{"id":299399,"date":"2023-02-11T20:22:52","date_gmt":"2023-02-11T23:22:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=299399"},"modified":"2023-02-11T21:19:20","modified_gmt":"2023-02-12T00:19:20","slug":"mineiros-querem-fazer-o-maior-carnaval-de-sua-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mineiros-querem-fazer-o-maior-carnaval-de-sua-historia\/","title":{"rendered":"Mineiros querem fazer o maior carnaval de sua hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o de 5 milh\u00f5es de foli\u00f5es estimada pela Prefeitura de Belo Horizonte far\u00e1 com que este seja o maior carnaval da hist\u00f3ria da cidade. Desde que os blocos de rua voltaram a ganhar for\u00e7a a partir de 2009, o p\u00fablico que toma os bairros da capital mineira cresceu exponencialmente. Em 2023, depois de dois anos sem carnaval em decorr\u00eancia da pandemia de covid-19, o munic\u00edpio aposta na ansiedade de moradores e visitantes para matar a saudade da maior festa popular do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;A folia na capital mineira contar\u00e1 com uma programa\u00e7\u00e3o extensa e descentralizada, distribu\u00edda pelas nove regionais da cidade. Organizado de maneira espont\u00e2nea, um dos principais atrativos da festa \u00e9 a sua ess\u00eancia democr\u00e1tica e plural&#8221;, registra nota divulgada no site da prefeitura.<\/p>\n<p>Com a inscri\u00e7\u00e3o de 493 blocos de rua, o munic\u00edpio j\u00e1 registra um recorde. O n\u00famero supera de longe os 347 cadastrados no \u00faltimo carnaval, em 2020. Como alguns deles desfilam mais de uma vez, est\u00e3o previstos para este ano 538 cortejos. Alguns deles j\u00e1 ocorreram ao longo dessa semana. A programa\u00e7\u00e3o completa pode ser conferida no portal eletr\u00f4nico da prefeitura. Neste fim de semana, h\u00e1 op\u00e7\u00f5es em quase todas as regi\u00f5es da cidade.<\/p>\n<p>Segundo a proje\u00e7\u00e3o da prefeitura, a folia deve movimentar R$ 600 milh\u00f5es e gerar mais de 20 mil empregos diretos e indiretos. Foram cadastrados 16,1 mil ambulantes, cerca de 10% a mais que em 2020.<\/p>\n<p><strong>Ocupa\u00e7\u00e3o das ruas<\/strong><br \/>\nA retomada da for\u00e7a do carnaval de rua de Belo Horizonte teve como ponto de partida um movimento formado por artistas e universit\u00e1rios que surgiu em 2009. Eles criaram formas l\u00fadicas de contestar medidas restritivas de ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico, em especial um decreto da prefeitura que proibia eventos na Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o, no centro da cidade.<\/p>\n<p>Os blocos foram surgindo com o intuito de ocupar as vias da capital mineira atrav\u00e9s da folia. Passados 14 anos, a maioria dos blocos que se consolidaram como refer\u00eancia da programa\u00e7\u00e3o desse carnaval organizam cortejos que divertem e tamb\u00e9m carregam bandeiras pol\u00edticas: h\u00e1 manifesta\u00e7\u00f5es cr\u00edticas ao machismo, \u00e0 homofobia, ao racismo e defesa de pautas ligadas \u00e0 democratiza\u00e7\u00e3o da cultura e \u00e0 inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>Blocos como Ent\u00e3o Brilha, Juventude Bronzeada, Tchanzinho Zona Norte, Chama o S\u00edndico, Pena de Pav\u00e3o de Krishna, Angola Janga, Filhos de Tcha Tcha e Alcova Libertina s\u00e3o express\u00f5es desse movimento. Ao mesmo tempo, fomentam um carnaval esteticamente e musicalmente plural diante das especificidades de cores e de ritmos observadas em cada um. H\u00e1 cortejos para todos os gostos: \u00e9 poss\u00edvel transitar do samba ao rock, passando pelo ax\u00e9, pela m\u00fasica popular brasileira, pelo jazz e at\u00e9 por mantras referenciados na cultura indiana.