{"id":294807,"date":"2022-11-19T16:33:00","date_gmt":"2022-11-19T19:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=294807"},"modified":"2022-11-19T20:36:06","modified_gmt":"2022-11-19T23:36:06","slug":"registros-de-mortes-superam-patamar-pre-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/registros-de-mortes-superam-patamar-pre-pandemia\/","title":{"rendered":"Registros de mortes superam patamar pr\u00e9-pandemia"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de mortes no Brasil ainda n\u00e3o retornou ao patamar anterior ao verificado antes da pandemia da covid-19. \u00c9 o que indica levantamento realizado junto aos cart\u00f3rios de Registro Civil do Brasil. Em n\u00fameros absolutos foram registrados de janeiro a outubro 1.241.779 \u00f3bitos, n\u00famero 14% maior que os 1.087.707 ocorridos nos 10 primeiros meses de 2019, antes do surgimento do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com os n\u00fameros dos anos onde a pandemia esteve no auge no pa\u00eds, verifica-se uma redu\u00e7\u00e3o de 18% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, que totalizou 1.518.361 mortes, e aumento de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2020, que computou um total de 1.233.937 \u00f3bitos.<\/p>\n<p>Os dados foram consolidados pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e \u00f3bitos praticados pelos 7.658 cart\u00f3rios do pa\u00eds e cruzados com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A m\u00e9dia da evolu\u00e7\u00e3o de mortes ano a ano no pa\u00eds variou, em m\u00e9dia, 1,8% entre 2010 e 2019. Durante esse per\u00edodo, a maior varia\u00e7\u00e3o no n\u00famero de \u00f3bitos no Brasil tinha ocorrido em 2016, quando registrou crescimento de 4,3%. Com exce\u00e7\u00e3o aos anos de 2020 e 2021, auge da pandemia no Brasil, quando os \u00f3bitos cresceram 11,8% e 23% respectivamente de um ano para o outro, o ainda alto n\u00famero de mortes em territ\u00f3rio nacional sugere que ainda podem haver fatores impactantes relacionados \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Sequelas<\/strong><br \/>\nCom o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e o maior controle da pandemia, a covid-19 deixou de liderar o ranking de mortes por doen\u00e7as no pa\u00eds, apresentando queda de 97,5% de janeiro a outubro em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Em 2021, no per\u00edodo analisado, foram registradas 495.761 mortes causadas pelo novo coronav\u00edrus frente a 59.456 neste ano.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Arpen-Brasil, Gustavo Renato Fiscarelli, houve um aumento expressivo no n\u00famero de mortes por outras doen\u00e7as, que podem estar relacionadas \u00e0s sequelas da covid-19. Entre os maiores registros est\u00e3o pneumonia, S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SRAG) e septicemia.<\/p>\n<p>Outro dado observado pelos n\u00fameros de \u00f3bitos registrados pelos cart\u00f3rios brasileiros est\u00e1 relacionado ao crescimento de mortes por doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o entre janeiro e outubro deste ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado: cresceram as mortes por AVC (3,8%) e infarto (2%). Em compara\u00e7\u00e3o com 2019, ainda antes da pandemia, os n\u00fameros s\u00e3o ainda maiores, 8,3% para mortes causadas por AVC e 3,5% para as relacionadas a infarto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de mortes no Brasil ainda n\u00e3o retornou ao patamar anterior ao verificado antes da pandemia da covid-19. \u00c9 o que indica levantamento realizado junto aos cart\u00f3rios de Registro Civil do Brasil. 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