{"id":295657,"date":"2022-12-06T15:26:56","date_gmt":"2022-12-06T18:26:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=295657"},"modified":"2022-12-06T16:39:36","modified_gmt":"2022-12-06T19:39:36","slug":"marrocos-quebra-salto-alto-da-espanha-e-vence-nos-penaltis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/marrocos-quebra-salto-alto-da-espanha-e-vence-nos-penaltis\/","title":{"rendered":"Marrocos quebra salto alto da Espanha e vence nos p\u00eanaltis"},"content":{"rendered":"<p>Os Le\u00f5es &#8211; ou seriam zebras? &#8211; do Atlas est\u00e3o nas quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez. Nesta ter\u00e7a-feira (6), a sele\u00e7\u00e3o de Marrocos foi respons\u00e1vel pela maior surpresa das oitavas de final do Mundial do Catar, ao eliminar a favorita Espanha nos p\u00eanaltis, por 3 a 0, ap\u00f3s empate sem gols no tempo normal, no Est\u00e1dio Cidade da Educa\u00e7\u00e3o, em Doha.<\/p>\n<p>O goleiro Yassine Bounou foi o her\u00f3i da classifica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, defendendo dois p\u00eanaltis. Ironicamente, o camisa 1 defende um time espanhol, o Sevilla.<\/p>\n<p>Curiosamente, dois dos 26 jogadores do elenco marroquino s\u00e3o nativos da Espanha, mas escolheram defender o pa\u00eds africano, que foi um protetorado espanhol entre 1912 e 1956. Um deles \u00e9 o lateral Achraf Hakimi, nascido em Madri, justamente quem bateu o p\u00eanalti decisivo. O outro \u00e9 o goleiro reserva Munir El-Kajoui, natural de Melilla, cidade no territ\u00f3rio de Marrocos, pr\u00f3ximo ao Estreito de Gibraltar, mas que pertence \u00e0 na\u00e7\u00e3o ib\u00e9rica e possui, inclusive, um muro erguido na regi\u00e3o de fronteira.<\/p>\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o garante o melhor resultado marroquino em uma Copa, superando 1986 (M\u00e9xico), quando a equipe parou na Alemanha Ocidental, nas oitavas. De quebra, a sele\u00e7\u00e3o do norte-africana igualou o desempenho mais positivo do continente em um Mundial, repetindo Camar\u00f5es (1990, na It\u00e1lia), Senegal (2002, em Jap\u00e3o e Coreia do Sul) e Gana (2010, na \u00c1frica do Sul).<\/p>\n<p>Para ser o primeiro pa\u00eds da \u00c1frica em uma semifinal de Copa, Marrocos ter\u00e1 que superar o ganhador do confronto entre Su\u00ed\u00e7a e Portugal, que se enfrentam ainda nesta ter\u00e7a, a partir das 16h (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia), no Est\u00e1dio de Lusail. O duelo pelas quartas ser\u00e1 no pr\u00f3ximo s\u00e1bado (10), a partir das 12h, no Est\u00e1dio Al Thumama, em Doha.<\/p>\n<p>A Espanha, pelo terceiro Mundial seguido, fica pelo caminho antes das quartas. Em 2014 (Brasil), a La Roja (A Vermelha, na tradu\u00e7\u00e3o do espanhol) sequer passou da primeira fase. H\u00e1 quatro anos, na R\u00fassia, a F\u00faria (outro apelido da sele\u00e7\u00e3o ib\u00e9rica) tamb\u00e9m caiu nos p\u00eanaltis e nas oitavas de final, s\u00f3 que para os anfitri\u00f5es. Apesar de terem a equipe com a quarta menor m\u00e9dia de idade da Copa e de serem um time em forma\u00e7\u00e3o para a edi\u00e7\u00e3o de 2026 (Estados Unidos, M\u00e9xico e Canad\u00e1), os campe\u00f5es de 2010 deixam o Catar frustrados, ap\u00f3s a empolga\u00e7\u00e3o de iniciarem a competi\u00e7\u00e3o com um 7 a 0 sobre a Costa Rica.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o daquela goleada, ali\u00e1s, foi a base do time que Lu\u00eds Enrique mandou a campo em Doha, com uma surpreendente novidade: o meia Marcos Llorente como lateral-direito, ao inv\u00e9s de Dani Carvajal e de Cesar Azpilicueta, que era d\u00favida, com dores na panturrilha. Poupados na derrota por 2 a 1 para o Jap\u00e3o, o zagueiro Aymeric Laporte, o lateral Jordi Alba e os atacantes Ferran Torres e Marco Asensio retornaram \u00e0 equipe. O \u00faltimo acabou vencendo a concorr\u00eancia com \u00c1lvaro Morata (artilheiro da F\u00faria no Mundial do Catar com tr\u00eas gols) pelo comando do ataque.