<\/p>\n<p>Para apoiar o carnaval de rua deste ano, a Empresa Municipal de Turismo (Belotur), vinculada \u00e0 prefeitura, lan\u00e7ou um edital de aux\u00edlio financeiro ainda no fim do ano passado. Foi investido um total de R$ 1,6 milh\u00e3o, que contemplou 95 blocos.<\/p>\n<p>Por meio das redes sociais, os blocos v\u00eam divulgando informa\u00e7\u00f5es sobre seus ensaios abertos e seus cortejos. Uma exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o Alcova Libertina. Famoso por transformar cl\u00e1ssicos do rock nacional e internacional em m\u00fasicas de carnaval, ele anunciou em suas redes que s\u00f3 volta a desfilar em 2024.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos passando por um processo de reestrutura\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o e ainda n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de levantar a nau na avenida. Sentiremos falta de toda massa que sempre nos carregou pelo bloco, mas logo logo voltaremos&#8221;, registra a postagem.<\/p>\n<p><strong>Outras atra\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nA abertura oficial do carnaval ocorreu no dia 1\u00ba de fevereiro, quando o prefeito Fuad Noman entregou simbolicamente a chave da cidade \u00e0 Corte Real Momesca. Na ocasi\u00e3o, foram divulgadas tamb\u00e9m as atra\u00e7\u00f5es que ocorrer\u00e3o na capital mineira. Em 14 centros culturais, acontecer\u00e3o shows, exposi\u00e7\u00f5es, oficinas e bailes infantis.<\/p>\n<p>Os desfiles de escolas de samba na Avenida Afonso Pena est\u00e3o confirmados para a ter\u00e7a-feira (21) de carnaval. Desde 1956, as agremia\u00e7\u00f5es de Belo Horizonte se apresentaram de forma semelhante ao que acontece hoje, guiadas por samba-enredo. Nos anos que antecederam o ressurgimento dos blocos de rua, elas eram a principal atra\u00e7\u00e3o de um carnaval t\u00edmido e de pouco p\u00fablico.<\/p>\n<p>Os vencedores s\u00e3o definidos por um grupo de jurados que analisa nove quesitos t\u00e9cnicos. Para apoiar as agremia\u00e7\u00f5es, a prefeitura destinou R$ 230 mil para a subven\u00e7\u00e3o do Grupo Especial, valor 15% superior \u00e0 \u00faltima edi\u00e7\u00e3o de 2020.<\/p>\n<p>Caracter\u00edsticos da folia belorizontina, os blocos caricatos se apresentam na segunda-feira (20) de carnaval. Eles se tornaram uma categoria de desfile na d\u00e9cada de 1950, mas sua origem ainda n\u00e3o \u00e9 totalmente conhecida dos historiadores.<\/p>\n<p>Entre algumas hip\u00f3teses, eles podem ter influ\u00eancia dos carros aleg\u00f3ricos que partiam dos clubes e sociedades no in\u00edcio do s\u00e9culo 20 ou do corso (desfiles em carros comuns), que existia desde a funda\u00e7\u00e3o da cidade, em 1897.<\/p>\n<p>No corso, fam\u00edlias desfilavam fantasiadas em seus carros particulares, em uma \u00e9poca em que os ve\u00edculos eram mais abertos e as pessoas conseguiam ficar de p\u00e9 nas laterais. Nos blocos caricatos, a bateria vai em cima de um caminh\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tradicional no carnaval da capital mineira, o Concurso de Marchinhas Mestre Jonas n\u00e3o acontecer\u00e1 neste ano. O evento costuma consagrar composi\u00e7\u00f5es que fazem par\u00f3dia de acontecimentos da vida social e pol\u00edtica nacional, como as cl\u00e1ssicas Imagina na Copa, de 2013, e O Baile do P\u00f3 Royal, de 2014, que se disseminaram pelas redes sociais. A produtora Cria Cultura, que organiza a disputa, prev\u00ea a retomada em 2024.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o de 5 milh\u00f5es de foli\u00f5es estimada pela Prefeitura de Belo Horizonte far\u00e1 com que este seja o maior carnaval da hist\u00f3ria da cidade. Desde que os blocos de rua voltaram a ganhar for\u00e7a a partir de 2009, o p\u00fablico que toma os bairros da capital mineira cresceu exponencialmente. 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