{"id":294174,"date":"2022-11-05T21:05:15","date_gmt":"2022-11-06T00:05:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=294174"},"modified":"2022-11-05T21:01:21","modified_gmt":"2022-11-06T00:01:21","slug":"agro-avanca-com-drones-para-destruir-pequenos-produtores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/agro-avanca-com-drones-para-destruir-pequenos-produtores\/","title":{"rendered":"Agro avan\u00e7a com drones para destruir pequenos produtores"},"content":{"rendered":"<p>Pessoas intoxicadas, planta\u00e7\u00f5es destru\u00eddas e animais mortos: moradores de comunidades da zona rural de Pernambuco denunciam que essas foram as consequ\u00eancias de uma pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos feita por drones em \u00e1reas de pasto da empresa Agropecu\u00e1ria Mata Sul. \u00c9 a segunda vez \u2013 a primeira foi por helic\u00f3ptero \u2013 que a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos teria atingido comunidades rurais de Jaqueira, munic\u00edpio a cerca de 150 quil\u00f4metros de Recife. A regi\u00e3o vive um conflito fundi\u00e1rio entre comunidades rurais e a Mata Sul desde 2018, incluindo den\u00fancias de amea\u00e7a de morte e tentativa de assassinato.<\/p>\n<p>Segundo moradores com os quais a reportagem da Ag\u00eancia P\u00fablica e a Rep\u00f3rter Brasil conversou, no in\u00edcio de setembro deste ano, drones que pulverizavam agrot\u00f3xicos no pasto vizinho tamb\u00e9m teriam sobrevoado e pulverizado\u00a0agrot\u00f3xicos sobre s\u00edtios e fontes de \u00e1gua. Os moradores relatam dor de cabe\u00e7a, enjoo e irrita\u00e7\u00e3o na pele, sintomas comuns de intoxica\u00e7\u00e3o aguda por agrot\u00f3xicos. Eles contam que a pulveriza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afetou as planta\u00e7\u00f5es e cria\u00e7\u00f5es de animais dos moradores, principais fontes de renda das comunidades.<\/p>\n<p>\u201cEu estava ajeitando a terra para plantar verdura. O drone passou jogando veneno por cima do s\u00edtio. Passou por cima da fonte de \u00e1gua. [O veneno] caiu em mim. Molhou os ombros. Quando cheguei em casa, j\u00e1 estava passando mal: com dor de cabe\u00e7a, moleza no corpo. Fui para o hospital no dia seguinte e entrei no soro. Fiquei enjoado, dois dias sem querer comer, com uma dor de cabe\u00e7a muito forte\u201d, descreveu Manoel*, um dos agricultores atingidos pela pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>O s\u00edtio em que Manoel trabalhava fica em uma \u00e1rea de baixada, cercado pelo pasto. L\u00e1 existem pequenas planta\u00e7\u00f5es de banana, tomate, jerimum, pepino, coentro e cebolinha e uma fonte de \u00e1gua que abastece comunidades da regi\u00e3o. Ele afirma que as planta\u00e7\u00f5es foram afetadas pela pulveriza\u00e7\u00e3o e h\u00e1 um receio de que a fonte de \u00e1gua tenha sido contaminada.<\/p>\n<p>Moradores atingidos em tr\u00eas comunidades registraram boletins de ocorr\u00eancia na pol\u00edcia civil local e uma representa\u00e7\u00e3o no Minist\u00e9rio P\u00fablico de Pernambuco relatando os sintomas apresentados ap\u00f3s a pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos e os danos causados \u00e0s planta\u00e7\u00f5es e cria\u00e7\u00f5es de animais.<\/p>\n<p>Contatada pela reportagem, a Pol\u00edcia Civil de Pernambuco afirmou que a Delegacia de Jaqueira investiga o caso e que \u201ctodas as dilig\u00eancias necess\u00e1rias para a elucida\u00e7\u00e3o do fato est\u00e3o sendo realizadas\u201d. J\u00e1\u00a0Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o respondeu at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Questionada sobre as medidas que tomou para proteger as comunidades e lavouras vizinhas e subst\u00e2ncias utilizadas, a Mata Sul afirmou que \u201cConsiderando que existe inqu\u00e9rito policial em andamento acerca deste caso, a empresa, inclusive para n\u00e3o atrapalhar as investiga\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode responder a questionamentos sobre o assunto\u201d e que \u201csempre agiu na estrita legalidade e seguindo todas as determina\u00e7\u00f5es acerca da aplica\u00e7\u00e3o de qualquer insumo, n\u00e3o havendo causado qualquer dano seja ao meio ambiente seja aos animais ou seres humanos\u201d.