{"id":296540,"date":"2022-12-21T07:24:27","date_gmt":"2022-12-21T10:24:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=296540"},"modified":"2022-12-21T07:24:27","modified_gmt":"2022-12-21T10:24:27","slug":"proximo-ano-sera-negro-para-as-exportacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/proximo-ano-sera-negro-para-as-exportacoes\/","title":{"rendered":"Pr\u00f3ximo ano ser\u00e1 negro para as exporta\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil divulgou sua previs\u00e3o para a balan\u00e7a comercial de 2023. Segundo a AEB, as exporta\u00e7\u00f5es devem atingir US$ 325,162 bilh\u00f5es, queda de 2,3% em rela\u00e7\u00e3o aos US$ 332,825 bilh\u00f5es estimados para este ano. J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es devem totalizar US$ 253,229 bilh\u00f5es, com retra\u00e7\u00e3o de 6,2% comparativamente aos US$ 269,900 bilh\u00f5es estimados para 2022.<\/p>\n<p>Quanto ao super\u00e1vit comercial, a AEB estima que alcance US$ 71,933 bilh\u00f5es, em 2023, com expans\u00e3o de 14,3% sobre os US$ 62,925 bilh\u00f5es previstos para este ano. O super\u00e1vit de US$ 71,933 bilh\u00f5es em 2023 ser\u00e1 recorde, mesmo com previs\u00e3o de queda das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es, e superar\u00e1 o recorde anterior de US$ 61,223 bilh\u00f5es, apurado em 2020.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, o presidente executivo da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro, ressaltou, por\u00e9m, que se trata de um super\u00e1vit negativo, porque n\u00e3o gera nenhuma atividade econ\u00f4mica. \u201c\u00c9 um super\u00e1vit negativo porque resulta de um duplo d\u00e9ficit e n\u00e3o gera nenhuma atividade econ\u00f4mica\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com Castro, as commodities (produtos agr\u00edcolas e minerais comercializados no mercado internacional) continuar\u00e3o sendo o carro-chefe das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras no pr\u00f3ximo ano, embora com possibilidade de queda das cota\u00e7\u00f5es no decorrer do per\u00edodo. \u201cJ\u00e1 come\u00e7a a acomoda\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, como resultado de uma s\u00e9rie de fatores\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Fatores<\/strong><br \/>\nEntre esses fatores, Castro citou a desacelera\u00e7\u00e3o da economia mundial, o baixo crescimento econ\u00f4mico da China, a guerra da Ucr\u00e2nia com a R\u00fassia, a eleva\u00e7\u00e3o da taxa de juros nos Estados Unidos e na Uni\u00e3o Europeia. \u201cS\u00e3o todos fatores que fazem com que o com\u00e9rcio internacional e a economia n\u00e3o tenham aquecimento. Pelo contr\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Castro argumentou, por outro lado, que \u201cqualquer que seja o pre\u00e7o\u201d, as commodities continuar\u00e3o liderando as exporta\u00e7\u00f5es nacionais e admitiu que uma surpresa desagrad\u00e1vel poder\u00e1 surgir se a Uni\u00e3o Europeia decidir taxar as commodities como um todo. \u201cIsso pode vir a afetar o Brasil a partir de 2024\u201d. A expectativa, contudo, \u00e9 que o Brasil continue com super\u00e1vits altos, com as commodities atuando como carro-chefe das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Soja, petr\u00f3leo e min\u00e9rio dever\u00e3o responder por 35,7% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras projetadas para 2023, revelando estabilidade em compara\u00e7\u00e3o aos 35% apurados em 2022. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis e semiacabados de ferro e a\u00e7o, que s\u00e3o produtos manufaturados, os demais 13 principais produtos exportados pelo Brasil s\u00e3o commodities.<\/p>\n<p><strong>Reformas<\/strong><br \/>\nCastro defendeu as refor\u00e7as tribut\u00e1ria e administrativa para reduzir o custo Brasil e levar os manufaturados a uma posi\u00e7\u00e3o de destaque na balan\u00e7a comercial do pa\u00eds. \u201cN\u00f3s dependemos de v\u00e1rias commodities e de poucos manufaturados\u201d, apontou. De acordo com a AEB, a competitividade das exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados tem na Am\u00e9rica do Sul seu principal mercado de destino, mas a regi\u00e3o enfrenta problemas pol\u00edticos ou econ\u00f4micos. \u201cN\u00e3o podemos contar com a Am\u00e9rica do Sul como um mercado final\u201d, disse Castro.\u201cSem reformas, n\u00f3s n\u00e3o sa\u00edmos do lugar.\u201d<\/p>\n<p>Para Castro, o c\u00e2mbio flutuante permanece em patamar adequado. A taxa cambial dever\u00e1 oscilar entre o piso de R$ 5 e o teto de R$ 5,70, durante 2023, influenciada por fatores pol\u00edticos e econ\u00f4micos internos ou externos. \u201cN\u00e3o haver\u00e1 problema em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2mbio, que ajuda a exporta\u00e7\u00e3o. O custo Brasil \u00e9 que tem de ser reduzido\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O presidente executivo da AEB acrescentou que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) para 2023, estimado entre 1,4% e 1,5%, \u201c\u00e9 um PIB baixo, que n\u00e3o ajuda, nem atrapalha o com\u00e9rcio exterior e n\u00e3o estimula o crescimento interno, nem gera emprego no mercado interno\u201d. Ele insistiu que a redu\u00e7\u00e3o do custo Brasil ajudaria o pa\u00eds a entrar nos mercados norte-americano e europeu com produtos manufaturados, de maior valor agregado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil divulgou sua previs\u00e3o para a balan\u00e7a comercial de 2023. Segundo a AEB, as exporta\u00e7\u00f5es devem atingir US$ 325,162 bilh\u00f5es, queda de 2,3% em rela\u00e7\u00e3o aos US$ 332,825 bilh\u00f5es estimados para este ano. 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