{"id":295180,"date":"2022-11-27T00:03:38","date_gmt":"2022-11-27T03:03:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=295180"},"modified":"2022-11-26T23:09:35","modified_gmt":"2022-11-27T02:09:35","slug":"brasil-do-agronazifascismo-tem-raizes-na-velha-alemanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-do-agronazifascismo-tem-raizes-na-velha-alemanha\/","title":{"rendered":"Brasil do agronazifascismo tem ra\u00edzes na velha Alemanha"},"content":{"rendered":"<p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial, na Alemanha nazista existia uma grande corpora\u00e7\u00e3o chamada IG Farben (a quarta maior do mundo na \u00e9poca), desmembrada nas atuais Agfa, BASF, Hoeschst e Bayer, sendo as tr\u00eas \u00faltimas lideran\u00e7as na produ\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos. O t\u00edtulo do artigo pode parecer um exagero no primeiro momento, mas n\u00e3o \u00e9. Explico. Primeiro \u00e9 importante lembrarmos que os produtos qu\u00edmicos, em especial os inseticidas organoclorados e organofosforados, assim como herbicidas com base em horm\u00f4nios sint\u00e9ticos tiveram sua origem na d\u00e9cada de 1920, durante a Primeira Guerra Mundial, quando alem\u00e3es usaram g\u00e1s clor\u00eddrico contra seus inimigos.<\/p>\n<p>Mais tarde, seriam eles os precedentes das c\u00e2maras de g\u00e1s dos campos de exterm\u00ednio nazistas, que contou com os qu\u00edmicos Fritz Haber e Ferdinand Flury, membros da Sociedade Alem\u00e3 para Controle de Pragas, no desenvolvimento de um pesticida \u00e0 base de cianureto, posteriormente transformado e patenteado por Walter Heerdt no composto Zyklon-B, usado nos exterm\u00ednios de Auschwitz-Birkenau e Majdanek.2 Os organofosforados atuam diretamente no sistema nervoso central e, nas chamadas pragas, s\u00e3o os produtos conhecidos como Bladan e Parathion. J\u00e1 para o uso como armamento qu\u00edmico, foram desenvolvidos o Tabun e o Sarin, com a tutela do nazista Gerhard Schrader.<\/p>\n<p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial, na Alemanha nazista existia uma grande corpora\u00e7\u00e3o chamada IG Farben (a quarta maior do mundo na \u00e9poca), desmembrada nas atuais Agfa, BASF, Hoeschst e Bayer, sendo as tr\u00eas \u00faltimas lideran\u00e7as na produ\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos, termo cunhado pelo professor brasileiro Adilson Dias Paschoal em 1976.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito mundial, surge o per\u00edodo da chamada \u201cRevolu\u00e7\u00e3o Verde\u201d, com a bandeira de produzir mais alimento para o mundo, enquanto na verdade, era a solu\u00e7\u00e3o para converter o complexo industrial b\u00e9lico e suas tecnologias para a agricultura. Sendo assim, as ditaduras impostas pelos Estados Unidos, incluindo a do Brasil na d\u00e9cada de 1960, servem como aliadas ao imp\u00e9rio estadunidense que passa a exportar o \u201cmodelo moderno\u201d da agricultura do latif\u00fandio\/monocultura, atrav\u00e9s de projetos financiados pela Funda\u00e7\u00e3o Rockefeller, Funda\u00e7\u00e3o Ford e pelo pr\u00f3prio governo central via United States Agency for International Development (Usaid).<\/p>\n<p>Tecnologias essas que v\u00e3o al\u00e9m: maximizar a produ\u00e7\u00e3o em menor tempo, usar poucos gen\u00f3tipos e a artificializa\u00e7\u00e3o dos ambientes produtores. No caso da produ\u00e7\u00e3o animal, tudo isso tamb\u00e9m favorece o surgimento e r\u00e1pida prolifera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, como no caso da gripe H1N1 e, mais recentemente, da Covid-19, causando o abate em massa por meio de asfixia de milhares de aves, tal como nazistas fizeram com aqueles que perseguiam.<\/p>\n<p>No Brasil, em 1970, surge o Programa Nacional de Defensivos Agr\u00edcolas..4 No entanto, somente no final da d\u00e9cada de 1990 e in\u00edcio dos anos 2000 \u00e9 que se d\u00e1 o boom dos agrot\u00f3xicos, com o avan\u00e7o e a legaliza\u00e7\u00e3o da soja transg\u00eanica, o que fez com que aumentassem as \u00e1reas de plantio e, consequentemente, o uso de agrot\u00f3xicos. Curiosamente, nesse mesmo per\u00edodo os bancos passam a ser propriet\u00e1rios dessas terras.