda a uma menor oferta em Minas Gerais e em S\u00e3o Paulo. \u201cOs envios por parte de S\u00e3o Paulo diminu\u00edram 8% e de Minas quase 30%. Em termos nacionais, a movimenta\u00e7\u00e3o nas Ceasas, em setembro, caiu quase 10%, com a desacelera\u00e7\u00e3o da safra de inverno\u201d, explicou o boletim.<\/p>\n<p>Outro fator para a menor oferta da batata, sentida mais significativamente na metade de setembro, foi o mau tempo (chuvas mais intensas) nos estados produtores, o que atrapalhou a colheita. O maior aumento de pre\u00e7os foi registrado na Ceasa de Bras\u00edlia (71,54%). Houve altas tamb\u00e9m nas Ceasas que abastecem Vit\u00f3ria (ES) (32,96%) e Rio de Janeiro (31,98%).<\/p>\n<p>J\u00e1 o aumento de pre\u00e7os da banana (principalmente da nanica) veio junto \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias microrregi\u00f5es como nanica e prata em Registro (SP), prata, no norte de Minas Gerais, e nanica no norte de Santa Catarina. Nos pre\u00e7os, o destaque ficou por conta das altas na Ceasa, de Goi\u00e1s (23,84%), Ceasa, do Par\u00e1n\u00e1, (29,77%) e Ceasa, do Esp\u00edrito Santo (24,5%).<\/p>\n<p><strong>Banana<\/strong><br \/>\nPonto fora da curva foi a banana prata advinda do polo de Petrolina\/Juazeiro [Vale do S\u00e3o Francisco], com boa produ\u00e7\u00e3o, boa qualidade por n\u00e3o ter sofrido com o frio e com boa demanda das Ceasas do Nordeste.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de banana diminu\u00edram e foram direcionadas, na sua maior parte, para o Mercosul, com mais de 86% da produ\u00e7\u00e3o para a Argentina e Uruguai e uma pequena quantidade enviada para o Reino Unido e a Alemanha. Segundo a Conab, as vendas externas, at\u00e9 setembro de 2022, tiveram um volume de 69,95 mil toneladas, n\u00famero inferior 13,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p>A comercializa\u00e7\u00e3o total, em quantidade, considerando todos os produtos que comp\u00f5em o grupo hortali\u00e7as nas Ceasas analisadas, teve queda de 7,8% em setembro, em rela\u00e7\u00e3o a agosto, e aumento de 3,1% em rela\u00e7\u00e3o a setembro de 2021. Entre as frutas, no m\u00eas passado, houve queda de 4,3% na comercializa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a agosto e redu\u00e7\u00e3o de 6,1% na compara\u00e7\u00e3o com setembro do ano passado.<\/p>\n<p><strong>Hortali\u00e7as<\/strong><br \/>\nCinco hortali\u00e7as foram analisadas no boletim da Conab: alface, batata, cebola, cenoura e tomate.<\/p>\n<p>Assim como para a batata, o clima tamb\u00e9m trouxe impacto para a oferta de cenoura no atacado. \u201cAs chuvas frequentes dificultam a colheita, al\u00e9m de, muitas vezes, comprometer a qualidade da raiz\u201d, informou a Conab. Destaque para Minas Gerais, mais precisamente no munic\u00edpio de S\u00e3o Gotardo, regi\u00e3o que abastece v\u00e1rios estados no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Apesar da alta na maioria dos mercados, os pre\u00e7os da cenoura continuam em baixos patamares. Ap\u00f3s o pico em mar\u00e7o, os pre\u00e7os ca\u00edram at\u00e9 atingir, em agosto, o mais baixo n\u00edvel do ano. O pre\u00e7o m\u00e9dio em setembro teve aumento de 5,28%, provocado pela queda na oferta: -11%, -3% e -25%, a partir de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Goi\u00e1s, respectivamente.