<\/p>\n<p>Ao todo, a pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos afetou tr\u00eas comunidades rurais, segundo os moradores: Barro Branco, Engenho Fervedouro e V\u00e1rzea Velha. As tr\u00eas t\u00eam sua hist\u00f3ria ligada \u00e0s planta\u00e7\u00f5es e usinas de cana de a\u00e7\u00facar. Elas est\u00e3o dentro das terras de uma antiga usina, a Frei Caneca, que fechou as portas no in\u00edcio dos anos 2000. Seus moradores trabalharam l\u00e1 ou s\u00e3o descendentes de antigos trabalhadores. Com o fechamento, a maioria passou a trabalhar com agricultura familiar, cultivando pequenas lavouras e criando animais.<\/p>\n<p>Segundo os entrevistados, os conflitos sobre a posse das terras da usina come\u00e7aram em 2013 e se intensificaram a partir de 2018. Naquele ano, os quase cinco mil hectares de terras da Usina Frei Caneca foram cedidos em arrendamento para a Mata Sul (anteriormente conhecida como Neg\u00f3cio Imobili\u00e1ria) para cria\u00e7\u00e3o de gado.<\/p>\n<p>Com 45 anos, Luciano viveu toda sua vida em uma das comunidades afetadas. Ele contou \u00e0 reportagem que o drone deu v\u00e1rias voltas em cima de sua planta\u00e7\u00e3o de bananas. Em uma destas voltas, o l\u00edquido pulverizado caiu sobre ele, que estava trabalhando em sua planta\u00e7\u00e3o de macaxeira. Nos dias seguintes ele teve irrita\u00e7\u00e3o na pele.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m contou que perdeu p\u00e9s de macaxeira, inhame, laranja e banana e que seus carneiros adoeceram ap\u00f3s a pulveriza\u00e7\u00e3o. Os rem\u00e9dios para o tratamento dos carneiros custaram mais de duzentos reais.<\/p>\n<p>\u201cTentei replantar as macaxeiras, mas n\u00e3o d\u00e1 mais. Agora s\u00f3 ano que vem, quando tiver chuva. E o dinheiro para come\u00e7ar tudo de novo?\u201d<\/p>\n<p>Andr\u00e9, 32 anos e nascido em uma das comunidades afetadas, contou que dois porcos e um carneiro morreram poucos dias ap\u00f3s o drone sobrevoar e despejar agrot\u00f3xicos em seu s\u00edtio, vizinho ao pasto. Ele estimou seu preju\u00edzo financeiro em R$ 1,3 mil reais. Al\u00e9m disso, familiares que moram no s\u00edtio apresentaram enjoo e dor de cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cO drone passou v\u00e1rias vezes por cima da planta\u00e7\u00e3o de banana. Com tr\u00eas dias, j\u00e1 estava tudo estourado, morrendo. A renda que tinha era o s\u00edtio e acabou\u201d, disse Mateus, morador h\u00e1 35 anos de uma das comunidades afetadas.<\/p>\n<p>Mesmo em s\u00edtios vizinhos sobre os quais os drones n\u00e3o passaram, h\u00e1 relatos de resultados da pulveriza\u00e7\u00e3o. Segundo os moradores, o vento desviou o l\u00edquido pulverizado do seu alvo e o levou para \u00e1reas vizinhas. Este fen\u00f4meno \u00e9 conhecido como deriva e pode atingir moradias, fontes de \u00e1gua, cria\u00e7\u00f5es de animais e planta\u00e7\u00f5es. \u00c9 o que relata F\u00e1bio, morador de uma das comunidades h\u00e1 mais de 30 anos. Ele conta que o drone chegou a uns 15 metros de sua planta\u00e7\u00e3o de bananas, vizinha ao pasto e a mais afetada pela pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos. Seus p\u00e9s de laranja, cacau e acerola tamb\u00e9m foram afetados.<\/p>\n<p>A reportagem visitou seu s\u00edtio cerca de tr\u00eas semanas depois da pulveriza\u00e7\u00e3o e observou que os troncos e folhas das bananeiras estavam secos. Bastava puxar as folhas com as m\u00e3os para derrubar toda a bananeira. Segundo os agricultores entrevistados, foi a pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos que deixou as bananeiras assim.<\/p>\n<p>F\u00e1tima, moradora da regi\u00e3o h\u00e1 mais de 30 anos, tamb\u00e9m sentiu e temeu os efeitos da deriva. Ela mora em uma casa com vista para o pasto, separada apenas por uma rua de terra. Segundo ela, ao ver o drone voando e sentir a \u201ccatinga triste, que parece que toma conta do corpo da gente\u201d, ela pediu para que seu neto de quatro anos se protegesse atr\u00e1s da casa. Ela se lembrou de quando ela e seu neto passaram mal, com enjoo e dor de cabe\u00e7a, ap\u00f3s um helic\u00f3ptero sobrevoar o pasto vizinho pulverizando agrot\u00f3xicos perto de sua casa dois anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Regula\u00e7\u00e3o inadequada<\/strong><br \/>\nA pulveriza\u00e7\u00e3o por drones sobre s\u00edtios vizinhos, cria\u00e7\u00f5es de animais e fontes