<\/p>\n<p>Surgem assim os \u201cargumentos\u201d contra a \u201camea\u00e7a comunista\u201d que, como sempre, desinforma com mentiras e planta o medo na popula\u00e7\u00e3o mais ignorante e acr\u00edtica. Vale lembrar aqui que na d\u00e9cada de 1960 o medo era esse mesmo: \u201cderrubar Jango antes da reforma agr\u00e1ria\u201d.7,8 Tudo isso porque o grande capital teme a perda de parte de seu lucro \u2013 veja bem: parte do lucro, pois continuariam a lucrar.<\/p>\n<p>As cinco gigantes (Syngenta, Basf, Bayer\/Monsanto, Corteva e FMC) seguem com esse modelo de destrui\u00e7\u00e3o e morte, utilizando do capital para camuflarem o que s\u00e3o e o que fazem. Por sinal, essas cinco grandes transnacionais dos agroqu\u00edmicos s\u00e3o respons\u00e1veis por mais de 70% de todo mercado mundial.<\/p>\n<p>Outro aspecto interessante \u00e9 que s\u00e3o empresas financiadoras dos golpes \u2013 militares e parlamentares \u2013 pois a elas sempre interessou uma fragilidade tanto nas pol\u00edticas ambientais como trabalhistas, afinal, mais do que fornecer mat\u00e9ria-prima barata, querem continuar lucrando com mol\u00e9culas j\u00e1 proibidas na Europa, usando os pa\u00edses do sul para isso.<\/p>\n<p>O Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) tamb\u00e9m \u00e9 alvo desses interesses, principalmente pela estrutura\u00e7\u00e3o da Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade Ambiental (VSA), respons\u00e1vel pela vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica das doen\u00e7as e agravos \u00e0 sa\u00fade humana associados a contaminantes ambientais, especialmente os relacionados \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a fatores de risco, como amianto, merc\u00fario, benzeno, chumbo e agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m no agroneg\u00f3cio que a escravid\u00e3o permanece viva em senzalas contempor\u00e2neas, explorando a m\u00e3o de obra de forma desumana e at\u00e9 mesmo pulverizando seus venenos em popula\u00e7\u00f5es e comunidades rurais, quilombolas e ind\u00edgenas como objetivo de exterm\u00ednio e expuls\u00e3o das terras.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o breve hist\u00f3rico do agroneg\u00f3cio e suas ra\u00edzes nazifascistas. Um sistema que visa o lucro via commodities e concentra\u00e7\u00e3o de terras, mesmo que para isso gere fome e mate as pessoas e o meio ambiente.<\/p>\n<p>Lucram com o rentismo e com a necropol\u00edtica baseada no veneno. Para que se tenha uma ideia, 79% dos agrot\u00f3xicos utilizados em territ\u00f3rio brasileiro est\u00e3o concentrados em quatro culturas (52% na soja, 10% no milho, 10% na cana-de-a\u00e7\u00facar e 7% no algod\u00e3o) que n\u00e3o s\u00e3o utilizadas como comida. A soja e o milho s\u00e3o produzidos quase que em sua totalidade para alimenta\u00e7\u00e3o animal aqui ou no exterior (no caso, 93% da soja e 80% do milho).<\/p>\n<p>E a expans\u00e3o dessas culturas de commodities segue crescendo, enquanto as \u00e1reas de feij\u00e3o, arroz e mandioca caem a cada ano, desde 2016, gerando ainda mais inseguran\u00e7a alimentar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental que lembremos algo que nos omitem: n\u00e3o h\u00e1 limite seguro para o consumo de agrot\u00f3xicos. A dose de venenos que usam, apesar de pequena em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa massa corp\u00f3rea, pode n\u00e3o nos matar de imediato, mas gradativamente nos intoxica e adoece. Isso \u00e9 ainda mais gritante quando se sabe que mais de 70% do alimento que consumimos est\u00e1 contaminado com algum tipo desses pesticidas, sendo 28% contendo subst\u00e2ncias n\u00e3o autorizadas pela Anvisa (ou seja, sem sabermos os reais efeitos em nosso organismo e sa\u00fade). Sendo o Brasil o pa\u00eds que lidera o ranking de consumo de agrot\u00f3xicos, temos uma m\u00e9dia de 7 litros de venenos consumidos anualmente por cada cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>Em recente estudo que testou a presen\u00e7a de 27 pesticidas na \u00e1gua dos brasileiros, 21 destes est\u00e3o proibidos na Uni\u00e3o Europeia por justamente oferecerem riscos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente.21 Somente entre janeiro de 2019 a junho de 2022, dos 1801 agrot\u00f3xicos liberados, 818 (ou seja, 50,8%) continham pelo menos um ingrediente ativo banido na Uni\u00e3o Europeia. (Em tempo: por que n\u00e3o se fala em epidemia, e at\u00e9 mesmo pandemia dos casos de c\u00e2ncer, muitos deles associados justamente com esses agrot\u00f3xicos? Lideram as mortalidades por neoplasias os estados do Rio Grande do Sul, Paran\u00e1, Santa Catarina).