{"id":297371,"date":"2023-01-06T00:05:12","date_gmt":"2023-01-06T03:05:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=297371"},"modified":"2023-01-06T08:47:13","modified_gmt":"2023-01-06T11:47:13","slug":"janja-acerta-levando-gestos-dela-por-outras-maos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/janja-acerta-levando-gestos-dela-por-outras-maos\/","title":{"rendered":"Janja acerta levando gestos dela por outras m\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p>Jnja acertou em cheio. A imagem emblem\u00e1tica da terceira posse de Lula como presidente do Brasil ser\u00e1 para sempre aquela em que ele sobe a rampa de bra\u00e7os dados com cidad\u00e3os que representam a diversidade da popula\u00e7\u00e3o brasileira e a enorme fatia da sociedade desprezada pelo governo Bolsonaro: os ind\u00edgenas, as mulheres, os negros, as crian\u00e7as, as pessoas com defici\u00eancia, os trabalhadores &#8211; o metal\u00fargico, a cozinheira, o artes\u00e3o, o professor. O \u00e1pice da cerim\u00f4nia organizada por Janja, a entrega da faixa presidencial, coube a uma jovem negra, Aline Sousa, catadora de recicl\u00e1veis como sua m\u00e3e e av\u00f3. A cadelinha &#8220;Resist\u00eancia&#8221;, adotada na vig\u00edlia de Curitiba, veio como porta-estandarte desse resgate coletivo da dignidade, aviltada por Jair Bolsonaro e seus aliados.<\/p>\n<p>Essa foi tamb\u00e9m a \u00eanfase dos discursos &#8211; de Lula aos ministros empossados nesta semana. No mais emocionante deles, o professor e jurista S\u00edlvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos, trouxe o significado pol\u00edtico desse resgate: &#8220;N\u00f3s somos a vit\u00f3ria dos nossos antepassados. N\u00f3s somos a vit\u00f3ria tamb\u00e9m daqueles que vir\u00e3o depois de n\u00f3s. Meu maior compromisso n\u00e3o poderia ser outro que lutar para que o Estado brasileiro deixe de violentar seus cidad\u00e3os. Quero ser ministro de um pa\u00eds que ponha a vida e a dignidade humana em primeiro lugar&#8221;, disse, nomeando cada um dos grupos v\u00edtimas de injusti\u00e7a e desrespeito no governo Bolsonaro, t\u00e3o bem representados na rampa do Planalto e pelo pr\u00f3prio ministro, autor do livro &#8220;Racismo Estrutural&#8221;.<\/p>\n<p>Para uma ag\u00eancia de jornalismo fundada no compromisso intransigente com os direitos humanos, n\u00e3o poderia haver est\u00edmulo maior para exercer cada vez melhor nosso papel, trazendo informa\u00e7\u00e3o abrangente e de qualidade para subsidiar o debate democr\u00e1tico, confrontando promessas e realidade, cobrando do governo, institui\u00e7\u00f5es e empresas a transpar\u00eancia e respeito \u00e0s pautas da sociedade civil e dos movimentos sociais, expondo interesses pol\u00edticos e econ\u00f4micos em jogo, denunciando viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e responsabilizando seus agentes no passado ou no presente.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o apenas. Vamos acompanhar de perto a constru\u00e7\u00e3o das t\u00e3o urgentes pol\u00edticas p\u00fablicas de olho na garantia de direitos, em mais democracia, mais respeito \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 sabedoria ancestral na proposi\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para um futuro em que o pr\u00e9-sal e a picanha, exaltados por Lula at\u00e9 recentemente, perderam o lugar. Tamb\u00e9m n\u00e3o vamos desistir de responsabilizar Jair Bolsonaro pelos crimes cometidos nesses quatro anos, abrindo a caixa-preta de seu governo.<\/p>\n<p>O Brasil, que jamais superou a viol\u00eancia da escravid\u00e3o e da ditadura, reverenciada por Bolsonaro e boa parte dos militares, tem que ir al\u00e9m da &#8220;reconstru\u00e7\u00e3o e uni\u00e3o&#8221; em um mundo em rota acelerada para a destrui\u00e7\u00e3o, como lembrou Marina Silva ao assumir pela segunda vez o MMA, renomeado como Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e da Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica. &#8220;Esse aumento nominal tem uma raz\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 ret\u00f3rica: a emerg\u00eancia clim\u00e1tica se imp\u00f5e. Queremos destacar a devida prioridade daquele que \u00e9, talvez, o maior desafio global vivido presentemente pela humanidade. Pa\u00edses, pessoas e ecossistemas mostram-se cada vez menos capazes de lidar com as consequ\u00eancias e, comprovadamente, os mais pobres s\u00e3o os mais afetados. O governo brasileiro, que sempre foi protagonista nessa discuss\u00e3o, n\u00e3o se furtar\u00e1 a exercer esse papel de lideran\u00e7a, nacional e internacionalmente, por meio deste minist\u00e9rio&#8221;, afirmou em um dos discursos mais propositivos dos novos empossados.<\/p>\n<p>Que as mulheres, negros, ind\u00edgenas, gays, l\u00e9sbicas, trans, crian\u00e7as, jovens, trabalhadores e defensores de direitos humanos permane\u00e7am como protagonistas neste governo que se inicia de forma auspiciosa. De nossa parte, queremos tornar nosso jornalismo uma ferramenta cada vez mais relevante a servi\u00e7o da democracia e da igualdade de direitos, com coragem e imagina\u00e7\u00e3o para inovar, mas sempre aferradas ao compromisso com a independ\u00eancia editorial e com o interesse p\u00fablico que nos trouxe at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>&#8220;Exu matou um p\u00e1ssaro ontem, com uma pedra que s\u00f3 jogou hoje&#8221;, nos ensinou S\u00edlvio Almeida, evocando um ditado iorub\u00e1. Vamos adiante conectando passado, presente e futuro, como prop\u00f4s o ministro. Sem ressentimento nem esquecimento.<\/p>\n<p>Um ano novo com dignidade e esperan\u00e7a para todos n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jnja acertou em cheio. 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