{"id":29748,"date":"2014-11-27T06:15:49","date_gmt":"2014-11-27T09:15:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=29748"},"modified":"2014-11-28T06:18:35","modified_gmt":"2014-11-28T09:18:35","slug":"variacao-genetica-mantem-vivo-o-desejo-da-infidelidade-amorosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/variacao-genetica-mantem-vivo-o-desejo-da-infidelidade-amorosa\/","title":{"rendered":"Varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica mant\u00e9m vivo o desejo da infidelidade amorosa"},"content":{"rendered":"<p>O desejo de trair pode ser heredit\u00e1rio, segundo indica um estudo de pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austr\u00e1lia. Os pesquisadores conclu\u00edram que varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas podem fazer com que tanto homens quanto mulheres tenham maior propens\u00e3o a cometer adult\u00e9rio.<\/p>\n<p>O estudo, publicado na revista cient\u00edfica Evolution &amp; Human Behaviour , analisou o comportamento de mais de 7 mil pares de g\u00eameos na Finl\u00e2ndia, com idades de 18 a 49 anos, todos em relacionamentos est\u00e1veis.<\/p>\n<p>Os pesquisadores compararam as diferen\u00e7as de comportamento entre casais de g\u00eameos: os id\u00eanticos, que compartilham todos os genes, e os fraternos, que apresentam diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>Cerca de 10% dos homens e 6,4% das mulheres tinham pulado a cerca no ano anterior. Os resultados sugerem que 63% do comportamento infiel nos homens e 40% nas mulheres podem ser atribu\u00eddos \u00e0 heran\u00e7a gen\u00e9tica.<\/p>\n<blockquote><p>No caso das mulheres, os cientistas detectaram que varia\u00e7\u00f5es em um gene chamado AVPRIA estava associado ao comportamento infiel. Este gene \u00e9 associado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da arginina vasopressina, um horm\u00f4nio envolvido na regula\u00e7\u00e3o do comportamento social e que mostrou ter influ\u00eancia em testes com roedores.<\/p><\/blockquote>\n<p>&#8220;Nossa pesquisa mostra que a gen\u00e9tica influencia a possibilidade de pessoas fazerem sexo com parceiros fora de seu relacionamento&#8221;, explica Brendan Zietsch, coordenador do estudo.<\/p>\n<p>A infidelidade \u00e9 um assunto que provoca mist\u00e9rio na comunidade cient\u00edfica, que tradicionalmente busca explica\u00e7\u00f5es na biologia evolucion\u00e1ria. Para homens, a poligamia seria explicada pela necessidade da preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie: mais sexo resultaria em mais filhos.<\/p>\n<p>No caso das mulheres, por\u00e9m, h\u00e1 diverg\u00eancias. Trair costuma ser visto como um tipo de &#8220;efeito colateral&#8221; provocado pelo comportamento masculino; ou ent\u00e3o como resultado de uma a\u00e7\u00e3o mais instintiva: em tempos mais primitivos, ter filhos com v\u00e1rios parceiros reduziria a possibilidade de infantic\u00eddio.<\/p>\n<p>Este debate fez com que os pesquisadores de Queensland examinassem tamb\u00e9m o comportamento de g\u00eameos de sexo diferentes. Pelo menos na amostra estudada, eles n\u00e3o identificaram nenhuma correla\u00e7\u00e3o significativa de promiscuidade de influ\u00eancia social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desejo de trair pode ser heredit\u00e1rio, segundo indica um estudo de pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austr\u00e1lia. 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