de \u00e1gua \u00e9 ilegal. Uma portaria do Minist\u00e9rio da Agricultura, publicada em setembro de 2021, pro\u00edbe a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos a menos de 20 metros de povoa\u00e7\u00f5es, cidades, vilas, bairros, moradias isoladas, agrupamentos de animais e de mananciais de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua para abastecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, como o caso em Jaqueira sugere, mesmo que a dist\u00e2ncia m\u00ednima de 20 metros seja respeitada, ainda assim h\u00e1 riscos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente. Especialistas em agrot\u00f3xicos contatados pela P\u00fablica e Rep\u00f3rter Brasil acreditam que a dist\u00e2ncia estabelecida n\u00e3o \u00e9 suficiente.<\/p>\n<p>\u201cEssa dist\u00e2ncia de 20 metros \u00e9 insuficiente. A pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos, principalmente por aeronaves, deve seguir v\u00e1rias orienta\u00e7\u00f5es para que a deriva t\u00e9cnica seja a menor poss\u00edvel. No entanto, muitas das condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para garantir essa maior precis\u00e3o n\u00e3o podem ser controladas, como umidade do ar, temperatura ambiente, dire\u00e7\u00e3o do vento\u201d, explicou Karen Friedrich, servidora p\u00fablica da Fiocruz e da Unirio e membro do Grupo de Trabalho Sa\u00fade e Ambiente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva.<\/p>\n<p>\u201cTemos visto, em especial na \u00faltima d\u00e9cada, elevado n\u00famero de casos de intoxica\u00e7\u00e3o, incluindo de crian\u00e7as, por conta da pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos. Enquanto outros pa\u00edses avan\u00e7am em medidas mais restritivas, no Brasil, as normas est\u00e3o sendo flexibilizadas para permitir o uso de mais e mais venenos.\u201d\u00a0Al\u00e9m disso, conforme revelado anteriormente pela Ag\u00eancia P\u00fablica e Rep\u00f3rter Brasil, n\u00e3o h\u00e1 estudos suficientes sobre a seguran\u00e7a deste novo m\u00e9todo de aplica\u00e7\u00e3o e a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 inadequada.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 um caso isolado<\/strong><br \/>\nComo F\u00e1tima relembrou, esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que as comunidades s\u00e3o afetadas pela pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos nas terras arrendadas pela Mata Sul.<\/p>\n<p>Em abril de 2020, um helic\u00f3ptero pulverizou agrot\u00f3xicos na \u00e1rea de pasto da Mata Sul e bem pr\u00f3ximo \u00e0s casas e planta\u00e7\u00f5es dos moradores. De acordo com den\u00fancias feitas pelos moradores \u00e0 pol\u00edcia civil e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico de Pernambuco, a pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xico causou danos \u00e0s planta\u00e7\u00f5es e pelo menos 13 moradores, incluindo crian\u00e7as, apresentaram sintomas t\u00edpicos de intoxica\u00e7\u00e3o, como desconfortos respirat\u00f3rios, dores de cabe\u00e7a, irrita\u00e7\u00e3o na pele e nos olhos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pulveriza\u00e7\u00e3o por helic\u00f3ptero, a Mata Sul afirmou que \u201cfoi apenas um teste com \u00e1gua\u201d, \u201crealizada por meio do lan\u00e7amento de jatos de \u00e1gua sobre grama plantada com papel hidrossens\u00edvel, com o objetivo de averiguar a efic\u00e1cia e a faixa de aplica\u00e7\u00e3o, bem como a quantidade de gotas lan\u00e7adas\u201d, acrescentando que \u201cn\u00e3o houve sequer aplica\u00e7\u00e3o de qualquer produto qu\u00edmico pelo helic\u00f3ptero\u201d. A Mata Sul tamb\u00e9m afirmou que \u201cn\u00e3o houve qualquer comprova\u00e7\u00e3o de dano causado\u201d.<\/p>\n<p>Em um dos processos que discute a posse das terras da usina, a Justi\u00e7a de Pernambuco determinou, atrav\u00e9s de despacho, que a empresa se abstivesse \u201cde usar aeronaves para dissemina\u00e7\u00e3o de herbicidas em \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s planta\u00e7\u00f5es de lavouras\u201d.<\/p>\n<p>Em maio de 2020, a 31\u00ba Promotoria de Justi\u00e7a de Defesa da Cidadania do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Pernambuco, conhecida como Promotoria Agr\u00e1ria, expediu recomenda\u00e7\u00e3o para que a Mata Sul adotasse as medidas preventivas necess\u00e1rias estabelecidas na legisla\u00e7\u00e3o para evitar danos \u00e0 sa\u00fade humana, animal e ao meio ambiente.