<\/p>\n<p>Al\u00e9m do dano qu\u00edmico, as \u00e1guas das bacias hidrogr\u00e1ficas tamb\u00e9m s\u00e3o gastas para irriga\u00e7\u00e3o desses latif\u00fandios e abastecimento animal de forma desproporcional. Dados do Banco Mundial27 e de Rodrigues &amp; Cruvinel mostram que a agricultura utiliza em m\u00e9dia cerca de 70% das \u00e1guas retiradas, sendo esse valor de 82% nos pa\u00edses em desenvolvimento. Em tempos de crise h\u00eddrica, ocasionado tamb\u00e9m pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas cuja parcela de culpa \u00e9 grandiosamente atribu\u00edda ao desmatamento e devasta\u00e7\u00e3o do agro, esses dados s\u00e3o igualmente preocupantes. Vale lembrar que no tratamento de esgoto e da \u00e1gua se retiram contaminantes biol\u00f3gicos, mas n\u00e3o se eliminam produtos qu\u00edmicos provenientes desses venenos.<\/p>\n<p>S\u00e3o informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o chegam facilmente para a popula\u00e7\u00e3o. E, ao mesmo tempo que tentamos dialogar com a sociedade, cercam de forma proposital aqueles que tentam tornar p\u00fablicas essas quest\u00f5es. E n\u00f3s, educadores, estamos na linha de frente. Tentaram \u2013 e seguem tentando \u2013 nos intimidar com o abusivo projeto da \u201cEscola Sem Partido\u201d, acusando-nos de doutrinadores ao criticar o fat\u00eddico (des)governo Bolsonaro. Usando de argumentos rid\u00edculos \u2013 e inconstitucionais \u2013 afrontam a liberdade de c\u00e1tedra e com isso, querem impedir a forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os e cidad\u00e3s cr\u00edticas e questionadores, essenciais para a constru\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Assim, rotularmos a atual situa\u00e7\u00e3o como extrema-direita, fascista e nazista, cuja g\u00eanese se deu em junho de 2013, n\u00e3o \u00e9 nenhum exagero de nossa parte. \u00c9 uma realidade que assombra n\u00e3o apenas o Brasil, mas o mundo como um todo.<\/p>\n<p>Discursos de \u00f3dio, escancaradamente com ra\u00edzes eug\u00eanicas est\u00e3o a\u00ed, simbolizadas pelos \u201cpatriot\u00e1rios\u201d. N\u00e3o podemos ignorar. A pr\u00f3pria prevarica\u00e7\u00e3o na compra das vacinas, inclusive n\u00e3o incentivando a vacina\u00e7\u00e3o das pessoas e o uso de medicamentos ineficazes e defendendo a tal imunidade de rebanho, visa exatamente isso: os mais fracos morrem.<\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica de Lula foi uma importante e significativa vit\u00f3ria para o in\u00edcio da desnazifica\u00e7\u00e3o e desfascistiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Mas n\u00e3o basta. Temos que nos mobilizar, mostrar nossa uni\u00e3o, tal como foi criada a Frente Ampla para a vit\u00f3ria eleitoral. Somente com mobiliza\u00e7\u00f5es populares, educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ocupa\u00e7\u00e3o das ruas e espa\u00e7os p\u00fablicos \u00e9 que conseguiremos restituir pol\u00edticas de interesses populares.<\/p>\n<p>Herdaremos uma terra arrasada, com o povo ainda passando fome. E talvez isso seja um ponto favor\u00e1vel para que a reestrutura\u00e7\u00e3o t\u00e3o necess\u00e1ria seja adotada. Come\u00e7aremos do zero, mas com a vantagem de saber qual caminho tomar \u2013 ou ainda, qual n\u00e3o tomar! A transi\u00e7\u00e3o para a agroecologia pode ser feita a partir de agora.<\/p>\n<p>E \u00e9 isso que incomoda ao agroneg\u00f3cio golpista e antidemocr\u00e1tico. Para ele, um pa\u00eds subserviente \u00e9 o que interessa, pois com um pa\u00eds pobre, com moeda desvalorizada e em constante turbilh\u00e3o pol\u00edtico, mais lucram. Lembremos daquele 7 de setembro que mobilizou caravanas enormes para atos em S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia, financiadas pelo agroneg\u00f3cio. Afinal, para eles, quanto maior a crise, melhor: d\u00f3lar valorizado e exporta\u00e7\u00f5es crescendo para seu lucro.