{"id":295508,"date":"2022-12-03T00:27:42","date_gmt":"2022-12-03T03:27:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=295508"},"modified":"2022-12-03T10:32:07","modified_gmt":"2022-12-03T13:32:07","slug":"oncas-pintadas-com-filhotes-sao-vistos-na-serra-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/oncas-pintadas-com-filhotes-sao-vistos-na-serra-do-mar\/","title":{"rendered":"On\u00e7as-pintadas e filhotes s\u00e3o vistos na Serra do Mar"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 chega a sete o n\u00famero de on\u00e7as-pintadas identificadas por pesquisadores brasileiros na regi\u00e3o da Serra do Mar paranaense, \u00e1rea de Mata Atl\u00e2ntica. A esp\u00e9cie, que chegou a ser considerada extinta na regi\u00e3o, voltou a ser registrada por armadilhas fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>As descobertas dos pesquisadores do Programa Grandes Mam\u00edferos da Serra do Mar foram divulgadas na revista cient\u00edfica Oryx, publicada pela universidade brit\u00e2nica de Cambridge. Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o, adultos com filhotes foram registrados no local. O s\u00e9timo indiv\u00edduo da popula\u00e7\u00e3o foi avistado entre abril e outubro de 2022.<\/p>\n<p>\u201c[A quantidade total dessa popula\u00e7\u00e3o] a gente desconhece. O que descobrimos \u00e9 que existem ocorr\u00eancias de on\u00e7as, tanto machos e f\u00eameas, e tamb\u00e9m de filhotes. Isso foi posterior ao estudo publicado, mas quantos indiv\u00edduos existem, isso \u00e9 o que a gente t\u00e1 buscando saber a partir de agora\u201d, destaca o pesquisador e coordenador t\u00e9cnico do Programa Grandes Mam\u00edferos da Serra do Mar, membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (RECN) e doutor em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o, Roberto Fusco.<\/p>\n<p>Segundo Fusco, as on\u00e7as registradas est\u00e3o em uma \u00e1rea florestal extensa e de dif\u00edcil acesso. De acordo com o pesquisador, os animais foram pressionados a se deslocarem para \u00e1reas montanhosas e de dif\u00edcil acesso, principalmente por conta da ca\u00e7a, desmatamento e extra\u00e7\u00e3o de palmito.<\/p>\n<p>\u201cNa Serra do Mar [paranaense], esses animais encontraram ref\u00fagio em \u00e1reas montanhosas, mais remotas e com dif\u00edcil acesso para humanos, fator que talvez tenha contribu\u00eddo para que esses felinos ficassem tanto tempo sem serem registrados\u201d, diz.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, a confirma\u00e7\u00e3o dos animais na regi\u00e3o classifica o bloco de floresta da Serra do Mar paranaense como uma \u00e1rea priorit\u00e1ria para conserva\u00e7\u00e3o da on\u00e7a-pintada na Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>\u201cUma vez que essa regi\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua a uma outra \u00e1rea priorit\u00e1ria j\u00e1 existente na Serra do Mar paulista, propomos uma expans\u00e3o de 5.715 quil\u00f4metros quadrados a sul, o que torna o grande bloco de floresta da Serra do Mar paranaense e paulista a maior \u00e1rea priorit\u00e1ria para a conserva\u00e7\u00e3o da on\u00e7a-pintada na Mata Atl\u00e2ntica, totalizando 19.262 quil\u00f4metros quadrados\u201d, diz Fusco.<\/p>\n<p>At\u00e9 a descoberta dos animais na regi\u00e3o, a \u00e1rea era considerada como n\u00e3o ocupada de on\u00e7a-pintada. \u201cAgora muda toda a estrat\u00e9gia. O desafio maior \u00e9 garantir a prote\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie ao longo do tempo e na redu\u00e7\u00e3o das amea\u00e7as, que \u00e9 a press\u00e3o de ca\u00e7a sobre a esp\u00e9cie e sobre as suas presas, como a paca, o cateto, o tatu, o porco do mato, e o veado\u201d.<\/p>\n<p>Fusco ressalta ainda que, com o aumento da popula\u00e7\u00e3o de on\u00e7as na regi\u00e3o, humanos e felinos ter\u00e3o de conviver. &#8220;Se, porventura, a esp\u00e9cie aumentar, que \u00e9 o que a gente quer, precisamos trabalhar com a quest\u00e3o do conflito humano-fauna, para evitar que as pessoas matem a on\u00e7a-pintada justamente por medo, por intoler\u00e2ncia, ou por retalia\u00e7\u00e3o, no caso da on\u00e7a predar animal dom\u00e9stico de alguma propriedade rural\u201d.<\/p>\n<p><strong>Redescoberta<\/strong><br \/>\nO processo redescoberta da on\u00e7a-pintada na regi\u00e3o teve in\u00edcio em 2011, com a instala\u00e7\u00e3o de armadilhas fotogr\u00e1ficas em algumas \u00e1reas espec\u00edficas Serra do Mar paranaense. No entanto, nenhum indiv\u00edduo foi registrado.<\/p>\n<p>Moradores locais, por\u00e9m, relatavam aos pesquisadores o avistamento dos animais em \u00e1reas afastadas. \u201cA partir de ent\u00e3o a gente come\u00e7ou a fazer um trabalho de entrevista com moradores, fizemos mais de 230 entrevistas em toda a regi\u00e3o da Serra do Mar para buscar informa\u00e7\u00f5es\u201d, conta o pesquisador.<\/p>\n<p>\u201cA gente teve muita ajuda dos moradores locais para acessar essas \u00e1reas remotas, e a gente instalou armadilhas fotogr\u00e1ficas. A\u00ed sim, em alguns desses pontos, a gente obteve o registro da on\u00e7a-pintada. Foi um macho e uma f\u00eamea juntos. E, a partir da\u00ed, a gente monitorou, e come\u00e7ou a entrar em outras \u00e1reas tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 chega a sete o n\u00famero de on\u00e7as-pintadas identificadas por pesquisadores brasileiros na regi\u00e3o da Serra do Mar paranaense, \u00e1rea de Mata Atl\u00e2ntica. A esp\u00e9cie, que chegou a ser considerada extinta na regi\u00e3o, voltou a ser registrada por armadilhas fotogr\u00e1fica. As descobertas dos pesquisadores do Programa Grandes Mam\u00edferos da Serra do Mar foram divulgadas na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":295510,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-295508","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295508","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=295508"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295508\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":295512,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295508\/revisions\/295512"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/295510"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=295508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=295508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=295508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}