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a recomenda\u00e7\u00e3o da Promotoria Agr\u00e1ria, a Promotoria de Justi\u00e7a de Maraial, respons\u00e1vel por investigar a den\u00fancia de pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos por helic\u00f3ptero, decidiu pelo seu arquivamento, alegando existir \u201capura\u00e7\u00e3o por outro \u00f3rg\u00e3o ministerial\u201d. Associa\u00e7\u00f5es das comunidades recorreram da decis\u00e3o de arquivamento, afirmando que \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o da Promotoria de Maraial a investiga\u00e7\u00e3o da conduta denunciada e que a atua\u00e7\u00e3o da Promotoria Agr\u00e1ria \u201cn\u00e3o substitui nem conflita com a atribui\u00e7\u00e3o da Promotoria de Justi\u00e7a de Maraial\u201d, sendo voltada para a \u201cpreven\u00e7\u00e3o de desdobramentos mais graves dos conflitos agr\u00e1rios e a dar suporte \u00e0s demais Promotorias de Justi\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Para moradores, os dois casos s\u00e3o epis\u00f3dios do conflito fundi\u00e1rio que se intensificou com a chegada da Mata Sul. Al\u00e9m das tr\u00eas comunidades atingidas pela pulveriza\u00e7\u00e3o por drones, outras comunidades tamb\u00e9m est\u00e3o localizadas dentro das terras da usina. De acordo com a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra, que acompanha as comunidades, cerca de 1,2 mil fam\u00edlias vivem nas terras da antiga usina. Elas buscam o reconhecimento do direito de permanecer nas terras em que vivem e trabalham h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos, moradores j\u00e1 denunciaram tentativa de assassinato, amea\u00e7a de morte e destrui\u00e7\u00e3o de planta\u00e7\u00f5es, dentre outros atos de viol\u00eancia e intimida\u00e7\u00e3o atribu\u00eddos \u00e0 Mata Sul. A empresa e seus funcion\u00e1rios tamb\u00e9m relatam atos de viol\u00eancia por parte dos moradores das comunidades. A reportagem obteve c\u00f3pias de mais de 40 boletins de ocorr\u00eancia registrados por moradores das comunidades, representantes da empresa e seus funcion\u00e1rios entre 2018 e 2022.<\/p>\n<p>Contatada pela reportagem, a Mata Sul afirmou respeitar \u201cquem esteja devidamente legitimado a ali estar e, que detenham justo t\u00edtulo para tal fim. No entanto, apenas busca seu direito atrav\u00e9s da justi\u00e7a, a qual deferiu diversas medidas a seu favor para reintegr\u00e1-la na posse das \u00e1reas por ela arrendadas\u201d. Tamb\u00e9m afirmou que \u201cdesconhece tais ataques, inclusive a veracidade dos mesmos, sendo a pr\u00f3pria empresa e seus funcion\u00e1rios v\u00edtimas de agress\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, moradores vivem entre a tens\u00e3o do presente e as incertezas do futuro.\u00a0 \u201cSe a gente perder as nossas planta\u00e7\u00f5es e morada, para onde a gente vai?\u201d, pergunta Andr\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas intoxicadas, planta\u00e7\u00f5es destru\u00eddas e animais mortos: moradores de comunidades da zona rural de Pernambuco denunciam que essas foram as consequ\u00eancias de uma pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos feita por drones em \u00e1reas de pasto da empresa Agropecu\u00e1ria Mata Sul. \u00c9 a segunda vez \u2013 a primeira foi por helic\u00f3ptero \u2013 que a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":294175,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[153],"tags":[95],"class_list":["post-294174","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-business","tag-capa"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/294174","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=294174"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/294174\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":294177,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/294174\/revisions\/294177"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/294175"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=294174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=294174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=294174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}