<\/p>\n<p>Nas atuais manifesta\u00e7\u00f5es, novamente o agroneg\u00f3cio mostra suas garras. Churrascos, banheiros qu\u00edmicos e todo suporte que aqueles que se submetem \u00e0s sandices. E como mostram as investiga\u00e7\u00f5es da pol\u00edcias Militar, Civil e Federal e do Minist\u00e9rio P\u00fablico, s\u00e3o atos liderados e\/ou financiados por fazendeiros, empres\u00e1rios do agroneg\u00f3cio, donos de estandes de tiro e pol\u00edticos, juntamente com policiais e ex-policiais, servidores p\u00fablicos e sindicalistas.<\/p>\n<p>Resumindo, n\u00e3o est\u00e3o comprometidos com o povo. N\u00e3o \u00e9 nada pop, nem tech, muito menos tudo.\u00a0O agro \u00e9 golpe!<br \/>\nAssim, por mais genocida e desumano que tenha sido o (des)governo Bolsonaro, o buraco \u00e9 mais embaixo. O inimigo \u00e9 o atual sistema que pouco participa na produ\u00e7\u00e3o de alimento. Bolsonaro foi a express\u00e3o, a personifica\u00e7\u00e3o de parte desse todo que estava adormecido no limbo da sociedade. Enfraquecer o sistema que abastece essa trupe \u00e9 o caminho, pois mais do que enfraquec\u00ea-los, promover\u00e1 o verdadeiro equil\u00edbrio social.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para isso \u00e9 a agroecologia, como defende a pr\u00f3pria ONU em sua Agenda 2030 com os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS). Terras distribu\u00eddas conforme defende nossa Constitui\u00e7\u00e3o, gerando comida de verdade, distribui\u00e7\u00e3o de renda, diminuindo a desigualdade social, preserva\u00e7\u00e3o do ambiente. Para isso, contamos com a aprova\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Redu\u00e7\u00e3o de Agrot\u00f3xicos (PNARA), que servir\u00e1 como importante aliado nessa luta.<\/p>\n<p>Auxiliando ainda esse processo, a industrializa\u00e7\u00e3o de produtos biol\u00f3gicos, dos quais o Brasil det\u00e9m a tecnologia de fabrica\u00e7\u00e3o de 94,8% dos que s\u00e3o utilizados no pa\u00eds, promover\u00e1 um valor agregado no mercado, podendo ser uma lideran\u00e7a mundial nessa \u00e1rea, contribuindo tamb\u00e9m economicamente para o processo de industrializa\u00e7\u00e3o, rompendo as amarras no neocolonialismo e exporta\u00e7\u00e3o de bens prim\u00e1rios.<\/p>\n<p>E contrariando e desmentindo o que diz o lobby do agroneg\u00f3cio, a produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica e seus ganhos s\u00e3o iguais ou superiores \u00e0s verificadas no agroneg\u00f3cio. Mas justamente por ser distribu\u00edda, n\u00e3o desejam isso. Assim sendo, cabe ao Estado ser o indutor dessa transforma\u00e7\u00e3o, financiando a agricultura familiar e a agroecologia, o que contribuir\u00e1 para sua autossufici\u00eancia com retorno financeiro, girando a economia sem que a concentra\u00e7\u00e3o de renda esteja nas m\u00e3os do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Chegou a hora da hist\u00f3ria ser recontada n\u00e3o mais pela vis\u00e3o daqueles que sempre s\u00e3o os vitoriosos (detentores do capital), mas para essa maioria menosprezada que, na resist\u00eancia planta sua luta. Foi isso que as urnas manifestaram e esperamos do presidente Lula. Chegou o momento de colhermos os frutos e reescrevermos a hist\u00f3ria com honestidade e de forma participativa. \u00c9 o momento da agroecologia e do fortalecimento das bases sociais, as verdadeiras engrenagens do Brasil e da democracia.<\/p>\n<p><strong>*Professor, bi\u00f3logo, doutor em Etologia, mestre em Ci\u00eancias e especialista em Bioecologia e Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial, na Alemanha nazista existia uma grande corpora\u00e7\u00e3o chamada IG Farben (a quarta maior do mundo na \u00e9poca), desmembrada nas atuais Agfa, BASF, Hoeschst e Bayer, sendo as tr\u00eas \u00faltimas lideran\u00e7as na produ\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos. O t\u00edtulo do artigo pode parecer um exagero no primeiro momento, mas n\u00e3o \u00e9. 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