{"id":294399,"date":"2022-11-10T10:58:29","date_gmt":"2022-11-10T13:58:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=294399"},"modified":"2022-11-10T10:58:11","modified_gmt":"2022-11-10T13:58:11","slug":"esperanca-no-futuro-do-brasil-empurra-velas-do-barco-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/esperanca-no-futuro-do-brasil-empurra-velas-do-barco-da-paz\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a no futuro do Brasil empurra velas do barco da paz"},"content":{"rendered":"<p>Servir ou se servir? Eis a quest\u00e3o! Pensando exclusivamente no Brasil, a primeira coisa a se pensar \u00e9 o que queremos para o futuro da na\u00e7\u00e3o. Precisamos de algu\u00e9m que nos sirva e nos ajude a sair do buraco negro em que nos meteram. Tem de ser algu\u00e9m que repense o pa\u00eds, reuse seu povo e reutilize suas for\u00e7as em benef\u00edcio da sociedade, principalmente dos mais sofridos. Precisamos! E muito. No entanto, n\u00e3o \u00e9 o que deseja aquele grupo que ama odiar os que gritam por liberdade. Triste dizer, mas essa turma trabalhou para eleger quem os ajudaria a se servir da p\u00e1tria. Da\u00ed a raz\u00e3o de tanta balb\u00fardia contra quem ganhou apertado, mas ganhou de acordo com as normas vigentes, ou seja, democraticamente. A verdade \u00e9 que o apego ao poder j\u00e1 passou de todos os limites.<\/p>\n<p>Partindo do pressuposto de que, apesar de tudo, o Brasil ainda vale a pena, busco os mais cultos para referendar minha preocupa\u00e7\u00e3o com o que ainda est\u00e1 por vir. O escritor e poeta mo\u00e7ambicano Mia Couto \u00e9 um dos meus mestres nessa cultura futurol\u00f3gica. Segundo ele, o que espanta n\u00e3o \u00e9 a loucura que vivemos, mas a mediocridade dessa loucura. \u201cO que nos d\u00f3i n\u00e3o \u00e9 o futuro que n\u00e3o conhecemos, mas o presente que n\u00e3o reconhecemos\u201d. N\u00e3o admitir a vit\u00f3ria de Luiz In\u00e1cio nos remete a um passado triste e muito recente. Refiro-me ao negacionismo sobre a Covid-19, doen\u00e7a que o presidente da Rep\u00fablica em exerc\u00edcio tratou como brincadeirinha, fez pilh\u00e9ria das a\u00e7\u00f5es contra a pandemia e zombou grosseiramente dos milhares de doentes.<\/p>\n<p>A falta de governo e de sensibilidade com o v\u00edrus resultaram na contamina\u00e7\u00e3o de 34,9 milh\u00f5es de brasileiros e de quase 690 mil mortes. Conforme sanitaristas, plantonistas de hospitais e especialistas em doen\u00e7as contagiosas, o passado tende a novamente se fazer presente em nosso dia a dia. O resultado \u00e9 que, associado \u00e0 m\u00e1 gest\u00e3o, a pouca ades\u00e3o \u00e0s doses de refor\u00e7o das vacinas, as movimenta\u00e7\u00f5es eleitorais e as aglomera\u00e7\u00f5es golpistas p\u00f3s-elei\u00e7\u00e3o facilitaram o surgimento de uma nova subvariante, a BQ.1. A consequ\u00eancia \u00e9 o aumento das interna\u00e7\u00f5es e o risco de uma nova onda \u00e0s v\u00e9speras das comemora\u00e7\u00f5es natalinas. Em outras palavras, tudo espirrando contra o belo futuro que sonhamos para os pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Mais uma vez, o problema \u00e9 a estupidez: o gado que n\u00e3o se vacinou transformou-se em potencial vetor dessa subvariante. Pior de tudo \u00e9 a falta de recursos para compra de vacinas para crian\u00e7as. De acordo com o m\u00e9dico sanitarista Gonzalo Vecina, sem imuniza\u00e7\u00e3o, mais de 1,4 mil crian\u00e7as abaixo de cinco anos j\u00e1 morreram de Covid somente este ano. Parece absurdo, mas a verdade \u00e9 cruel. A esperan\u00e7a no novo governo \u00e9 nossa t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, algo que salva em um momento muito aflitivo. Imposs\u00edvel mais afli\u00e7\u00e3o do que a que vivemos nesses \u00faltimos quatro anos, per\u00edodo em que o brasileiro comum, o que pensa, quase se afogou no mar revolto da incompreens\u00e3o e do \u00f3dio.<\/p>\n<p>Aparentemente, nos livramos do ovo da serpente, met\u00e1fora utilizada para exprimir a constata\u00e7\u00e3o de um mal em processo de gesta\u00e7\u00e3o ou de incuba\u00e7\u00e3o. Talvez por conta de sua l\u00edngua afiada, o monstro n\u00e3o renasceu. Experimentou do pr\u00f3prio veneno. Quem manteve a esperan\u00e7a desde 2018 sabe que, a qualquer momento, coisas boas podem acontecer. \u00c9 o imposs\u00edvel que se torna poss\u00edvel. E h\u00e1 de vir o que \u00e9 bom, mesmo com o desnecess\u00e1rio e improdutivo escarc\u00e9u promovido pela massa da birra e que se imagina se servir sempre, ainda que no grito.<\/p>\n<p>\u00c9 o futuro que se avizinha. Ele est\u00e1 logo ali, na curva de dezembro para janeiro. Recorro novamente aos pensadores para responder sobre o que queremos para a na\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o dava para continuar assim. \u00c0s vezes, temos de arrancar as ervas do jardim para algo novo poder crescer. E, quem sabe, um dia florescer\u201d. A vida \u00e9 curta. Da\u00ed a necessidade de n\u00e3o se perder tempo com coisas passageiras, mas sim investir em coisa duradoura. A democracia \u00e9 um bem que tem de ser eterno. Por isso, a esperan\u00e7a tem de ser a b\u00fassola dos que ainda sonham. A esperan\u00e7a \u00e9 o vento bom, empurrando as velas do barco da paz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Servir ou se servir? Eis a quest\u00e3o! Pensando exclusivamente no Brasil, a primeira coisa a se pensar \u00e9 o que queremos para o futuro da na\u00e7\u00e3o. Precisamos de algu\u00e9m que nos sirva e nos ajude a sair do buraco negro em que nos meteram. 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