<\/p>\n<p>Na sele\u00e7\u00e3o marroquina, Walid Regragui repetiu a escala\u00e7\u00e3o das duas primeiras rodadas, quando os Le\u00f5es do Atlas empataram sem gols com a Cro\u00e1cia e venceram a B\u00e9lgica por 2 a 0. O treinador fez somente uma mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao time que superou o Canad\u00e1 por 2 a 1, com a sa\u00edda de Abdelhamid Sabiri e o retorno do tamb\u00e9m meia Selim Amallah.<\/p>\n<p>As forma\u00e7\u00f5es deixaram claras as ideias das equipes. Com as pe\u00e7as adiantadas e compactada, a Espanha trocava passes em profus\u00e3o (foram 383 no primeiro tempo, com 362 acertos, conforme a estat\u00edstica da Fifa), buscando espa\u00e7os para quebrar as linhas de marca\u00e7\u00e3o de Marrocos, concentradas no campo de defesa. \u00c9 verdade que a F\u00faria, na primeira vez que conseguiu furar o bloqueio, chegou perto do gol. Aos 25 minutos, Asensio recebeu na \u00e1rea pela esquerda, \u00e0s costas do zagueiro Nayef Aguerd, mas o chute foi na rede pelo lado de fora.<\/p>\n<p>Ao longo da etapa inicial, por\u00e9m, a estrat\u00e9gia dos Le\u00f5es do Atlas, de aguardar pacientemente o momento ideal para o desarme e sair em velocidade, funcionou melhor, especialmente pela esquerda, com Sofiane Boufal praticamente ignorando a presen\u00e7a de Llorente. Aos 41, o atacante driblou o lateral improvisado com facilidade e cruzou na \u00e1rea para Aguerd, de cabe\u00e7a, quase abrir o placar.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio se manteve no segundo tempo, obrigando Lu\u00eds Enrique a buscar alternativas, como a entrada de Morata para ser a refer\u00eancia na \u00e1rea, substituindo Asensio. Pouco adiantou, entretanto. Aos 35, o camisa 7 recebeu entre linhas dos p\u00e9s do tamb\u00e9m atacante Nico Willians, pela direita. O chute, sem \u00e2ngulo, quase na linha de fundo, virou um cruzamento rasteiro, sem ningu\u00e9m (que, em tese, deveria ser o pr\u00f3prio Morata) para concluir.<\/p>\n<p>Para resistir \u00e0 press\u00e3o espanhola e n\u00e3o perder intensidade, Walid Regragui refrescou o contra-ataque marroquino, tirando Amallah, Boufal e Youssef En-Nesyri para colocar Sabiri, Abde Ezzalzouli e Walid Cheddira. Aos 40 minutos, os dois \u00faltimos ficaram no quase em jogada iniciada por Hakim Ziyech. O meia abriu para Hakimi cruzar pela direita, na cabe\u00e7a de Ezzalzouli, que escorou na pequena \u00e1rea para Cheddira. O atacante, de costas, conseguiu girar, mas o chute saiu prensado.<\/p>\n<p>O duelo, truncado, foi \u00e0 prorroga\u00e7\u00e3o. O maior desgaste f\u00edsico, apesar de as equipes manterem as respectivas estrat\u00e9gias, provocou os dois lances mais perigosos da partida. Aos quatro minutos do primeiro tempo extra, Cheddira recebeu do meia Azzedine Ounahi, entre os zagueiros Rodri e Laporte, mas bateu em cima do goleiro Unai Simon. J\u00e1 no \u00faltimo lance da segunda etapa, o atacante Pablo Sarabia foi lan\u00e7ado \u00e0s costas da zaga e chutou de primeira, cruzado, na pequena \u00e1rea, acertando a trave.<\/p>\n<p>Quis o destino que Sarabia, que entrou em campo no fim da prorroga\u00e7\u00e3o, justamente para a disputa de p\u00eanaltis, parasse novamente no poste, na primeira cobran\u00e7a espanhola. O meia Carlos Soler e o volante S\u00e9rgio Busquets, por sua vez, tiveram as batidas salvas por Bounou. O zagueiro Badr Banoun, mais um que entrou nos instantes finais, desperdi\u00e7ou a oportunidade que teve, defendida por Simon, mas n\u00e3o fez falta: Sabiri, Ziyech e Hakimi, de cavadinha, levaram os Le\u00f5es do Atlas \u00e0s quartas de final.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Le\u00f5es &#8211; ou seriam zebras? &#8211; do Atlas est\u00e3o nas quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez. 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