<\/p>\n<p>Para a cebola, os pre\u00e7os subiram mesmo com a pulveriza\u00e7\u00e3o da oferta do produto pelos estados. Esse cen\u00e1rio se explica pela menor produ\u00e7\u00e3o registrada no Nordeste, mais notadamente na Bahia e Pernambuco. No acumulado do ano, o percentual de queda da oferta nordestina, em rela\u00e7\u00e3o a 2021, chega pr\u00f3ximo de 40%. Para a Conab, o aumento dos custos, tanto da produ\u00e7\u00e3o como do transporte, e os pre\u00e7os n\u00e3o atrativos no ano passado refletiram em redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea. O pre\u00e7o m\u00e9dio da cebola aumentou 7,77% no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Entre as hortali\u00e7as houve queda apenas nos pre\u00e7os da alface, de 11,26%, uma vez que o tomate n\u00e3o apresentou tend\u00eancia uniforme nas Ceasas analisadas, e os pre\u00e7os tiveram varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,51%, na m\u00e9dia. As maiores altas no tomate foram observadas nas Ceasas de Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro, enquanto as baixas em Pernambuco, Cear\u00e1 e Acre.<\/p>\n<p><strong>Frutas<\/strong><br \/>\nAs frutas examinadas pela Conab foram banana, laranja, ma\u00e7\u00e3, mam\u00e3o e melancia. Apenas a melancia teve tend\u00eancia de baixa nos pre\u00e7os, mesmo com a maior comercializa\u00e7\u00e3o da fruta no \u00faltimo m\u00eas. A queda foi de 19,47%.<\/p>\n<p>\u201cO munic\u00edpio de Uruana, em Goi\u00e1s, segue sendo a principal regi\u00e3o fornecedora, com destaque tamb\u00e9m para a finaliza\u00e7\u00e3o da colheita tocantinense. Nesse cen\u00e1rio, a rentabilidade dos produtores foi bastante pressionada, inclusive com v\u00e1rios deles vendendo produtos abaixo do pre\u00e7o de custo\u201d, disse o boletim.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 alta na laranja \u00e9 influenciada pela absor\u00e7\u00e3o da fruta pelas ind\u00fastrias produtoras de suco, movimento fundamental para que a oferta se mantivesse controlada, uma vez que a demanda se mostra em ritmo mais lento\u201d, garantiu a Conab. No m\u00eas passado, o pre\u00e7o m\u00e9dio da fruta subiu 2,7%. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a temperatura mais baixa no primeiro ter\u00e7o do m\u00eas passado est\u00e1 entre os motivos que explicam a menor procura pela fruta.<\/p>\n<p>No caso da ma\u00e7\u00e3, setembro foi marcado tanto pela alta de pre\u00e7os (5,37%) quanto pela queda da comercializa\u00e7\u00e3o nas Ceasas, por causa da diminui\u00e7\u00e3o dos estoques das c\u00e2maras frias das companhias classificadoras, em virtude da quebra de safra na atual temporada. \u201cNo entanto, o panorama n\u00e3o indica espa\u00e7o para novas eleva\u00e7\u00f5es, entre outros fatores pela entrada no mercado de frutas concorrentes como ameixa e p\u00eassego\u201d, salientou o boletim.<\/p>\n<p><strong>Mam\u00e3o<\/strong><br \/>\nPara o mam\u00e3o, as cota\u00e7\u00f5es se elevaram em virtude, principalmente, da restri\u00e7\u00e3o da oferta da variedade formosa, uma vez que a produ\u00e7\u00e3o de papaya registrou aumento. \u201cEssa combina\u00e7\u00e3o propiciou melhor controle da comercializa\u00e7\u00e3o e fez com que os produtores desse tipo de mam\u00e3o tivessem margem para at\u00e9 mesmo manter o pre\u00e7o sem perder rentabilidade\u201d, anunciou a Conab. O pre\u00e7o m\u00e9dio do mam\u00e3o teve alta de 2,37%.<\/p>\n<p>O levantamento dos dados de setembro foi realizado em treze centrais de abastecimento: S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vit\u00f3ria (ES), Campinas (SP), Curitiba, Porto Alegre, S\u00e3o Jos\u00e9 (SC), Goi\u00e2nia, Bras\u00edlia, Recife, Fortaleza e Rio Branco (AC).<\/p>\n<p>Al\u00e9m do boletim mensal, a Conab possibilita, no site do Prohort, o acompanhamento de pre\u00e7os, an\u00e1lises de mercado, consulta de s\u00e9ries hist\u00f3ricas e identifica\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es produtoras, entre outros estudos t\u00e9cnicos. A base de dados contempla informa\u00e7\u00f5es de 117 frutas e 123 hortali\u00e7as, somando mais de mil produtos, quando s\u00e3o consideradas suas variedades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A menor oferta de hortifrutis nos principais mercados atacadistas no pa\u00eds influenciou a alta de pre\u00e7os de importantes produtos em setembro. 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